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O Governo não apresenta os estudos sobre a medida da TSU, pelo que Luís Aguiar-Conraria e mais quatro economistas decidiram avançar eles próprios com um estudo. Resultados? Destruição de 33000 a 68000 empregos e criação de apenas cerca de 1000. O estudo está aqui.

publicado às 16:52

Ler e reler, se fizerem favor

por Samuel de Paiva Pires, em 14.09.12

Felizmente ainda há liberais que minoram o sentimento penoso que advém da leitura, por estes dias, das opiniões de outros ditos liberais. Já dizia o deputado da nação Carlos Abreu Amorim, "é difícil ser liberal em Portugal."

 

Maria João Marques, Virtudes inesperadas dos aumentos de impostos:

 

«No tempo da intragável criatura socrática, aumentos de impostos eram aumentos de impostos e tinham sempre efeitos recessivos. Ora com o advento da era passista tudo mudou! (Aleluia!) Agora lê-se por todo o lado onde foram criticados os aumentos de impostos socráticos as evidentes virtudes dos aumentos de impostos passistas. Vejamos, os impostos passistas são muitas coisas boas: i) ao destruirem a economia estão afinal a dedicar-se a um exercício de destruição criativa (dantes a destruição criativa pressupunha os mercados eliminando os menos eficientes libertando assim recursos para os mais eficientes e inovadores, agora é o estado que acha que as empresas que merecem sobreviver são as que suportam a extinção da procura dos privados, o mesmo é dizer que são aquelas que ganham a vida fornecendo o gordo estado; parecendo que não, a revolução russa e a onda de colectivização que se lhe seguiu também foi um belo momento de destruição criativa); ii) havendo défices, mais impostos agora são menos impostos no futuro, e menos impostos agora são mais impostos no futuro (o que é e sempre foi verdade e não se entende por que razão não tinham esta virtude beatífica de diminuirem os impostos futuros os impostos passados socráticos, que também havia, ai se havia, défices orçamentais socráticos); iii) reduzindo despesa ou não, aumentos de impostos seriam sempre necessários, pelo que não há problema nenhum que não se reduza despesa ficando nós apenas com aumentos de impostos (sócrates também não reduziu a despesa, e, coitado, foi tão criticado).

 

Sabem aquela pandilha que engoliu as mentiras socráticas todas, incluindo o embuste sobre o défice orçamental de 2009, ano de eleições legislativas, montado por teixeira dos santos e sócrates, se deleitava com a boçalidade socrática na AR, fingiu que era normal um pm estar envolvido em escândalos políticos atrás uns dos outros, apoiou as políticas que faliram o país e agora têm a falta de vergonha na cara de se mostrarem indignados com a quebra das promessas eleitorais pelos partidos deste governo e de exigir moralidade aos ministros? Pois meus caros, a figura ridícula a que esta gente se presta deve dar-vos pistas para o ridículo de defender os aumentos de impostos passistas.»

 

Adolfo Mesquita Nunes, A importância do consenso social:

 

«Pensar que a reacção dos portugueses se deve ao facto de as medidas implicarem sacrifícios é um erro. Estou certo de que os portugueses esperam, e aceitam, sacrifícios, desde que os percebam e consigam contextualizar. E desde que conheçam as devidas contrapartidas por parte do Estado e percebam o esforço que o Estado está, por sua vez, a desenvolver.

 

Não perceber isto é, de certa forma, ignorar o comportamento de quem, mesmo discordando, se dispôs a dar o litro, e é, pior ainda, uma má desculpa para persistir num caminho, prescindindo de um consenso essencial para as duríssimas reformas que há a fazer.

 

Se fossem garantidos os resultados das medidas apresentadas pelo primeiro-ministro, e não são, o tempo sedimentaria a convicção de que estas, apesar de impopulares, se justificam. Mas havendo fundadas dúvidas quanto aos seus resultados, o risco que se corre, e é grave, é o de desbaratar o maior activo nacional em nome de uma medida que não prova por si mesma.

 

Que não se pense, por isso, que aqui defendo uma qualquer espécie de alternativa indolor. Antes pelo contrário, como bem saberá quem costuma ler aquilo que escrevo. É exactamente por ter a noção das duras reformas que precisamos de fazer que me parece essencial não desperdiçar o consenso social com medidas ou políticas que não apresentam um grau de indiscutibilidade que o compense.»

publicado às 12:05

Um rebelde é um homem que diz não

por Samuel de Paiva Pires, em 14.09.12

 

(imagem daqui)

 

Mais por temperamento que por outra coisa, não sou um adepto de manifestações. Mas cheguei a uma altura em que, perante as medidas recentemente anunciadas por Passos Coelho e Vítor Gaspar, tenho que aproveitar as oportunidades possíveis de fazer sentir ao governo o descontentamento com medidas que são extremamente injustas. E há alturas em que a palavra escrita não chega.

 

Ainda que não concorde com o mote principal da manifestação marcada para o próximo Sábado - "Que se lixe a troika"-, considero que dado que este não terá efeito, já que a inevitabilidade de cumprirmos o Memorando de Entendimento é isso mesmo, uma inevitabilidade, e que dados os acontecimentos recentes, a manifestação será integrada por pessoas de todo o espectro ideológico-partidário que querem demonstrar o seu desacordo com o governo, é um imperativo moral marcar presença.

 

Como muitos estarão recordados, defendi o pedido de ajuda externa. Não sou contra a troika e não sou contra a austeridade per se. Sou, isso sim, contra certas medidas que obstinadamente o governo quer impor, medidas que são penalizadoras para todos os portugueses, em especial para os que mais dificuldades passam. Sou contra a austeridade que significa apenas aumentos de impostos, deixando em grande medida o memorando de entendimento por cumprir no que diz respeito à redução da despesa. Sou contra a austeridade quando esta viola um princípio básico do liberalismo e da dignidade humana, a propriedade dos indivíduos sobre os frutos do seu próprio trabalho, que este governo insiste em expropriar e dispor a seu bel-prazer.

 

Os acontecimentos recentes colocam o governo à beira de uma quebra de legitimidade, revelando ainda uma perda de noção relativamente ao conceito de justiça. É por isso que é chegada a altura de engrossar fileiras integradas até por aqueles de quem discordo ideologicamente. Há um solo comum onde os homens revoltados ainda se podem encontrar e dialogar, procurando o sentido de justiça na polis, solo este que extravasa os redis ideológicos.

 

Por tudo isto, eu, monárquico, liberal com laivos de conservadorismo, militante da JP/CDS, marcarei presença na manifestação do próximo Sábado. Porque como assinalou Camus, a revolta surge do espectáculo do irracional a par com uma condição injusta e incompreensível. Um rebelde é um homem que diz não. E já chega do processo de Gasparização em curso.

publicado às 01:50

Vítor Gaspar

por Samuel de Paiva Pires, em 10.05.12

publicado às 23:20

Receitas fiscais caem mais do que o previsto e agravam contas públicas

 

Não é preciso ser um génio ou economista para perceber isto.

publicado às 23:44

Mais uma galambada e um grande momento de Vítor Gaspar

por Samuel de Paiva Pires, em 05.12.11

Para aqueles que diziam que Vítor Gaspar era apenas um tecnocrata, atentem na polidez e no humor refinado com que manda o menino João Galamba dar uma volta ao bilhar grande. Tivessem metade dos nossos políticos um décimo desta classe e a política portuguesa não seria o charco em que os politiqueiros passam a vida a chafurdar.

 

publicado às 00:17

Cortina de fumo

por Nuno Castelo-Branco, em 19.10.11

Veio o ministro das Finanças dizer agora, aquilo que devia ter sido incluído logo no primeiro "dia do pacote". Procedeu ao acerto do passo, como se faz na parada. O alarido estava a ser demasiadamente audível, a Direita "em casa e diante da TV" odiava a omissão e vai daí, o governo decidiu-se a fazer qualquer coisa. Sabemos que os números não são esmagadores, mas os tais "eles" devem comer da mesma dose.

 

No entanto, ainda está tudo em aberto, principalmente o que interessa e que aqui apontámos. O resto não deixa de ser uma cortina de fumo, enquanto escondidos na bruma, os cruzadores pesados manobram à vontade.

 

Estamos todos à espera de mais, muito mais e sem tardança.

publicado às 09:11

Toda uma nova estratégia de marketing político

por Samuel de Paiva Pires, em 12.08.11

O anterior governo socialista, durante a negociação do acordo com a troika, plantou notícias sobre o apocalipse que nos ia atingir, para depois convocar uma conferência de imprensa onde José Sócrates trocou as voltas a todos e comunicou o que afinal não ia ser feito. O actual Ministro das Finanças segue a estratégia inversa, convocando uma conferência de imprensa para anunciar cortes na despesa, mas acabando a anunciar aumentos de impostos.

 

De salientar o apontamento de João Luís Pinto:

 

«Quando se convocam conferências de imprensa para apresentar colossais cortes na despesa e ao invés sai na rifa um novo aumento do IVA, e já se vão antecipando medidas e receitas acordadas para o ano de 2012 do lado da receita, sem qualquer vislumbre efectivo ao fim já de meses de governo de medidas substanciais de corte de despesa pública (muito menos ao nível dos aumentos de receita anunciados), parece que começamos a abandonar o domínio da boa-fé.

Começa sim a parecer que estão a querer gozar connosco.»

 

publicado às 13:08






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