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Corte de taxas

por Fernando Melro dos Santos, em 03.02.15

O Reserve Bank of Australia junta-se à loucura "anti-deflacionária" e corta taxas, 1/4 de ponto de 2.50% para 2.25%. Na Terra de Oz, tal como cá, quem vai ao supermercado não encontra qualquer deflação, como é por demais óbvio; sucede porém que os encargos suportados por essa entidade fátua, as famílias, não páram de subir. 

 

Isto acotece acima de tudo para perpetuar o serviço à existência de um Estado, de onde o retorno se tornou negativo há já muito tempo, anulando a lógica de uma colecta fiscal crescente, por mais saliva que a turba verta ao debicar as migalhas oferecidas a troco da apatia, da cobardia, da denúncia. 


E porque se corta taxas na Austrália, país repleto de recursos e cujo PIB cresce? Porque como todos sabemos, os metais, o carvao e a comida - bens produzidos náo só ali mas em todos os países onde ainda nao se paga aos cidadãos para incorrerem em dívida - são ficções bárbaras, relíquias.


As pessoas, evidentemente, só precisam do Estado, como o comprovam os câmbios actuais do Euro, do Dólar e da Libra. As melhores divisas sao aquelas que tiverem um Estado grande como pilar. Enorme. Colossal. Imanente, omnidireccional, arcangélico.


Que possa controlar quem corta a relva, quanto neva contra o aquecimento global, se os tostões gastos por cada lavrador na compra de estrume são devidamente reportados ao Ministério da Distribuição Por Todos, e até a fúria dos oceanos.


Isto vai acabar como começou.

publicado às 11:14







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