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  <title>Estado Sentido</title>
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  <description>Estado Sentido - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Fri, 29 Dec 2017 18:41:28 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Fri, 29 Dec 2017 18:08:00 GMT</pubDate>
  <title>Prémio Flop do Ano Lisboa 2017</title>
  <author>John Wolf</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;ciclovia1.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gbb073e32/20811145_7EYi1.jpeg&quot; alt=&quot;ciclovia1.jpg&quot; width=&quot;560&quot; height=&quot;420&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se me pedissem para atribuir o &lt;em&gt;prémio flop do ano&lt;/em&gt; à Câmara Municipal de Lisboa para o ano de 2017, o mesmo resumir-se-ia a uma palavra: &lt;a href=&quot;http://www.tvi24.iol.pt/politica/ps/medina-pedala-para-ser-camisola-amarela-em-lisboa&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;ciclovia&lt;/a&gt;. Para quem ainda se lembra do enorme alarido gerado em torno do alegado&lt;em&gt; big bang&lt;/em&gt; que as bicicletas produziriam na cidade, chegamos à conclusão que as sete colinas da gestão autárquica pariram um rato. O esplendor da erva das faixas centrais da Av. da República ou da Av. 24 de Julho, aí plantadas em nome do &lt;em&gt;botox&lt;/em&gt; e de melhor mobilidade urbana, sem esquecer o alcatroado avermelhado das ciclovias, simplesmente foram investimentos falhados - são escassas as bicicletas que se avistam - as privadas ou aquelas &lt;em&gt;holandesamente &lt;/em&gt;inventadas pelo famoso programa de uso partilhado. Como tantas outras cartolas para impressionar, as eco-considerações dos camarários não passam de &lt;em&gt;show-off&lt;/em&gt;, ostentação. Fizeram tudo ao contrário da tradição. Não auscultaram a população, não realizaram o estudo de opinião do utente para confirmar se de facto o alfacinha é pouco ou muito dado ao pedal, mas acima de tudo não perceberam que os portugueses, de um modo geral, não são dados a grandes trocas e baldrocas. Os condutores são adeptos da sua viatura em regime de exclusividade e aqueles que se servem da Carris ou do Metro apenas o fazem porque não detêm os meios para comprar um carro. São considerações desta natureza que não foram tidas em conta por Medina e companhia. A infraestrutura não pode preceder a vontade. De nada serve o orgulho no &lt;em&gt;hardware&lt;/em&gt; da rede de ciclovias, se o &lt;em&gt;software&lt;/em&gt; da pedaleira, pura e simplesmente não existe. Apenas vejo uma forma de Medina salvar a face desta falência - realizar uma campanha dirigida às pessoas com necessidades especiais de locomoção, no sentido daquelas que fazem uso de cadeiras de rodas finalmente poderem sair à rua para aproveitar as ciclovias desertas. Por mais bonitos e floreados que nos queiram vender, a verdade é que esta ideia é  um &lt;em&gt;flop. &lt;/em&gt;O &lt;em&gt;flop &lt;/em&gt;do ano.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>câmara municipal de lisboa</category>
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  <category>passagem de ano</category>
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  <pubDate>Tue, 26 Dec 2017 15:16:00 GMT</pubDate>
  <title>Cartolas à medida, à Medina</title>
  <author>John Wolf</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;003495_01.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G0d11ea97/20806851_0vtYC.jpeg&quot; alt=&quot;003495_01.jpg&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;450&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se pode celebrar um Natal descansado. Não se pode virar as costas aos políticos. Não se pode confiar. &lt;a href=&quot;https://ionline.sapo.pt/artigo/593732/lisboa-empresa-municipal-gasta-57-mil-euros-em-cartolas-para-o-reveillon?seccao=Portugal_i&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Fernando Medina já fez a encomenda - 60 mil cartolas para festejar a passagem de ano.&lt;/a&gt; Pelo que percebi são três lotes de cartolas. Um para cada um dos parceiros da Geringonça. Um de cor vermelha PCP, outro de cor preta BE, e outra remessa, tipo brilhante PS, para a sua gente.  Não nos esqueçamos por um instante que o&lt;em&gt; marketing &lt;/em&gt;político é uma arte subtil, dissimulada. Não é preciso ler tratados sobre religiões e símbolos políticos, mas existe muita tese sobre o tema. Aconselho Voegelin, o autor que versa sobre as implicações e as raizes do sagrado político. Mas são sobretudo regimes de massas que fazem uso de brindes e enfeites. O socialismo-nacional não foge à regra. O Padeiro Português pode fazer o que bem entender aos bolos-rei, mas o dinheiro dos contribuintes não pode servir para este banquete de gorros e barretes. Como tudo na vida pública e autárquica, &lt;a href=&quot;https://twitter.com/OhFazFavor/status/945686255500742661&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;seria imprescindível fazer um rastreio para apurar quem ganhou o concurso de fornecimento de boinas e de que modo foi adjudicada a empreitada&lt;/a&gt;. Julga o presidente-camarada de Lisboa que por ser dia de bebedeira a coisa passa sem se dar conta? Não. Isto é particularmente escandaloso. Mas há mais. Sabemos que a Lena d´Água está a passar mal e que já passou de moda, mas alguém puxou cordelinhos e cabos de amplificação para a pôr a mexer no palco das 12 passas a 31 de Dezembro. De nada servem Raríssimas, códigos de ética e tretas pseudo-moralistas. Não faz diferença alguma. As badaladas são as mesmas. São cartolas à medida de Medina.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>passagem de ano 2017/2018</category>
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