<?xml version='1.0' encoding='utf-8' ?>

<rss version='2.0' xmlns:lj='http://www.livejournal.org/rss/lj/1.0/'>
<channel>
  <title>Estado Sentido</title>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/</link>
  <description>Estado Sentido - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Thu, 17 Jul 2025 20:08:28 GMT</lastBuildDate>
  <generator>LiveJournal / SAPO Blogs</generator>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/a-divisa-falida-de-moedas-3982744</guid>
  <pubDate>Thu, 17 Jul 2025 20:01:00 GMT</pubDate>
  <title>A divisa falida de Moedas</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/a-divisa-falida-de-moedas-3982744</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;lettuce.webp&quot; height=&quot;960&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G6d18a9df/22779533_O5zOE.jpeg&quot; style=&quot;width: 1273px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;1273&quot; /&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De boas intenções está a autarquia cheia. &lt;a href=&quot;https://sicnoticias.pt/especiais/autarquicas/2025-07-15-video-carlos-moedas-fecha-acordo-com-il-e-cds-na-corrida-a-camara-de-lisboa-f0cf9c08&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Carlos Moedas&lt;/a&gt; é bom rapaz e educado, mas convenhamos, a cidade de Lisboa não está melhor. Bem (mal) pelo contrário. A capital é suja e ruidosa. Mas muito mais grave — a cidade já não pertence aos alfacinhas. Posso debitar à vontade sobre o assunto, mesmo sendo um eterno refugiado. Estou em Portugal há mais de 40 anos e bato-me pelo país e a capital com maior intensidade do que grande parte dos compadres. Sou um genuíno patriota. Só falta mesmo adotar a nacionalidade, embora não seja necessário para fazer honra à identidade e a cultura deste país. Até já escrevi um &lt;a href=&quot;https://www.bertrand.pt/livro/portugal-traduzido-john-wolf/206354&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;livro sobre Portugal &lt;/a&gt;a bater e a elogiar, na mesma demão, em cada página, e naquelas por escrever. Custa-me ver os portugueses expulsos do seu habitat. Os sucessivos presidentes da Câmara Municipal de Lisboa, de um modo consistente e ganancioso, estenderam a passadeira às massas turísticas, aos estrangeiros endinheirados, fazendo de seus inimigos bairros tradicionais e costumes locais. A &lt;em&gt;folclorização &lt;/em&gt;de Lisboa arrastou consigo os tuk-tuks e as lojas da pseudo-portugalidade. Não sei ao certo como reverter a situação, porque questiono se os políticos o desejem — o regresso a um estado cada vez mais ténue, distante. E aí reside  grande parte do problema — o provincianismo declarado ou dissimulado dos governadores do concelho: A falta de cultura, ensaiada por intelectuais (que palavra suja!) como Eduardo Lourenço, em tomos incontornáveis,  de pouco consolo serve. Esse défice de leitura é a culpada radical, o extremo mental que habita dentro de portas, no gabinete e na tesouraria. A ausência de (auto)percepção, a falta de visão civilizacional dos lideres também é da responsabilidade das gentes. Um povo encantado por promessas de grandeza, estrofes históricas, que se deixou carregar para a subúrbia acrítica, deslavada e inconsequente. O eleitor que também esfregou as mãos estendidas em busca de um módico rápido. A situação é grave. A paisagem, habitada por espécies invasivas, já não pode ser acalentada em estufas frias. As tribos vivem agora em reservas, arriscando a sua própria extinção. A divisa alfacinha já não vale grande coisa.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/a-divisa-falida-de-moedas-3982744</comments>
  <lj:replycount>3</lj:replycount>
  <category>eleições</category>
  <category>cml</category>
  <category>leitão à bairrada</category>
  <category>carlos moedas</category>
  <category>gentrificação</category>
  <category>falência</category>
  <category>lisboa</category>
  <category>sujidade</category>
  <category>ruído</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pergunta-do-dia-3383734</guid>
  <pubDate>Fri, 01 Aug 2014 17:40:46 GMT</pubDate>
  <title>Pergunta do dia</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pergunta-do-dia-3383734</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O secretário Sr. Seguro diz que o secretário &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/mundo/noticia/junker-ficou-sem-uma-mulher-e-portugal-com-uma-pasta-irrelevante-1665113&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Sr. Moedas&lt;/a&gt; é ...&quot;uma escolha partidária decidida pelo governo, escolhendo um dos seus&quot;. Se em vez de um simpatizante do PSD tivesse sido escolhido um homólogo do PS, estaríamos então perante quem ou o quê? Uma escolha &quot;apartidária&quot;, ou apenas uma réplica daquela velha e conhecida fraude geralmente utilizada pelos caríssimos e gulosos comensais belenenses que reivindicam a mentirola ...&quot;de todos os portugueses? &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pergunta-do-dia-3383734</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>antónio josé seguro</category>
  <category>carlos moedas</category>
  <category>partido socialista</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2640393.html</guid>
  <pubDate>Fri, 15 Mar 2013 13:21:19 GMT</pubDate>
  <title>A propósito da 7.ª avaliação da troika</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2640393.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apetece-me relembrar dois posts do Dragão. O primeiro, &lt;a href=&quot;http://dragoscopio.blogspot.pt/2011/10/para-que-conste-i.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Para que conste - I&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;«Estado e Finança são inseparáveis. Entretecem-se e reforçam-se. Afinal, sempre foi preciso financiamento para exércitos e obras públicas. Só que como o Estado em relação à Nação, também a Finança começ&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;a por servir o Estado e acaba a servir-se dele. Por outras palavras, assim como a Nação desenvolve um Estado, o Estado desenvolve uma Finança. À medida que se hipertrofia o Estado, hipertrofia-se ainda mais a Finança. Necrose com necrose se paga. Quanto mais o Estado devora a Nação, mais a Finança digere o Estado. De modo que a sujeição nanificante (e nadificante) da nação a um estado descomunal agrava-se pela subserviência deste a uma Finança desorbitada e exorbitante. E tanto assim é, e tem sucedido, que podemos hoje em dia testemunhar o nosso próprio Portugal a ser estrangulado por um Estado que a Finança traz pela trela.»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;E o segundo, &lt;a href=&quot;http://dragoscopio.blogspot.pt/2012/10/um-postal-incorruptivel-mesmo.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Os otários que paguem a crise. É para isso que eles existem&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;«&lt;/span&gt;Entretanto, o país de regresso à sua penúria tradicional, do ponto de vista dos ricos e seus acólitos, é positivo: quer dizer que o país, de volta ao terceiro mundo e à realidade, está a transformar-se num país mais competitivo, com mão de obra mais barata e menos esquisita. Para os pobres, os verdadeiros, também não faz grande diferença: abaixo de pobres não passam, e já estão habituados. Concentram-se no futebol, na pinga e lá vão. Os únicos que, de facto, têm motivos para se preocupar seriamente são aquela classe heteróclita e intermediária – daqueles que vivem digladiados entre a angústia de regredirem a pobres e a ilusão de, num golpe de asa, ou por qualquer súbita lotaria do destino, ascenderem a ricos. Esses, temo-o bem, vão ter que sacrificar-se, mais uma vez, pela competitividade do país. É, aliás, urgente que desçam do seu pedestal provisório e se compenetrem dos seus deveres atávicos. São para isso, de resto, que, cíclica e vaporosamente, são criados.&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E dado que os pobres não pagam porque não têm com quê, e os ricos também não, por inerência de função e prerrogativa sistémica, resta-lhes a eles, os tais intermédios (ou otários, se preferirem), como lhes compete, chegarem-se à frente. Está na hora de devolverem a sua &quot;riqueza emprestada&quot;, o seu &quot;estatuto a prazo&quot;; de se apearem do&lt;span&gt; troleibus&lt;/span&gt; da ficção e retomarem o seu lugarzinho na horda chã, em fila de espera para o próximo transporte até à crise seguinte.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei se campeia a justiça neste mundo. Duvido. Mas que reina uma certa ironia, disso não restam dúvidas.»&lt;/div&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2640393.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>troika</category>
  <category>carlos moedas</category>
  <category>passos coelho</category>
  <category>austeridade</category>
  <category>estado</category>
  <category>dragão</category>
  <category>recessão</category>
  <category>vítor gaspar</category>
  <category>dragoscópio</category>
  <category>desemprego</category>
  <category>finança</category>
  <category>mercado</category>
  <category>impostos</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2486952.html</guid>
  <pubDate>Sun, 20 Jan 2013 22:33:56 GMT</pubDate>
  <title>Da putativa reforma do estado</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2486952.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;No Prós e Prós, o General Garcia Leandro revelou há pouco que foi convidado em Dezembro por Sofia Galvão para a Conferência no Palácio Foz, mas que pensava que se trataria de repensar o estado de forma aberta, a médio e longo prazo, e não a pensar no corte de 4 mil milhões para este ano. Apercebeu-se a 5 de Janeiro, através do Expresso, do que era realmente aquela conferência, logo procedendo no sentido de se desvincular de algo que, segundo as suas palavras, se tratava essencialmente de escolher pessoas da sociedade civil a dedo que lá fossem dar cobertura a decisões já tomadas pelo governo. Acrescentou ainda que isto é conduzido por um Secretário de Estado que não sabe nada de nada, Carlos Moedas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2486952.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>conferência da reforma do estado</category>
  <category>prós e contras</category>
  <category>general garcia leandro</category>
  <category>portugal</category>
  <category>psd</category>
  <category>carlos moedas</category>
  <category>governo</category>
  <category>estado</category>
</item>
</channel>
</rss>
