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"Portugal "precisava desesperadamente de ser melhor governado!"
e
"O Governo devia, e não conseguiu, ter "protagonizado um projecto político, suficientemente claro e estruturado, que viesse a mobilizar a população, e nos conduzisse a uma verdadeira transformação da nossa sociedade"
António Carrapatoso, ex-apoiante de Pedro Passos Coelho e dinamizador do movimento Mais Portugal, aqui
Com o conluio activo do 18º (ou será 19º?) Presidente da República
O ministro da informação do partido socialista - João Ribeiro, veio a público dizer que Passos Coelho apanhou a carreira partidária e que se deslocou para parte incerta e que se encontra longe da realidade. A candidatura do chefe do executivo a um segundo mandato está fora de questão - de acordo com o porta-voz rosa. "Os portugueses querem é emprego", reclama o PS. Muito bem. Vamos lá por partes. O Passos Coelho tem nacionalidade portuguesa? O Pedro é português? É, sim senhor. E quer emprego? Exactamente. Será que o PS não entendeu o sentido das palavras que profere; o primeiro-ministro está a escutá-los com toda a atenção e quer ser o primeiro a ter emprego. Os socialistas têm de ter cuidado com aquilo que dizem. Há quem ande por aí a aproveitar o que andam a dizer, a desviar para uso pessoal outros significados. Há gente em casa a apropriar-se de chavões para abrir a sua porta de casa e fazer a sua caminha."Os portugueses querem emprego? Ou os portugueses querem "é" emprego? Pois. Há aqui algumas considerações a ter em conta. Os portugueses querem "em" prego? Não me parece. Os portugueses já penhoraram as suas posses. Já puseram tudo no prego. Os portugueses querem "é" emprego? O que significa isto? Que querem trabalho que seja mesmo um emprego? Por outras palavras, os biscates e part-time não servem? O emprego tem mesmo de ser algo inequívoco para o caso de alguém perguntar; o que é isso que trazes "aí" na mão? Isto? Sim. Ah, isto? Isto "é" emprego. E o que quer João Ribeiro? Que pasta dar-lhe-ão em troca e que "é" um emprego? O trabalho de porta-voz deve ser considerado um emprego? Recebe salário mensal? Ou será que a dedicação pro bono lhe trará um emprego? Uma secretaria de Estado? Quiça um ministério inteiro? O que querem os portugueses sabemos nós. Mas regressemos aos mandatos. Por mais que Seguro e companhia venham a lume dizer que são os génios do emprego e crescimento, a verdade é que os mandatos deixaram de ter relevância. Se os socialistas chegarem ao emprego nunca será a tempo e horas de inverter a marcha. Os dados foram lançados para bem e para mal. Mais para mal do que para bem, e os socialistas cumprirão o mandato de Passos Coelho sem tirar nem pôr um "é". Podem chamar-lhe outra coisa, mas não deixará de ser a mesma nota de encomenda. Será também um mandato de austeridade e contracção económica. Será um mandato de execução orçamental com uma emergência a braços, com um país em descalabro. O João Ribeiro pode declamar o que quiser do púlpito do Rato, mas todos sabemos que são falsas promessas. E já agora; qual é a profissão de João Ribeiro? É que temos pouquíssimos dados curriculares a seu respeito e não sei se merece que lhe dêem emprego, mesmo que já tenha iniciado o estágio com tanto entusiasmo. É curioso como uns querem o emprego que os outros não querem largar. Parece mesmo uma coisa de inveja de vizinhos. O meu "é" maior que o teu.
A única certeza que temos é que, o pouco que se vir, será entregue aos mesmos de sempre.
O Portugal de Passos na madrugada de 4 de Maio de 2013
Até um imbecil percebia. Passos Coelho não anda lá perto mas a sua intransigência e casmurrice, e o auto-convencimento de que "sozinho" sobrevive, ameaçam deitar tudo a perder. É sabida, e sou disso testemunha, a tradicional desconfiança do PSD relativamente ao CDS-PP. E, sobretudo, relativamente ao seu líder, Paulo Portas. É evidente que a história regista episódios vários que podem justificar tal postura. Mas a verdade é que o actual Governo é composto por uma coligação de partidos, de tamanhos e expressão eleitoral desiguais, é certo, mas que não sobrevivem, para já, um sem o outro. Curiosamente, o maior depende mais do mais pequeno do que o mais pequeno do mais votado. Mas no PSD pensa-se exactamente o contrário. É um erro puro. Mais um, aliás, dentro de uma desastrosa estratégia política que começou, desde logo, com a formação do Governo presidido por Passos. Quando se pensaria que Paulo Portas assumiria o lugar de nº 2 do executivo, logo surgiu, a pretexto da urgência de serem tratadas as matérias de dinheiros, o inexperiente Vitor Gaspar. Depois foi o que se viu. Portas passava a nº 3. Inimaginável num Governo de coligação, por motivos vários mas, sobretudo, por respeito e consideração pelo parceiro de governo. Foi a primeira afronta. A segunda, logo de imediato, teve a ver com a distribuição das pastas e a escolha dos seus titulares, nomeadamente os apontados pelo CDS. Chegou-se ao ponto, até hoje nunca revelado, de a interferência de Passos Coelho, Miguel Relvas e de outras "forças obscuras" ter atingido limites de ingerência tais, que levaram ao veto de personalidades já convidadas para o Governo por ministros do CDS para seus secretários de Estado, logo depois substituídas por social-democratas de méritos no mínimo duvidosos. Era a 2ª afronta. Mas a coisa não ficou por aqui e episódios vários marcaram a convivência "marital" entre PSD e CDS ao longo destes 2 últimos anos. Mas fiquemo-nos pelas últimas. Muito recentemente assistimos à subtracção de um conjunto de competências em matéria europeia a Paulo Portas em favor de novas personalidades chegadas à vida política numa pseudo-remodelação governamental em que o CDS não foi tido nem achado e na qual nem uma das reivindicações centristas em matéria de estímulo à economia e de extensão de mudanças no seio do Governo foi levada em consideração. A última foi a que se conhece: o episódio da não presença de Paulo Portas na cerimónia de tomada de posse dos novos membros do Governo. Esta particularmente grave, não tanto por aquilo que Passos disse mas, sobretudo, pelo que omitiu quando, afinal, estava na posse de toda a informação. Feio. Muito feio. A tensão a aumentar de forma intensa. Agora só falta mesmo Passos proibir o ministro Portas de viajar para o estrangeiro. Já faltou mais...

Eles são discretos mas rambém uns boca-rotas de truz. Adoram falar, sussurrar confidências à meia voz. Já há muito tinha sido informado do "código secreto" que dava a conhecer aos outros crentes, a pertença à congregação. Gente dos partidos da oposição e membros do governo, espetam à lapela aquilo que por muitos fora interpretado como um macaquear da modinha americana, ufana de inflamados patriotismos de oportunidade. Pois sim...!

E pronto, lá volta este jotinha às intimidades no Facebook, a chamar-nos amigos e a mandar-nos abraços. Mas alguém pode fazer compreender ao fulano que ele é Primeiro-Ministro e não o líder de uma distrital qualquer da JSD? Como dizia alguém, quando quem manda perde a vergonha, quem obedece perde o respeito.