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Imagens da "revolução egípcia" (9): a outra "irmandade"

por Nuno Castelo-Branco, em 10.02.11

Sem qualquer dúvida, um dos piores e mais inoportunos discursos de que há recente memória. Ao início desta noite, o sr. Barack Obama ultrapassou pela ora, as bem conhecidas expressões faciais de parvoíce encartada do seu antecessor. Insistiu em falar daquilo que não devia e que neste momento, nem sequer pode. Atabalhoadamente, colocou-se ao lado das dezenas de milhar de manifestantes da Praça Tahrir, enquanto as restantes dezenas - muitas dezenas - de milhão de egípcios permaneciam nas suas casas, aguardando pelos acontecimentos. Tal como Mubarak fez questão em afirmar, o Egipto existe há seis milénios. Só os americanos parecem não compreender esta evidência. Os americanos e os imbecis militantes das televisões portuguesas RTP, SIC - onde esta noite o "sapiente" Severiano Teixeira  mastigou umas banalidades - e TVI, enfim, a gente do copy-paste e das "grandes desilusões".

 

O lóbi de outra "irmandade", já havia proferido através do Departamento de Estado umas tantas sandices securitárias quanto a Israel, antecedendo aquelas que Obama diria umas horas mais tarde. Os nossos preciosos aliados norte-americanos não aprendem, insistindo no acumular de erros que lhes alienam amigos e acicatam os inimigos, bem cientes da fragilidade ou inconsistência da política externa da ainda superpotência.

 

Com um exército aparentemente decidido a manter o poder, Mubarak pretende aguentar-se e isto, para o imediato alívio de Israel e apesar dos entusiasmos "revolucionários" dos srs. steins e bergs além-Atlântico. No seguimento daquilo que há perto de um ano sucedeu em Bangkok, os grandes interesses da city nova-iorquina parece investirem invariavelmente, na desestabilização de países onde se verifica um importante crescimento económico. Estranho, demasiadamente estranho!

 

De forma bastante risível, os pigmeus europeus - Merkel, Sarkozy, o kisslichei Barroso e mais umas tantas insignificâncias - atrevem-se a considerar "lamentável" a recusa do presidente egípcio em fazer aquilo que eles próprios fariam: fugir.

 

Não se percebe o pendor euro-americano para deixar o poder cair na rua. Na rua dos outros, claro.

 

Ainda é cedo para concluir este caso, mas os próximos dias serão decisivos. No entanto e apesar dos líricos entusiasmos, duvida-se muito acerca de reais transformações - queremos dizer radicais - no Egipto. Aventurarem-se a tais suposições, é não conhecerem o real peso dos militares na vida do país. Os americanos sabem-no melhor que ninguém.

publicado às 23:54






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