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Francisco Seixas da Costa, em entrevista ao i online:

 

Portugal tem uma estratégia sobre aquilo que podem ser todas as suas opções externas?

 

Há uma escassíssima reflexão em Portugal sobre as opções externas. Para algumas pessoas, nomeadamente para alguns think tanks, parece que vivemos num mundo congelado. O mundo varia, a globalização trouxe outros desafios. A própria evolução da União Europeia no seu relacionamento externo impõe aos estados-membros um posicionamento evolutivo e nós não reflectimos sobre isso. Os partidos, como sabe, não têm a mais pequena reflexão sobre questões internacionais. São desertos completos. Os programas do governo na área externa - e eu tive parte de responsabilidade em alguns desses textos - são uma forma habilmente organizada de platitudes e lugares-comuns. Faço parte de um grupo informal de reflexão que se preocupa com isso sem agenda política.

 

O que é que Portugal deveria estar a discutir?

 

Tudo o que se está a discutir a nível da União Europeia no âmbito da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, por exemplo, é da maior importância e o papel de Portugal pode ser vital. Devíamos ter isto no centro das nossas atenções porque pode ter implicações fortíssimas na utilização do porto de Sines, na questão do equilíbrio energético, nas oportunidades para as empresas portuguesas no quadro do mercado americano. E disto não se fala. Acho uma bizarria. Parece que só meia dúzia de pessoas se interessam. E é o futuro.

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publicado às 13:34


4 comentários

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De Francisco Seixas da Costa a 11.08.2014 às 14:55

Obrigado pela citação, caro Samuel. No texto sai "latitudes" quando eu pretendia dizer "platitudes"... Faz-me lembrar o primeiro jornal onde escrevi, "A Voz de Trás-os-Montes", onde tentei várias vezes, sem êxito, escrever a palavra "niilista". Nunca consegui: um dia saiu mesmo "leninista" e tive chatices com o censor... Um abraço
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De Samuel de Paiva Pires a 13.08.2014 às 19:28

Nós que temos de agradecer por evidenciar algo que deveria integrar o debate político no nosso país. Infelizmente, os partidos do dito arco da governação tendem a ficar-se pela proclamação das tais "platitudes e lugares-comuns" (se não me levar, rectificarei aqui no post), o que talvez ajude a explicar o porquê de, na prática, acabarem muitas vezes a atentar contra o que é ou deveria ser o interesse nacional. 
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De Nuno Castelo-Branco a 14.08.2014 às 11:45

Estamos em curto-circuito. Mas o que é o interesse nacional? A aposta total na Europa, contradizendo os pressupostos que durante séculos mantiveram a independência nacional? Apesar de tudo aquilo que pretenderam fazer crer, as nacionalidades estão muito longe da dissolução e por isso mesmo a "Europa" tal como hoje existe, está condenada ao fracasso. 
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De Nuno Castelo-Branco a 11.08.2014 às 20:18

Não posso deixar de estar plenamente de acordo com o embaixador S C. O problema é ainda mais profundo e a percepção que a "opinião pública" tem da política externa, resume-se a um ou outro alarido como a conflituosa - para alguns - entrada da Guiné Equatrorial na CPLP ou os escândalos do BES(A), além de alguns arrancar de cabelos pelos submarinos "desnecessários". Predomina a apetência pelas aparências. 
É mesmo um caldo de cultura que já conta com quase duas gerações. O regime croiou-o e agora dele é difícil sair. 

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