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Era mais do que esperado que o bromance de Donald Trump e Elon Musk acabasse à estalada. Ainda não sabemos que contornos assumirá o putativo America Party do secretário-geral da Tesla, do X e do SpaceX. Não vislumbramos sequer quais os camaradas libertários que poderão alinhar-se na comissão política do novo partido. Mas já atingimos o patamar da imprevisibilidade no qual todos os cenários são possíveis. Assim sendo, podemos imaginar uma coligação mais alargada que incluiria nomes coloridos como Larry Ellison (Oracle), Steve Davis (Boring Company) ou Tucker Carlson (anfitrião do programa televisivo Tucker Carlson Uncensored). Porque para criar mossa na armadura de Trump e inclinar a Casa Branca não bastam feijões, perdão, biliões. Para contrariar a devastação que certamente será infligida a Musk, o movimento-partido deve fazer valer várias frentes em simultâneo. O Big Beautiful Bill certamente que fará a sua parte na geração de ainda mais insatisfação em relação à administração americana, mas a política não é uma ciência exacta. Ninguém sabe ao certo que desfecho terá a Guerra das Tarifas na psique coletiva dos americanos que têm sido testemunhas silenciosas de tácticas indirectas, de insinuações e de ameaças. É necessário inaugurar uma sebenta para albergar a nova linguagem empregue pelo homem mais poderoso do mundo. Mas Musk já declarou que não deseja conquistar todos os eleitores americanos. Bastar-lhe-á um punhado de lugares electivos para servir de travão a certos objectivos políticos da administração Trump. Aguardemos com expectativa para assistir ao duelo de titãs — os SpaceXutos do Musk e os pontapés de Trump.
créditos fotográficos: France24