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Eagles of Death (metal) - Paris

por John Wolf, em 14.11.15

Complexidade

publicado às 10:47

Mensagem de Paris

por John Wolf, em 12.01.15

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O mundo ocidental vive obcecado com a ideia do superlativo, da grandeza incomparável. A manifestação de ontem foi vendida como sendo a maior na história da humanidade desde que se conhece o terrorismo. A vigília de ontem, de acordo com jornalistas que não dormiam há mais 72 horas, serviria para acabar de vez com a profunda fractura que define a sociedade francesa. E vimos a proa do cordão político da Europa dar esse espectáculo - nada devemos, nada tememos. O problema que se apresenta aos orquestradores da ordem unionista europeia prende-se com a ideia de escala. A homenagem de ontem, apresentada como cartucho maior, será certamente relativizada nos tempos que correm. O problema que essencialmente enfrentamos relaciona-se com as mensagens que se pretendem transmitir, sem que se faça a devida pausa para interpretar os seus conteúdos, assim como o seu alcance. Não sabemos ao certo quem atirou a primeira caneta ou disparou o primeiro tiro. O que sabemos é que a comunicação será sempre assimétrica. Ou seja, teremos a impressão de que a última palavra será a nossa, quando de facto a mesma se encontra em parte incerta, nas trincheiras do inimigo, porventura. Mas insistimos. Antecipamos os movimentos dos outros por descrença nas nossas palavras e nas nossas acções. E é este o mundo dialético, imprevisível, em que vivemos. Quatro milhões de pessoas quiseram enviar um recado que corre o risco de não chegar ao destinatário em conformidade com a sua intenção. Da próxima vez que algo inédito acontecer que resposta será dada? Que mega-manifestação irá superar a anterior?

publicado às 13:11

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Assim que Charlie Hebdo foi alvo do ataque terrorista, o chavão "liberdade de expressão" foi aclamado como salmo sagrado por um sem número de vozes que grita pelos direitos inalienáveis da prática jornalística. Desde esse momento, tenho vindo a pensar sobre o assunto e cheguei às seguintes conclusões; os meios de comunicação social e os jornalistas não são sacerdotes da independência de pensamento, e muito menos são donos da verdade. Os jornais, as revistas (mesmo as satíricas), as televisões, as rádios, assim como as editoras, pertencem todos a grupos económicos que por sua vez são controlados por governos. Deixemo-nos destas tretas, deste bullshit humanista com laivos de Esquerda esclarecida ou Direita carente, para enfrentarmos de frente os desafios que se nos apresentam. Não nos encontramos num mundo rasgado por linhas de precisão ideológica. Não. Vivemos num mundo de percepções fabricadas, alibis alimentados por agendas políticas, fundamentos resgatados de manuais com forte poder de doutrinação. A rápida ascensão de slogans, com intenso valor de mobilização, são a prova de que as nossas sociedades vivem sob os auspícios da vulnerabilidade da sua própria ignorância. Parece-me, que no contexto de falta de juízo individual, é mais fácil saltar para um comboio em andamento. O terrorismo, condenável sem resquícios de dúvida, está a servir para acomodar passageiros numa toada visceral, regrada pelas emoções e pela ausência de pensamento mais profundo. Temo que já tenhamos ido para além da estação de destino. Não me falem de liberdade de expressão assim sem mais nem menos. Falem de autorizações concedidas por conselhos de administração para publicar aquilo que convém a uns e menos a outros.

publicado às 12:27

Charlie e a obrigação de informar

por John Wolf, em 09.01.15

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O massacre na redacção de Charlie Hebdo em França trouxe para a linha da frente a prerrogativa da liberdade de expressão, o direito que assiste indíviduos e organizações enquanto membros de pleno direito de Democracias. No entanto, há outras considerações operacionais que devem ser levadas em conta. Nesta fase de gestão da crise, a excessiva mediatização pode ser contraproducente. A cobertura em directo de emergências com estes contornos concede ainda mais tempo de antena, assim como informação logística importante, aos terroristas e seus seguidores. Ou seja, a obrigação de informar (outra conquista de regimes democráticos) é colocada ao serviço dos seus detractores. Existirá um limite para a informação que se deve partilhar com o público enquanto decorrem as operações? Poderão Democracias impôr uma censura parcial aos jornalistas no contexto da necessidade de preservar intactas algumas dimensões de salvaguarda da Segurança e Ordem internas? Os terroristas, seja qual for a sua base ideológica ou religiosa, dependem, em última instância, do efeito amplificador da sua acção, da "ajuda" dos meios de comunicação social. Não me parece líquido que o facto do público ser recipiente de um imenso manancial de informação possa ajudar à resolução da crise. Ou seja, mesmo em Democracias existirão momentos de reclusão. Assistimos, embora noutro espectro de análise, a uma modalidade de violação de segredo - policial, se quisermos. A assimetria na partilha de informação não é necessariamente negativa. Não confundamos liberdade de expressão com a obrigação de informar. Existe uma relação entre a ambas, mas para já, basta ligar a televisão e entrar no filme. E depois publicar umas considerações no Facebook.

publicado às 10:42

My name is Hollande. François Hollande

por Manuel Sousa Dias, em 08.01.15

Busca porta-a-porta em Reims dos terroristas islâmicos sob a mira das câmaras dos media? Algo me diz que temos Hollande ao vivo e a cores a mostrar que é um homem de acção. Quem vai à caça com megafone? E o que é feito das operações de busca/captura sorrateiras, silenciosas, inesperadas, eficazes, letais?

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publicado às 00:01

Checkpoint Charlie

por John Wolf, em 07.01.15

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França está, como sempre esteve, obrigada a encontrar respostas para a profunda fractura que divide a sua sociedade. O termo malaise parece-me excessivamente leve e indolor para retratar a paisagem gaulesa. No seu discurso à nação, François Hollande refere as vítimas, o jornalismo e o valor iconográfico de Charlie Hebdo, mas omite as noções de facto, aquelas que consubstanciam este desenlace. O lugar (ou não) do Islamismo na sociedade francesa, e em resultado da concepção que se venha a eleger, a sua interpretação política e social, e a acção decorrente da mesma. Numa óptica civilizacional, desprovida de paixões ideológicas ou religiosas, o que sucedeu é uma mera amostra de um universo maior de eventos que decerto irão impactar outras nações europeias. Numa primeira leitura das palavras de Hollande sentimos o seu medo, a angústia por poder ser um péssimo analista do que enfrenta. O terrorismo que tocou à porta francesa vai gerar respostas morais de ordem diversa. Por um lado os hardliners do espectro político-partidário irão avançar com a intensificação de uma ideia de controlo estatutário, de cidadania autoritária, de Estado forte, e por outro lado, assistiremos a discursos integracionistas, versados na expressão discriminatória dos banlieu,  na opressão económica e social de onde saltaram alegadamente aqueles que perpetraram estes actos cobardes e vis. França, quer o assuma ou não, está sentada sobre uma bomba-relógio de proporções alarmantes. O país das liberdades fundadoras encontra-se numa valente encruzilhada, diante de uma equação difícil que exige uma resposta perfeitamente adequada. A liberdade de expressão, invocada a leste e oeste, foi apenas um veículo para outro género de bandeira. Para a clausura de espírito. Para as trevas que ensombram o nosso mundo.

publicado às 19:26

Passadeira vermelha para o Eliseu

por Nuno Castelo-Branco, em 07.01.15

Estas imagens foram assumidamente censuradas pelo telejornal da SIC. Pelo contrário, a RTP muito bem assumiu a crueza do momento, para que não restem quaisquer dúvidas.

Não se trata de tecermos considerações a propósito do arrogante mau gosto afoita e insistentemente publicado pelo Charlie Hebdo, pois esse será um infalível argumento a utilizar pelos zelosos appeasers de serviço. É esta, a nada invejável função da gauche contemporizadora para com quem a conduz ao paredão. Isto é tão válido para a redacção do C.H., como para a do bem aceite e estimável Le Figaro, do Le Matin ou do Público, Diário de Notícias ou The Times.

 

Não foram os radicais, mas sim os invisíveis muçulmanos moderados, quem provavelmente acaba de estender o tapete vermelho que conduzirá Mme. Le Pen ao Eliseu. Ainda há poucos meses, a convocação de uma manifestação desses moderados diante da velha grande mesquita de Paris, traduziu-se em pouco mais de 150 indivíduos cuja média etária roçava os 65 anos. Sim, eram aqueles que no início da década de sessenta demandaram a França à procura de um futuro melhor. Isto quer dizer tudo, precisamente quando atendemos aos apelos histericamente lançados pelo "arco da governação" para uma separação de responsabilidades. Se uns agem em plena consciência do estado de guerra por eles declarada, outros encolhem-se com temor de represálias da vizinhança ou pior ainda, gostosamente saboreiam uma espécie de revanche por um passado histórico ainda recente e que ditou a todo o mundo o ocaso de uma fugaz civilização de pouco mais de uma meia dúzia de séculos. Aqui está o resultado da imposição da chamada laicidade como religião de Estado em França. O vazio criado é o alvo a ser preenchido por outros, apesar da patética evocação da "superioridade moral" hoje cantada em S. Bento por Telmo Correia. 

Minutos após a chacina, logo se aprestaram os habituais apaziguadores ao separar de águas turvas. Inútil, tarde demais. 

Se a vitória de Marinne Le Pen ainda não é uma certeza ou até uma probabilidade, já consiste numa séria  possibilidade, sobretudo tendo em conta o progressivo resvalar do eleitorado socialista - o mesmo se passou há perto de trinta anos com o comunista - para a votação na FN. No início do passado verão, foi o que se verificou nalguns municípios do norte do país. Se tal se verificar na presidência e numa leva de deputados no Palais Bourbon, a quem vão os appeasers apelar? A um golpe a desferir pelas forças armadas francesas? À NATO ou à ONU? Ou será que alguns acalentam a ideia de poder este país adoptar os esquemas dinâmicos muito habituais na sua antiga colónia da Argélia?

 

publicado às 16:15

Para além da enorme mediatização das suas barbaridades, o grupo terrorista auto-denominado "Estado Islâmico" conseguiu difundir em todos os meios e com bastante sucesso a sua arguta e capciosa designação.

Os media falam diariamente das acções do Estado Islâmico. Os cidadãos do ocidente enojam-se e revoltam-se perante as barbaridades difundidas. O próprio Presidente Norte Americano adoptou a designação e publicamente declarou guerra contra o Estado Islâmico (surreal expressão na boca de um Prémio Nobel da Paz). 

Estado Islâmico? Primeiro, um Estado Islâmico seria, no significado verdadeiro da expressão, uma comunidade constituída por todos os que professam a religião de Maomet e não um pequeno grupo restrito de selvagens. Segundo, a religião de Maomet tem como valores a paz e a tolerância, nunca o terrorismo, sobre o qual já se demarcou inúmeras vezes através dos seus líderes religiosos. Não podem existir confusões entre um Estado Islâmico e um grupo de terroristas facínoras.

Numa Europa que se diz tão preocupada com a extrema-direita ou a xenófobia e, sobretudo, com a eventual confusão entre o que é a religião muçulmana e o terrorismo dos fundamentalistas, não é muito inteligente a forma como políticos e media se referem em relação à organização terrorista, o que resulta num enorme "sucesso de comunicação" da mesma. Aliás, se existe um consenso para não serem difundidas as imagens das decapitações outro consenso deveria existir quanto à designação a atribuir a esta organização.

Decapitações ou tortura são acções que não passam de ferramentas isntrumentais para os fundamentalistas islâmicos instalarem e gradualmente o ódio generalizado do ocidente em relação ao Islão. O seu último fim será uma guerra de mega proporções em que de um lado estão os vários países islâmicos e do outro os "infieis". E essa sim, será a derradeira vitória deste grupo terrorista.


publicado às 15:40

Gott sei Dank

por Nuno Castelo-Branco, em 17.09.14

Aguardam-se medidas idênticas extensíveis a todos os países que integram a União Europeia. Senhor Passos Coelho, faça o favor de não se atrasar e limite-se a copiar aquilo que o nosso aliado Sr. Cameron há poucos dias anunciou. É urgente.

 

"A Alemanha é uma democracia bem fortalecida, e não há lugar aqui para uma organização terrorista que se opõe à ordem constitucional, assim como à noção de entendimento internacional"

 

"O EI é uma ameaça, também para a segurança pública da Alemanha"

 

"Com a medida, fica proibido ser membro do EI, recrutar combatentes ou fazer propaganda para o grupo em redes sociais ou manifestações. Também passa a ser vetado usar símbolos do EI e arrecadar fundos para os extremistas. Símbolos já disponibilizados na internet deverão ser apagados.

O sindicato alemão da polícia saudou a proibição. "Não é possível que partidários de um agrupamento terrorista bárbaro e desumano literalmente espalhem o ódio e cometam crimes sob sua bandeira em nosso país"

publicado às 18:04

Califas, NATO e Remember the Maine

por Nuno Castelo-Branco, em 04.09.14

 

O anúncio da ordem de trabalhos da Cimeira da NATO, parece privilegiar os casos afegão e ucraniano, ambos passíveis de rápida secundarização quando comparados com o problema maior para o Ocidente, precisamente aquele que nos chega às portas de casa, no  Médio Oriente. Ontem foi a vez do regime de Putin ser directamente visado, enquanto a ameaça dirige-se também, via Zawahiri, à Índia. Provavelmente iludidos pelo inebriar da omnipresença na abertura dos noticiários, os radicais estão a erigir uma até agora imprevista coligação internacional que num ápice poderia congraçar potências desavindas. O inestimável serviço prestado ao Ocidente - para eles a Rússia também faz parte do inimigo -, é talvez fruto das grandes esperanças depositadas nos até agora  condescendentes sistemas jurídicos europeus, sempre lestos nas garantias conducentes ao laissez-faire e à impunidade de meliantes dos mais variados tipos.

Cameron disse algo que decerto será contestado nas instâncias que vigiam o Estado de Direito, como se este não se encontrasse em causa pela intervenção despudorada daqueles que nele se resguardam. O primeiro-ministro britânico deveria ser obrigatoriamente secundado por todos os seus pares da Aliança Atlântica, numa clara manifestação de solidariedade que sirva de mensagem enviada urbi et orbi. É mesmo este o dilema em que nos encontramos e que para Al Qaeda - o ""califado" não passa de um elo da mesma cadeia - consiste num trunfo que não hesita em manobrar a seu bel prazer. Conta para isso com os prestimosos serviços de uma boa parte da esquerda europeia ferozmente anti-ocidental, precisamente aquele pendor suicidário que encontra no Cavalo de Tróia o eterno exemplo por todos facilmente identificável. Embora seja este um tema passível de apressadas interpretações conducentes às ladainhas da discriminação, os dirigentes da subversão contam ainda com a chantagem emocional exercida sobre as comunidades formalmente muçulmanas existentes em numerosos países europeus. Num misto de despeito histórico pelos há séculos extintos fulgores de Bagdade e de Córdova, os rancores decorrentes do passado colonial e a progressiva ruptura das políticas de integração - aliás rejeitadas por amplos sectores daqueles que deveriam ser os principais interessados nas mesmas -, estas comunidades poderão a breve prazo assistir ao desencadear de um processo de intensa propaganda veiculada pelos radicais, na própria Europa designando um terreno arável pela jihad


Deveria ser este o assunto principal a tratar pelos parceiros da NATO, desde já aproveitando-se a oportunidade de estender o diálogo ao Kremlin, à Ucrânia e porque não?, aos agora directamente ameaçados indianos. Por muito pueris que possam parecer estas inciativas, não deixariam, contudo, de significar o início de algo que preencheria o vazio, ou pior ainda, o atoleiro em que o Ocidente se encontra.

 

O "outro lado" tem um longo historial de mentiras, abusos, negação ou incumprimento de tratados e reserva mental? É verdade, não se trata de uma suposição ou de mera propaganda alardeada pelo negregado imperialismo. No entanto, uma mais moderada recíprocidade existe, desde os tempos em que alegámos a existência de armas de destruição maciça - nunca encontradas, mas decerto transportadas para jamais vislumbradas grutas da Ali Babá -, até ao engenhoso encontrar de inimigos perversos pelos Pulitzer e Hearst do nosso mundo, os capazes de tudo para a obtenção não se sabe de qual fim.

A mensagem deve ser nítida, sem a menor possibilidade de duvidosas interpretações. Não poderá ficar a impressão de um mero regresso ao bandoleirismo internacional um dia enunciado por Theodore Roosevel: "dou as boas-vindas a qualquer guerra, porque acho que este país necessita de uma".

Não, desta vez não pode ser desta forma.

 

publicado às 09:46

Tipicamente British?

por Nuno Castelo-Branco, em 24.08.14

 

“The lions are coming for you soon you filthy kuffs (infidels)... ”beheadings in your own backyard soon.”

 

Bem podiam todos pensar tratar-se de um Latimer, Brown, Smith, Taylor, Cook, Watson ou Brooks. Aliás, alguns até desejavam que isso se confirmasse.

 

Esta é a carantonha do suspeito nº 1. Numa foto postada numa "rede social", exibe-se com uma cabeça cortada, sendo também conhecido pela sua militância e pouco invejável currículo de bandoleirismo familiar.

 

É o cúmulo do politicamente correcto - na visão do patetismo militante -, esta insistência no "britânico", identificando os criminosos genocidas, pela formalidade da capa do passaporte. Como aqui se suspeitava desde o primeiro momento, o tal "John" afinal bem poderá ser  Abdel Madjed Badel Bary. Se assim for, o livrinho-passaporte não passa de um pedaço de papel reciclável. Andamos a brincar às escondidas e o passaporte é o disfarce perfeito.

 

Este bandido foi  educado no Reino Unido? Foi. Foi sem dúvida educado por aqueles que tudo relativizam em prol da impunidade política e da segurança da bolsa dos fala-barato que destruíram a Europa e o que este espaço significa em termos de liberdade, segurança e horizonte de esperada justiça. 

 

Merecerão estes britânicos da degola de outrem, o benefício e a honra de poderem viver na Europa das democracias e daí viajarem para onde bem lhes apetecer com o passaporte que lhes garante a nacionalidade tira-misérias? Não, já não merecem. Há então que começar a legislar de acordo com o desafio incompatível com delongas, não descurando a protecção de muitíssimos que não poderão ser prejudicados, confundidos e ofendidos pela criminosa acção de assassinos. 

 

Aqueles que ainda podem ser apodados de moderados, deverão agir rapidamente e em conformidade com a dimensão da ameaça, pois se não o fizerem, mais tarde ou mais cedo a outros será confiada a tarefa. Depois, não nos poderemos queixar. 

publicado às 18:01

Como reagiria a califagem?

por Nuno Castelo-Branco, em 23.08.14

Os califeiros fartam-se de publicar mapas com ameaças de conquista, englobando todas as terras que de Bassorá a Lisboa, um dia obedeceram aos sátrapas muçulmanos. 

 

O mundo ocidental é perito no encaixe e devida resposta a provocações gratuitas, às bravatas que já custaram a liquidação de alguns impérios e potências expansionistas. Nos anos trinta, os agentes do Ahnenerbe andavam à cata de suásticas e runas, palmilhando toda a Europa do Minho à Finlândia e chegando a enviar expedições às alturas dos Himalaias. Lembram-se do filme Sete Anos no Tibete? Tratava esse tema. Onde cavocassem uma suástica virada fosse para que lado fosse, aí estava um marco susceptível de validar uma reivindicação ariana.

Os califeiros afinam pelo mesmo diapasão. Agora, neste 23 de Agosto em que passam 75 anos da celebração do Pacto Germano-Soviético, imaginem qual seria a reacção dessa turbamulta de bandidos armados - vejam o video, se conseguirem -, se num dente por dente, os cristãos desatassem a reivindicar todos os antigos territórios vizinhos do Mediterrâneo e outrora pertencentes à cristandade. Para já, existe uma clara vantagem sobre o Ahnenerbe e sucessora califagem: não é necessário cavar buracos poeirentos na terreola "santa", nem peneirar ossinhos ou esgravatar em busca da inexistente "Arca da Aliança" de todas as prestidigitações. Os vestígios saltam à vista. A propósito, quanto à Hagia Sofia...

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* O ocidente não mostra. A net fervilha de imagens horrendas e só não acredita quem não quer inteirar-se do que está em causa. São estas, as bestas.

publicado às 09:00

Jihadistas "extremamente bem financiados"

por Nuno Castelo-Branco, em 22.08.14

Tem toda a razão o general norte-americano. Por aquilo que temos visto quanto ao porte de arma com licença, os assassinos têm sido extremamente bem financiados e armados por uma certa agência americana e por outros países formalmente "amigos do ocidente", ou sejam, a Arábia Saudita e alguns emiratos, precisamente aqueles que açulam todo o tipo de indecêncios bramidas por santos "xeques" repimpados na Europa.

 

A suposição da urgente necessidade de intervenção anti-jihadista, implica a extensão das operações dos aliados da NATO à própria Síria. Das duas, uma: ou Washington e satélites pretendem chegar a um urgente e desejável acordo com Assad, ou este súbito interesse pela segurança colectiva não passa de um pretexto para repetirem em 2014, aquilo que há uma década infelizmente fizemos no Iraque. 

publicado às 09:10

Papa Francisco quer um "travão". Qual?

por Nuno Castelo-Branco, em 19.08.14

Não se trata de conversa fiada à maneira obamista, de grunhidos de lunáticos como o sr. Bush 2 ou de berreiro proveniente de dangerous & greedy thugs como a sra. Hillary. Não estamos ensurdecidos por qualquer alarido daquele imundo lixo que invariavelmente tem curiosas denominações de 7º dia, Mórmons, Últimos Dias, Meninos de qualquer coisa desde que se chamem Elder, chularia psicopata da "cientologia", etc. O apelo às armas, também não provém dos gangues de não-cozinheiros de avental que escandalosamente se locupletam bem longe de fogões. O que hoje foi dito, nem sequer veio de um dos canais de esgoto que nos anos sessenta e setenta foram protestante e capciosamente implantados pelos nossos aliados em abastadas e subversivas Missões por todo o Ultramar. 

 

Hoje, no regresso da sua viagem à Coreia, o Papa Francisco I parece ter sugerido uma Cruzada no Iraque. Pelo menos, é a mais evidente interpretação do seu apelo à necessidade de travar  a califagem que tem cometido todo o tipo de atrocidades sem resposta.

 

S.S. diz não querer a guerra, a violência, mas tão só, travar. Estamos de acordo. Ora, se é reconhecidamente impossível travar aquelas criaturas sem o recurso à força, seria então interessante um melhor esclarecimento acerca do que pretende e até onde poderá chegar o apelo papal. 

publicado às 21:31

Toda a vossa atenção (5)

por Nuno Castelo-Branco, em 18.08.14

publicado às 11:29

Será Cameron sincero?

por Nuno Castelo-Branco, em 17.08.14

O Sr. Cameron veio publicamente dizer aquilo que qualquer estratega de café doutamente sentencia há semanas: é necessária uma operação de limpeza na área do pretenso e marginal "califado do Levante". No entanto, surgem desde logo algumas questões que não poderão deixar de comprometer a limpidez de uma acção que sendo antes de tudo humanitária, é também de segurança geral.

 

Não valerá a pena os nossos aliados insistirem na sua não-responsabilidade pela situação de emergência que hoje o Ocidente vive naquelas paragens. Os EUA e o Reino Unido - infelizmente, pois este país deveria ser alheio às habituais suspeitas que recaem sobre o arrivismo além-atlântico - têm sido zelosos agentes da subversão na Síria e escandalosamente silenciam todas as atrocidades perpetradas pelos insurrectos - ou melhor, pelo corpo expedicionário jihadista - subvencionados pelo Qatar, Arábia Saudita e outros países formalmente próximos dos interesses norte-americanos. Tudo aquilo que temos visto quanto a massacres de cristãos e yazidis do Iraque, não passa de mera continuidade dos extensivos assassínios na Síria. 

 

É flagrante a expansão das actividades guerrilheiras em direcção a sul, dados os reveses sofridos frente ao exército de Assad. Assim sendo, a entrada da massa de terroristas no Iraque e a tomada de locais economicamente estratégicos, já indicia uma perda do controlo por parte dos aliados tácticos, paradoxalmente aqueles que mais deveriam temer o alastrar da instabilidade e violência no Médio Oriente. Bastará verificarmos o tipo de armas empunhadas pelos califais facínoras e logo concluiremos acerca do que está em causa.

 

Se os EUA e o Reino Unido decidirem uma intervenção que vise o rápido e radical extermínio da ameaça encabeçada por Baghdadi, então deverão ter em conta a realidade imposta pela necessidade da manutenção do status quo na Síria. A ser sincera a vontade de zelar pela segurança geral, aqui está um excelente salvar de face das potências ocidentais. Mais ainda, a intervenção deverá contar com a presença de outros paíises da NATO e com o beneplácito - e porque não expresso convite à cooperação, desanuviando a actual situação? - da Rússia. Outro factor a considerar, será a colaboração com os curdos, desde já antecipando-se a oposição da Turquia. Dada a situação que se vive em alguns países da Europa, há ainda que atender à necessidade de impedir o regresso de jihadistas aos "seus países" de teórica nacionalidade, nomeadamente a Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, etc. A esta gente se devem inúmeros crimes. Há que eliminar qualquer risco, abertamente confrontando as sociedades com factos. A derrota no terreno da terra dita santa, implicará um rápido regresso dos radicais a paragens mais benignas e condescendentes para com todo o tipo de abusos a que temos assistido nas últimas décadas.  Em suma, estamos no plano das ilusões, do que deveria e infelizmente não poderá ser.

 

É desejável uma rápida e maciça intervenção, desde que esta não seja um descarado pretexto para remediar no terreno, o revés que os até agora "aliados"  do ocidente sofreram na Síria.

 

MIssão impossível. Os ocidentais encontram-se desarmados para o enfrentar deste tipo de adversidades, desarmados em todos os sentidos do termo, tanto em efectivos prontos para um combate difícil, como animicamente. Há que colocar um ponto final neste aventureirismo que culminará num desastre de proporções que todos imaginam. 

publicado às 19:43

Toda a vossa atenção (4)

por Nuno Castelo-Branco, em 17.08.14

publicado às 11:28

Toda a vossa atenção (3)

por Nuno Castelo-Branco, em 16.08.14

publicado às 11:26

Toda a vossa atenção (2)

por Nuno Castelo-Branco, em 15.08.14

publicado às 11:25

Toda a vossa atenção (1)

por Nuno Castelo-Branco, em 14.08.14

 

Entretien avec Norbert Multeau à propos de son livre L’islam chez lui chez nous

(propos recueillis par Fabrice Dutilleul)

 

Ce livre semble répondre à l’actualité, notamment sur la consommation cachée de viande Hallal dans notre pays…

Voyez le programme de tous les candidats à l’élection présidentielle : combien prenne en compte le danger islamiste lié à l’immigration musulmane ? Or cela me paraît être le problème majeur, bien plus grave que la dette, de notre époque et des années à venir. Il n’y a jamais de vrai débat sur le sujet car il est impossible de se livrer à une analyse critique des fondements idéologiques de l’islam sans être accusé « d’islamophobie », de « racisme », de « fascisme »… et cela clôt aussitôt le débat. Quand un massacre de chrétiens se commet quelque part dans le monde, c’est, nous disent les bien-pensants, « stigmatiser » l’islam dans sa globalité que de dénoncer les criminels qui agissent ainsi au nom de la charia et du djihad. Alors voici un livre pour dire les choses comme elles sont et non comme on voudrait qu’elles soient. Un livre qui a été refusé par tous les éditeurs auxquels j’en ai soumis l’idée… à l’exception de Philippe Randa, directeur des éditions de L’Æncre.

 

Ne faîtes-vous pas un amalgame sommaire entre l’immigration qui est un problème politique et social… et l’islam qui une religion ?

Les deux ne font qu’un. L’immigration arabe en France est un problème crucial parce qu’elle est d’abord un problème religieux. Un habitant de la planète sur quatre est musulman. L’objectif de l’islam, sa vocation historique comme sa mission divine, est de convertir les trois autres. Le monde non-musulman ne semble pas s’apercevoir que l’islam, conscient de sa force, réactive son projet multi-séculaire de domination de l’univers : imposer partout le « règne d’Allah » et la loi coranique. En France, l’immigration à flot continu aboutit, non au « choc des  civilisations » – tout se passe sans heurt violent –, mais à l’évincement progressif de l’une (la chrétienne) par l’autre (la musulmane). Et cela dans l’indifférence des élites, quand ce n’est pas avec la complicité des « activistes du métissage » comme les appelle Péroncel-Hugoz qui a préfacé L’islam chez lui chez nous. L’intelligentsia française, en particulier, ne semble pas saisir le sens de l’ampleur de ce qui se passe sous ses yeux. Elle voit ce qu’elle veut croire, mais ne veut pas croire ce qu’elle voit.

 

Cet essai « colérique » n’est-il pas un peu court pour analyser objectivement un sujet comme celui-ci ?

Je sais bien qu’on me reprochera d’être simpliste et manichéen, parce que l’islam « c’est plus compliqué que ça »… Je ne fais pas œuvre d’historien ni de philosophe. Je vais à l’essentiel. Je prends les choses au point où elles en sont. Ici, maintenant. Voici ce qu’est l’islam : une force croyante, conquérante, féconde. Voici ce qu’est l’Occident : une civilisation honteuse d’être ce qu’elle est, qui n’affirme plus rien, qui ne se défend plus…

 

Pensez-vous la situation irréversible ?

Il faut en finir avec l’illusion d’un islam modéré avec lequel nous pourrions cohabiter sans y perdre notre âme. Il faut prendre conscience de l’islamisation rampante des esprits, des mœurs, et même des lois de la République. Il faut dénoncer le piège d’une idéologie, par nature contestable, mais qui est en même temps une religion par nature intouchable… Sinon, dans cinquante ans, la France connaîtra un « printemps arabe » à l’envers. La « fille aînée de l’Église » sera devenue « la fille cadette de l’islam. »

publicado às 10:58






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