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É hoje noticiado que a Europa, essa construção mirífica que almejou a proeza de dividir esquerdas, direitas, centros e centras em nome de uma agenda neo-Soviética, passou legislação (a letra da Lei, senhores, no lugar do Espírito Santo) autorizando a inclusão de matéria proteica não-cancerígena, não-mamífera, não-vermelha, não-salgada, não-alcoólica, não-insira-aqui-o-seu-fetiche-partidário-pessoal, nas dietas recomendadas ao contribuinte modelo.
Fosse a União outra coisa além do gládio da inclusividade, não assumindo as culpas da rebaldaria discriminatória que grassa em certos Estados e compensando até invasores bárbaros utentes diferenciados com o direito inalienável da fuga ao frio , e pensar-se-ia que o comboio do progresso estaria para sempre perdido.
A ideia pode parecer peregrina, fruto de poluções madrugadoras supervenientes à geração mais bem preparada de sempre, mas não. Já há meses, senão anos, que a urdidura vem sendo aproveitada - e paga, claro, a soldo de impostos extorquidos a esses hunos do norte que nunca fizeram outra coisa senão produzir, grandes cabrões capitalistas.

Resta congratular Bernardino Soares, um visionário sem gravata à frente do nosso tempo, por ter promovido esta causa logo após a sua ascensão ao trono de Loures.
um contribuinte sem rumo
pode ir torto ou directo
beba agua ou beba sumo
tem de ingerir o insecto
- antonio aleixo, remodelado