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Catarina Martins zarpa com Tsipras

por John Wolf, em 13.01.15

Syriza

 

Catarina Martins irá zarpar para estar ao lado do camarada Tsipras durante as comemorações da provável vitória do partido Syriza. À falta de um guião original o Bloco de Esquerda (BE) vai coleccionar argumentos de reestruturação da dívida na capital Grega. Não sei se vale a pena a viagem. Em primeiro lugar o BE nem sequer está perto da sombra do poder. E em segundo lugar, a táctica de ameaça (ou sua inversão) não parece dar grande resultado. O tira-teimas entre a Grécia e a Alemanha é inexistente. Merkel já avisou que a União Europeia (UE) pode resistir ao impacto de uma saída da nação grega do Euro. Nem mais um sacrifício pelo Euro? A Grécia (assim como outros Estados-membro da UE) receberam dinheiros a fundo perdido, décadas e décadas a fio. A questão também deve ser colocada ao contrário porque os gregos receberam, e muito, dos contribuintes alemães, mas também dos belgas, dos franceses, dos portugueses, dos ingleses e dos espanhóis, para todos os efeitos materiais desta discussão de quem deve mais, e como quer pagar. Uma reestruturação da dívida não faz o problema desaparecer - passa apenas o mesmo para as gerações seguintes. E é esse o desafio que muitos enfrentam. O sacrifício duro do presente versus a repressão imposta no futuro. Temo que Tsipras, assim que se sentar na cadeira do poder, venha a subir o tom do seu discurso e venha a usar o argumento de ameaça de saída do Euro à luz da intransigência de Bruxelas, que não vai em reestruturações de dívida, ou coisa que o valha.

publicado às 18:44







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