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300.000 rastilhos de António Costa

por John Wolf, em 18.11.14

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Fico com náuseas. Fico com a cabeça a rodar. Sinto o estômago a dar voltas. Mas sobretudo sinto raiva quando sou confrontado com políticos que nada têm no bolso, e que à custa dos cidadãos, querem fazer bonitos e ser populares, simpáticos, elegíveis... Em tempos de grave crise económica e social, a Câmara Municipal de Lisboa simplesmente não pode gastar 300.000 euros em luzinhas de Natal (não sei se este valor inclui a conta de electricidade). Que António Costa não me venha com essa conversa da pequena alegria que está obrigado a dar às pessoas. Treta. Se fossem criativos lá para os lados dos Paços do Concelho, poderiam propor uma vigília à Nazarenos - em que cada uma traria uma pequena vela para iluminar o lirismo da quadra. Uma concentração  de  cidadãos para uma reflexão conjunta sobre as adversidades, e o modo como o espírito humano pode superá-las. Uma cidade rica em iconografia e santos padroeiros, de corvos a Santos António, não se pode deixar vender por saldos de ocasião. Com 300.000 euros, uma obra "para ficar" poderia ser erigida. Acresce a todo este aparato de killerwatts, uma outra dimensão - quem ganha com o negócio das lâmpadas e lamparinas? António Costa prova que não está à altura da situação, da falência que nos condiciona, mas que não nos deve atar as mãos. Combinemos então a noite da procissão - e cada um que traga a sua vela de santuário, e diante da sede da capital, afoguemos o nosso desagrado pelo esbanjamento da razão e do bom-senso.

publicado às 22:33

A pouca vergonha chegou à cidade

por Pedro Quartin Graça, em 05.11.14

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Cidade Universitária, junto ao ISCTE - IUL, na rua que liga a morgue de Santa Maria a esta Universidade, hoje dia 5 de Novembro.

11H - Carro estacionado em parque de zona verde gerido pela EMEL. Parque praticamente vazio. Carro fechado, bem estacionado, direito, com ticket pago, travado, numa reta. Nenhum carro à volta.

13.45 H - O mesmo carro, por sinal o meu, desaparece do local onde se encontrava estacionado. Aparece no outro lado da rua, sem qualquer multa ou aviso, atravessado em espinha em cima do passeio. Fechado, mas destravado, com um pedregulho a fazer de travão atrás da roda traseira esquerda. Nenhum carro à volta.

Na zona, mas muito mais à frente, vários carros bloqueados pela EMEL.

Até agora ainda não consegui perceber o que se passou, como isto foi, no fundo, possível. Uma única explicação sobre a autoria da brincadeira, um verdadeiro crime de lesa propriedade, aliás: a EMEL.

A inevitável pergunta: Agora a EMEL, alegadamente, abre carros(!!!???), destrava-os, retira carros dos locais e deixa-os abandonados e destravados no meio da rua? Tudo isto sem qualquer razão plausível?

Mas que enorme pouca vergonha é esta? 

publicado às 17:35

A expressão sacudir a água do capote assenta que nem uma luva. António Costa demonstra mais uma vez que não tem o que é preciso para governar um país:"foi mais o susto que o prejuízo" (?). Não sei há quantos anos este político lidera os destinos da cidade, nem sei há quantas décadas anda o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles a se bater pelas causas da eco-sustentabilidade de Lisboa, mas António Costa nem sequer é capaz de limpar as sarjetas e os sistemas de drenagem de águas. E se um sismo de grandes proporções ocorrer, is Costa our man? Não me parece. Onde esteve António Costa quando os rápidos desceram pela Av. da Liberdade? Não o vi de galochas ao lado dos senhores da protecção civil. Não o vi mais ou menos molhado. Ah, já percebi. Se aparecesse em cena seria logo acusado de estar em campanha, de se aproveitar despudoradamente do evento para granjear uma opinião favorável junto dos simpatizantes. Mas não é disso que se trata. Trata-se simplesmente de estar no exercício das suas funções. De fazer o que lhe compete. Em vez disso, apresenta-nos um paleio empírico de águas em abundância, surpresas e sustos. A água que certamente irá regressar a Lisboa para apanhar desprevenidos outros autarcas, levanta a eterna questão, permanente: de que modo a cidade de Lisboa tem vindo a redesenhar a estrutura sobre a qual assenta o seu futuro? Em plena festa de protesto climático em todo o mundo, Lisboa levou um aviso sério, mas os mesmos desafios que puseram os lisboetas com água pelos joelhos, são transversais à integridade do país, à sua totalidade. Seguro que também quer mandar, também não soube aproveitar a deixa. Viram-no de galochas a armar-se em bombeiro? Não vi nada. Em 1927, o Estado do Lousiana, EUA foi devassado pelas cheias que se viriam a tornar épicas. O então presidente Coolidge acorreu logo ao local para emprestar a sua aura de lider e dar confiança aos cidadãos. É óbvio que o que aconteceu ontem não se pode comparar com a catástrofe da cidade de Evangeline, mas o chefe Costa não cumpriu os requisitos mínimos. Se acontecer algo realmente devastador nesta cidade, pelo menos sabemos com o que não contamos. Não contamos com presidentes de câmara capazes de pensar nas questões de fundo subjacentes ao governo de uma cidade ribeirinha. E diz ele que quer ampliar os resultados da gestão de Lisboa ao resto do país. Ao que restar dele.

publicado às 08:47

António Costa nunca esteve em Lisboa

por John Wolf, em 05.09.14

Demagogia é uma doença grave. Afecta grande parte dos membros políticos da nossa sociedade. Mas existe outra patologia ainda mais grave - a mentira. E mesmo que a mesma seja repetida vezes sem conta, não se transforma em verdade. Quando António Costa afirma que oito orçamentos rectificativos são a prova de que o governo falhou, deveria virar a sua lupa de inspector para a gestão da Câmara Municipal de Lisboa (CML) e as contas habilmente camufladas pela venda de património ao desbarato, entre outras manobras. O presidente de câmara, que teve a oportunidade concedida por diversos mandatos para provar a sua competência, não pode, à meia-volta, omitir a sua vida autárquica, quando apresenta as credenciais aos eleitores, simpatizantes ou não. Se bem me recordo, quando lá chegou (à CML), para fazer face ao balancete, obteve um empréstimo de 500 milhões de euros (estarei enganado?) que foi muito conveniente para dar o ar de graça de contas saudáveis. Embora os socialistas se afirmem quase "racialmente" diferentes dos outros (melhores e mais iluminados), em abono da verdade não praticam uma religião diferente. Quando o governo decidiu alienar empresas públicas houve logo um coro de protesto sobre a perda de soberania e entrega de empresas-bandeira, mas Costa não faz algo diverso. Vende uma parte da história de Lisboa com o mesmo sentido de urgência. Ou seja, se os portugueses forem objectivos na análise dos factos, terão de interpretar e validar a obra de António Costa na autarquia lisboeta. O seu estágio camarário deve servir de teste para voos maiores, para a sua promoção ou não. Qual o resultado da conta de somar e subtrair na gestão de Lisboa? É esse o critério que deve servir para organizar o processo de reflexão respeitante à eleição, numa primeira fase, de um candidato a candidato, e mais tarde (quando porventura for tarde demais), de um candidato a primeiro-ministro. O departamento de comunicação da CML pode produzir todos os videos catitas que quiser, com um décor pejado de amigos à volta da clareira, mas esses diaporamas contam apenas metade da estória. Não me venham com a cantiga que o país foi à ruína, mas que existe uma excepção, um estado-exíguo, a ilha de deslumbramento onde a devastação não chegou. Lisboa responde perante o país, assim como António Costa.

publicado às 09:22

Onde começa e acaba Lisboa

por John Wolf, em 25.08.14

Ainda não percebi muito bem onde termina a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e onde começam as Juntas de Freguesia.  Dizem que existe uma linha que separa uma coisa e outra. Ou será que é algo diverso? Por exemplo, uma janela de oportunidade para sacudir a água do capote quando a coisa não corre bem: Muito agradecemos a reclamação, mas essa matéria diz respeito à sua Junta de Freguesia.  Ou então o inverso, quando na Casa do Povo houve uma iniciativa bem sucedida e o país inteiro aplaude a “dinâmica da CML” que afinal nada teve a ver com o assunto, mas que não deixa fugir o resultado líquido da publicidade de uma qualquer praia do Torel. Não sei se me faço entender? Esta espécie de “regionalização” da capital lisboeta parece servir para um fim muito preciso: diluir o sentido de competência e de responsabilidade política. O residente da capital acaba por ter duas casas, duas vidas: uma na autarquia e outra na freguesia. Mesmo que a nova divisão administrativa tenha resultado na optimização de recursos e numa mais eficiente utilização de meios, a verdade é que o destinatário final, o residente de Lisboa, não sabe muito bem desenhar o mapa de competências da cidade. Deixou-se confundir pela complicação, pelo novo organograma que não altera de um modo fundamental o modo como se vive na metrópole, mas que distorce o quadro de percepções. É como se desejassem que Lisboa não se desse a conhecer àqueles mais interessados pelas suas causas. De nada serve Lisboa ganhar o concurso de melhor destino europeu do New York Times ou da CNN,  se os que cá vivem é que têm de aguentar a broncaos turistas que descem dos cruzeiros para visitar a cidade não ficam mais do que alguns dias, e não têm de lidar com os problemas que afligem os residentes. Os camones disfrutam do bem-bom e não imaginam os desafios que se apresentam aos lisboetas. Sabemos muito bem que Lisboa tem uma vocação turística assinalável, mas a prioridade deve ser dada aos que vivem definitivamente na cidade. Mas há mais que gostaria de incluir nesta lista de considerações que esgotam as fronteiras da freguesia ou do turista ocidental. Há algo de mais estratégico que faz falta a Lisboa. Uma visão global e prospectiva, assim como algumas ferramentas essenciais. Que tal um conceito de desenvolvimento dedicado apenas a Lisboa?  Algo que poderia ser designado por  “Zona Económica Exclusiva de Lisboa” – uma resenha exaustiva dos atributos económicos e sociais da cidade. Um quadro a cores que identifique as carências e que assinale as valências. Não conheço a App - um interface para medir o biorritmo económico e social do bairro. Se querem aproveitar a arquitectura administrativa da cidade, então que se proceda ao levantamento das necessidades de cada localidade. Qual a taxa de desemprego na freguesia de Santa Isabel? E qual o rácio entre o número de habitantes e os serviços médicos na zona de Alcântara? E qual o PIBf (produto interno bruto de freguesia) de Belém? Um potencial empreendedor ou investidor, que queira avançar para o terreno, nem sequer dispõe de dados que permitam testar o seu modelo de negócio antes do seu próprio arranque. Será que faz falta mais um café na zona do Campo Pequeno? São estes dados estatísticos que devem estar à mão de semear do residente de Lisboa. A economia local apenas se tornará produtiva e inovadora se os destinatários finais puderem participar na sua (re)construção. No meu entender, os habitantes de Lisboa têm vivido há demasiado tempo na sombra, na ignorância dos elementos operativos mais básicos. Trabalha-se em Lisboa como se vive. Com o coração na mão, mas sem a racionalidade que permita fazer a destrinça entre o impulso do momento e a visão de longo prazo, sustentável. Os políticos que gerem os destinos da cidade ainda não perceberam que devem entregar Lisboa a quem de direito, aos seus residentes. A matriz cultural que rege a relação entre o poder político e os seus súbditos tem de mudar. A cidade não largará as docas como um navio de cruzeiro. Fica, deixa-se estar. Eternamente.

publicado às 21:28

Insensibilidade de António Costa

por John Wolf, em 01.05.14

Irei tentar ser brando e comedido no uso das palavras, quando, em abono da verdade, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) mereceria ser insultado. As famílias lisboetas bateram com a cara no portão do Parque Recreativo do Alvito neste 1 de Maio. Em pleno dia do trabalhador (ou o raio que o parta), António Costa demonstra inequivocamente (e mais uma vez) que não tem nível para interpretar o sentimento colectivo. O "povo" já muito zangado, cabisbaixo e frustrado com o estado da nação, não tem margem de manobra para aturar idiotices autárquicas. Como ousa a CML fechar o Parque Recreativo do Alvito neste dia, quando tantas famílias aí encontram o seu refúgio gratuito, a sua tranquilidade, o seu descanso? Dia do trabalhador? Ou Dia do Autarca Atrasado Mental? Provavelmente a resposta do chefe Costa seria qualquer coisa do género: "Há que respeitar o descanso do trabalhador neste dia com forte carga política e ideológica". Ah, sim? E que tal o respeito pelas crianças e as respectivas famílias? Não arranjam um porteiro e dois assistentes? Então façam uma requisição civil de dois ou três funcionários para abrir o parque do Alvito neste esplendoroso dia de piqueniques e convívio familiar. O presidente da CML demonstra grande insensibilidade. Francamente. Quanto custa um beberete nos Paços do Concelho para receber um dignatário vindo do reino da Noruega? Quanto custam as belas projecções luminosas da Praça do Comércio? Quanto vale a felicidade de tantas miúdos e graúdos que não dispõem de meios para dar um saltinho a Londres para umas compras de ocasião. António Costa pode invocar o Santo e a Trindade, o livro sagrado da ideologia da Esquerda, os cadernos eleitorais, mas nada servirá para desculpar esta rudeza, este insulto aos seus munícipes. Um cidadão nacional, com quem troquei algumas palavras em frente ao excelso portão trancado, despejou singelas frases de desencanto. Retenho estas em particular: "Fui emigrante vinte e dois anos na Suiça. Voltei em 2007. Se soubesse que iria encontrar esta merda, nunca tinha tirado os pés de Lausanne. Estou arrependido por ter voltado a esta miséria". E eu acrescento; os lisboetas não podem admitir ser enxovalhados deste modo. Espero que caia uma chuva de reclamações na secretária do magnífico presidente da CML.

publicado às 12:52

A descalçada portuguesa

por John Wolf, em 27.11.13

A calçada portuguesa é a impressão digital (pedonal?) do país. Basta travar um estrangeiro na Baixa lisboeta e pedir que partilhe o perfume da cidade, e da sua boca saem a correr pastéis de nata, azulejos e a maravilhosa calçada da cidade - wonderful! marvelous! A operação plástica que António Costa quer levar a cabo através do Plano de Acessibilidade Pedonal colide com o traçado idiossincrático de Portugal, apunhala a tradição e a saudade com uma mesma navalhada. Pelos vistos o chão de uns é o tecto de outros - ou vice-versa. Depois dos atentados ao património que se conhecem e aqueles que estão para breve, como a transexualização do Odeon em centro comercial, começamos a ter um certo receio - o medo residente que acompanha a certeza de mais violações. E não será apenas o desenho na pedra a ir pela sarjeta. Os mestre-calceteiros que não estão munidos de um Arménio Carlos para se defenderem, assistem ao varrimento da sua arte. Venha de lá essa pedra lisa convertida em lioz para gaudio de burgueses ignorantes e destruam a assinatura de um povo com um simples escarro municipal. A calçada portuguesa não é apenas encosto de sola gasta, conta várias histórias em simultâneo. Lembra o desgaste, assinala humor e arranca aplausos. Mas é sobretudo um exercício de participação democrática - primeira pedra, pedra a pedra. A pedrinha da calçada passa da mão para o pé, na construção das paisagens urbanas e marca o compasso, ora mais lento ora mais veloz. Atrasa os transeuntes distraídos e fá-los olhar de alto a baixo do magistério da sua alegada superioridade, assinala com pontos negros ou brancos onde tudo aconteceu, romance ou quebra de tensão. A calçada molda-se, retoca-se e apresenta-se como uma desdentada a precisar de cuidados. Está viva, respira e encanta como puzzle lusitano. A seguir a este trespasse o que nos espera? Serão os azulejos que devem ser estilhaçados porque levam a luz para longe? Ou serão as telhas que devem partir para calar o cio felino? E ficaremos ao relento da nossa ignomínia, descalços sobre um tapete mágico sem mácula de tropeços - andar apressado.

publicado às 14:45

Participar ajuda a proteger Lisboa

por Nuno Castelo-Branco, em 29.10.13

publicado às 08:58

E a CNE que não nos multa

por Samuel de Paiva Pires, em 28.09.13

O MRPP quer "Resgatar uma capital sequestrada" e o Partido dos Animais quer "Libertar Lisboa". Será que voltámos a ser invadidos por Napoleão e não demos por isso?

publicado às 14:52

"Tu para mim vens de carrinho"

por Pedro Quartin Graça, em 20.09.13

 

É este senhor que quer ser Presidente da Câmara de Lisboa? Com 3 parafusos a menos?

publicado às 16:46

A apólice de perigo dos ciclistas

por John Wolf, em 30.08.13

Estou inteiramente a favor da ideia que os ciclistas devem ser portadores de um seguro obrigatório. Convenhamos, Portugal não é um país de ciclistas. Há camisolas amarelas volta e meia no Tour de France, existem glórias passadas e presentes que venceram o prémio da montanha, mas aqui trata-se de outra coisa, e para começar restringemo-nos à cidade de Lisboa. A cidade das sete colinas é perfeita para a colisão cíclica. Acresce a essa realidade geográfica o facto dos prospectivos ciclistas urbanos ainda se encontrarem na infância do velocípede, no triciclo do movimento urbano realizado à manivela de pés. Não têm a experiência necessária para andarem de bicicletas sem as mãos e sem a cabeça. Este debate assemelha-se àquele respeitante aos cães perigosos - o meu bóbi é tão bonzinho, não faz mal a uma mosca. Os ciclistas urbanos que se acham injuriados pela promessa da apólice revelam que lhes falta sentido cívico, e devem achar que estão acima da lei. É certo que podem ser esmagados pelo autocarro da Carris como é certo que podem atropelar a velhota que segue pelo passeio. No passeio - ouviram bem. Porque à falta de ciclovias à moda de Amsterdão ou Graz, o urbano-sprinter vai ser tentado a praticar o bike parkour,  uma verdadeira prova de BTT citadina. No entanto, talvez os Armstrongs da cidade se tenham sentido ultrapassados pelos argumentos do presidente do Automóvel Clube de Portugal. Porventura teria sido mais simpático se um dirigente de uma associação de ciclistas urbanos defendesse a proposta de seguro obrigatório e salvaguardasse os interesses dos seus membros. Não sei quem está por detrás do negócios dos pipos, câmaras de ar e companhias de seguro, mas, de um modo geral, quando Portugal quer ar de terra moderna, de país de eco-conscientes a coisa dá asneira. Os novos ciclistas  que irão cultivar o asfalto, foram ou ainda são condutores, o que significa que vão transferir os seus vícios e o seu mau comportamento para outro tipo de veículo. A atitude expressa no movimento colectivo não fica na mala do carro - passa para outra modalidade. Como podem constatar é disto que se trata também - ainda nem sequer se fizeram à ciclovia e já temos uma discussão de trânsito armada. 

publicado às 12:37

A Lisboa eterna

por Pedro Quartin Graça, em 13.07.13

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publicado às 08:43

Nabos políticos

por John Wolf, em 26.06.13

Semedo tem razão. O que fizeram às sementeiras? António Costa deve explicações ao povo e aos lavradores da cidade. Não acho graça nenhuma que tenham destruído a horta comunitária. O acto exprime o estado de desenvolvimento político do edil. Os dirigentes municipais demonstram que vivem na idade da pedra. O minifúndio urbano representa a resposta sensata aos excessos do urbanismo, ao avanço desmesurado do betão sobre a base agrária original. A paisagem rural precede a cidade, mas mais importante do que essa dimensão histórica ou arqueológica, será a resposta que a população encontra para suprir necessidades alimentares. Não estão a trabalhar para aquecer. Estão a plantar couves e batatas. Estão a homenagear a alface. E fazem-no alegremente, a cantar. A reforma agrária que lançou pânico nos latifúndios nos anos 70 parece ter sobrevivido e se mutado geneticamente para desbastar esta iniciativa que nem sequer aconteceu na floresta de Monsanto, e que nem sequer envolveu a empresa de transgénicos que também vai pelo nome de Monsanto. Ainda por cima a empresa agrícola era, ao que parece, uma multinacional. Ouvi falar na detenção de uma agricultora francesa e outro proveniente da Turquia. A polícia municipal que efectuou as detenções provinha de que ramo? Era polícia agrícola ou polícia dos costumes? Mesmo assumindo que havia questões regulamentares relacionadas com licenciamentos de hortas urbanas, o espírito empreendedor e integrativo da batata na cidade foi assaltado. Não havia necessidade de agredir a fruta e a nabiça. No contexto da crise seria expectável que um quadro favorável fosse estabelecido para autorizar talhões de cultivo um pouco por toda a cidade. Isso aconteceu um pouco por toda a Europa no contexto da miséria resultante da segunda grande guerra. Mas eu nem peço tanto. A praça do Império tem terreno? É rústico ou urbano? A alameda da cidade universitária está disponível? Então, faça-se uso da terra fértil e ponham os académicos a dar à pá, à enxada, em vez de encherem o peito com presunção. Não tinha sido Cavaco a afirmar que era um especialista, que sabia tudo sobre plantar árvores e sobre como arrancar as vinhas? Portugal não precisa de ser a Holanda nem a Noruega, mas ao menos deveria respeitar a sua matriz cultural. Lisboa foi sempre uma capital provinciana. Pelos vistos, deve haver quem não aprecie o regresso às origens humildes, de trabalho de sol a sol, na Horta do Monte ou noutro qualquer quintal da capital. O cooperativismo não é um exclusivo da Esquerda (Semedo, esta é para ti). A colaboração humana positiva floresce com muito pouco adubo, longe da política e dos pesticídas. Há quem se vá servir disto como espantalho autárquico, mas não vamos deixar. Não passa de um rebento.

publicado às 09:24

Estamos fartos destes artistas

por Pedro Quartin Graça, em 21.06.13

Fernando Seara anuncia sexta-feira candidatura a Lisboa

Tribunal da Relação rejeitou recurso, mas autarca de Sintra avança para a capital.

 

No fundo “O que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira.”  Ou não fosse Seara um artista da bola.

publicado às 06:42

Chutado para canto

por Pedro Quartin Graça, em 20.06.13

A casmurrice e o compactuar com a ilegalidade dá nisto. No fundo a confirmação do que já se esperava. O PSD, o CDS e o agora satelizado MPT que "descalcem a bota".

publicado às 14:35

Terá lugar em Lisboa um Jantar de Homenagem Nacional ao Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. O evento vai realizar-se no dia 18 de Junho, às 20h00, no Salão Nobre do Palácio da Independência, em Lisboa.

Dada a pouca lotação do Salão, as inscrições devem ser formalizadas o mais rapidamente possível sendo que a formalização pode ser feita na SHIP ou por e-mail anexando o comprovativo da transferência.

SHIP - Telefone 213241470/5

Custo do Jantar: 25 euros

NIB  003506970043880473214 (até ao dia 16 de Junho de 2013)

publicado às 06:27

Hotel Helena Roseta

por John Wolf, em 27.05.13

Tenho algumas reservas em relação a este Hotel Social. Para que me faça entender, não tenho uma reserva de quarto no Hotel que pretendem inaugurar na Av. Infante Santo, mas tenho dúvidas em relação ao conceito de alojamento que pretende retirar os sem-abrigo das noites passadas ao relento. Vejo este conceito, de alegada simpatia económica e social, como um método questionável. Um hotel tem, pela sua natureza, um cariz temporário. Faço o check-in para permanecer algumas noites e depois volto à minha vidinha, se tiver essa sorte. De acordo com a vereadora; "Seria uma instalação hoteleira com preços sociais e gerida de formas sociais, mas em regime de instalação hoteleira, e não de albergue. Regime mais de proximidade e privacidade, que os albergues não têm". O que raio quer dizer uma instalação hoteleira com preços sociais e gerida de formas sociais? Não quer dizer nada. E não ajuda a resolver um grave problema estrutural, de pobreza residente que não se alivia em regime de meia-pensão com pequeno almoço incluído. Estou a tentar imaginar o sem-abrigo que ora uma noite passa no hotel, ora outra noite passa no vão de escadas. Será que esse alívio temporário contribui para a genuína integração? E há mais. Um hotel social tem quantas rosetas, perdão, estrelas? Lá por se dar um nome sexy à pensão, o problema não desaparece. Não quero escolher as palavras erradas, mas, numa interpretação mais ampla, será que o tal hotel serve para concentrar os sem-abrigo num gueto com cobertura e limpar as ruas? É isso? Não era suposto a sociedade repartir a responsabilidade pelos mais fracos, e não empurrá-los para um aterro? Acham por um instante, que um sem-abrigo, deseja se identificar com os seus pares caídos em desgraça? Ao realizar este upgrade para a suite do hotel Califórnia, a meu ver, os sem-abrigo eternizam essa condição que não autoriza cancelamentos. Serão para sempre sem-abrigo com uns dias de férias pelo meio. Em vez de lhes vender gato por lebre, "privacidade isto", "comer sentados à mesa aquilo", deveriam procurar a reabilitação definitiva. Com tantos quartos vagos que são propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, e que estão espalhados pela cidade, seria preferível pensar a solução integrada. Ou seja, um emprego com cama e roupa lavada. Uma das coisas que vejo, quando visito os jardins desta bela cidade, são as instalações de apoio utilizadas pelos jardineiros e empregadas de limpeza durante o dia, mas que durante a noite estão completamente vazias. Estes políticos da grande teoria social e eleições-autárquicas-ao-virar-da-esquina, têm de começar a pensar à escala humana, de um modo exequível e não de acordo com slogans de glamour que podem servir para vernissages de exposições. A Helena Roseta parece não ter grande experiência em dar milho aos pombos e faz as contas de somar nas costas da mão; 2000 sem-abrigo na rua? Deve estar a brincar...às casinhas.

publicado às 15:28

A outra Lisboa (II)

por Pedro Quartin Graça, em 04.05.13

publicado às 13:13

A outra Lisboa

por Pedro Quartin Graça, em 04.05.13

publicado às 13:08

Candidatura de Seara em Lisboa pulverizada

por Pedro Quartin Graça, em 03.05.13

Com a saída do PPM do acordo de coligação para Lisboa, PSD e CDS estão mais sós do que nunca na capital. O rompimento, da iniciativa do Partido Popular Monárquico, compromete de forma dramática a já de si comprometida e débil candidatura do ainda edil de Sintra e deixa os partidos da coligação governamental em "maus lençois". Ademais, porque este rompimento pode assumir facetas ainda mais severas e vir mesmo a alargar-se a todo o país, deixando órfãs as candidaturas social-democratas, apostadas que estão estas em "esconder o laranja" no boletim de voto.

Em Lisboa nasce agora uma Plataforma da Cidadania, coligação entre o PPM e o PPV, alargada a independentes.

Um assunto a merecer uma atenção redobrada nas próximas semanas. 

publicado às 14:51






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