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A Ucrânia é aqui

por Samuel de Paiva Pires, em 22.02.22

Escreveu Montesquieu que “todo o homem que tem poder é levado a abusar dele; vai até encontrar limites”. É assim tanto no plano doméstico dos Estados como na política internacional, onde, na última década, um Ocidente em turbulência não tem conseguido lidar devidamente com o bully-in-chief de uma cleptocracia apostada em fragmentar as democracias liberais. Como se não bastasse a inépcia dos líderes Ocidentais, o chefe do Kremlin ainda é aplaudido à saciedade por idiotas úteis beneficiários do conforto e das liberdades da civilização ocidental e da geografia que lhes calhou em sorte. Quem louva a violação, por uma potência revisionista e agressiva, dos dois princípios basilares da ordem vestefaliana, a soberania e a não-ingerência, ignora a história (mesmo que Putin não seja Hitler ou Estaline) e não compreende que o expansionismo russo ameaça a ordem internacional sobre a qual repousa o nosso modo de vida. A Ucrânia é aqui ao lado e não colocar limites a Putin é franquear ainda mais as portas da segurança europeia e transatlântica.

publicado às 09:58


7 comentários

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De Manuel da Rocha a 22.02.2022 às 18:11

O maior aliado do Putin são partidos como o Iniciativa Liberal e o Chega (de Portugal), que defendem que os países passem a contratar 60000 mercenários a 120000 milhões de euros anuais, para serem os militares de cada país europeu. Ao mesmo tempo que colocam membros extremistas a liderar "associações de militares e polícias", dizendo representar "6000% dos militares/polícias", estão a acabar com essa parte, porque dá lucro. Com a Europa cheia de partidos que tem ideias fascistas e que apoiam o "homicídio por motivos políticos", que conseguem 7% dos eleitores, é meio caminho para a Rússia fazer o que lhes apetece. 
Mais que isso, esses mesmos precisam da Rússia para manter o estilo de vida a funcionar... sendo muito fácil de serem manipulados, bastando aumentar os preços para 5 vezes o original, devolvendo 33% aos empresários ligados a esses partidos. 
É com isto que o Putin está a jogar, sabendo que a Europa nada pode fazer, ao mesmo tempo sabendo que não vai passar das fronteiras da Ucrânia, pois os EUA são muitíssimo mais fortes que a Rússia. Ontem a RT (televisão informativa russa) viu a emissão cortada, quando um almirante russo reformado, disse que a Rússia nunca irá atacar Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia, pois a marinha americana afundaria toda a marinha, militar e civil, russa em menos de 12 horas e que os líderes russos sabem disso. Depois disso, passou a ser um coronel a falar da "poderosa força cívica russa". 
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De V.T. a 23.02.2022 às 12:11

Sr. Manuel, você deve estar com uma grande moca, então o Chega e o IL é que são os maiores aliados de Putin? O PCP já veio afirmar publicamente que a culpa de a Rússia invadir a Ucrânia é culpa dos EUA e da Europa onde vivem com todas as liberdades que o Ocidente lhe deu e eles tanto desprezam. 
O PCP que vá todo para Moscovo, eu até lhes pagava o bilhete, porque o que têm feito até agora em Portugal, só tem sido m....!!!!
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De Bruno a 22.02.2022 às 18:29

Idiotas que defendem Putin é do mais se encontra nas rdes sociais. Contudo, quando se falou do uso de "refugiados" como arma da parte russa, esquece-se que a Turquia já o fez e muitos condenaram a Grécia, que sempre defendeu as suas / nossas fronteiras e que todos os dias continuam a chegar pessoas pelo Mediterrâneo. Imagine-se, então, que todos esses "refugiados" decidem usar da sua presença para tomar zonas da Europa como locais independentes de África, da Síria e do Iraque, por exemplo. ^Como é que ficamos?
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De Anónimo a 23.02.2022 às 10:10

Falamos da mesma Turquia que invadiu Chipre (creio quem em 1974) que ainda hoje permanece uma ilha dividida ?
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De tron a 22.02.2022 às 19:30

Os idiotas da extrema esquerda portuguesa odeiam os EUA ao ponto de terem forçado o governo a criar um imposto Coca Cola, mas ao mesmo tempo estão do lado do Putin.
Por outro lado estão contra o Ventura. Sinceramente era mandar estes senhores da extrema esquerda para Moscovo com um bilhete de ida e sem volta 
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De Tintin Balinho a 23.02.2022 às 13:38

Gostava que esta discussão não fosse uma conversa de surdos. A questão é simples: o que se faz com um estado perigoso para a nossa democracia ocidental? Uma vez que não há esperança de que o regime russo se torne democrata e respeitador da soberania dos vizinhos, qual a forma de minimizar os estragos? A resposta é: usar de toda a precaução para não hostilizar o potencial agressor. Assim, a NATO deveria ter sido bastante clara desde o início relativamente ao compromisso de não se alargar às repúblicas ex-URSS. Dever-se-ia ter procurado, desde o início, que a Ucrânia fosse um país neutro, tal como a Finlândia. Penso que isso poderia ter contribuído muito positivamente para que não chegássemos aqui. Claro que não sabemos se realmente teria resultado. Mas pelo menos ter-se-ia feito o melhor possível pela paz. 


Claro que se pode argumentar contra isto de várias formas: i) a "síndrome Chamberlain": os ditadores fazem sempre o que têm na cabeça, independentemente das concessões dos outros estados; ii) a Ucrânia é um país livre; porque há de se sujeitar a ser um país neutral, quando anseia aproximar-se do ocidente pela NATO e peça UE?


A resposta a i) é: realmente, não sei, mas se ele for mesmo como o Hitler, nada do que se faça importa, não é? Portanto o resultado seria sempre o mesmo. A questão é que há uma possibilidade de não ser mesmo como o Hitler e havia uma possibilidades de a neutralidade poder realmente dar uma possibilidade à paz. A resposta a ii) é: perante os factos da "real politik", a escolha para a Ucrânia, infelizmente, não é entre "neutral" ou "ocidental" mas sim entre "neutral" ou "russa" ou pelo menos "permanentemente aterrorizada pelos russos".


E é isso que está a acontecer, pelas reações que vejo. A Europa não se vai envolver, limitando-se às sanções que nem são assim tão graves para a Rússia porque o centro do mundo já não é a Europa. O Biden já disse que ia defender cada centímetro da NATO, o que quer dizer também "Ucrânia não é NATO"...


Portanto, o teor do seu post está correto no que diz respeito aos princípios fundamentais em que acreditamos. Mas perante a força do opressor e a incapacidade dos defensores, poder-se-ia ter agido de outra forma para poupar o sofrimento dos ucranianos


Portanto, 
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De Maria Neves a 27.02.2022 às 11:03

Bom dia Pedro,
Obrigado pela partilha.
Feliz domingo
🤍

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