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Vídeos perdidos, realizações tresloucadas

por João Pinto Bastos, em 12.11.12

Deixando de lado a paupérrima qualidade das investidas "hitchcockianas" de Marcelo - bem acompanhas pela sageza cinematográfica de Rodrigo Moita de Deus, essa sim, mais próxima do idealismo dos "movie brats" -, chego à conclusão que este país não é para gente bem apessoada e prudente. Ou se preferirem, não é para novos nem para velhos. Não é um país frequentável. Ponto. Nem para guião cinematográfico serve. Quando o debate público gira em torno das declarações - ingénuas e desajeitadas - de uma personalidade pública - o célebre affaire Jonet -, das bravatas de um vídeo pateta e idiota que só desqualifica quem o promoveu, e por fim das insídias a uma chefe de Estado de um país democrático e cioso dos seus interesses políticos e económicos, só posso inferir que atingimos o grau máximo da necedade colectiva. Lamento muito, mas este país é uma parolice pespegada.

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publicado às 18:57

Realpolitik oblige

por João Pinto Bastos, em 12.11.12

A visita da chanceler Merkel teve o singelo mérito de exibir à saciedade o eterno provincianismo deste país. Horas e horas de directos, sem qualquer sumo jornalístico digno desse nome.  Não se pergunta, não se questiona, não se informa. Desinforma-se e oculta-se. Na rua, manifestam-se os janotas do costume, soltandos os chavões bandoleiros de sempre. Ao que parece, e avaliando pela amostra transmitida pelas televisões, a bicefalia bloquista teve aqui a sua primeira prova de fogo: os urros e clamores sectários cumpriram à risca as prescrições dogmáticas da nova liderança. Entrementes, Merkel fez a sua visita, efectuou a habitual diplomacia do croquete e assegurou, por mais algum tempo, a obediência atinada do bom aluno Passos Coelho. No fundo, Merkel fez aquilo que qualquer líder político, devidamente ciente das suas prerrogativas, faria no seu lugar: a defesa intransigente dos interesses do seu país. Mas, e agora questiono e questiono-me, haverá alguém, minimamente lúcido, que acredite que os Estados nacionais não vejam na defesa dos seus interesses o principal vector das suas políticas externas? A julgar pelas manifestações do dia de hoje, parece que sim. O que o Embaixador Francisco Seixas da Costa disse aqui é por de mais evidente, posto que os governos são eleitos para defender, em primeira mão, os interesses nacionais. Não nos iludamos, por favor. As relações entre Estados, por mais romantizadas que possam ser, e são-no, traduzem-se mormente naquilo a que Bismarck (aqui citado pelo Rui Crull Tabosa) qualificava como egoísmo político. E Merkel esteve aqui, sobretudo, para isso: para defender o egoísmo germânico da apoplexia financeira portuguesa. Nada mais.

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publicado às 18:55

Com "exemplos" destes podemos nós bem...

por Pedro Quartin Graça, em 04.11.12

Merkel pede mais 5 anos de sacrifício e austeridade aos europeus, e aos Portugueses em particular. Por cá o seu súbdito e submisso Coelho fala, pateticamente, de uma "refundação" mas não explica o que entende por tal a não ser a total destruição do Estado Social para a qual não conta, evidentemente, com o Partido Socialista. Ninguém percebe o que Passos diz, nem mesmo quem já por cá anda há uns anitos... Poder-se-ia pensar, contudo, que da Alemanha viriam bons exemplos de como combater o desperdício. Puro engano! Por lá as palavras crises e austeridade não significam absolutamente NADA. Só assim se compreende que o Deusche Bank, ao mesmo tempo que dispensa 2000 funcionários, reúne em hotel de luxo , com estadias de 320 a 15.000 euros por noite/quarto, para "dar o exemplo", é claro...

Que se federem todos mas deixem-nos em paz, está bem?!

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publicado às 15:21

"Gaspar, tudo se arranja, vê lá se a gorda quer uma canja"

por Samuel de Paiva Pires, em 17.09.12

Sem dúvida, uma das melhores Mixórdias de Temáticas de Ricardo Araújo Pereira:

 

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publicado às 18:10

Política internacional no Euro 2012

por Samuel de Paiva Pires, em 18.06.12

 

(daqui)

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publicado às 00:19

Eurobonds das patacas

por Nuno Castelo-Branco, em 29.05.12

 

Conhecendo-se os  nomes dos ansiosos pela árvore das patacas, a imagem que aqui deixamos mostra a bem conhecida realidade. Gostemos ou não gostemos do papel da Alemanha na Europa, este cartoon torna qualquer explicação dispensável. Claro que quem pagará a conta do repasto é a senhora que vemos à esquerda.

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publicado às 17:09

Angela Merkel: Suprema ignorância

por Pedro Quartin Graça, em 28.05.12

Onde isto chegou! Merkel nem sequer sabe onde localizar no mapa a capital da Alemanha...

 

Angela Merkel, foi submetida a um exame surpresa, de Geografia, durante um encontro com estudantes sobre imigração...

A aula não correu contudo bem. Melhor, foi um verdadeiro desastre! Na verdade, Merkel assinalou a capital do país em território russo!!!

De acordo com o Diário de Notícias, o encontro entre a chanceler alemã e os estudantes, era pedido aos assistentes para localizarem num mapa da Alemanha a sua cidade e, supostamente, Merkel deveria fazer o mesmo, assinalando a cidade de Hamburgo.

No entanto, segundo o jornal "ABC", antes de se lançarem nestas "árduas" tarefas, a líder alemã decidiu que era melhor começarem por indicar no mapa a localização da capital do país, Berlim. Em má hora o fez, porque, para grande surpresa de todos, Angela Merkel indicou a localização de Berlim... em território russo!

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publicado às 15:16

Normalização francesa

por Nuno Castelo-Branco, em 15.05.12

O normal Sr. Hollande toma hoje posse do Palácio do Eliseu, local que nos seus melhores dias foi habitado por Bourbons e Bonapartes. Como seria de esperar após o encerramento da sessão, o normal Sr. Hollande partirá em velocidade de jacto para a Alemanha, onde "apresentará credenciais" à Chanceler Merkel.

 

Se ainda há uns dias falava forte e pretendeu mostrar ao mundo uma pose "à De Gaulle", vamos a ver se não regressa de Berlim completamente normalizado, mais um perfeito sucessor de Pierre Laval. Em matéria de Vichy, os socialistas franceses são peritos.  O Sr. Mitterrand e o próprio pai de Hollande, foram dois entre os muitos milhares de consumidores daquelas cristalinas águas.

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publicado às 09:21

Em Novembro de 2011 assistimos a um golpe de estado constitucional, operado pela UE (leia-se Berlim), quando Papandreou tentou levar a cabo o referendo ao pacote de resgate e, por consequência, à manutenção da Grécia no euro. Agora, Wolfgang Schauble vem dizer que não se pode obrigar os gregos a permanecer no euro. Ou de como Merkel não sabe o que anda a fazer e isto já deveria estar mais que pensado e resolvido.

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publicado às 12:56

Muito bem, Paulo Portas!

por Samuel de Paiva Pires, em 08.05.12

 

(imagem daqui)

  

No Sol

 

"O Governo não vai seguir o apelo da chanceler alemã e do presidente da Comissão Europeia e admite fazer-se representar nos jogos de Portugal no Euro-2012.


«Para o Governo português, política é política, futebol é futebol. E misturar questões muito relevantes de direitos humanos na Ucrânia com a realização do Euro-2012, que já está decidido há vários anos, não é de todo opção», adiantou ao SOL o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros."

 

O mote para o boicote ao Euro-2012 foi dado pela chanceler alemã. Angela Merkel já fez saber que não vai assistir ao primeiro jogo da Alemanha, no dia 9 de Junho, em Lviv – que tem precisamente Portugal como adversário – e lançou o apelo aos seus ministros e aos restantes líderes da UE para não participarem no evento, como forma de protesto contra o tratamento a que tem sido sujeita Iulia Timochenko, ex-primeira-ministra, pelo regime do Presidente Víctor Yanukóvich. Timochenko está presa, doente e em greve de fome, em Lviv.

 

Uma decisão certeira e que num assunto que parece politicamente irrelevante acaba por dar um sinal de rebeldia em relação a Berlim. De relembrar a carta aberta à Europa que há tempos assinei com o Nuno e o Miguel Castelo-Branco.

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publicado às 20:32

Os boches não decidem.

por João Quaresma, em 27.04.12

François Hollande: «A Alemanha não decide pelo conjunto da Europa.». «Nós não somos um país qualquer.»

 

Estas não são apenas frases de campanha: um candidato presidencial francês a prometer fazer frente à Alemanha é quase uma travessia do Rubicão para a política europeia. Poderão ser os primeiros passos na ruptura com uma aliança que dura desde os anos 50, firmada entre Charles DeGaulle e Konrad Adenauer, e que tem sido - em conjunto com a protecção norte-americana - o garante de Paz na Europa em mais de meio século. É possível reverter este caminho de ruptura? É e vai certamente ser revertido porque ambos os países têm todo o interesse nisso. Mas as frases ficam (mesmo que Sarkozy seja re-eleito e seja o mais germanófilo que conseguir) e a França não se livrará de lhe ser lembrado que também passou os últimos anos a tentar decidir pela Europa, em conjunto com a Alemanha.

 

Se Merkel pode ser acusada de fragilizar a confiança na Alemanha e de ressuscitar velhos fantasmas da História, agora do lado francês já tem réplica. Do outro lado do Canal da Mancha, em esplêndido isolamento, os britânicos assistem ao espectáculo com a serenidade de quem vê tudo a correr exactamente como lhes interessa.

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publicado às 01:20

Poderá isto ser verdade? Há precisamente um ano, corria a notícia da compra de um novo veículo de transporte do primeiro-ministro Sócrates. Pelos vistos, a carripana era de péssima qualidade, porque agora terá sido necessária a aquisição de uma outra reservada ao uso do primeiro-ministro Passos Coelho, pelo módico preço de 140.000 Euros.

 

Será um Mercedes? Não se vê bem, hoje em dia esta sucata a prazo é toda igual. Salazar também teve uma viatura desta marca, tendo utilizado a mesma durante décadas a fio. Foi oferecida por Hitler. A Sra. Merkel não poderia imitar o seu predecessor na Chancelaria, oferecendo carros alemães aos colegas de profissão?

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publicado às 10:42

Berlim "ocupa" Atenas e Lisboa

por Pedro Quartin Graça, em 30.01.12

Philipp Roesler, membro do governo alemão em entrevista ao jornal “Bild”: “Precisamos de maior liderança e monitorização relativamente à implantação das reformas. Se os gregos não estão a ser capazes de conseguir isto, então terá de haver uma liderança mais forte vinda de fora, por exemplo, da União Europeia”.

De acordo com o jornal i, "o governo grego ficou em estado de choque com a ameaça da próxima ocupação. O ministro grego das Finanças pediu à Alemanha para não acordar fantasmas antigos – a Grécia esteve ocupada pelas tropas nazis durante a II Guerra. “Quem põe um povo perante o dilema de escolher entre assistência económica e dignidade nacional está a ignorar algumas lições básicas da História”, disse Venizelos, lembrando “que a integração europeia se baseia na paridade institucional dos estados-membros e no respeito da sua identidade nacional e dignidade”. “Este princípio fundamental aplica--se integralmente aos países que passam por períodos de crise e têm necessidade de assistência dos seus parceiros para o benefício de toda a Europa e zona euro em particular”.

O documento que defende a ocupação de Atenas foi divulgado pelo “Financial Times”. Está lá escrito que para ter acesso ao segundo programa de resgate, a Grécia terá de ser obrigada “a transferir a soberania nacional para a União Europeia, em matéria de orçamento, durante algum tempo”. O texto sugere que “um novo comissário do orçamento nomeado pelo eurogrupo ajudará a implementar reformas”. “O comissário terá largas competências sobre a despesa pública e um direito de veto contra decisões orçamentais que não estejam em linha com os objectivos orçamentais e a regra de dar total prioridade ao serviço da dívida”.

Segundo a Reuters, esta tentativa alemã de governar Atenas pode ser estendida a outros países, como Portugal. Uma fonte do governo alemão disse à agência que esta proposta não se destina apenas à Grécia, mas a outros países da zona euro em dificuldades que recebem ajuda financeira e não são capazes de atingir os objectivos que acordaram."


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publicado às 09:17

Pobres mas honrados

por Pedro Quartin Graça, em 29.01.12

Grécia recusa ceder soberania orçamental

A Grécia recusa ceder a sua soberania em matéria orçamental, como foi proposto pela Alemanha à Zona Euro, indicaram à agência France Presse (AFP) fontes governamentais gregas.

«A Grécia não discute essa eventualidade. Está fora de questão que nós aceitemos. Essas competências pertencem à soberania nacional», disse uma das fontes, após confirmar a existência de uma proposta, apresentada ao Eurogrupo, para um controlo europeu permanente do orçamento da Grécia.

Já hoje, uma fonte europeia em Frankfurt confirmara a notícia, avançada na sexta-feira pelo Financial Times, de que uma proposta desse género partira de um grupo de países, incluindo a Alemanha. As fontes gregas acrescentaram que uma proposta semelhante tinha sido apresentada no ano passado por um dirigente holandês num encontro com o jornal Financial Times. Um controlo orçamental grego como o que é proposto obrigaria a «mudanças nos tratados» europeus, afirmaram as fontes gregas citadas pela AFP.

Segundo a notícia do Financial Times, a Alemanha quer que a Grécia abdique da soberania sobre as decisões orçamentais, transferindo-a para um ‘comissário do Orçamento’ da Zona Euro. Esta seria uma condição para que Atenas receba um segundo resgate.

O jornal económico, que cita no seu sítio na Internet uma cópia de uma proposta de Berlim a que diz ter acedido, afirma que, desta forma, «o novo comissário [da Zona Euro] teria o poder de vetar decisões orçamentais tomadas pelo governo grego se não estivessem em linha com os objectivos estabelecidos pelos credores internacionais».

O novo responsável, que seria nomeado pelos restantes ministros das Finanças do espaço do euro, teria a responsabilidade de supervisionar «todos os grandes blocos de despesas» do governo de Atenas.

O plano alemão evidencia a falta de confiança dos credores europeus em relação à Grécia.

E por cá, como seria? Pois...

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publicado às 10:41

Da idiotice e petulância de Merkozy

por Samuel de Paiva Pires, em 10.12.11

Ambrose Evans-Pritchard, Europe's blithering idiots and their flim-flam treaty, a quem "roubei" também a fotografia:

 

 

«What remarkable petulance and stupidity.


The leaders of France and Germany have more or less bulldozed Britain out of the European Union for the sake of a treaty that offers absolutely no solution to the crisis at hand, or indeed any future crisis. It is EU institutional chair shuffling at its worst, with venom for good measure.

 

(...)

 

Germany has kept the focus exclusively on fiscal deficits even though everybody must understand by now that this crisis was not caused by fiscal deficits (except in the case of Greece). Spain and Ireland were in surplus, and Italy had a primary surplus.

 

As Sir Mervyn King said last week, the disaster was caused by current account imbalances (Spain's deficit, and Germany's surplus), and by capital flows setting off private sector credit booms.

 

The Treaty proposals evade the core issue.

 

Did France and Germany really have to cause this rift by throwing in an assault on the City that has precious little do with the EMU crisis? Yes, I suppose they did.

 

Given that Merkozy cannot bring themselves to accept that Europe's debacle stems from the euro itself, from a 30pc currency misalignment between from North and South, and from an over-leveraged €23 trillion banking bubble that German, French, Dutch, Belgian regulators allowed to happen… given that, yes, I suppose they have to find a scapegoat.

 

They have to whip up a witchhunt against somebody, so why not Anglo-Saxon bankers? Nasty reflexes are at work. German and French politicians in particular should be very careful about inciting populist hatred against a group that makes such easy prey. We have been there before.» 

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publicado às 14:20

Notas como lenha

por Nuno Castelo-Branco, em 02.12.11

Há uns dias e perante a aflição que grassa na maioria das capitais europeias, houve quem sugerisse o clássico recurso de fazer fluir a liquidez, colocando as rotativas em funcionamento. Em poucas palavras, optam alguns pelo risco da emissão de mais e mais moeda. Sem que isto possa parecer uma perseguição obsessiva, Mário Soares é um dos promotores da aventura. A ser assim, apenas poderemos concluir acerca do esquecimento que o ex-Presidente sofre quanto aos factos de uma história ainda tão recente quão dolorosa. Embora as condições sejam hoje diferentes, exigir aos alemães que regressem à política de Weimar, esmagada por milhares de toneladas de resmas e resmas de notas com o timbre do Reichsbank, se não é inconsciência, é decerto uma loucura. A boa notícia é que a Chancelaria resistirá a esta tentação.

 

Iniciado o processo de emissão monetária, será difícil dar-lhe fim. A situação económica e financeira dos países europeus é ainda uma incógnita tal e tão previsivelmente prenhe de surpresas desagradáveis - Alemanha incluída -, que se torna impossível avalizar correctamente os montantes necessários para a almejada liquidez. Liquidez é de facto o termo exacto a utilizar, pois o Euro transformar-se-á rapidamente num ineficaz mata-borrão. Sem produção na "periferia", com uma inflação perigosamente descontrolada e um desemprego maciço, sabe-se o que poderemos enfrentar dentro de poucos anos. Isto, para nem sequer aventarmos a hipótese de um súbito reacender das rivalidades nacionais na Europa central e do leste.

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publicado às 09:52

Papandreou 1 - Merkel/Sarkozy 0

por Samuel de Paiva Pires, em 02.11.11

Merkel e Sarkozy já congratulam Papandreou pela consulta popular, adjectivando-a de legítima, sugerem a formulação da pergunta e exprimem claramente o desejo de que os gregos devem votar se continuam ou não na zona Euro. Papandreou já ganhou um round da aposta.

 

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publicado às 23:43

Olha que eu não

por Ana Firmo Ferreira, em 27.10.11

Notícia Expresso:

 

 "Europa otimista com resultados da Cimeira"

 

 

 

 

Ainda bem que a Europa está.. porque eu não estou - e não é de estar a chover lá fora.

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publicado às 12:36

Perda de soberania, dizem eles...

por Nuno Castelo-Branco, em 28.09.11

Ainda há umas poucas semanas, aqui se chamava a atenção para o claro móbil das manobras que vão ocorrendo nos centros de decisão europeus. Derrotados em referendos nacionais ou pela pressão da opinião pública dos principais países do grupo, o informal directório pretende hoje contornar os contratempos através do recurso à chantagem proporcionada pela crise económica e financeira que grassa na U.E. No olho do furacão, a Sra. A. Merkel sugere a inevitável "perca"* de soberania dos países incumpridores das metas traçadas em Maastricht - onde já vai esse "Tratado"? -, não especificando quais as medidas a tomar pelos beneméritos que pretendam corrigir os eternamente zelosos infractores. Como se fosse ainda possível perder-se mais soberania sem que dela se prescinda pura e simplesmente?!

 

Num post que me causou algumas irritações e dissabores, advertia acerca da tentação pelo "federalismo" que mais não é, senão a total submissão ao projecto de fazer alastrar a Mitteleuropa até às margens do Atlântico, Mediterrâneo e Ártico.  Só não vê quem não quer, ou apenas quem pretenda garantir o excepcional regime de privilégios de que alguns têm beneficiado nas últimas décadas e em detrimento do país como um todo.

 

*É assim mesmo que os nosso senhores usam dizer: perca.

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publicado às 09:46

Dado que...

por Nuno Castelo-Branco, em 25.03.11

...o fulano ainda não confirmou a aceitação do pedido de demissão. Dado que o demissionário está exultante pelos elogios, beijos e abraços solidários em Bruxelas. Dado que a sopeira já disse o que tinha para dizer, não nos admiremos muito, se:

 

a) o fulano não lhe conceder a demissão, "exigindo" a formação de um novo governo mais "abrangente" e de salvação (de todos eles).

 

b) o contristado "Calimero do povo" alegremente aceite, ainda surdo pela saraivada de aplausos bruxeleses (e profundo alívio por evitar que cheguem curiosos de fora).

 

c) a sopeira - a tal que chefia o país que sustenta o orçamento comunitário - confirme a sua posição de Führerin, servindo os seus lugares-tenentes em Portugal como meros Reichsprotektors de serviço (garantindo a venda de mais sucata para as nossas autobahn).

 

d) os outros, precisamente aqueles que já contavam com um render da guarda, obedeçam às befehl que de longe chegam, desde já manifestando "o mais sincero e arreigado patriotismo".

 

Esta gente é capaz de tudo (e mais alguma coisa).

 

 

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publicado às 14:56






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