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  <title>Estado Sentido</title>
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  <description>Estado Sentido - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sat, 31 Jan 2009 23:48:47 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sat, 31 Jan 2009 23:17:17 GMT</pubDate>
  <title>Lula (Gororoba) da Silva</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center; &quot;&gt; &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt:80/7nUCEZZUcrKY1FzJ5PTH&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img width=&quot;420&quot; height=&quot;273&quot; border=&quot;0&quot; style=&quot;border-color:black;&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt:80/7nUCEZZUcrKY1FzJ5PTH/s320x240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;Na sexta-feira, tivemos o prazer de assistir a  uma das mais excepcionais representações telenovelistas de que há memória. Numa cimeira qualquer organizada  por um bando de jagunços entre os quais pontificavam o coronel Tapioca Chávez, o vendedor de tosquiados cabritos Moralles e a ex-secretária para todo o serviço Cristina &quot;qualquer coisa que faz lembrar uma Kitchnette&quot;, o senhor Lula da Silva interpretou o papel de um ex-sindicalista de ocasião. Semi-nu, esbracejante e muito faveleireiro, discursou á malta. Já há muito tempo não assistíamos a tamanho berrório, num pavilhão cheio de mensalados e de subscritores de duvidosos boletins de voto. Contra o capital, pelos pobres e oprimidos, por uma nova ordem mundial, na qual ele e os seus improváveis amigos serão figuras de proa. Quanto aos outros, Chávez lá disse o que vitaliciamente quererá dizer, Moralles grunhiu umas bestices vitalícias mas Lula, esse, surpreendeu. Ainda há umas semanas o vimos todo engravatado e rodeado por tubarões da mais alta camaradagem &lt;i&gt;sarkoziana&lt;/i&gt; e  plutocrática de Paris, assinando contratos bilionários para a compra de aviões de guerra e outras negociatas mais. Ontem, foi a vez do faz de conta, regressando aos tempos de molecagem em que brincava às revoluções. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;Comício finalizado, imaginamos o que a seguir fizeram os grandes líderes: uma bela jantarada de luxo num hotel de cinco estrelas (paga pelo bolso do contribuinte que ficou lá fora), onde a vinhaça importada correu a rodos, acompanhada por lagostins, camarões apimentados e uma valente feijoada com todos, para libertar os gases de fim de semana. Enquanto isso, na rua, os estridentes apoiantes iam devorando o que as marmitinhas de plástico carregavam desde casa: umas gororobas de lulas com farofa, feijão preto com feijão branco, uns nacos de pão e uns &lt;i&gt;chopes&lt;/i&gt; mornos para refrescar as roucas goelas. Na sala VIP do hotel, a noite acabava com um frenético samba com garotonas de programa, uns cheirinhos de &lt;i&gt;branca&lt;/i&gt; enquanto uns andares mais abaixo, à beira dos bueiros, enrolavam-se uns&lt;i&gt; baseados&lt;/i&gt;. Como sempre, nada muda.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;Na próxima segunda-feira, tudo voltará ao normal, com Chávez a vitaliciamente importar canhões e mísseis russos, Moralles a vitaliciamente adquirir camisolas de lã semi-virgem na feira popular, a Cristininha a vitaliciamente marcar mais um retoque de &lt;i&gt;botox&lt;/i&gt; e uma liposinha no baixo ventre. O senhor Lula, esse, já vestido a preceito, vitaliciamente regressa à roda viva de contactos capitalistas, esfregando as mãos de contente por se sentir um grande entre os grandes. Petróleo, gás, muita comida para exportar e claro, bastantes milhões para vitaliciamente conquistar novos amigos. E entretanto, para amansar o povão, lá vai de surdina cantando &quot;viva a revolução&quot;... (vitaliciamente dele).&lt;/p&gt;</description>
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  <category>cimeira sul-americana</category>
  <category>lula da silva</category>
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