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Da República que temos...

por Pedro Quartin Graça, em 13.10.12

José Aníbal Marinho Gomes responde publicamente, através do blog ESTADO SENTIDO, ao artigo "Viva a República", de Rui Pereira, ex-ministro da Administração Interna e actual professor universitário, publicado no Correio da Manhã.


"Já não tenho paciência para comentar afirmações de republicanos primários! Conheço muitos republicanos convictos e respeito o seu republicanismo. Aliás como monárquico sou um defensor acérrimo da República “respública” e nunca ouvi da parte destes meus conhecidos qualquer argumento simplista na defesa do ideal republicano.
Este mação de m….. nem merecia resposta. Mas para professor de direito, embora não passando de mais um professor, para não dizer professorzeco, são lamentáveis as descargas que jorram da sua boca, relativamente a este tema.
A certa altura refere que “A ideia simples de que o Chefe do Estado deve ser eleito pelos cidadãos – de preferência através de sufrágio directo – é de uma grande actualidade e articula-se harmoniosamente com o princípio democrático.” Estaria de acordo se não fosse a Inglaterra a mais velha democracia do mundo, diga-se democracia a sério, e não detecto que neste país a chefia de estado não esteja articulada com o princípio democrático, à semelhança do que acontece na Noruega, Dinamarca, Suécia (país onde num dos últimos aniversário do monarca o primeiro ministro confessava que o Rei era o melhor defensor da república), democracias muito mais avançadas do que a que existe no nosso país.
Continua a sua argumentação: “Por simpático que seja algum monarca ou candidato a monarca, nenhum argumento racional justifica a distinção entre cidadãos em função da sua ascendência. Só o mérito pessoal, reconhecido em eleições, deve ditar quem nos chefia.”
Estou de acordo com o que escreve, efectivamente ninguém deve ser distinguido em função da sua ascendência, diga-se ascendência maçónica, político-partidária, económica, etc., infelizmente Dr. Rui Pereira não é isso que se verifica, pois se atendêssemos ao mérito pessoal muitos políticos nunca deveriam ter sido eleitos, assim como V.ª Ex.ª nunca deveria ter sido ministro, antes pelo contrário deveria dedicar-se mais a estudar as muitas e necessárias correcções ao código penal do qual foi um dos mentores, que entre outras coisas permite os corruptos fugirem das acusações de que são alvo, e coloca os criminosos à solta. Já agora só o mérito pessoal reconhecido em eleições é que vale? É que a ser assim estamos conversados…
A diferença Dr. Rui Pereira, é que para Presidente da República pode ser eleito qualquer ignorante desde que preencha os requisitos estatuídos na Constituição. Que uma vez eleito vai favorecer todos aqueles (diga-se partidos políticos, grupos económicos) que contribuíram para a sua eleição. Enquanto um Rei, precisamente por não ser eleito, não está sujeito aos caprichos de quem contribui para a sua eleição. Pela sua preparação desde muito novo para desempenhar o cargo de Chefe de Estado, não privilegia determinados grupos em detrimento de outros, é isento e é o fiel depositário das liberdades de garantias do Povo, uma vez que põe os interesses do bem comum acima de todos os outros, inclusive pessoais. 
Apesar de todos os recados que o actual PR manifesta publicamente contra algumas medidas do actual Governo, será que quando chegar a altura, isto é quando o governo deixar de ter legitimidade popular (que não se mede só por eleições) terá a coragem de demitir um governo da sua cor política? Que contribuiu para a sua eleição? Aqui é que reside a diferença entre as duas chefias de Estado.
Aliás, quando o Dr. Jorge Sampaio dissolveu o Parlamento e convocou eleições antecipadas, não o fez numa altura em que um partido da sua área estava no governo. Antes pelo contrário, isto para além de ter esperado a altura ideal (logo não inocente para o fazer). Deixou que o seu partido tivesse escolhido um novo líder. 
Um Rei reina, não governa! Quem governa são os representantes do Povo escolhidos através de eleições democráticas. Aliás não vislumbro uma monarquia sem ser democrática.
Mas o Dr. Rui Pereira continua o seu discurso propagandístico: “Não raramente, os monárquicos alegam que a República é ilegítima por duas razões aparentadas: não foi sufragada pelo Povo e não pode ser abolida democraticamente, dado que se inclui nos limites da revisão constitucional. Nenhum dos argumentos procede. Em primeiro lugar, os constituintes que optaram pela República, em 1976, foram eleitos pelo Povo. Em segundo lugar, uma maioria de dois terços dos deputados possibilitaria a escolha da monarquia através de uma dupla revisão – alterando primeiro os limites e, na revisão seguinte, a forma de governo.”
Caro Dr. Rui Pereira para um Mestre em direito, republicano, defensor da democracia directa, etc, etc., o que não colhe são os seus argumentos.
Em primeiro lugar, para além de ser um facto que a republica nunca foi sufragada, o legislador constituinte quis concretamente blindar o regime republicano ao estatuir o limite material de revisão que impede assim o Povo de democrática e directamente exercer o seu direito de se exprimir sobre qual o regime que pretende. Além disso Dr. Rui Pereira, os constituintes de 1976 não optaram pela república, pois ela já existia de 1910. Ou será que V.ª Ex.ª não considera o regime de Salazar uma república? Para mim não tenho qualquer espécie de dúvida, o regime anterior monarquia é que não foi. Então existiram ou não eleições para eleger Carmona e Américo Tomás como Presidentes da República? Sim, quer goste ou não esta foi a 2.ª república e agora estamos na 3.ª que está de pernas para o ar! 
Talvez devido à sua filiação numa organização secreta (embora à luz da nossa constituição sejam proibidas associações secretas), se reveja V.ª Ex.ª nos ideais carbonários da 1.ª república, considerando apenas esta e a actual como repúblicas….
Quanto ao referido duplo processo de revisão que refere a doutrina não é unânime sobre o assunto, por exemplo para a escola de Coimbra (donde são originários os “pais” da Constituição de 1976) não há a figura da dupla revisão, uma vez que os limites materiais não são passíveis de revisão constitucional. 
Depois Dr. Rui Pereira, eu como monárquico não quero uma restauração da Monarquia feita no Parlamento, mas sim após uma consulta popular através de um referendo.
A terminar um pequeno reparo, a Monarquia não é uma forma de governo mas sim de regime!"


José Aníbal Marinho Gomes

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publicado às 11:03

Um serviço da 2ª República que "nunca existiu"

por Nuno Castelo-Branco, em 09.10.12

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publicado às 19:49

Uma questão de ética republicana

por João Quaresma, em 07.10.12

Dobrar a Bandeira Nacional

 

A dobragem da Bandeira Nacional, especialmente em cerimónias, deverá ser efectuada de modo a que, no final, resulte um rectângulo com a largura e comprimento do Escudo Nacional. A dobragem deverá ser feita por, normalmente, quatro pessoas, seguindo os seguintes passos:


1. Coloca-se a bandeira na horizontal, segura pelas bordas da tralha e do batente;

 

2.  Dobra-se o terço superior para trás;

 

3.  Dobra-se o terço inferior para trás;


 

4.  Dobra-se o lado do batente (encarnado) para trás;

 

 

5. Finaliza-se, dobrando-se o lado da tralha (verde) para trás.

 

 

O resultado:

 (Macau, 1999)

 

Assim se trata a Bandeira Nacional com respeito e se dobra de forma a se poder ver exactamente qual a sua posição evitando equívocos (no mínimo) embaraçosos. Não se dobra a Bandeira Nacional como se fosse um lençol ou uma toalha!

 

Que grandes republicanos estes que comemoraram o Cinco de Outubro de 1910! Tanto discurso inflamado, tanto orgulho nos "valores republicanos" e nem a própria bandeira sabem tratar com o devido respeito, numa cerimónia feita para as câmaras numa Praça do Município vazia de assistência. Com cerimónias como a deste ano, a suspensão do feriado é um bom pretexto para os republicanos deixarem de celebrar o Cinco de Outubro: é um favor que fazem à República.

 

Imagens e texto do protocolo de dobragem da Bandeira Nacional do site dos Escoteiros de Portugal - Grupo 242 de Corroios, a quem envio saudações cordiais. No mesmo site pode ser consultado o texto do Decreto-Lei nº150/87 de 30 de Março, sobre o uso da Bandeira Nacional.

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publicado às 09:00

No dia em que a República Portuguesa hasteou a sua bandeira ao contrário, é com muito prazer que o Estado Sentido apresenta em exclusivo e em primeira mão o vídeo da aventura de um intrépido monárquico que, em 5 de Outubro de 2010, hasteou a bandeira azul e branca no consulado de Portugal em Macau, acontecimento que foi noticiado pela Lusa, conforme imagem abaixo.

 

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publicado às 17:08

Por esse Rio acima

por Pedro Quartin Graça, em 28.09.12

Mais do que a remodelação no Governo ser inevitável, o que é imperioso é a remodelação do desgastado e desanimado Governo de Pedro Passos Coelho, ou seja, a sua substituição por outro, não necessariamente de diferentes cores partidárias, mas, pelo menos, com outro líder e sem que haja recurso a eleições, que quase ninguém deseja. Passos dá mostras diárias de público desnorte e incompreensão do País. Os portugueses não percebem Passos e Passos não percebe os Portugueses.

Ponto final. Parágrafo.

E quando aqui se chega mais vale partir para outra. O PSD profundo já o percebeu. O CDS sabe-o de há muito. Agora falta que as "forças vivas" afastem o líder, ou este se auto-afaste, e mudar. Vários candidatos da área do PSD poderiam ser apontados para uma tarefa ciclópica mas que não deixará de ter o Parlamento como necessário suporte à espinhosa missão de governação pós-Passos. Luís Marques Mendes - o homem com maior capacidade de análise e previsão política em Portugal - tem a desvantagem de ter chegado cedo de mais à presidência do PSD e, dificilmente, "a água corre duas vezes debaixo da mesma ponte". José Eduardo Martins, de uma geração mais nova, mas com a experiência que Passos não tem, teria certamente dificuldade imediata em trocar a advocacia por uma tarefa gigantesca de liderança, sem prejuízo de, eventualmente se poder perfilar para participar numa nova e eficaz solução de governação. A hora é pois, e claramente, de RUI RIO. E Rio está na linha da frente para a protagonizar, como o escrevemos há semanas aqui nestas páginas, aliás de forma isolada até ao momento em toda a blogosfera portuguesa. Bem aceite em Belém, Rio mantém uma auréola de grande rigor de actuação junto da opinião pública, não se vergando a quaisquer pressões, nem mesmo as do poderoso FC Porto. Com formação germânica, que admiramos por, a exemplo dele, a compartilharmos (enorme vantagem para Portugal porque sabe como os teutónicos pensam e a forma mais eficaz de os convencer), Rio junta o rigor de gestão alemão ao conhecimento que tem da realidade nacional. Mas, ao mesmo tempo, o necessário distanciamento das estruturas partidárias laranjas, que sempre fez questão de cultivar. Rio tem dado nas últimas semanas discretas, mas relevantes, notas públicas da sua disponibilidade. Em primeiro lugar porque pôs o dedo na ferida e apontou, e bem, as falhas da actual governação e do sistema partidocrático existente, defendendo, ao contrário de quase todos, o "aumento do prestígio dos políticos", contra os "poderes fácticos fortes". Por outro porque deu mostra pública de saber fazer a ponte com o PS, ao condenar, e bem, "linchamentos na praça pública. Ademais aponta caminhos acertados e diferentes, coisa que mais ninguém faz nos últimos tempos, pelo menos dentro do PSD. Tem, por último, que não em último lugar, uma grande vantagem: é bem aceite pelo parceiro de coligação CDS, que lhe reconhece competência técnica e política, coisa que nunca aconteceu com o impreparado Passos, um produto exclusivo, mas falhado, de uma, até então, aparentemente bem urdida campanha de marketing do seu mentor, Miguel Relvas.

 

Post scriptum - Uma última nota, em antecipação e exclusiva para os potenciais detractores deste meu post, falível como não pode deixar de ser, quando se abordam matérias políticas com um elevado grau de futurologia: não conheço Rui Rio e, ao invés de muitos, não aceito "encomendas". Ademais sou monárquico, logo aposto, e luto, mas de forma democrática, pela queda do Regime. O que não significa que, entretanto, não possa contribuir, através da análise e de apresentação de propostas políticas para que este, enquanto existir, não possa trazer mais felicidade aos Portugueses. Afinal, não é para isso que serve a Democracia? 

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publicado às 13:54

O saque à descarada

por Nuno Castelo-Branco, em 12.05.12

A  Q  U  I 

et ici c'est pareil

 

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publicado às 16:29

Os caros voos presidenciais de Christian "Focke" Wulff

por Nuno Castelo-Branco, em 06.03.12

Por cá, sabemos como a coisa funciona e se paga. Na austera Alemanha, os passivos presidenciais não se ficam por menos, senão vejamos:

 

O recentemente corrido Sr. Christian Wulff, receberá uma pensão vitalícia de 199,000 € anuais, embora apenas tenha estado menos de dois anos no desempenho do árduo cargo de ignoto corta-fitas berlinense. Pelo seu lado a sortuda esposa, catorze anos mais nova que o deposto negociante de águas turvas, em caso de morte do cônjuge ficará também a título vitalício com a pensão completa do dito cujo. Sendo já seis os presidentes passivos em bem activo regabofe comensal - juntando-se a estes uma Lustige Witwe como receptora activa -, os alemães ainda desembolsam fundos para um gabinete com o respectivo staff de assessores, além de  uma limusina com chauffeur. Fazem tal qual como em Portugal, há assim que desculpá-los. Longe vão os tempos em que o Kaiser tinha de permanecer no seu posto até ao momento de partir para outro mundo, não havendo lugar a reformas e fare-niente logo aos cinquenta e dois anos.

 

Por cá estamos na mesma, nem sequer as somas serão assim tão diversas, apesar de Portugal ser infinitamente menos rico e produtivo em comparação com a Alemanha. Ficamos contudo em vantagem, porque por agora apenas temos Cavaco Silva em imaginada actividade, enquanto outros três antecessores vão mais ou menos hibernando, bem provavelmente "à alemã".  

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publicado às 12:20

À grande e à francesa, sem dar cavaco!

por Nuno Castelo-Branco, em 11.02.12

 

A estranha sucata dourada que substituiu a flor-de-lis

De forma calculista, os republicanos sempre pretenderam reduzir-nos à discussão sobre touradas, bigodes, patacos, sangues anilados e pouco mais. Convem-lhes, procurando distrair as atenções daquilo que é essencial.  Sabendo-se que os dezassete milhões de Euros - não contando com os ex e com os salários alegadamente não recebidos pelo actual inquilino - anualmente despendidos pelo Palácio de Belém são coisa pouca, mesmo se duplamente inflacionados se os compararmos com a boa sorte reservada aos contribuintes belgas, espanhóis, dinamarqueses ou suecos, o que poderemos então dizer daquilo que se tem passado no regabofe que é a República Francesa?

 

Sarkozy não é uma novidade, até porque os seus predecessores sempre amaram macaquear o grande estilo outrora reservado aos mais poderosos monarcas franceses, arrivismos bonapartistas incluídos. Ainda temos presente aquela quase kitsch imagem de Mitterrand quando na homenagem feita a Jaurés, obrigando uma numerosa assistência a esperar durante horas pela sua presidencial figura. Surgiu infinitamente grave e solitário, vestido de cinzento Vichy, fácies amarelo-cera e indolentemente entrando no panteão, de rosa vermelha em punho. Todo este aparato, para que nele vissem qualquer coisa que também a todos escapou.

Ficaram lendários os seus sacos azuis de onde saíam óbolos ministrados a operacionais que por toda a França e pelo mundo fora, cumpriam os desígnios da seráfica excelência. Lembram-se do caso Rainbow Warrior? Fanfarras, grandes paradas onde até um dia se viram panzers da Bundeswehr desfilando nos Campos Elísios, agentes secretos que silenciavam criaturas incómodas, custosos presentes-compra ofertados a potentados africanos, intermináveis "jantaradas com culturais amigos", tudo, tudo servia para dar a ilusão de um continuar daquele fio da história que tinha Luís XIV como exemplo máximo.

 

No Reino Unido, a Rainha mandou definitivamente acostar o iate Britannia e a sua dotação é relativamente modesta, quando a comparamos com aquilo que os franceses desembolsam para os prazeres do Eliseu. Pior ainda, Isabel II faz as contas à vida, prescinde das rendas das suas propriedades pessoais que por sinal, pagam uma boa parte dos funcionários dos departamentos do Estado. O merchandising da Monarquia enche os cofres do Exchequer e dão trabalho a uma miríade de empresas que em todo o mundo, propiciam a desejável imagem de uma Grã-Bretanha que se quer "como sempre". 

 

Hoje os tempos são outros e as repúblicas transformam-se em reles prolongamentos do Club Mediterranée. O pequeno burguês Sarkozy é a imagem da republicana plutocracia que por cá tão bem conhecemos. Muitas festas de estalo, milionárias excursões que fariam Mário Soares morrer de inveja, jactos Airbus para trás e para a frente, 121 carros de serviço, resgate de filhotes constipados, a cônjuge de serviço que de vez em quando mostra mais um bocadinho das cuecas que a Europa inteira fartou-se de ver sobre passarelas, enfim, uma versão bastante cara da revista Maria para ser lida no cabeleireiro.

 

Nada de novo, até porque De Gaulle, Pompidou - o grande demolidor que construiu o grotesco Front de Seine -, o Giscard dos diamantes de sangue, Mitterrand e Chirac fizeram o mesmo, ou pior ainda.

 

113 milhões de Euros, um jackpot do Euromilhões. C'est ça, la République. 

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publicado às 10:31

O inquérito no Sapo

por Samuel de Paiva Pires, em 06.02.12

Que o Pedro refere aqui, tem um bug. É possível votar várias vezes, de seguida, o que significa que nem por cookies ou IP é feito um barramento. Talvez fosse boa ideia corrigir o bug e reiniciar a contagem.

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publicado às 14:46

O debate Monarquia-República

por Nuno Castelo-Branco, em 04.02.12

Fiquei arrependido por me ter remetido à assistência, não me juntando ao meu irmão em defesa do posicionamento dos monárquicos portugueses. O debate mal chegou a sê-lo e a inexperiência do painel era flagrante, ponto fundamental que deixou o Miguel impaciente, especialmente quando eram quebradas as regras mínimas da civilidade. Bem conheço as suas expressões de aborrecimento ou de incómodo, não conseguindo disfarçá-las.

 

O actual Chefe do Estado foi o bode expiatório para todos os males que afligem a nação e não sendo eu um suspeito de seguidismo no que respeita ao Prof. Cavaco Silva e seus apoiantes, fiquei perplexo com a virulência dos ataques pessoais que alternavam entre a assistência e o próprio campo afecto à defesa da República. "O Cavaco", "o Aníbal, "o Silva", consistiram nas expressões mais frequentes, preferindo não deixar aqui por escrito outras bem mais cortantes e impublicáveis. Ao meu lado, duas raparigas declaradamente pró-Monarquia comentavam as intervenções, desabafando uma delas ..."se eles dizem isso do Presidente da República, imagina o que nós poderíamos dizer!"

 

Precisamente, este é o ponto fundamental. Nós não o faremos. Em sucessivos posts neste blog, bastas vezes fui severíssimo com o actual Chefe do Estado, contestando atitudes, verberando a péssima política prosseguida durante o seu consulado em S. Bento, ou apontando a dedo o seu círculo de amigos. Debalde procurarão entre tudo o que escrevi, ataques pessoais que se imiscuam na sua vida privada, ou qualquer tipo de disparatado desprezo pela sua origem social, aspecto que por regra é invocado pelo chamado núcleo cavaquista, na ilusão de um pretenso nivelamento sem pés nem cabeça.

 

Há uns dias e após a cerimónia da atribuição da Ordem de Mérito à Infanta D. Maria Adelaide, um parente de S.A.R. o Duque de Bragança, advertia-me quanto ao ..."perigoso momento que o país vive (sendo) imprescindível que do nosso lado, não haja qualquer tipo de participação em campanhas pessoais, indecências ou faltas de respeito. Não faremos aquilo que os republicanos fizeram a D. Carlos e à Rainha. Nem pensar! Não lhe parece?"

 

Este foi o desabafo que consiste numa clara directiva que "vem de cima". Os republicanos afanam-se em esmagar a reputação do seu Presidente, não olhando a meios para obter a sua mais que improvável queda. No debate Monarquia-República, estiveram presentes dois políticos republicanos, um deles pertencente à escassa "maioria presidencial". Nem um queixume, nem uma única admoestação que procurasse moderar os ânimos dos mais exaltados anti-cavaquistas tinto-verde. Nada. Permaneceram plácidos, saboreando a coisa que decerto lhes terá dado farto gozo e chegando um deles ao ponto de sugerir que ..."em vez de os monárquicos andarem a recolher assinaturas para a mudança do regime, seria melhor fazerem-no para exigir a demissão do Presidente". Assim mesmo, foi o que se disse, remetendo-nos para os tempos em que o antepassado de um dos actuais partidos rotativos, o Partido Progressista, por mau hábito recorria aos republicanos como arma de arremesso no jogo político. Não cometeremos tal erro e se os sustentáculos do regime, deste se pretendem desembaraçar, então que o façam como tão bem aprenderam durante as décadas que antecederam os acontecimentos de 1908-10.

 

Connosco não poderão contar. Haja decência. Como poderão verificar, o tipo de esclarecimento que o meu irmão transmite no video que aqui deixamos, é a mensagem que mais importa.

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publicado às 21:40

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publicado às 09:01

Permitam-me uma colherada na discussão, para dizer que há um argumento muito simples que dispensa todas as confusões de que enferma este post, alegadamente pragmático, de Rui Rocha. Já que é de pragmatismo que falamos, aqui fica a minha muito pragmática defesa da monarquia, alicerçada numa perspectiva comparada de sistemas políticos que de há uns anos a esta parte venho desenvolvendo, e partindo precisamente do pessimismo antropológico: o Rei, mesmo que seja um idiota, como o Rui Rocha teme, será sempre independente do jogo político-partidário, o que lhe granjeia uma legitimidade para ser árbitro que um presidente, num sistema semi-presidencialista como o nosso, nunca terá. O desenho de uma monarquia constitucional observa aquele princípio muito pragmático de Karl Popper que diz que em democracia o que interessa não é saber quem manda, mas sim como se limita o poder de quem manda. O Rei não manda, não tem poder. Tem autoridade, que é diferente de poder (ver Max Weber). E, mesmo assim, esta autoridade está limitada ao estrito respeito pela constituição, que emana da Assembleia, que por sua vez emana do povo. Porque todos os humanos erram,  porque não somos santos nem anjos, e porque independentemente do regime ser uma monarquia ou uma república, os partidos políticos serão sempre aquilo que sabemos, o que é importante é precisamente desenhar os checks and balances para evitar abusos de poder. O Rei é uma peça basilar nesse desenho, pela independência a que acima aludi.

 

Como escreveu em tempos o Miguel Castelo-Branco, "A monarquia, forma não democrática de escolha e sucessão da chefia do Estado é, assim, o melhor garante da Liberdade colectiva e de uma chefia de Estado independente e imparcial. A monarquia é caução de democracia."

 

Como leitura complementar, deixo o link para um texto que escrevi já há 3 anos, mas que continua bastante actual no desmontar de algumas falácias.

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publicado às 13:05

Isto é a "ética republicana"

por Pedro Quartin Graça, em 23.01.12

Os ex-Presidentes da República, quando cessam as suas funções, têm direito a:

 

- Gabinete com secretária;

- Viatura com motorista e combustível pago pelo Estado;

- Assessor da sua confiança pago pelo Estado;

- Ajudas de custo para as deslocações oficiais fora da área de residência

- Pensão por terem ocupado as funções.

 

Resultado: 


Custo de 1 milhão de euros no orçamento do Palácio de Belém, pagos pelo erário público, ou seja, por todos nós. Acresce que, actualmente,  o Presidente da República recebe ainda 2900 euros por mês para despesas de representação pelo cargo que ocupa. Assim, a Presidência assegura a actualmente a Cavaco Silva, durante os próximos quatro anos, os gastos com alimentação, habitação, médico e outras despesas pessoais.

E viva a República!

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publicado às 10:53

Obrigado Presidente!

por Pedro Quartin Graça, em 21.01.12

Semana a semana a Monarquia ganha adeptos em Portugal. Hoje o Presidente Cavaco Silva deu uma ajuda preciosa. Uma só palavra: "Obrigado".

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publicado às 21:52

Discurso em saco roto

por Nuno Castelo-Branco, em 01.01.12

Na sua derradeira crónica de 2011, Miguel Sousa Tavares aponta a falta de um "grande homem", de um ..."grande Presidente da República" capaz de unir o país nesta hora de desespero. Não pensando no actual residente de Belém, todos sabemos a quem se quis referir, talvez precisamente àquele que de cedência em cedência e incúria em incúria, muito contribuiu para inaugurar pomposamente, o ruinoso ciclo da política marginal que apenas respeita à conhecida camada dirigente, sobrepondo-se ao interesse geral. Por interesse geral considera-se primeiramente, a obra que nas escolas defenderia o desde há duas gerações totalmente ausente legado histórico que faz de nós portugueses e no campo das actividades humanas - a exclusiva preocupação dos controladores de águas residuais -, grita-se agora por uma acção que defenderia os campos, as actividades da orla marítima, a das fábricas hoje fechadas e que durante duzentos anos produziram vidros de excelência ou pela azáfama da rede dos estaleiros que há muito lançavam navios ao mar. Tarde demais, pois tudo se desperdiçou na cata pela obtenção de "estatuto" há décadas sonhado pelos oligarcas e que estes decidiram chamar de "Europa". Uma Europa que para eles se limitava às intermináveis vénias em conferências, dinheiros vertidos nas respectivas contas bancárias, comezainas, viagens em jets privativos, trocas de barretes honoris causa e pouco mais. 

 

Miguel Sousa Tavares poderá ter ficado momentaneamente envergonhado por aquilo a que além raia se assiste. Em Espanha, igualmente desesperada por uma crise que inevitavelmente se fará sentir e poderá ainda mais ser agravada pelo pulsar dos egoísmos regionalistas à mercê de aventureiros, agiganta-se uma figura que em si encarna o devir de dezenas de milhões. Trata-se de muito mais do que um homem, neste caso um conhecido mortal pouco dado a intelectualismos e que nem de longe cultiva os interesses de preservação identitária de um povo - isso nem sequer pode ele fazer no seu Reino - como em Portugal o Duque de Bragança há muito nos habituou. Mais que para esse homem, é para a Coroa - a entidade de vagos contornos, mas que no momento essencial a todos sintetiza numa vontade - para quem ansiosamente olham os deputados reponsáveis para o bem e para o mal, por tudo aquilo em que a Espanha se tornou. Enquanto nas Cortes muitos se sentam na "certeza de um republicanismo" com a irritante tendência para no momento exacto se evaporar numa estrondosa aclamação daquele que os pode livrar da ira dos "indignados" eleitores, em S. Bento impera o silêncio próprio dos sepulcros. 

 

Cavaco Silva proferiu o discurso que se esperava e que encerra todos os temores dum sistema procurando tornear o óbvio, ou seja, a sua mais que perfeita caducidade sem remédio. Um bom discurso, há que dizê-lo, mas sem aquele pormenor essencial capaz de o tornar num momento de união neste tempo de todos os perigos. Falta a este sucedâneo de Regente, a legitimidade da independência e sem dúvida, a pertença ao elo essencial daquela corrente que em cada anel desfia as décadas que se multiplicaram em séculos. Por isso mesmo não invoca um nome, uma data, um exemplo do levantar nacional noutros sombrios tempos que ameaçaram a nossa independência. Simplesmente jamais o poderá fazer, sob pena de totalmente renegar aquela instituição por ele próprio encarnada. Contudo, se tivesse ousado, todos o teriam entendido. 

 

A oligarquia da República encontra-se aterrada pela perspectiva das consequências que a sua obra poderá implicar. Como pode o Presidente do regime exigir - como, a quem, com que meios? - o crescimento económico, quando ele próprio foi um impiedoso agente da demolição de sectores sempre vitais para a sobrevivência de qualquer comunidade organizada em Estado? Como pode exigir a coesão, num momento em que ele próprio surge como uma parte interessada no bastante desacreditado jogo político? Tudo falhou, precisamente se começarmos pela miríade de institutos de fachada aparentemente generosa e em sintonia com um certo tempo, mas que mais não significaram senão um programa ideológico que confirma a usura dos bens comuns, em prol de uma ínfima minoria de guindados aos pequenos, médios e grandes poderes bem instalados a torto e a direito. Apela às "instituições civis (?) e religiosas" pelo pronto socorro, nelas reconhecendo uma superioridade que no Estado e nos seus agentes não pode encontrar. 

 

Este bom discurso que não terá consequências ou impacto de maior, apenas confirma aquilo que todos suspeitam e abertamente já referem sem qualquer perigo de severa punição: eles sentem-se perdidos e têm razão para tal incómodo. Não perceberam que há que ousar, ir cada vez mais longe, cortar ou pelo menos afrouxar as amarras que se a alguns serviram de corda alçante, à maioria transformou em prisioneira na sua própria terra. O Presidente do regime continua a insistir na esfumada miragem da Europa, quando há poucos dias verificámos sem qualquer surpresa, na existência de muito mundo a redescobrir para além do da Ponta de Sagres ou do rio Niémen. 

 

De facto, a Europa é demasiadamente pequena, eles já não existem e há que disso mesmo avisá-los. 

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publicado às 22:42

Uma foto a recordar

por Pedro Quartin Graça, em 05.10.11

O "banho de multidão" no dia da Proclamação da República. Não cabia nem mais um português na Praça do Município.

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publicado às 19:25

L'Opium des intellectuels

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 16.09.11

"A passagem do Ancien Régime para a sociedade moderna é consumada na França com uma ruptura e uma brutalidade únicas. Do outro lado do Canal da Mancha, na Inglaterra, o regime constitucional foi instaurado progressivamente, as instituições representativas advêm do parlamento, cujas origens remontam aos costumes medievais. No século XVIII e XIX, a legitimidade democrática se substitui à legitimidade monárquica sem a eliminar totalmente, a igualdade dos cidadãos apagou pouco a pouco a distinção dos "Estados" (Nobreza, clero e povo). As idéias que a revolução francesa lança em tempestade através da Europa: soberania do povo, exercício da autoridade conforme a regras, assembléias eleitas e soberanas, supressão de diferenças de estatutos pessoais, foram realizadas em Inglaterra, por vezes mais cedo do que em França, sem que o povo, em sobressalto de Prometeu, sacudisse as suas correntes. A "democratização" foi ali (em Inglaterra) a obra de partidos rivais.

 
(...) O
Ancien Régime desmoronou-se (em França) de um só golpe, sem quase se defender, e a França precisou de um século para encontrar outro regime que fosse aceite pela grande maioria da nação."

 

Raymond Aron, L'Opium des intellectuels, 1955

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publicado às 18:33

Quem não se lembra da família de Saddam Hussein e em especial, dos dilectos filhos que trouxe ao mundo na Mesopotâmia? 

 

Uday, aquele que tanto apreciava a administração de venenos e era useiro de choques eléctricos, celebrizou-se pelos seus safaris desportivos quando fazia alinhar prisioneiros, exercitando o dedo no gatilho. "Diz-se que" gostava de ouvir as cabeças estourarem pelo impacto das balas e dissertava acerca da diferença de sons, consoante a capacidade craniana de cada um.

 

Qusay era um passarinho das ilhas, um raio de sol que adorava desportos aquáticos e "diz-se que" mandava alguns acompanhantes atirarem-se ao Eufrates, para depois, em forte trovoada de gargalhadas, alvejá-los à distância. Além destes justificáveis momentos de lazer, estes queridos cordeirinhos desempenhavam os seus trabalhos nas forças de segurança e claro está, embrenharam-se a fundo no mundo dos “negócios”. Acabaram sob os focos da ribalta e da forma como assistimos quase em directo, pela tv. 

 

Os filhos de Mubarak não eram dados a luna parks de balas, electrólises e outras habilidades do estilo. Preferiam o método da engorda de contas bancárias e da apropriação da coisa pública, como se privada fosse. Decerto terão melhor sorte e um destino infinitamente mais consentâneo com os desígnios do nem sempre Misericordioso. Apesar de tudo, o pai foi, de longe, o mais mal tratado pela imprensa ocidental. Sabe-se lá porquê...

 

Vamos agora a quem mais importa, pois os pretéritos são isso mesmo: passado. Os adoráveis querubins da família Kadhafi, tornaram-se conhecidos urbi et orbi. Não são manequins, embora os saca rolhas sejam empunhados para as badaladas pândegas intra e extra-fronteiras. Passearam-se pelo ocidente, deram-se a “ares” no Departamento de Estado americano, apertaram mãos a torto e a direito. O mais conhecido, o sr. Seif – o tal “mitra” que bem conhecemos via CNN -, ostenta a invejável denominação de “sabre do islão” seja lá o que isso queira dizer. Ficamo-nos pela imaginação… Pelo "que dizem", é um liberal, coisa que por aquelas paragens, pouco quererá significar. Recebeu apoteoticamente o responsável pelo atentado de Lockerbie, envolveu-se no escabroso caso das enfermeiras búlgaras e infalivelmente, faz o que bem entende no mundo dos “negócios”, também dirigindo uma estação de televisão. Nos últimos dias, organizou as limpezas de gente em Trípoli, ao estilo das suas sumptuosas borgas bem regadas com Moet et Chandon. Um mártir do dever.

 

O segundo mitra, o rouxinolzinho dos bosques Saadi, - casado com uma menina inevitavelmente Vanessa, de apelido Hassler - era "jogador de futebol profissional" e chegando ao fim da carreira desportiva, decidiu-se pelo comando de uma unidade de elite do exército. Decerto dele ouviremos falar nos próximos dias, a menos que já esteja a caminho de Pequim, Caracas ou Pyong-Yang.  Parece ter algo em comum com mais um mitra, a gazelinha da planície Moatassem - a epítome acabada do mitra-em-chefe! - o caudilho do Conselho de Segurança Nacional, responsável pela chegada dos contingentes de mercenários que garantem a segurança da sua tribo familiar. Já tentou um golpe de Estado, "diz-se que" é fã dos copos e de artistas de variedades, pagas a peso de ouro retirado dos cofres do Estado, propriedade do pai.

 

Falta o quarto mitra, o pombinho dos pomares  Hannibal – não, não é esse em que já estão a pensar -, também famoso pelos copos e "diz-se que" é grande adepto de pancadarias em discotecas, pugilismo em amantes grávidas, chibatadas na criadagem, condução a alta velocidade e em contra-mão. Adora bater em todos e "diz-se que" nem a própria mulher escapa a esta espécie de Mike Tyson tripolitano.

 

É esta a republicana gente que manda, põe e dispõe na Líbia. Grandes revolucionários, uns bolinhos de mel que fazem inveja a qualquer cordeirinho dos prados. Não nos admiremos muito se um dia destes viermos a saber que alguém de longe, muito longe, lhes fez chegar a casa, umas recordações da Vista Alegre. 

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publicado às 17:03

Monarchy vs. Republic

por Samuel de Paiva Pires, em 01.12.10

 

Com a devida vénia ao Radical Royalist:

 

 

 

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publicado às 21:36

Exactamente onde deve estar a Senhora República

por Samuel de Paiva Pires, em 05.10.10

Na Ponte entre a bandalheira sanguinária e a república das bananas, construída pela ditadura que consolidou a república.

 

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publicado às 12:57






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