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Conflito de interesses

por Nuno Castelo-Branco, em 06.03.14

Podemos e devemos ser solidários com os ucranianos residentes em Portugal e devemos proceder exactamente da mesma forma em relação aos moldavos, nacionais da CPLP, russos e outros que aqui demandaram para uma nova vida. 

 

O melhor e mais fiável aliado, é aquele que bem aconselha os seus amigos, não se deixando instrumentalizar por paixões momentâneas ou campanhas que inevitavelmente prejudicarão os seus proponentes e claro está, os visados pelas mesmas. Ninguém pode sair vencedor desta nova versão da Guerra Fria, até porque nem sequer existe um adversário ideológico capaz de mobilizar as boas consciências de que os media necessitam.  Portugal não pode, nem deve envolver-se neste caso. 

 

Tudo aquilo que nos tem chegado dos EUA, nada mais é senão uma inacreditável amálgama de suposições, péssima interpretação dos factos, analogias completamente distorcidas e um descarado esconder daquilo que é essencial para a estratégia dos nossos aliados. Haverá alguém que em Washington possa pensar poder enganar o Kremlin? Estivesse Catarina II, o Czar Nicolau II, Estaline, Brezhnev ou Putin à frente do Estado russo, a resposta seria sempre a mesma: niet. Se os EUA julgam poder alterar este dado permanente, então o caso torna-se muito mais sério. Não é o tipo de regime em vigor na Rússia, o polo da discussão. Trata-se daquilo que os russos consideram essencial à sua sobrevivência como potência. Nada mais, nada menos senão isto, por muitos paliativos que os observadores externos possam querer ministrar. 

"Um programa de auxílio financeiro seria fundamental para recuperar a Ucrânia, que durante décadas foi afectada por uma cultura de corrupção", denuncia Kaptur, que sugere também o envio de "uma força de paz da NATO para a Ucrânia, composta por militares de países vizinhos (Turquia, Roménia e Polónia)."

A Turquia? A Polónia e a Roménia? Em que planeta vive a congressista norte-americana? Aqui está o que verdadeiramente pretendem os desavisados conselheiros de Obama, os sectores do lobby energético e o Pentágono incluído. É uma sugestão inaceitável, para mais ficando assim assumindo o há muito suspeitado intento de forçar a presença da NATO na Ucrânia. Se alguém no Capitólio pode sonhar com a aquiescência dos russos a um disparate tamanho, então ficamos todos cientes da categoria da gente que é perigosamente eleita para aquele tipo de cargos representativos. 

 

Qual será a próxima ideia de estalo? Convidar Israel a ingressar na Aliança Atlântica?

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publicado às 21:37


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