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Da profundidade (e)leitoral (II)

por Fernando Melro dos Santos, em 28.06.14

Para ser médico é preciso um curso de Medicina. Fascismo. Se não fosse preciso teríamos muitos mais médicos.

 

Para ser escritor é preciso saber escrever e fazê-lo sobre aquilo que interessa. Fascismo. Se se vendessem livros sobre tudo escritos por todos, teríamos muitos mais escritores.

 

Para ser político.... Ah esperem, esta não.

 

Para ingressar no ensino superior é necessária uma média - hoje irrazoavelmente baixa, mas ainda assim necessária (e a meu ver, deviam ser exigidos outros requisitos, tal como para a carreira docente) e também isto, num país europeu em pleno século XXI, é fascismo. Se todos entrassem, com qualquer média, de borla e sem requisitos para a universidade, teríamos muitos mais quê? 

 

Isso. Digam em coro. Desempregados. Frustrados. Chocadinhos com a vida. Militantes do BE. Querubins social-desenraizados.

 

Se calhar, é pá, não me digam que tropecei em qualquer coisa. Não pode ser. Toda a gente sabe que a esquerda defende o trabalho. 

 

Pena é não haver partidos de direita, em Portugal, por lhes serem avessos a Constituição, a população activa e Mário Soares. 

publicado às 14:37


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