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António Costa: it´s lonely at the top

por John Wolf, em 15.05.15

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António Costa dá conta das encomendas sozinho. Não precisa de ajuda nem precisará. Mas lentamente o seu discurso alterar-se-á. Uma vez que vai perdendo pontos na secretaria das sondagens, há-de de chegar ao ponto de rebuçado em que terá de decidir agarrar-se ao tronco central do poder. Ou seja, encarar de frente a grande possibilidade de não poder ser o déspota a solo, o absolutista de legislativas, o vencedor incontestável das eleições que se seguem. O Partido Socialista ainda não percebeu pelo menos duas coisas; a ideologia já não é o que era - a Esquerda e a Direito não se distinguem como dantes acontecia -, e Portugal já percebeu que os socialistas não conseguem oferecer um projecto credível, distinto, uma verdadeira alternativa. Qualquer tentativa de syrização da posição de Portugal não trará bons resultados no plano interno e externo - veja-se o que acontece na Grécia com posições extremadas de Alexis Tsipras que se sustentam numa mão cheia de nada. Os portugueses já não vão em cantigas. Essa época áurea de confiança acrescida acabou. António Costa é um homem de tudo ou nada. E isso já não se usa. Mais valia emprestar a ideia de partilha com o Bloco de Esquerda ou a Coligação Democrática Unitária. Mas esses não querem nada com ele. Life is lonely at the top.

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publicado às 18:44


3 comentários

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De Laranjeira a 16.05.2015 às 00:48

Costa, o rabugento. Protesta porque as eleições não foram quando ele queria (dá tanto jeito ter um camarada em Belém..), queixa-se por o Governo governar. Para o Costa, Portugal tinha de parar até ele ganhar as eleições. Sim, porque para os media só há um desfecho possível que é o Costa ser o próximo primeiro-ministro e começar a descolar nas sondagens. Dá sempre muito jeito haver televisões como a SIC e "jornalistas" como o José Manuel Mestre e a fulana do jornal das nove, sempre com um tom trocista quando se trata da coligação. É só ver como se pega numa deixa qualquer de um político e se transforma isso num caso. Antes foi os cofres cheios da Ministra, amanhã de certeza que vai ser a afirmação de Passos Coelho de que pelos padrões internacionais Portugal é um país próspero, e vai daí lá vai a esquerdalhada dizer que é um insulto a todos os desempregados, pobres, etc. É para isto que servem os avençados do PS nas redacções e é essencialmente disto que vive a campanha do PS.


Ainda não regressaram ao poder e já nem os posso ver. Não suporto a grosseria, a falta de respeito pelas instbens"
ões - como se estas só servissem para os socialistas as ocuparem - ou a falta de nível e de honestidade intelectual. 


Em Portugal escolhe-se o mal menor na política e é por não querer que os donos do regime regressem ao poder, e por desejar que estes deixem definitivamente de serem os donos do regime que faz sentido o voto útil. O voto útil nos menos maus, nos menos trauliteiros. Alguma vez algum membro do PSD e do CDS faltou com o respeito a um presidente da república, como a esquerda faz a Cavaco? Que espécie de gente é esse Soares, que não festeja o 25 de Abril no Parlamento por haver uma maioria parlamentar de direita? Que mau aspecto, que baixo nível!


O PS tem de ser civilizado e só o será se as figuras que participaram no socratismo - e Costa é parte integrante desse período horroroso - forem obrigadas a sair da política. Até no PSD mudam as pessoas. Goste-se ou não de Passos Coelho e dos que estão com ele, são outra geração de "laranjas". No PS é sempre a mesma gente! Um velho com quase 90 anos, por muito passado que tenha, manda mais no partido do que o próprio secretário-geral, alguma vez isto é normal? O PS é tal e qual um partido político grego! 


Isto não é sistema para Portugal. Por muitos defeitos que tenha a actual maioria, a solução não é voltar para trás e voltar a colocar no poder políticos falhados, políticas falidas (literalmente) e velhos ultrapassados. O país não pode ficar na mão dos Soares, dos Alegres e dessa gente toda que está com os pés para a cova. O tempo deles acabou, não percebem os novos tempos, não os aceitam, muitos menos se adaptam, passam o tempo a rabujar como velhos que são contra a Merkel, como se os outros povos tivessem que votar em quem eles querem. Do que é isso nos serve? Isso é mentalidade de reaccionários, de "has beens". É tempo de o povo os mandar para a reforma.
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De John Wolf a 16.05.2015 às 11:50

Cara Laranjeira,
Tem razão. Fornecem-se no seu armazém de ícones falidos, no passado onde já demonstraram a sua falência de um modo inequívoco. O filho Soares reparte-se entre visitas aos inocentes Carlos Cruz e José Sócrates. Dramática situação assola aquele partido encravado ideologicamente.
Grato.
Cordialmente,
John
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De Laranjeira a 16.05.2015 às 19:38

Ainda mais essa, o Cruz e o Sócrates. E o "pai" da democracia, que devia ser uma referência, ameaça a Justiça por esta fazer o seu trabalho contra um socialista corrupto. Que asco! 

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