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A reestruturação de Seguro

por John Wolf, em 18.03.14

António José Seguro não está à altura dos acontecimentos. António José Seguro não está à altura do país e António José Seguro não estará à altura do Partido Socialista. Mais valia não ter posto os pés em São Bento e gastar três horas do seu tempo. O seu tempo que até poderia ter sido o tempo de todos os portugueses, se o secretário-geral do PS entendesse que o que está em causa não são diferenças insanáveis entre o PS e o Governo. O que está em causa é um país que não se esgota nas instransigências programáticas e orçamentais do Largo do Rato. A hora que está em causa é muito maior do que a sua - é a hora de Portugal. António José Seguro até poderia ter prestado um pequeno serviço à nação, colocando-se na bagagem dos argumentos de Passos Coelho que hoje irá esgrimir-se de razões com Angela Merkel. Deste modo a birrita de Seguro apenas valida a ideia da necessidade de prolongar os efeitos dolorosos da austeridade. Passos Coelho vai confidenciar à Angela Merkel que tentou reestruturar o lider socialista mas que ele não foi na conversa. Seguro ainda não entendeu que regressar aos mercados de um modo limpo ou não é apenas uma parte do berbicacho nacional. Provado que está que serão necessárias várias gerações para alcançar o relativo equilíbrio da dívida e do deficit, significa que a visão política de qualquer candidato tem de integrar um novo modo de pensar. Acabou-se a feira das capelinhas - agora reges tu agora governo eu. A bifurcação radical da política faz parte da velha escola. Por esta e outras razões fica provado que António José Seguro é um político à antiga que quer regressar ao passado. Acontece que quer o presente quer o futuro nunca serão como o passado. Mas não quero matar a esperança dos socialistas. De certeza que na vossa casa deve haver alguém mais competente para ser o timoneiro do partido. Mas Seguro parece não servir para esse posto que por enquanto apenas diz respeito aos socialistas. O problema é que mais tarde pode dizer respeito aos portugueses. E aí será tarde demais.

publicado às 09:36


2 comentários

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De Texticulos a 18.03.2014 às 11:59


Clement Richard Attlee (1883-1967) não era carismatico, ascendeu a liderança do Partido Trabalhista em 1935, lider da oposição, aceitou integrar o executivo liderado por Churchill durante a guerra. Sempre na segunda linha, inicialmente apenas como ministro, depois como vice-primeiro-ministro, sempre leal a Churchill durante os cinco anos da guerra. O governo de unidade nacional -- que integrava ainda os liberais, além dos conservadores e dos trabalhistas -- funcionou sempre como um bloco. Vencida a guerra, a coligação dissolveu-se, realizaram-se eleições e ganhou Attlee que lançou as bases do Serviço Nacional de Saúde britânico e alargou a segurança social. Churchill manteve-os inalterados quando regressou ao poder em 1951.
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De anti- direitolas a 18.03.2014 às 23:19

Para  Texticulos (http://txticulos.wordpress.com/). Sou capaz de achar que Seguro tem condições para ser uma surpresa, para muitos, à esquerda, à direita e ao centro, sem nunca deixar de ser quem é. 

Por aqui esta direita dita culta, é muito curtinha de vistas. Olha tudo por um canudo muito estreito, e julga-se intérprete dos interesses da pátria.
Confesso a minha incultura em alegados intelectuais de direita, quando se expressam em códigos fechados a que não  tenho acesso. Ainda não fui recalibrado. A frase que transcrevo quer dizer o quê? O SG do PS é suposto ser um socialista, escolhido por socialistas.  Posto? é da tropa.  Será que existe algum plano nalguma cabeça bem pensante, que julga poder fazer do PS um partido único, tomado de assalto por um timoneiro ao vosso gosto? 
"De certeza que na vossa casa deve haver alguém mais competente para ser o timoneiro do partido. Mas Seguro parece não servir para esse posto que por enquanto apenas diz respeito aos socialistas. O problema é que mais tarde pode dizer respeito aos portugueses. E aí será tarde demais."

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