Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A matança

por John Wolf, em 16.11.17

Texto integral de João Gonçalves;

 

Glock-23-40S-W_main-1.jpg

 

O verbo "matar" é indistintamente utilizado nas capas dos jornais de hoje. Uma, mais colorida, apresenta mesmo o produto de tanta morte de forma tão brutal quanto insensata: "polícias mataram 31 pessoas entre 2006 e 2016". Um marciano cursado em "novas oportunidades" que leia isto pode julgar que, em Portugal, a polícia ocupa o lugar do bandido e o bandido o lugar do morto. Uma operação polícial que envolva perseguição é, por natureza, uma operação de risco. Em Almada, em Nova Iorque ou em Moscovo. Esta, em que foi atingida mortalmente (esta é a expressão correcta) uma criatura que aparentemente não fazia parte da perseguição, era-o especialmente porque a polícia foi alvo de tiros disparados da viatura dos assaltantes que perseguia. O outro carro, conduzido por indocumentado para o efeito, foi mandado parar na zona de continuidade da perseguição policial e não obedeceu. Para mais, foi confundido com o carro dos assaltantes. O princípio da proporcionalidade da acção policial ditará se eram necessários tantos disparos. Alguns certamente eram. Um deles foi fatal, mas quando se dispara para um alvo em movimento, uma viatura, o risco aumenta para o alvo. Não se pode avaliar serenamente uma acção policial concreta "condenando" mediaticamente os agentes policiais como vulgares assassinos. Nunca dou por semelhante semântica punitiva quando agentes policiais são agredidos ou, para usar o verbo do dia, mortos. Esta é a minha polícia porque um Estado de Direito tem a capacidade jurídica e ética de avaliar sem preconceitos as acções policiais. Sem necessidade de ser panfletário à míngua de assunto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:36


4 comentários

Sem imagem de perfil

De Weltenbummler a 16.11.2017 às 17:10

jornalismo pós-verdade
'-sr Agente deixe fugir que é ladrão ou assassino'


depois dos Comando o os Agentes da PSP voltam a ser arguidos
arrium porrium 
Perfil Facebook

De Martim Moniz a 17.11.2017 às 09:50

A falta de uma verdadeira e eficaz representação das policias(por vezes dizem umas coisas na tv e jornais esses ditos representantes (sindicais?) da psp)nos últimos anos tem aberto as portas a discursos(que em lugares tipo cova da moura e afins deve dar votos)anti-policia e a favor do banditismo,o resultado está à vista.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.11.2017 às 10:03

Dos 20 tiros saídos das glocks só um foi mortal; o condutor pelos vistos teve sorte. Mas pergunto-me eu, porque não atiram preferencialmente para os pneus para imobilizar as viaturas, em vez de atirar logo a matar? Ainda não chegámos ao Texas! 
Perfil Facebook

De Martim Moniz a 18.11.2017 às 19:51

"Está a tornar-se numa triste moda em Portugal a violência sobre polícias, consequência da brandura da lei que não contempla o severo agravamento das penas quando as vítimas são elementos da autoridade. Daí que aos vídeos de desacatos da noite ou de rixas nas escolas se juntem na TV imagens como aquelas em que se vê um agente a ser agredido, perante o desespero de uma colega – impedida de ir à luta por falta de arcaboiço, de preparação e de meios de dissuasão –, a indiferença de alguns cobardes e o espanto dos turistas. Desde logo, uma pergunta se impõe: que estratégia policial manda patrulhar as ruas a duas fracas figuras que nem as armas podem usar? Em má hora a Fox deixou de transmitir entre nós a série ‘Cops’, que bem poderia abrir os olhos à trupe política que não tem coragem para defender quem nos protege, pelo menos até ao dia em que um idiota de proa leve um amasso quando for passear o cão. É que nos Estados Unidos quem faz uma manobra perigosa ao volante é tratado como criminoso e sai do carro para ser algemado. Por cá, a polícia prende e o tribunal liberta, mesmo que o agressor tenha cadastro. E liberta porquê? Porque a lei é tão banana como certos juízes. Brinquem e depois queixem-se." Alexandre Pais no CM

Comentar post







Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2007
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas