<?xml version='1.0' encoding='utf-8' ?>

<rss version='2.0' xmlns:lj='http://www.livejournal.org/rss/lj/1.0/'>
<channel>
  <title>Estado Sentido</title>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/</link>
  <description>Estado Sentido - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Mon, 09 Jan 2017 10:06:23 GMT</lastBuildDate>
  <generator>LiveJournal / SAPO Blogs</generator>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/marcelo-deficit-emocional-e-populismo-3781839</guid>
  <pubDate>Mon, 09 Jan 2017 09:43:00 GMT</pubDate>
  <title>Marcelo, déficit emocional e populismo</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/marcelo-deficit-emocional-e-populismo-3781839</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;images.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G4e02894b/20171513_MVqOT.png&quot; alt=&quot;images.png&quot; width=&quot;247&quot; height=&quot;204&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em plenos dias de emoções à flor da pele, afectos e vazios, parece-me apropriado pensarmos o caso Marcelo Rebelo de Sousa de um modo mais expressivo. O presidente da República Portuguesa parece padecer de uma espécie de déficit emocional. Apenas deste modo se explica a sua incessante necessidade de ser amado a torto e a direito, de norte a sul pelos ares de gente e as gentes dos mares. &lt;a href=&quot;http://www.uio.no/english/research/interfaculty-research-areas/democracy/news-and-events/events/conferences/2012/papers-2012/Jamtoey.-wshop1pdf.pdf&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;O seu estado roça a condição psicótica e acarreta sérias consequências para o serviço político que se espera de um chefe de Estado&lt;/a&gt;. Por seu turno, o comportamento obsessivo-compulsivo do sujeito não vive a solo. É uma nação inteira falha de afectos que leva em ombros este estado de transe. São os recepientes dos abraços também responsáveis pelos fundamentos desta premissa psico-emocional registada em forma de beijos e &lt;em&gt;selfies.&lt;/em&gt; Embora Marcelo possa parecer neutralizar polaridades, ao integrar a gama completa de sabores ideológicos, em abono da objectividade, a sua acção preenche os requisitos da construção populista. E é esse o perigo da sua toada de normalização - empresta a aura benigna, pacífica. Aos poucos, Marcelo vai-se desprovendo de espinha dorsal, vai perdendo o respeito político de actores de todos os quadrantes. A dada altura do realismo pragmático que o ultrapassará, o presidente terá de tomar a posição incómoda e inequívoca. Numa fase madura e de dor governativa, Marcelo terá de trair o guião de consensos e entendimentos que escreve. E Marcelo terá de virar a casaca se pretende sobreviver e alimentar a ideia de crédito institucional e presidencial. Marcelo procura em vida aquilo que Soares está a receber nesta sua hora. A mais alta homenagem, a tábua rasa de considerações supletivas, positivas. Para se ser amado em política não se pode amar desalmadamente. Lidamos, para todos os efeitos práticos e questionáveis, com um caso maníaco.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/marcelo-deficit-emocional-e-populismo-3781839</comments>
  <lj:replycount>2</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
  <category>marcelo rebelo de sousa</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>presidente da república</category>
  <category>populismo</category>
  <category>política</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/mario-soares-1924-2017-3781420</guid>
  <pubDate>Sun, 08 Jan 2017 00:13:00 GMT</pubDate>
  <title>Mário Soares (1924-2017)</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/mario-soares-1924-2017-3781420</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;mário soares.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B16026a10/20169445_sHYJY.jpeg&quot; alt=&quot;mário soares.jpg&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;374&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2017/01/07/politica/noticia/mario-soares-deixounos-e-deixounos-tudo-1757483&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Miguel Esteves Cardoso&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perdemos uma grande pessoa. Mas aquilo que nos deixou — que só temos de não desperdiçar — é muitíssimo maior. E essa é a grandeza que Mário Soares teve: deixar-nos tudo. Nunca mais haverá um Mário Soares. Mas nunca ninguém nos deixou uma grandeza maior.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/mario-soares-1924-2017-3781420</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
  <category>iii república</category>
  <category>portugal</category>
  <category>democracia</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/passagens-de-presidentes-e-de-anos-3779548</guid>
  <pubDate>Fri, 30 Dec 2016 18:19:00 GMT</pubDate>
  <title>Passagens de presidentes e de anos</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/passagens-de-presidentes-e-de-anos-3779548</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;Cancelado.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G3b12d0a5/20151991_Ffj7C.png&quot; alt=&quot;Cancelado.png&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;274&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não é apenas o bode expiatório Correio da Manhã a partilhar essa possibilidade. &lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/artigo/540679/festas-de-fim-de-ano-em-risco-caso-mario-soares-nao-recupere&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;O jornal Sol também interpreta o protocolo de Estado - a morte de um ex-Presidente da República pode significar o cancelamento de festejos de passagem de ano se for decretado o luto nacional.&lt;/a&gt; Este género de especulação mórbida não deve ser considerado jornalismo. Este estilo de reportagem, que não se restringe ao sol e à manhã é, no mínimo, despudorado. Não confundamos as preferências ideológicas, políticas ou partidárias de cada um, com o que está em causa. Entramos no domínio dos totolotos, das apostas múltiplas e do mau gosto por antecipação - o nível é baixo. Já basta o Dr. Barata aparecer à porta da Cruz Vermelha para tornar os portugueses reféns de instabilidade emocional e portadores de confusão mental, para agora sermos testemunhas de elaborações bizarras promovidas pelos meios de comunicação social. Estranho que a família próxima e afectiva de Mário Soares não tenha rogado ao país privacidade e decoro, mas de certa forma esse é o preço que parece estar disposta a pagar. A transformação da &quot;hospitalidade&quot; em espectáculo nacional, a cobertura e a sucessão de entrevistas de actores de todo o espectro político também demonstra uma certa miséria moral. Pensava que o homem privado ao menos o pudesse ser na sua hora. Dispensava este post mártir.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/passagens-de-presidentes-e-de-anos-3779548</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>john wolf</category>
  <category>saúde</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>jornalismo</category>
  <category>presidentes</category>
  <category>pudor</category>
  <category>protocolo</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pura-coincidencia-da-rede-socialista-3695600</guid>
  <pubDate>Wed, 17 Feb 2016 19:22:00 GMT</pubDate>
  <title>Pura coincidência da rede socialista</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pura-coincidencia-da-rede-socialista-3695600</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;n-COINCIDENCE-large570.jpg&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=8ZV4YPezarTCcTFpbbo6&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;n-COINCIDENCE-large570.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G2a04edbe/19277624_R2JBP.jpeg&quot; alt=&quot;n-COINCIDENCE-large570.jpg&quot; width=&quot;570&quot; height=&quot;238&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Anda tudo com a mania da perseguição. Primeiro foi &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/portugal/interior/camara-de-lisboa-contrata-filho-de-joao-soares-5031891.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;o filho de João Soares que foi parar à Câmara Municipal de Lisboa&lt;/a&gt; sem a ajuda do papá ou do avô. &lt;a href=&quot;http://observador.pt/2016/02/17/ricardo-costa-vai-diretor-geral-informacao-da-impresa/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Agora Ricardo Costa passa a director-geral de informação do grupo Impresa&lt;/a&gt;. Deixem lá os rapazes trabalhar em paz. O que é que interessa que tenham ligações de parentesco a gente importante? O que é que interessa? Nada. E não interessa nada porque esta é a matriz comportamental do país - famoso ou não, político ou nem por isso. Em 1997, quando terminei o meu curso de Relações Internacionais, um dos meus amigos terminara o seu de Gestão de Empresas noutra academia da capital. O seu pai, um homem influente nos meandros da advocacia (e com afinidades ao PS), perguntou ao filho onde desejava trabalhar. O meu amigo respondeu - na área internacional de certa e determinada empresa de telecomunicações. O pai pegou no telefone e falou ao patrão dessa grande empresa. E após uma pequena entrevista pró-forma ficara tudo acertado. O meu amigo iria iniciar a sua caminhada laboral naquele estabelecimento. Contudo, tal não viria a acontecer por motivos de força maior cujos detalhes não partilharei. Em suma, para além da mania da perseguição, não passa tudo de uma grande coincidência. O João Soares, político experiente, mas porventura insensato, deveria ter emprestado um bom conselho ao filho, mas não deve ter recebido do seu. E Ricardo Costa, meio-irmão, ou meio-jornalista, deveria saber que existem limites éticos, mas em vez disso, existe uma via ascendente e inevitável que todos procuram a todo o custo - acumular poder e deter uma boa quota-parte do manancial democrático que ainda está disponível, para o transformar numa deplorável oligarquia. Poder podem, mas não deviam.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pura-coincidencia-da-rede-socialista-3695600</comments>
  <lj:replycount>2</lj:replycount>
  <category>joão soares</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>ps</category>
  <category>coincidências</category>
  <category>perseguição</category>
  <category>democracia</category>
  <category>mário soares jr.</category>
  <category>antónio costa</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>ricardo costa</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/os-30-anos-de-adesao-de-antonio-costa-a-3682823</guid>
  <pubDate>Fri, 08 Jan 2016 19:50:00 GMT</pubDate>
  <title>Os 30 anos de adesão de António Costa à CEE</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/os-30-anos-de-adesao-de-antonio-costa-a-3682823</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia videos&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;https://www.youtube.com/embed/2o3Z0jUGE1A&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;315&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Trinta anos volvidos sobre a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (CEE) foi a política doméstica que menos evoluiu. O arranque das vinhas, a construção de uma rede notável de autoestradas, os fundos comunitários e a chegada da divisa Euro, alteraram a paisagem geofísica do país, mas o padrão da política manteve-se, os mesmos vícios de comportamento mantêm-se e os partidos políticos não souberam acomodar a profunda mudança de mentalidade que a cedência de uma parte da soberania implica. Importa tomar nota que o número de detractores em relação ao projecto europeu tem vindo a crescer, e, embora pese o esforço da ficção idealista dos proponentes de Bruxelas, a União Europeia (UE), filha da CEE, enfrenta enormes desafios - endémicos na sua grande maioria. &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/portugal/interior/costa-desafios-europeus-exigem-processo-democratico-supranacional-4970594.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;O palavreado da ocasião comemorativa, projectado por António Costa, cai numa espécie de vácuo ideológico da Europa.&lt;/a&gt; A revolução parlamentar levada a cabo pelos socialistas e os partidos intrinsecamente anti-integração, é apresentada como a bandeira de salvação da UE. O processo democrático supranacional, na acepção de António Costa, deve significar realizar o &lt;em&gt;bypass&lt;/em&gt; às instituições europeias, para forjar soluções que escapam ao consagrado em tratados. Nem por uma vez sequer, o primado constitucional da UE é referido. António Costa lança postulados para o ar como se não existisse um Tratado da União Europeia. Não está mal vista a sua visão a partir dos cidadãos, mas depreendemos das suas palavras que o primeiro-ministro socialista sublinha as virtudes da Esquerda, quando, face aos factos incontornáveis da realidade política, é a Direita europeia (perigosa em muitos casos) que conhece a sua ascensão. Se levarmos à letra a alegada sinceridade política de Costa, quando este refere o primado do espírito dos povos, não devemos obviar o atestado político e as credencias que este concede à Direita destruidora dos princípios fundamentais da &lt;a href=&quot;https://www.project-syndicate.org/commentary/danger-of-a-week-europe-by-joseph-s--nye-2016-01#zpSLrJrjPz8ujsO5.01&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Europa trans-ideológica&lt;/a&gt;. Enfim, a Ode à Alegria de Beethoven não me parece ser a banda sonora mais adequada, assim como enaltecer os feitos integrativos de Mário Soares, que deve ser tido também como um dos concessionários de boa parte da soberania nacional. António Costa refere uma alternativa credível para a reafirmação da Europa, como se esta já não estivesse em marcha. Não foi a visão de Mário Soares que conduziu Portugal à adesão à CEE - ele que fique com o troféu do 25 de Abril. Foi o eixo de Berlim-Paris que abarbatou Portugal. Foi o Parlamento Europeu que minguou Portugal. E foi um comissário português que serviu os interesses alheios. Em suma, foram tantos e tão diversos que subscreveram o presente estado da arte em que se encontra este país. 30 anos deu para tanto e tão pouco.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/os-30-anos-de-adesao-de-antonio-costa-a-3682823</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
  <category>portugal</category>
  <category>ue</category>
  <category>30 anos de adesão</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>parlamento europeu</category>
  <category>governo</category>
  <category>socialistas</category>
  <category>cee</category>
  <category>tratado da ue</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/e-para-ontem-antonio-costa-3653175</guid>
  <pubDate>Sat, 07 Nov 2015 07:54:00 GMT</pubDate>
  <title>É para ontem - António Costa</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/e-para-ontem-antonio-costa-3653175</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Red-abstract-white-smoke-desktop-x-1600x1200-88127&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=DhjnsUO98PSn2H4oigzs&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;Red-abstract-white-smoke-desktop-x-1600x1200-88127&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G5609ba59/18984140_e3QVQ.jpeg&quot; alt=&quot;Red-abstract-white-smoke-desktop-x-1600x1200-88127&quot; width=&quot;1024&quot; height=&quot;768&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;É para ontem. Depois logo se vê. Já está. Falta pouco. Estamos lá. Temos entendimento. Está feito. Falta o acordo político&lt;/em&gt; - têm sido as frases políticas de António Costa que ficarão para a história de Portugal.&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/fernanda-cancio/interior/fazer-figas-4872338.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt; A romântica Fernanda Câncio tem outra visão&lt;/a&gt;: o que se está a passar é apenas o desfecho do filme iniciado com o 25 de Abril - finalmente Portugal terá um regime de Esquerda. Não sei se a consorte de Sócrates pode casar o seu misticismo com o oportunismo de António Costa, &lt;a href=&quot;http://www.cnbc.com/2013/07/25/draghis-most-memorable-moments.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;mas a ironia do destino é haver uma certa coincidência entre as promessas de um governo socialista e aquilo que Mario Draghi tem feito nos últimos tempos&lt;/a&gt; no Banco Central Europeu. Ambos acreditam no poder discricionário da liquidez, na ficção monetária e que a política económica pode ser substituída pela injecção de dinheiro em Estados para omitir as suas falências. No entanto, um certo grau de paradoxo reside no seguinte; para financiar medidas populistas, os governos de Esquerda fazem uso de instrumentos financeiros complexos que foram inventados pelos neo-liberais mais ferrenhos do mercado. António Costa tem mesmo sede de poder para além do Largo do Rato, onde tenta tornar um partido de alegada diversidade num aparelho monolítico, dependente da sua &lt;em&gt;persona. &lt;/em&gt;Mas faz mal. A soma de acordos com o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Comunista Português (PCP) e os Verdes não perfaz um mandato de estabilidade. Consubstancia porém uma das artes portuguesas: o desenrascanço. E já sabemos que essa falsa estratégia nunca funciona. António Costa vai tapando buracos, mas outros nascerão à medida que outros temas de governação forem lançados. Não entendo, para além de todos estes arranjinhos feitos às escondidas dos portugueses (como se fossem obrigados a segredo de justiça), que um governo de iniciativa do Partido Socialista não ofereça poleiro aos partidos da mais recente cooperativa política. Se é a democracia representativa que deve ser defendida, então alguns ministérios devem ser distribuídos ao BE e ao PCP. A Catarina Martins seria uma excelente Ministra da Administração Interna - teria mão nas polícias. E Jerónimo de Sousa seria um excelente Ministro da Defesa - corria logo com esses bandidos da NATO.&lt;a href=&quot;http://economico.sapo.pt/noticias/joao-soares-e-a-aposta-de-costa-para-o-ministerio-da-defesa_233891.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt; Agora o que não podemos admitir é que Mário Soares puxe uns cordelinhos para arranjar emprego para o incompetente do seu filho&lt;/a&gt;. Portugal não merece tanto - l&lt;a href=&quot;http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/11980629/Communists-ready-to-assume-power-in-Portugal-and-topple-conservative-government.html?fb_ref=Default&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;á fora já chamam a este país de comunista&lt;/a&gt;. A factura chegará mais tarde.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/e-para-ontem-antonio-costa-3653175</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>pcp</category>
  <category>portugal</category>
  <category>acordo de esquerda</category>
  <category>catarina martins</category>
  <category>jerónimo de sousa</category>
  <category>comunistas</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>cdu</category>
  <category>antónio costa</category>
  <category>be</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>governo</category>
  <category>joão soares</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pois-3510781</guid>
  <pubDate>Fri, 06 Feb 2015 17:53:00 GMT</pubDate>
  <title>Pois</title>
  <author>Manuel Sousa Dias</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pois-3510781</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;dois1511a.jpg&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/manuel_sousadias/fotos/?uid=N4rLYqgZZD96npmWG7e4&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;dois1511a.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Ga006e2fd/17996278_QTCOs.jpeg&quot; alt=&quot;dois1511a.jpg&quot; width=&quot;477&quot; height=&quot;470&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Ministra da Justiça receia que o principio da separação de poderes seja colocado em causa se o PS chegar ao poder. Também eu.&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt; &lt;/h2&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pois-3510781</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>josé sócrates</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>ps</category>
  <category>pinto monteiro</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/soares-da-mais-umas-passas-3488591</guid>
  <pubDate>Sun, 04 Jan 2015 13:57:00 GMT</pubDate>
  <title>Soares dá mais umas passas</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/soares-da-mais-umas-passas-3488591</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;CIGARETTE_2696249b&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=oFZD86fqPs4srU3DWb0g&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;CIGARETTE_2696249b&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/o5e11c36a/17893653_7y3VB.jpeg&quot; alt=&quot;CIGARETTE_2696249b&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem é Mário Soares? É esta a pergunta que deve ser colocada para estabelecer os limites da sua actuação. O ex-primeiro-ministro do governo de Portugal e ex-presidente da República Portuguesa é, para todos os efeitos legais, um mero cidadão igual a tantos outros. Se fosse socialista ter-se-ia apercebido dessa contingência de igualdade, liberdade e fraternidade. Mas não é esse o caso, julga que é maior que os demais. Pensa que ainda manda como mandou, e mal, durante décadas. Continua na política como quem joga à sueca, à bisca. &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4322951&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Desafia Cavaco Silva a fazer isto e aquilo.&lt;/a&gt; Vilipendia a Justiça em Portugal ao declarar a inocência imaculada de José Sócrates e ao lançar suspeições sobre o sistema nacional de justiça. Não existem provas contra José Sócrates? E contra si? Não vos parece estranho que tantos camaradas tenham logo acorrido a Évora para abraçar o amigo. Pois. E durante a duração do encosto dos lábios à orelha houve tempo mais que suficiente para avisar o recluso para eventualmente não envolver mais gente na confusão. Se Sócrates dispusesse de armas de arremesso que envolvessem outras forças políticas, decerto que as utilizaria. Se o caso é político, como solenemente afirma, já teria arrastado colegas de outros partidos para a mesma vitrine da prevaricação, mas o homem não tem nada na mão. E Sócrates apenas tem amigos socialistas? Não aparece lá alguém do PCP, do PSD, do BE, dos Verdes ou do CDS? Pensava que a amizade nada tinha a ver com a cor da pele, da bandeira de um partido. Acho muito bem que comecem a distribuir multas àqueles que decidem interferir nas investigações, nos trâmites legais. Soares também se está a pôr a jeito para ser &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=999529&amp;amp;page=-1&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;autuado&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/soares-da-mais-umas-passas-3488591</comments>
  <lj:replycount>27</lj:replycount>
  <category>socialistas</category>
  <category>multas</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>justiça</category>
  <category>política</category>
  <category>praça pública</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>josé sócrates</category>
  <category>violação do segredo de justiça</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/mas-que-gente-e-esta-mario-soares-3486836</guid>
  <pubDate>Mon, 29 Dec 2014 15:47:00 GMT</pubDate>
  <title>Mas que gente é esta, Mário Soares??</title>
  <author>Manuel Sousa Dias</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/mas-que-gente-e-esta-mario-soares-3486836</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;socrates.jpg&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/manuel_sousadias/fotos/?uid=rld1fCZGqZsUsKFhw0uz&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;socrates.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/of6137a6f/17876844_hUbST.jpeg&quot; alt=&quot;socrates.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas que gente é esta??&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L´etat c´est moi.... Non&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;.... c´est nous, mon ami Mário Soares ;) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/mas-que-gente-e-esta-mario-soares-3486836</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>prisão</category>
  <category>sócrates</category>
  <category>branqeamento de capitais</category>
  <category>fuga ao fisco</category>
  <category>mário soares</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/o-peso-dos-blocos-de-antonio-costa-3482711</guid>
  <pubDate>Wed, 17 Dec 2014 16:58:00 GMT</pubDate>
  <title>O peso dos blocos de António Costa</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/o-peso-dos-blocos-de-antonio-costa-3482711</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;615x200_ehow_images_a05_gl_cv_mold-concrete-blocks&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=DY472pmWefZZp5mzAleO&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;615x200_ehow_images_a05_gl_cv_mold-concrete-blocks&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/o3613c5ac/17844482_N5BPG.jpeg&quot; alt=&quot;615x200_ehow_images_a05_gl_cv_mold-concrete-blocks&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/politica/noticia/antonio-costa-recupera-bloco-central-a-pensar-em-2015-1679664&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;António Costa evoca as glórias do Bloco Central (PS/PSD) liderado por Mário Soares nos anos 80, e esse facto deve servir de bitola para interpretar as suas intenções e a sua base ideológica.&lt;/a&gt; Deve pensar Costa que os portugueses são idiotas. Foram pactos de regime dessa natureza que promulgaram a falsa rotatividade do poder - ora mandas tu, ora mando eu. Foi esse arranjo que possibilitou a distribuição mais ou menos equitativa dos meios necessários para implementar verdadeiras redes de influência e a apropriação dos meios económicos para os membros dos respectivos partidos. Para além dessa evidência, o &quot;regresso&quot; ao conceito de bloco revela a incapacidade em pensar prospectivamente e de um modo inovador. Os blocos são coisas do passado. Houve um Bloco de Leste, e mais recentemente um segundo que conheceu a ruína, quase idêntico etimologicamente - o Bloco de Esquerda. Diz ainda o secretário-geral do Partido Socialista que foi Soares que salvou o país e hasteou a bandeira da recuperação. Mentira. Foi o FMI que também esteve cá nessa ocasião e que não deixou  o afogamento nacional suceder. Não sei que tipo de dividendos Costa pretende extrair deste ângulo de abordagem ao poder, mas arrisco dizer que sente que não são favas contadas, que as legislativas não estão no papo absoluto, absurdo. Ao envolver o Partido Social Democrata na antecâmara das considerações, obriga esse mesmo partido a exercício semelhante. Ou seja, a uma declaração ténue de uma nota de intenções sobre constituições de sociedades gestoras de poder. Porque no fundo é disso que se trata. Uma empresa política repartida por quotas a que alguns dão o nome de bloco para soar a luta sindical, a levantamento de operários - demagogia central.  Portugal, lamentavelmente, tornou-se refém do seu legado. Torna a encontrar as mesmíssimas sementes que a conduziram ao descalabro, à colheita rara de ideias caducas. A montanha pariu um bloco.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/o-peso-dos-blocos-de-antonio-costa-3482711</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>bloco de esquerda</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>partido socialista</category>
  <category>bloco central</category>
  <category>intervenção</category>
  <category>partido social democrata</category>
  <category>passado</category>
  <category>legislativas</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>bloco de leste</category>
  <category>fmi</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/habeas-socras-3475125</guid>
  <pubDate>Wed, 03 Dec 2014 08:24:00 GMT</pubDate>
  <title>Habeas Socras</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/habeas-socras-3475125</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;socrates_Orlando_Almeida_Global_Noticias&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=em5JDtOnPCFmstJdmjU7&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;socrates_Orlando_Almeida_Global_Noticias&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/o5e13fbe8/17761735_KZzd0.jpeg&quot; alt=&quot;socrates_Orlando_Almeida_Global_Noticias&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não tenho um telefone com uma linha directa para a central de segredos da casa da justiça, mas é óbvio que o pedido de &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/supremo_tribunal_rejeita_larga_maioria_de_pedidos_de_habeas_corpus.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Habeas Socras&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;não tem pernas para andar (de Évora, ou do raio que o parta). Será racionalmente recusado. José Sócrates pode ser acusado de inocência as vezes que quiserem pelos &lt;a href=&quot;http://www.tvi24.iol.pt/videos/politica/almeida-santos-e-jorge-lacao-visitam-jose-socrates-na-prisao/547e1e5a0cf25d9ff90d84c3/1&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Almeidas e Lacões&lt;/a&gt; deste universo, mas os prazos de entrega ao poder judicial ou de detenção não foram ultrapassados. Acresce a este facto que provavelmente os tentáculos do polvo de Castelo Branco se estendam de Caracas a Tripoli - como diz o próprio: &quot;isto mal começou&quot;. Podemos afirmar, com alguma margem de erro contabilístico, que o Banco Espírito Santo também terá sido uma das instituições do regime socrático. Mas o &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-que-e-o-pedido-de-habeas-corpus--1514437&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Habeas Corpus&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;também não faz sentido por outra razão. Sócrates, embora esteja privado de liberdade de movimentos, não perdeu o contacto com o mundo. Parece não ter dificuldades em mandar mensagens e bilhetes - quer em tom de ameaça quer em jeito de promessa - para diferentes orgãos de comunicação social. Em todo o caso, quem parece ter os movimentos condicionados, e estar ligeiramente paralisado, é outro cavalheiro. Já passou mais de uma semana sobre a detenção de Sócrates e António Costa nem sequer se dignou visitar o seu camarada. Mas será apenas uma questão de tempo até apanhar a mesma camioneta de Soares e companhia.  À medida que o enredo for adensando, e Sócrates deixar de se sentir &lt;em&gt;o homem mais livre do mundo&lt;/em&gt;, arrastará para o filme outros protagonistas. Não me parece, que em nome do Partido Socialista ou da revolução socialista, esteja disposto a passar uma longa temporada em Évora. Quando a ocasião o exigir, Sócrates, como dizem os nossos amigos brasileiros - vai&lt;em&gt; botar a boca no trombone&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/habeas-socras-3475125</comments>
  <lj:replycount>4</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
  <category>almeida santos</category>
  <category>detenção</category>
  <category>justiça</category>
  <category>jorge lacão</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>prisão preventiva</category>
  <category>habeas corpus</category>
  <category>habeas socras</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pids-policia-internacional-de-defesa-3469814</guid>
  <pubDate>Thu, 27 Nov 2014 08:52:00 GMT</pubDate>
  <title>PIDS - Polícia Internacional de Defesa do Sócrates </title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pids-policia-internacional-de-defesa-3469814</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;José Sócrates e Mário Soares, Paulo Cunha, Lusa&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=0jBEmeHAld9lrEaDUVaE&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;José Sócrates e Mário Soares, Paulo Cunha, Lusa&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/oa9115715/17777171_pl15s.jpeg&quot; alt=&quot;José Sócrates e Mário Soares, Paulo Cunha, Lusa&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/socrates/2014-11-26-Socrates-vitima-de-infamia-diz-Soares&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Mário Soares não acredita em Portugal.&lt;/a&gt; Mário Soares não tem fé nas instituições que ele próprio ajudou a dar à luz. Mário Soares insulta o cidadão comum e o tribunal de instrução criminal - ofende o Estado de Direito e enxovalha a Democracia. Mário Soares serve-se da sua condição para furar as regras de visita ao estabelecimento prisional. E Mário Soares tem medo. Mário Soares apresenta-se amparado por uma enfermeira, mas ainda tem fôlego para ser brejeiro e dar uma péssima imagem de um ex-Presidente da República. José Sócrates faz o que qualquer acusado faz - defende-se, e irá servir-se de todos os argumentos para o fazer. É natural que o faça, mas contradiz-se de um modo flagrante. Se o caso é político, como afirma, não pode ser exclusivamente pessoal - uma perseguição individual. Ou seja, sendo um processo político, diz respeito ao Partido Socialista. Mas há mais. &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4263047&amp;amp;page=-1&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Se José Sócrates considera que as imputações são injustas, está a aceitar a figura de imputação, embora não concorde com o grau da admoestação.&lt;/a&gt; Ou seja, a culpabilidade está presente nas suas primeiras linhas de defesa, difundidas pela TSF e o jornal Público. Podemos ter a certeza de que o &lt;a href=&quot;http://www.liberation.fr/monde/2014/11/26/socrates-la-chute-d-un-opportuniste-sans-ideologie_1151041&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;em&gt;special one&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; vai usar a sua coragem extraordinária para montar uma PIDS (Polícia Internacional de Defesa do Sócrates). Isto vai dar pano para mangas.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/pids-policia-internacional-de-defesa-3469814</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>josé sócrates</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>justiça</category>
  <category>democracia</category>
  <category>portugal</category>
  <category>prisão preventiva</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/malandrice-pegada-3468914</guid>
  <pubDate>Wed, 26 Nov 2014 19:36:00 GMT</pubDate>
  <title>Malandrice pegada</title>
  <author>Pedro Quartin Graça</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/malandrice-pegada-3468914</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;https://rd3.videos.sapo.pt/playhtml?file=https://rd3.videos.sapo.pt/L06itrYOi5mgC2kpdLRa/mov/1&quot; width=&quot;580&quot; height=&quot;326&quot; scrolling=&quot;no&quot; frameborder=&quot;0&quot; style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; allowfullscreen=&quot;allowfullscreen&quot; loading=&quot;lazy&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/malandrice-pegada-3468914</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
  <category>malandrice</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/soares-e-as-prendas-presidenciais-dos-3400611</guid>
  <pubDate>Sun, 17 Aug 2014 08:21:52 GMT</pubDate>
  <title>Soares e as prendas presidenciais dos portugueses </title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/soares-e-as-prendas-presidenciais-dos-3400611</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=92KisN06pZDfk3e55ntk&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gfd132d38/17306630_aUbw2.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;271&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando um presidente da república portuguesa recebe uma prenda oficial de um dignitário de outro país, recebe a mesma em nome dos portugueses - é essa a interpretação que eu faço. &lt;a href=&quot;http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=4081256&amp;amp;page=-1&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Que conveniente que não haja legislação que determine o modo de proceder, que o titular do cargo público em causa possa pôr e dispôr dos presentes que colecciona ao longo de um ou dois mandatos&lt;/a&gt;. A apropriação que Mário Soares fez dos presentes que lhe foram concedidos deve ser considerado um roubo. Não foi Mário Soares que foi presenteado com serviços de loiças e quadros de notáveis pintores - foi o povo português. O presidente é um mero representante dos cidadãos nacionais, o homem da portaria de um grande edifício nacional.  A colecção que &quot;mirou e levou&quot;, e que se acha instalada na Fundação Mário Soares, não lhe pertenceria se o ex-presidente da república tivesse um pingo de ética, uma réstia de dignidade, o sentido de Estado que distingue a magistratura dos grandes. Sim, uma auditoria deveria ser iniciada para determinar a qualidade e o valor dos bens entregues e levados de Belém, e, sem rodeios, se apurar o que foi transferido para a Casa Museu de Soares. Para além do seu valor simbólico, político e histórico, os presentes têm uma cotação nos diversos mercados de arte da especialidade. Sim, dinheiro também é uma das dimensões da questão. Como podem constatar, os políticos são os primeiros a usar expressões como &quot;código de conduta&quot;, mas não passa disso, morre aí. Os presentes de Belém são um tabu? Tabu uma ova Fabergé.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/soares-e-as-prendas-presidenciais-dos-3400611</comments>
  <lj:replycount>3</lj:replycount>
  <category>john wolf</category>
  <category>casa museu fundação mário soares</category>
  <category>estadistas</category>
  <category>ética</category>
  <category>desvios</category>
  <category>presidência da república portuguesa</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>prendas de estado</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/dr-soares-3367558</guid>
  <pubDate>Fri, 11 Jul 2014 21:21:09 GMT</pubDate>
  <title>Dr. Soares….</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/dr-soares-3367558</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...bem podia ter-se poupado ao &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/soares-receia-o-fim-da-terra-como-a-conhecemos=f880659&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;frete&lt;/a&gt; de pensar, pois deveria ter recorrido a uns tantos textos escritos pelo Arq. Gonçalo Ribeiro Telles há mais de quarenta ou cinquenta anos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ah!, a pólvora também já foi descoberta há muito tempo. &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/dr-soares-3367558</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>gonçalo ribeiro telles</category>
  <category>mário soares</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/as-coisas-sao-o-que-sao-3322296</guid>
  <pubDate>Thu, 29 May 2014 21:56:18 GMT</pubDate>
  <title>As coisas são o que são</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/as-coisas-sao-o-que-sao-3322296</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mais interessante não é o &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/politica/noticia/resposta-ao-povo-1637963&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;apoio de Mário Soares a António Costa&lt;/a&gt;. É a assinatura que Soares faz questão de colocar &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/politica/noticia/resposta-ao-povo-1637963&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;neste artigo&lt;/a&gt;: &quot;Fundador do PS&quot;. Como se Soares precisasse sequer de assinar um artigo com um qualquer título, académico ou político - veja-se, aliás&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;, a sua coluna habitual no DN. Está ali, este &quot;Fundador do PS&quot;, como quem quer lembrar que ele, Soares, é um dos donos do Partido Socialista - o dono, aliás -, não vá alguém acreditar no ex-Presidente da República quando escreve, no último parágrafo, &quot;O meu, é apenas um voto entre todos os socialistas.&quot; Por outras palavras, o assalto de Costa à liderança PS foi muitíssimo bem planeado por uma certa elite do partido e o desfecho não será outro que a vitória de Costa sobre Seguro. É imparável e não há estatutos nem líderes de federações que valham a Seguro, Passos e Portas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/as-coisas-sao-o-que-sao-3322296</comments>
  <lj:replycount>5</lj:replycount>
  <category>antónio costa</category>
  <category>paulo portas</category>
  <category>antónio josé seguro</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>partido socialista</category>
  <category>passos coelho</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/grotesco-institucional-3297054</guid>
  <pubDate>Thu, 15 May 2014 12:32:36 GMT</pubDate>
  <title>Grotesco institucional</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/grotesco-institucional-3297054</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=Zk4inwE4PgedT4wYdIm5&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Ge4167dbf/16961024_wJJKg.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;540&quot; height=&quot;374&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A visita presidencial a Pequim, foi inevitavelmente salpicada por ditos picarescos com concubinas pelo meio e uns tantos achados espirituosos por quem devia ter tento na língua. A China não é propriamente um daqueles episódios estatais surgidos nas últimas décadas. Acendamos um pauzinho de incenso, implorando para que por lá não se preocupem em traduzir  as pilhérias presidenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A reportagem que a RTP transmitiu há poucos minutos, informou-nos de algo até agora completamente desconhecido, roçando o insólito: a Cidade Proibida é &quot;o maior complexo presidencial do mundo!&quot; Acreditei piamente ter sido mais uma daquelas patacoadas a que os&lt;em&gt; pivots&lt;/em&gt; televiseiros nos habituaram, mas afinal a coisa veio na esteira de uma certeza veiculada por douta voz, nada mais nada menos do que a do Sr. Cavaco Silva. Erguendo as sobrancelhas e em tom peremptório, declarou isso mesmo: &quot;a Cidade Proibida é o maior complexo presidencial do mundo!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois das ordinarices, prepotências, regabofe orçamental, usos e abusos de Soares. Após a clara inépcia, patética choraminguice, dissolventes escarros na legalidade constitucional e fuga às obrigações de um qualquer Sampaio, agora temos isto, esta glabra calamidade ambulante, ainda por cima agravada pela sempre presente cônjuge. Evitem falar, caramba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei do que as forças armadas estão à espera para nos devolverem a legalidade institcional que a Portugal foi escabrosamente roubada em 1910. Basta!&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/grotesco-institucional-3297054</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
  <category>cavaco silva</category>
  <category>república</category>
  <category>jorge sampaio</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/ai-esta-ele-3287271</guid>
  <pubDate>Mon, 05 May 2014 15:08:15 GMT</pubDate>
  <title>Aí está ele...</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/ai-esta-ele-3287271</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=a6AbSEGcrtOI7z2n4cAu&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bf916b5ed/16922119_iB7wq.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;417&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;... todas as semanas sai-se com mais &lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=104891&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;umas tantas&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1. Desta vez, afiança &quot;não existirem&quot; direitos humanos em Portugal&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2. A crise &quot;é da responsabilidade&quot; da Sra. Merkel&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3. Os governantes não podem sair à rua e &quot;nunca se viu uma coisa assim no país&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ai viu-se, viu-se, o homem já se esqueceu da sua passagem pelo governo durante os anos da fome - que ele nunca passou, não passa, nem passará - e o sonoro estaladão que levou na Marinha Grande. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;4. &quot;&lt;span&gt;Na origem da situação social está o desaparecimento dos partidos que fundaram a União Europeia: os sociais-democratas ou socialistas e os democratas cristãos. &lt;span&gt;Os partidos desapareceram e foram substituídos por partidos exclusivamente populistas e que às vezes se tomam por sociais-democratas, como é o caso português&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;É esta a opinião - aliás válida - que tem do seu próprio partido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Nota final: o laicíssimo sátrapa, voltou a invocar o Papa. Está a tornar-se comovedor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/ai-esta-ele-3287271</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/no-publico-3274735</guid>
  <pubDate>Sun, 20 Apr 2014 18:46:40 GMT</pubDate>
  <title>No Público</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/no-publico-3274735</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=Kzd5GZe9jJmYFTCOidKy&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Gd816c4c8/16854716_c748m.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;1127&quot; height=&quot;833&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale a pena a leitura &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/sociedade/noticia/os-ultimos-filhos-do-imperio-1632525&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;deste texto&lt;/a&gt; do Público. Aqui fica na íntegra, pois o jornal adquiriu o hábito de limitar o acesso online. Razões económicas, é o que se diz.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além de alguns testemunhos que confirmam tudo aquilo que há muito sabemos - os tristes episódios protagonizados por Almeida Santos, por exemplo -, finalmente assumem-se decisões que hoje seriam consideradas como deliberados crimes: a deslocação e dispersão forçada de populações, o suprimir da cidadania nacional a uma enorme quantidade de pessoas que até ao momento dela legalmente auferiam - imaginem o que para nós, de 4ª geração, significou a &quot;prova&quot; de sermos portugueses! -, a entrega forçada de bens - o caso dos diamantes de particulares - e claro está, o escabroso abandono de metade do exército português que combateu em África. As Forças Armadas colaboraram nesta indelével nódoa no seu historial e já é tempo de uma pública reparação. &quot;Eram soldados pretos&quot; e os novos senhores do poder acharam por bem deixá-los à vingança que se confirmou na execução de muitos milhares. &lt;br /&gt;São apenas alguns aspectos a considerar entre muitos outros.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;--------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;Chegaram em barcos e aviões num movimento que durou poucos meses. Ficaram conhecidos como os “retornados”. É meio milhão de pessoas que ajudaram a construir a democracia e o Estado social e cuja integração na metrópole é uma história de sucesso que a Revista 2 agora conta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Meio milhão de portugueses foram integrados na sociedade portuguesa durante o período que vai do Verão de 1974 ao Verão de 1975, fruto da descolonização imposta pelo fim da ditadura do Estado Novo. É um movimento de integração populacional único que trouxe uma massa humana qualificada que contribuiu de forma decisiva para a construção do Estado democrático. Para a história ficaram conhecidos como os “retornados”. Na realidade, são a última geração de portugueses que viveram e cresceram na África colonial portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“É um dos momentos mais extraordinários da história portuguesa do século passado, a capacidade de integrar 500 mil pessoas que chegam em poucos meses”, defende o empresário Alexandre Relvas, nascido em Luanda, para quem o movimento de integração dos retornados “correu tão bem que não é suficientemente valorizado, a sociedade portuguesa não valoriza essa capacidade enorme que teve”. Também o sociólogo Rui Pena Pires, nascido no Huambo (antiga Nova Lisboa), e autor da única grande investigação sobre o tema (Migrações e Integração. Teoria e Aplicações à Sociedade Portuguesa, Celta, 2003), sublinha que houve uma “boa integração”, uma vez que “não há marcas que se percebam”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O sucesso de integração é identificado por Alexandre Relvas com a “extraordinária generosidade” da sociedade portuguesa e com o papel igualmente “extraordinário” que o Estado então desempenhou. Mas também a capacidade de iniciativa e de luta do conjunto de portugueses que regressaram e que trouxeram o conhecimento e a mais-valia de serem os últimos colonos portugueses em África.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“Um dos aspectos que eu valorizo fortemente é ter nascido em África, ser um dos últimos filhos do Império português e ter uma consciência forte de que isso tem consequências, que implica responsabilidades na forma como olho para o que foram os 500 anos de presença de Portugal em África”, assume Alexandre Relvas, frisando: “Somos os últimos portugueses do Império. A nossa memória é a última memória que existe do Império em África.”&lt;br /&gt;Não questionando a justeza da descolonização, o empresário de espectáculo e de comunicação social Luís Montez, nascido em Luanda, sustenta que a descolonização e o regresso dos portugueses à metrópole foi um processo “duro e não foi muito justo”. Concretizando sobre Angola, considera que a descolonização devia ter sido feita “para lá ficar melhor, mas lá ficou em guerra”. Não esquecendo que “a história é o que é”, conclui: “Acho bem a independência, mas as coisas deviam ter sido feitas com mais método.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Protagonista do poder do Estado na descolonização, António de Almeida Santos, ministro da Coordenação Interterritorial do I ao IV Governos Provisórios, de 16 de Maio de 1974 a 8 de Agosto de 1975, partilha da visão de sucesso em relação à forma como foram integrados na metrópole os portugueses vindos do então Ultramar, mas reconhece que “implicou muito sofrimento”. E sublinha que “a dificuldade criada pelos 500 mil portugueses foi um problema tão complicado para os governos dessa altura que diria que, tendo em conta o grau dessa dificuldade, o resultado final não esteve longe de ser o sucesso possível”. Mas reconhece que “é claro que foi um drama de todo o tamanho”, pois “as pessoas perderam tudo o que lá tinham, alguns eram bastante abastados”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sendo também um retornado de Moçambique, o ex-governante adverte que, ao ser ministro responsável pela tutela do processo e ao “não ter podido garantir” aos retornados “o direito ao que lá tinham”, tal como “nenhum outro Estado colonial garantiu”, ele mesmo tomou “a atitude de não procurar salvar nada” do que de seu deixou em Moçambique.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A excepcionalidade do sucesso da integração é um facto que tem na sua origem uma multiplicidade de causas, algumas das quais fruto dos portugueses da metrópole, outros dos próprios retornados, afirma Pena Pires, sublinhando ainda que esse sucesso foi orientado e construído pelo Estado. Foi decisiva a atitude do Governo para a assimilação daquela que é a maior deslocação de populações na Europa no século XX. “Mesmo no pós-II Guerra Mundial, o repatriamento é de 2% a 3%, nenhum foi percentualmente tão grande”, lembra Pena Pires, exemplificando que “o Reino Unido tinha um Império maior e teve 500 mil também, sendo que a maioria foi para os Estados Unidos”, enquanto “em Portugal, poucos foram para o Brasil e os que foram, na sua maioria, fazem-no com carácter transitório, para depois virem para cá”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Fazendo a comparação com “o caso mais parecido”, que é, nos anos 60 do século XX, o da integração dos pieds-noirs, os colonos franceses que regressaram a França após a descolonização da Argélia e outras colónias francófonas, sob o Governo de De Gaulle, Pena Pires salienta que há diferenças fulcrais: “A sociedade francesa estava estabilizada, por isso, surgem sindicatos e o movimento pied-noir.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ora foi a noção de que os pieds-noirs eram em si um movimento de segregação que se prolongou e dificultou a assimilação que em Portugal houve cuidado para não repetir erros. “O comissário para os Desalojados pôs como condição ir a França ver o processo dos pieds-noirs” e os responsáveis com quem se encontrou “aconselharam a dispersão e assumiram que um erro francês tinha sido a concentração em Marselha” das populações coloniais vindas da Argélia, refere Pena Pires.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra decisão que teve como referência os pieds-noirs foi a questão das indemnizações. Em Portugal foram poucos os “tinhas”, ou seja, aqueles que lamentavam o que tinham perdido (recorrendo à expressão “eu tinha”) — “eram minoritários e pejorativamente designados” pelos próprios retornados. “Em França, as indemnizações são centrais, cá não se falou nisso” — uma atitude do Estado que “foi premeditada e inteligente, porque enquanto as pessoas estiverem direccionadas para o que perderam ficam ligadas a isso e não se identificam com o resto”, afirma o sociólogo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Houve assim uma política de integração dirigida pelo Governo que passou por medidas legislativas. Pena Pires refere que “Almeida Santos fez as leis que deram ao retornado um estatuto legal”. À cabeça refere a lei da nacionalidade, que anteriormente e de acordo com as concepções do Estado Novo previa que “todos os nascidos em solo português eram portugueses”. A decisão de Almeida Santos é a de fechar o acesso à condição de português. Para o conseguir, retira o direito à “nacionalidade portuguesa a muitos dos nascidos nas colónias antes da independência, se não tivessem ascendentes até à segunda geração no continente. É isso que distingue os retornados dos imigrantes que vieram então e depois”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Paula Teixeira da Cruz, nascida em Luanda, critica a opção restritiva da lei da nacionalidade. “Deveria haver liberdade de opção, não gosto de restrições de liberdade”, diz a actual ministra da Justiça, que adverte: “Ainda ontem [entrevista feita a 26 de Fevereiro] resolvi questões relacionadas com a nacionalidade de uma senhora, e há muitas por resolver.” Não se revendo no argumento de que haveria mais de um milhão de pessoas para integrar, Paula Teixeira da Cruz afirma que “também se dizia que era impossível absorver 500 mil”. E lembra que muitos habitantes do Império colonial de origem africana vieram para Portugal continental sem verem reconhecido o seu direito a serem portugueses: “Houve pessoas que ficaram prejudicadas. Havia essa responsabilidade moral. Quando Portugal colonizou, não perguntou se podia entrar.”&lt;br /&gt;Almeida Santos assume que a decisão foi deliberada. “Era tudo português. Mário Soares e Vasco Gonçalves pediram-me uma lei generosa. Respondi: ‘Não faço.’” E argumenta: “Só tinha nacionalidade quem pelo menos era bisneto de português pelo nascimento. Senão o país ia ao fundo.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tomou como referência o caso inglês. “A lei da nacionalidade inglesa [quando da independência da Índia em 1947] foi generosa de mais e Londres tornou-se a capital mais indiana”, o que fez com que a lei fosse revogada pouco depois. A estratégia em Portugal foi, segundo o seu autor, a de dar nacionalidade “só a alguns e evitar que viessem todos”, pois “metade do Exército, por exemplo, era africano, e esses soldados queriam ficar com a identidade portuguesa para não serem perseguidos por terem sido do Exército português”. Os que vieram e não conseguiram provar que tinham ascendência na metrópole até à segunda geração ficaram, assim, como imigrantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O sucesso da integração é, segundo o antigo ministro, potenciado pela rapidez com que teve de ser feito. Uma rapidez que foi motivada pela descolonização negociada pelo Governo português com os movimentos de libertação das então colónias, e mediante a dificuldade de garantir novas incorporação de novos militares.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É essa rapidez em sair de África que é ainda hoje questionada. Alexandre Relvas afirma mesmo que “sem pensar em pôr em causa a independência” dos novos Países de Língua Oficial Portuguesa, o que mais questiona na descolonização “é que ela devia ter sido tratada de outra forma política, não se pensou na história de 500 anos”. E sublinha: “Não me vejo circunstancialmente lá, os meus avós foram para lá, os meus pais nasceram lá. As negociações deviam ter tido essa noção histórica. As Forças Armadas, com enorme responsabilidade, não estiveram à altura. Foi a despachar o mais rapidamente possível.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Almeida Santos procura explicar os motivos da urgência em descolonizar. “Sempre compreendi as críticas fortes à concreta descolonização conseguida, mas quem faz essas críticas nem sempre teve conhecimento dos factores que dificultaram e sujeitaram a uma enorme pressão temporal a necessidade de descolonizar depressa.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E sublinha que “a guerra tinha durado dez anos em três frentes. Morreu muita gente e muita também ficou estropiada. Isso imprimiu uma urgência à necessidade de fazer a paz”. Até porque “o Exército português, que nunca compreendeu muito bem as causas daquela guerra, a partir do 25 de Abril passou a defender e a pressionar a urgência da paz”. Para concluir: “Daí que sempre tenho compreendido as críticas fortes à descolonização, incluindo à minha participação nela, mas nunca essas críticas me criaram um problema de consciência.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para muitos que fizeram parte da descolonização, foi um processo feito à pressa e de forma leviana. Mas também reconhecem que foi, de facto, uma história de sucesso e um processo único.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muito desse sucesso deveu-se à forma como foi feita a monotorização pelo Estado. Uma das principais ferramentas foi a integração de 45 mil funcionários públicos coloniais na administração do Estado do Portugal democrático, através do “quadro geral e adidos”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas também houve por vezes “soluções surpreendentes” e pouco institucionais. Refere Pena Pires que os portugueses “só podiam trazer 15 contos”, pelo que, em Angola, “muitos compraram diamantes e trouxeram”. A certa altura, “Lisboa estava em risco de ser considerada um centro de venda clandestina de diamantes, e Almeida Santos, por decreto, deu dois meses para os diamantes serem entregues na Sociedade Portuguesa de Diamantes”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Almeida Santos reconhece que a gestão governativa do processo de descolonização e de retorno dos portugueses foi feita de uma forma que potenciasse a integração e beneficiasse o desenvolvimento económico de Portugal. Explica, por exemplo, que a decisão de colocar os retornados que não tinham família nem habitação em hotéis teve que ver com a dinamização económica: “Nessa altura, os hotéis estavam vazios, o turismo paralisou com a revolução. Aproveitei os hotéis e pensões para alojar as pessoas.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A monitorização foi feita pelo então criado órgão de supervisão, o Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais (IARN). “Criámos um organismo destinado a apoiar economicamente os retornados e esse apoio, que não foi tão significativo como desejávamos, não deixou de ter algum significado”, diz Almeida Santos. O antigo ministro sublinha que, “de um modo geral, os retornados regressaram com uma experiência económica talvez superior à média dos portugueses do continente, de tal maneira que a partir de certo momento foram tantas as novas unidades empresariais, algumas delas na área do comércio, da agricultura e da pecuária e da hospedagem, que passou a haver produção a mais e consumo a menos para algumas espécies pecuárias, como o peru”.&lt;br /&gt;Houve também medidas de discriminação positiva, como foi o crédito conhecido pelo nome da comissão que o geria, o CIFRE, “um crédito especial para retornados, que atingiu 18 milhões de contos” e que provinha de “doações internacionais do Governo sueco”. Um crédito que apesar de tudo não favorecia especialmente os beneficiários, já que tinham de apresentar projectos sólidos e viáveis, pois “os projectos eram aprovados pelos bancos privados através dos quais o crédito era distribuído”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra preocupação que é identificável no comportamento do Governo de então é a de que as medidas contribuíssem para não criar irritação nas populações metropolitanas. “Foi pequena a reacção, porque a ajuda do Estado foi pouca e todos tinham um retornado na família”, explica Pena Pires. Por seu lado, Almeida Santos salienta que “o povo português do continente foi heróico na atitude com que se solidarizou com os familiares ou simples conhecidos regressados das ex-colónias praticamente de mãos vazias.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que é facto é que há um contraste entre o que é a memória do sofrimento pessoal e o reconhecimento à distância histórica do sucesso global da integração. O basquetebolista Carlos Lisboa, nascido em 1958, na Cidade da Praia, em Cabo Verde, e que, em 1961, foi para Moçambique, lembra que “a palavra retornado era, na altura, demasiado agressiva”, e sublinha que “houve famílias que passaram maus bocados, principalmente as que vieram de Angola a fugir à guerra”, além de que “havia famílias que tinham mais dificuldades porque não tinham ligações profissionais a entidades estatais”.&lt;br /&gt;Por muito que seja o sucesso global da integração dos retornados, de acordo com os entrevistados neste trabalho e de acordo com o estudo académico de Pena Pires, o lado negativo do processo de descolonização e o que implicou na ruptura da vida de meio milhão de pessoas é lembrado pelos que a viveram. A cineasta Margarida Cardoso, filha do oficial da Força Aérea Adelino Cardoso, que em 1965 foi colocado em Moçambique, sublinha que a descolonização representou “uma revolução e que houve pessoas que deixaram a sua vida”. Estas “criaram um movimento bom na sociedade para Portugal, conseguiram superar dificuldades e fizeram negócios, reconstruíram a vida”, frisa, mas adverte que “isso não faz esquecer que as pessoas deixaram lá a sua vida de uma forma injusta. Para Portugal, foi bom mas à custa de muito sofrimento das pessoas”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Margarida Cardoso conclui sobre o lado mais dramático e pessoal da descolonização: “Não sou nostálgica, mas o empurrar as coisas, ver as nossas mobílias a ir para os barcos, marca. Pensaram que iam ter um lugar na sociedade, que não tiveram. A História é assim, é má e injusta. Há um trauma interno que é hereditário, que passa de pais para filhos. É uma mágoa que não passa, que não está resolvida.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma experiência traumática que em muitos casos deixou marcas para a vida. “Leva a que muitos pensem que isto não é a terra deles, há um desprendimento, ainda que com percepções diversas. Eu, emocionalmente, continuo a ter uma coisa difusa, não era de lá, nem sou daqui”, confessa a cineasta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O sentimento de não pertença é partilhado igualmente pelo escritor Valter Hugo Mãe, nascido em Saurimo (antiga Henrique de Carvalho), na Lunda Sul, no Norte de Angola. “Sinceramente, genuinamente, tenho dificuldade em lidar com os que desprezam a magnificência de África, mas também com aqueles que dizem a palavra África e choram e têm associações e objectos. Estou entre as duas coisas. Tenho dificuldade em dizer que não sou angolano, mas não posso falsear quem sou, não posso de repente ser mais angolano do que sou”, reconhece.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O escritor não hesita mesmo em assumir como a sua condição de retornado foi pessoalmente traumática. O pai foi um antigo militar que ficou em Angola como funcionário do Banco Nacional Ultramarino. Estava de licença, em Lisboa, quando se deu o 25 de Abril. “Ficámos cá, perdemos todas as coisas, a relação saudosista é feita pelos meus pais de forma magoada.” E explica: “Cresci com a percepção de que era nascido em África, mas nada em nossa casa contava aquela história. Percebi que era retornado com o preconceito em relação a mim. Por exemplo, uma empregada na escola primária dizia que os meus pais tinham vindo ocupar empregos e dava-me menos leite. De princípio, pensei que fosse eu um miúdo esquisito. Ela dizia que as mulheres em Angola tinham os filhos como as galinhas, punham ovos. E chamavam-me preto. Conscientemente, não tinha visto uma pessoa africana. Quando tinha oito anos, um miúdo disse-me que a tia tinha vindo de Angola e que o filho era escuro. Eu perguntei à minha mãe se ia escurecer, porque se escurecesse podia ser melhor.”&lt;br /&gt;Esta discriminação em relação aos retornados é salientada por Paula Teixeira da Cruz. Embora garanta não ter tido “nenhuma dificuldade de integração”, pois a família em Luanda “periodicamente discutia o regresso” — que foi preparado previamente pelo pai”, permitindo que a sua família não passasse “por um processo de reconstrução material” —, a ministra assume que viveu “uma reconstrução emocional muito difícil”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E afirma que acompanhou “muitos” processos complicados de sofrimento quando fez voluntariado, no Campo do Inatel, na Costa de Caparica, um dos campos que acolheu retornados. “Houve pessoas em campos, houve pessoas que foram para o interior e desenvolveram projectos, não podemos esquecer o sofrimento de cada um, foi um mudar completo de vida, um sofrimento cultural, um sofrimento de perda, foi uma experiência emocionalmente traumática.” A que se somou ainda “um anátema, que era o retornado que, por natureza, tinha de ser fascista”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O biólogo e especialista internacional em morcegos Jorge Palmeirim nasceu na Guiné e viveu com a família em Moçambique e em Angola. Em 1974 veio para se instalar com a família, num total de sete pessoas, numa tenda de campismo gigante num terreno no Carrasqueiro, em Sesimbra, que era de uma avó. Também ele recorda que “havia uma tensão muito grande entre retornados e os portugueses” da metrópole e “havia a sensação de ter a vida desmoronada”. Este cientista sustenta mesmo que se mostrou a “face de uma esquerda cega, as pessoas pensavam que os retornados eram coloniais e fascistas”, enquanto “os retornados viam a sociedade portuguesa como responsável pelo desmoronamento das suas vidas”. Exemplificando: “Eu, nessa altura, andava com um emblema que dizia Angola. Agradava-me irritar as pessoas, era uma afirmação da minha identidade.”&lt;br /&gt;Jorge Palmerim defende que “a maior parte dos retornados, na primeira fase, se deu mal, mas que depois se integraram”. E também ele salienta que “Portugal tem uma capacidade de integração fantástica, ao contrário dos pieds-noirs em França que levaram décadas a adaptar-se”. Em Portugal, sublinha, “três ou quatro anos depois, os retornados tinham conseguido integrar-se, o que é quase um milagre, integrou-se meio milhão de pessoas, também porque essas pessoas foram capazes de construir as suas vidas, abriram lojas, fizeram negócios, foram para as suas terras”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O jornalista Emídio Rangel, nascido em Lobango (antiga Sá da Bandeira), em Angola, afirma que “a integração é uma história de sucesso”, porque, por exemplo em Angola, havia “uma aprendizagem em que as pessoas que tivessem capacidade se evidenciavam, conseguiam ter sucesso”. Por outro lado, salienta que com a revolução houve “uma paralisação da actividade económica” na metrópole que “beneficiou com a chegada de elementos que na região A ou na região B se propunham fazer iniciativas com sucesso”. Essa atitude “criou um clima que ajudou o país a desenvolver-se”, afirma, recordando que essa realidade foi divulgada, nos anos 1980, pelo “trabalho jornalístico do Fernando Dacosta n’O Jornal, que mostrou como as regiões se foram modificando por acção dos retornados”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A integração dos retornados “teve um impacto muito grande no interior, que estava paralisado”, diz Pena Pires, mas ela foi potenciada pelo contexto revolucionário: “Eles mudarem para um país em mudança, o que facilitou a integração.” Há então um espírito de recomeço que Paula Teixeira da Cruz sintetiza ao dizer: “Importa que para quase todos era preciso começar de novo, o ter de começar de novo obriga a ter de inventar um novo espaço de intervenção. Lembro-me de ver nascer gelatarias abertas por retornados pelo país. Foi um movimento que renovou o tecido técnico e económico.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dos exemplos desse espírito de iniciativa é a vivência da família de Tomaz Morais, presidente da Federação de Râguebi, seleccionador e treinador nacional de 2001 a 2010, campeão nacional e ibérico, nascido no Huambo (antiga Nova Lisboa). “Foi tudo muito rápido. O meu pai tinha uma posição forte na Fina, a empresa dos petróleos, e ele não podia sair de África. Nós estávamos no Lobito. Em 1975, a guerra pressiona e o meu pai começou a ser perseguido. Fugimos de um dia para o outro do Lobito para Luanda de traineira”, lembra, prosseguindo: “O meu pai foi à Bélgica, mas não conseguiu manter a situação na Fina, pois não estava disponível para voltar a Angola. Achou ofensiva essa exigência e deixou a Fina. Tentou o Brasil, não achou acolhedor. Veio para Portugal e com o meu tio Eduardo Salvação Barreto, que é pintor, abriu um take-away em 1976. O negócio envolveu a família. Todos tínhamos uma tarefa. Eu tinha seis anos e andava na rua a fazer recados. Era um projecto de sobrevivência.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitas das pessoas que vieram contaram com a rede familiar de apoios ou com a solidariedade da sociedade, para além do Estado. “A capacidade extraordinária é do cidadão anónimo, como actualmente. É o avô, é o irmão, é o pai, é o tio, que dá uma mão, que dá um apoio financeiro, que ajuda a encontrar casa, que ajuda durante um período, e isso foi extraordinariamente marcante nesse tempo. E é tão extraordinário o que se passou que nem nós valorizamos, é como se fosse normal, é normal neste país ser-se solidário”, defende Alexandre Relvas.&lt;br /&gt;E insiste: “Há uma coisa notável, a capacidade deste país de evoluir em termos sociais com a brutalidade com que é confrontado. A resposta que as pessoas dão ainda hoje ao desemprego, tal como na altura a forma como é assimilado meio milhão de portugueses, a capacidade de organizar as pontes aéreas, de instalar as pessoas em hotéis, que é uma capacidade do Estado, mas não só do Estado.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É esse carácter de proximidade familiar e de solidariedade que é uma das razões do sucesso da integração dos retornados. Do meio milhar de portugueses que veio, “metade ficou na região que equivale hoje à Área Metropolitana de Lisboa”, e concentraram-se também bastante no Nordeste transmontano, explica Pena Pires. Apesar desta concentração tendencial, a “integração portuguesa é pulverizada”, porque a colonização tinha sido feita de “emigração recente” e assim “a maioria dos retornados vai para concelhos onde nasceram ou onde nasceram os pais ou os avós. Só os alentejanos não vão para a terra de origem e vão para Setúbal, que é para onde no século XX emigram os alentejanos”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro factor decisivo foi a alta qualificação dos retornados. “No início da democratização, os retornados estavam em desvantagem quanto ao património, mas em vantagem nas qualificações”, afirma Pena Pires. “A ideia de que agora, pela primeira vez, há emigração muito qualificada não é verdade, as colónias eram o destino da emigração mais qualificada. Não era preciso mão-de-obra barata, havia isso lá, havia o colonialismo, por isso a população branca nas colónias era mais qualificada percentualmente do que na metrópole”, sublinha este sociólogo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Do estudo que efectuou concluiu que, segundo os dados do Censos de 1981, “cerca um terço dos adultos com mais de 30 anos eram analfabetos”. No total da população de Portugal, os analfabetos eram 28,3%, enquanto 35,4% tinham a primária. Já os licenciados atingem 11% entre os retornados, mas apenas havia 2,3% de licenciados na população de origem metropolitana. Esta alta qualificação, em conjunto com a “convulsão política”, facilita que as pessoas que chegam aproveitem o facto de não haver “hierarquias estabilizadas” para ascenderem e se afirmarem socialmente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro lado, é esta população altamente qualificada, que está disponível e desejosa de se integrar, de encontrar o seu novo espaço, que permite “a expansão do Estado social, que foi facilitada pela vinda dos retornados altamente qualificados”, sustenta Pena Pires: “O Estado social pôde ser construído rapidamente porque havia uma reserva de professores e de médicos vindos de África.” O próprio crescimento do ensino universitário beneficiou, pois “os estudantes retornados não entram nas universidades clássicas, vão ocupar as universidades que estavam em formação fundadas pelo ministro Veiga Simão”, explica Pena Pires. Ou seja, o fenómeno dos retornados teve um peso específico na construção do Estado democrático. E embora reconheça que “já foi maior o peso dos retornados” na sociedade portuguesa, Pena Pires sublinha que “hoje são os filhos que têm peso e o terem vivido lá não é indiferente para explicar o seu percurso”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todos os aspectos da sociedade portuguesa foram atingidos por este fenómeno, incluindo a construção da democracia política. A integração dos retornados no sistema político geral “esvaziou a criação de movimentos de retornados, porque os que podiam preencher a liderança desses movimentos estavam ocupados noutros lugares” de liderança política. No plano autárquico, “foi grande a sua influência”. Isto porque “os retornados, sobretudo a norte, podem candidatar-se politicamente porque não há líderes”, frisa Pena Pires. “O ser de fora ajudou a fazer carreira política. A direita tinha pessoas muito conotadas com o fascismo.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este sociólogo relata que no inquérito que fez para o seu estudo “aos titulares das câmaras, no início dos anos 1980, 8% deles eram retornados”. Candidataram-se e foram eleitos pelo CDS e depois pelo PSD. “Pelo CDS cumpriam um mandato, depois candidatavam-se pelo PSD.” A sua opinião político-partidária “era mais contra a esquerda, marcada pela descolonização, eram contra Mário Soares, que era olhado como quem traiu.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O facto de ocuparem o espaço político-partidário à direita contrastava com a abertura das suas posições em questões de costumes e civilizacionais. “Eram, por exemplo, a favor da despenalização do aborto, sei porque os interroguei na altura do primeiro debate [sobre despenalização em 1982] e eles eram favoráveis, tinham uma mentalidade mais liberal”, explica Pena Pires, que usa a sua própria experiência para exemplificar. “Eu vivi no Huambo e depois em Luanda, a vida era mais liberal, os liceus eram mistos, não tinham muros”, conta, prosseguindo: “Os funcionários públicos tinham férias graciosas. Fiz o primeiro período do 5.º ano do liceu no Porto, no Liceu Alexandre Herculano, e tive um choque, eu fui olhado como o terrorista que saltava os muros. Essa liberdade de vida marca a personalidade e a opinião sobre casos como o aborto.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A diferença de mentalidade entre quem veio de África e quem vivia nas colónias era de um contraste imenso. O empresário Luís Montez não hesita em dizer: “O retorno foi notável. Sinto gosto de ter vindo de Angola, também para abrir a cabeça às pessoas, que atrofiavam. A sociedade portuguesa é mesquinha e pequena. Como já perdi tudo, se calhar sou mais atrevido. O essencial é ter princípios e educação, isso ninguém nos tira, agora perder o Mercedes e a casa na praia, arranja-se de novo mais tarde.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A diferença de mentalidades e a abertura de espírito levavam a um maior liberalismo político. Emídio Rangel sublinha que “a democratização começa com as pessoas com formação, o que lhes permitiu entrar na discussão e serem elementos úteis”. E Alexandre Relvas lembra que “as pessoas que viviam em África sabiam dos movimentos de libertação, os que eram de segunda e terceira geração conheciam a situação, tinham feito o liceu com a geração de nacionalistas, não se conhecia Agostinho Neto, mas conheciam-se os primos”.&lt;br /&gt;Também Paula Teixeira da Cruz depõe no mesmo sentido. “Em minha casa discutia-se política, trazia-se livros de fora, eu tinha mesada para comprar livros na Livraria São Luís [em Luanda], não havia limitações. Essa vivência cultural era extremamente importante. Li o primeiro livro de Marx aos 13 anos no liceu. Havia em Angola uma discussão que do ponto de vista cultural não havia aqui. Era uma mentalidade mais aberta. Havia PIDE mas havia debate.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A actual ministra da Justiça cita mesmo a diferença de costumes e de mentalidade que transparece no quotidiano e no vestuário. “Lembro-me de vir de férias e sentir um país muito mais escuro e mais limitado, até na forma como as pessoas se vestiam.” Também Margarida Cardoso sorri ao lembrar: “Quem vivia em África tinha hábitos de roupa com cores, padrões, quadrados. Éramos apontados como vindos das colónias por causa das roupas.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já Carlos Lisboa sustenta que “as pessoas que viveram em África têm uma mentalidade diferente, pelo tipo de vida, por terem melhores condições de vida, tinham uma relação diferente com os outros”. E exemplifica: “O relacionamento com amigos em África deu-me uma visão de estar em grupo, de partilhar emoções, a vida colectiva era mais intensa.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por seu lado, Tomaz Morais garante: “O espírito alegre e de convívio tem que ver com as pequenas vitórias que vamos alcançando. Vejo isso em nós e nos meus primos. Foi a estrutura que ganhámos. Não há grandes egoísmos, há muito sentido de partilha e somos batalhadores por natureza.” E atribui essa característica à vivência africana: “Isto tem que ver com a vida em África. Nós vivíamos de portas abertas, os amigos entravam e saíam, eram quase irmãos. Chocou-me que cá era diferente, era fechado. A minha mãe diz que isso é de África, as pessoas eram optimistas por natureza e isso foi muito importante para a reintegração. A capacidade de liderança e o espírito de missão que os portugueses tinham em África trouxeram quando voltaram.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alexandre Relvas vai mais longe e afirma que o sucesso da integração dos retornados se deve à “própria personalidade portuguesa”. E explica: “Nós integramo-nos e sentimo-nos bem onde estamos, fazemos do mundo onde passamos a estar o nosso mundo com uma enorme facilidade, é este sentimento que me levou a integrar aqui, que levou o meu avô a integrar-se em África e que levou os avós de milhares de portugueses a integrarem-se bem e a viverem felizes em África.”&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/no-publico-3274735</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>moçambique</category>
  <category>almeida santos</category>
  <category>lourenço marques</category>
  <category>25 de abril</category>
  <category>descolonização</category>
  <category>mário soares</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3176468.html</guid>
  <pubDate>Tue, 17 Dec 2013 18:11:41 GMT</pubDate>
  <title>Mário Soares, personality of the year and yonder</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3176468.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=Cdibz1zruZ9bZmSJnE9i&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G0b01d610/16412057_HMsR6.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;371&quot; height=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A imprensa estrangeira que nomeou &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/politica/noticia/mario-soares-e-a-personalidade-do-ano-para-a-imprensa-estrangeira-1616539&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Mário Soares personalidade do ano&lt;/a&gt; não é assim tão estrangeira. &lt;a href=&quot;http://www.aiep.eu/membros_frame.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Contabilizo pelo menos 16 jornalistas da associação de imprensa estrangeira em Portugal com apelido português&lt;/a&gt;. Estrangeiro sou eu, mas não sou jornalista. E quem terá ficado em segundo e terceiro lugar na votação da figura do ano. Ou será que Mário Soares foi o único a concurso? E o &lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2419980.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Baptista da Silva - o consultor da ONU&lt;/a&gt; -, não conta? Gostaria de saber como funciona o processo de selecção, qual o critério definido e quais as filiações ideológicas e partidárias do júri do concurso. Assim, atirado ao ar, o prémio soa a arranjinho e não passa de propaganda de não se sabe bem o quê. E a associação de imprensa nacional quem elege como preferido? A imprensa estrangeira em Portugal diz que Soares é a personalidade do ano, mas não refere o género de personalidade. Se é expansiva, sisuda, marcante, ou se é uma personalidade passada ou ajuízada. Qual a vocação programática da associação? Defende os valores humanos, a Democracia e o endeusamento de figuras do passado? Já bastava a surrealidade que acontece numa base diária em Portugal, para termos de levar com esta terminação de taluda. Será que Soares procura lançar-se às europeias que estão aí à porta e pediu ajuda para melhorar a imagem no exterior? E em que estado emocional terá ficado Seguro? Às tantas esperava que lhe saísse a fava do bolo-Rei, mas em vez disso saiu-lhe o Rei e foi mandado à fava. Contudo, o mais grave deste devaneio relaciona-se com o atestado passado ao povo português. Este conjunto de relatores do estado da nação, valida a ideia, de que alguém do passado, tem um papel proponderante no destino do país, como se desejasse que Portugal não saísse da sua condição, como se o futuro de Portugal estivesse refém para todo o sempre de uma figura política de outro tempo histórico, de outra galáxia.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3176468.html</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>deuses</category>
  <category>presente</category>
  <category>futuro</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>estrangeiros</category>
  <category>portugal</category>
  <category>personalidade do ano</category>
  <category>passado</category>
  <category>foreign press in portugal</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>imprensa estrangeira em portugal</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3163280.html</guid>
  <pubDate>Wed, 04 Dec 2013 09:36:47 GMT</pubDate>
  <title>O que distingue Cristiano Ronaldo de Mário Soares?</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3163280.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=7mqZZGdAlhikOKjkPcfy&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G38153f3c/16094824_8zasz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;1200&quot; height=&quot;718&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cristiano Ronaldo não é Mário Soares. Poderia escrevê-lo ao contrário; Mário Soares não é Cristiano Ronaldo, mas isso seria dar excessiva importância ao alegado pai solteiro da Democracia em Portugal. Cristiano Ronaldo vai fazer mais pela economia do país do que vários Mários juntos - sim, a Madeira ainda é Portugal, embora os nativos afirmem que o craque está a ajudar a terra e &lt;em&gt;&quot;mai nada!&quot;. &lt;/em&gt;Cristiano Ronaldo não está à espera para pendurar as botas, para que lhe dêem dinheiro suado dos contribuintes para inaugurar uma fundação com o seu nome. Ainda nem sequer completou dois terços da sua carreira e já está  a criar &lt;a href=&quot;http://www.independent.co.uk/sport/football/news-and-comment/is-cristiano-ronaldo-building-a-museum-dedicated-to-himself-in-madeira-8949945.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;o seu próprio museu&lt;/a&gt;. Ou seja, irá atrair visitantes à região autónoma agora que os madeirenses reclamam uma &lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=93971&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;parte dos dinheiros da privatização da CTT&lt;/a&gt; (Já me estou a esticar. Estou aqui para tratar das diferenças entre o Ronaldo e o Mário). Na minha opinião é uma grande jogada do avançado da selecção nacional. Ouviram bem? Selecção nacional. Houve tempos em que Mário Soares era um &lt;em&gt;magriço&lt;/em&gt; da política, mas ainda não percebeu que cada vez que quer dar uns toques, lá para os lado do Rato e arredores, vai perdendo o pouco do estatuto que ainda lhe resta. Mas adiante. A Fundação Mário Soares será porventura a antitese do Museu Cristiano Ronaldo. Recebeu mundos e fundos, mas pouco dá em troca, a não ser umas conferências catitas em nome da &quot;sua&quot; democracia e umas quantas exposições disto e daquilo. O que Ronaldo inaugura na Madeira não deve a ninguém. Os troféus ganhos são seus e só seus, e não foram comprados com dinheiros públicos. Há aqui um mar de diferenças entre o comandante e o ex-presidente da república.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3163280.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>museu cristiano ronaldo</category>
  <category>madeira</category>
  <category>cristiano ronaldo</category>
  <category>fundação mário soares</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>privatização dos ctt</category>
  <category>ctt</category>
  <category>mário soares</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3157555.html</guid>
  <pubDate>Fri, 29 Nov 2013 10:12:32 GMT</pubDate>
  <title>A constituição do Tribunal Europeu da Austeridade</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3157555.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=vgFD7E34M8Z1sPoqbdT4&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/o2715e98b/16007981_G9EBz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;176&quot; height=&quot;176&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma vez que a Austeridade parece ter vindo para ficar nos países sob programas de assistência, seria lógico e natural que nascesse uma entidade fiscalizadora pan-europeia das decisões políticas tomadas ao abrigo da mesma. Em Portugal, tem sido o Tribunal Constitucional (TC) a dar uma mãozinha no controlo das decisões do Governo, mas o que eu proponho mesmo, no centro do poder político da Europa, seria a criação de um Tribunal Europeu da Austeridade. Uma vez que os efeitos da mesma são muito semelhantes e duradouros, onde quer que se encontrem os desempregados, o projecto de tribunal poderia servir de base para uma magna carta que fosse mais eficaz que os sucessivos Tratados da União na defesa dos direitos dos trabalhadores.  Apesar da grande evocação de princípios e direitos dos trabalhadores de países-membros da União, os tratados não foram capazes de contemplar a actual situação económica e social que fustiga a Europa, e em particular o desastre dos países da periferia. No espírito e letra dos tratados escreveram como se tudo fosse sempre um mar de rosas, sem espinhos ou contratempos de maior. Estranho que, à luz da presente situação, não esteja em curso uma revisão do Tratado da União por forma a integrar mecanismos de reposição do equilíbrio económico e social no espaço comunitário. Um Tribunal da Austeridade poderia funcionar para defender a condição laboral sem que houvesse necessidade de instrumentalizar sindicatos ou politizar instituições nacionais criadas para fins diversos. Custa-me escutar um dos responsáveis pelo descalabro de Portugal acariciar o Tribunal Constitucional como se este fosse pertença dos socialistas. &lt;a href=&quot;http://economico.sapo.pt/noticias/meio-dever-cumprido_182692.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Pedro Silva Pereira é, na sua essência, um sucedâneo de José Sócrates, uma versão mansa da mesma estirpe&lt;/a&gt;. Este senhor deveria remeter-se a um período de abstinência, e não seguir o mau exemplo do mentor Mário Soares. Tem todo o direito de interpretar o comportamento de Cavaco Silva, mas deveria acrescentar que também foi um dos incendiários da nação, e que embora tenha tido pastas governativas que serviram para tudo e para nada, isso não o exclui da longa lista de co-autores da presente situação em que se encontra Portugal. &lt;a href=&quot;http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/marinho_pinto_constitucional_desempenha_um_papel_de_um_senado.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;O Tribunal Constitucional não pode ser o Senado que Marinho Pinto refere&lt;/a&gt;. O Tribunal Constitucional tem de ser igual a si mesmo, sem ter de ser arrastado para a arena política. As declarações do bastonário da ordem dos advogados são mais que bastantes para corroborar o que eu digo - os juízes do TC já são políticos activos. Não deveriam sê-lo. Se a União Europeia pretende avançar, deve iniciar um processo de reflexão que colmate as graves falhas substantivas dos tratados. Supervisão de bancos, união fiscal e uma união bancária caminham na direcção certa, mas falta algo ainda mais fundamental. Falta defender com armas e bagagens os destinatários - a Europa dos cidadãos e dos trabalhadores. Mas essa revisão do Tratado da União só fará sentido se houver uma convergência que vai muito para além do que a &quot;convergência de pensões&quot;. A Constituição da República Portuguesa deve ser revista para fazer parte de um novo Tratado Europeu - uma carta pensada em termos universais e que acomode as particularidades nacionais. Enquanto essa relação entre o Tratado da União e as Constituições dos estados-membros da União Europeia não ocorrer, não vejo modo de se dar o salto em frente, em nome do progresso e do desenvolvimento económico e social da Europa.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3157555.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
  <category>crise</category>
  <category>pedro silva pereira</category>
  <category>fiscalização</category>
  <category>tratados da união</category>
  <category>política</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>cavaco silva</category>
  <category>governo</category>
  <category>tribunal europeu</category>
  <category>austeridade</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3151210.html</guid>
  <pubDate>Sat, 23 Nov 2013 17:21:25 GMT</pubDate>
  <title>A balada de Hill Street da Assembleia da República</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3151210.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=mESNDjH9SGWKwMwnjiPi&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/ofe15df49/15986994_q3zT4.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;1000&quot; height=&quot;1504&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=2rUYZpNh1P4&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;A balada de &lt;em&gt;Hill Street&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; da Assembleia da República não é uma melodia linear. Os polícias que romperam a barreira colocada por outros polícias levanta algumas questões pertinentes. Como distinguir o cidadão-polícia do polícia-cidadão? Qual o protocolo a seguir no contexto de conflitos que opõem membros de uma mesma facção? A haver um banho de sangue &quot;canibal&quot; entre irmãos compatriotas e colegas profissionais, será que se autoriza a mesma tipologia de comportamento noutros quadrantes? Será que o que aconteceu configura os requisítos de embrião de conflito civil? Como se definem os limites do território físico-político inviolável pela vontade popular? &lt;a href=&quot;http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/policias-manifestcao-lisboa-parlamento-confrontos-tvi24/1512309-4071.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;A que degrau da escadaria entramos nesse domínio restrito, em sentido lato ou em &lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/policias-manifestcao-lisboa-parlamento-confrontos-tvi24/1512309-4071.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;stritu sensu?&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;As questões que decorrem dos actos praticados exigem uma interpretação mais profunda, menos emocional e ideologicamente idónea. No calor da noite muitos raciocínios terão sido processados pelo comando policial. À luz de uma óptica de custos e benefícios, sou da opinião que foi necessário escolher o menor dos males. E o cenário equacionado pela liderança foi uma decisão tomada ao abrigo da independência política. Não foi Miguel Macedo a dar seguimento a um despacho operacional ou Passos Coelho que, de um modo executivo, teve de implementar uma boa parte da teoria do jogo que esteve em causa nessa noite. A panela de pressão da manifestação estava muito mais perto de um ponto de explosão do que se possa imaginar. A polícia que estava do lado de lá conhece as mesmas regras de interacção dos que estavam do outro lado. Quando ambos os concorrentes dispõem do mesmo grau e qualidade de informação, a gestão das expectativas mais difícil se torna. Ainda me lembro bem das aulas de estratégia proferidas pelo brigadeiro François Martins e das implicações da ameaça do uso de força e o uso efectivo de força. Dadas as circunstâncias políticas em que se encontra o país e tendo em conta a possibilidade de se observar violência substantiva às portas de, ou no interior da Assembleia da República, penso que o resultado alcançado foi o possível - não o desejado pela ideia fundamental que define um Estado soberano e a defesa do mesmo a qualquer custo. A haver vandalismo sério, com feridos graves à mistura, a situação mudaria radicalmente de figura. Não nos devemos esquecer que na escala de valores pátrios, os militares já sugeriram que estão dispostos a sair à rua. Nesse quadro hipotético, o que aconteceu em frente ao Parlamento, poderá até ser considerado um cenário desejável, um resultado óptimo. Enquanto os polícias se quedaram pelo simbolismo do patamar superior da Assembleia, &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/politica/noticia/cds-acusa-soares-de-incitar-implicitamente-a-violencia-1613581&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;outras vozes se levantaram no Campo  Grande fazendo uso da palavra violência &lt;/a&gt;e mais do que uma vez. &lt;a href=&quot;http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/diretor-nacional-da-psp-psp-miguel-macedo-demissao-diretor-tvi24/1512466-4071.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Nesta fase do campeonato é irrelevante saber se Miguel Macedo cumpriu o seu papel ou não.&lt;/a&gt; Para sabermos isso, uma revolução teria de ocorrer e a história de Portugal teria de ser benévola para com muita gente reunida em defesa da Constituição e alegadamente em defesa do efectivo interesse nacional.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3151210.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>john wolf</category>
  <category>psp</category>
  <category>soberania</category>
  <category>use de palavras</category>
  <category>manifestação das polícias</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>simbolismo</category>
  <category>constituição</category>
  <category>demissão</category>
  <category>uso de força</category>
  <category>miguel macedo</category>
  <category>política</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3149167.html</guid>
  <pubDate>Fri, 22 Nov 2013 10:22:18 GMT</pubDate>
  <title>A razão para toda esta histeria....</title>
  <author>Nuno Castelo-Branco</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3149167.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/nunocastelobran/fotos/?uid=yoRIAT8hnz1IGN4NB7gZ&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Be615d664/15983476_MZyR5.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;376&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;...tem um número: &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/politica/noticia/nao-desgrace-mais-portugal-senhor-presidente-da-republica-1613473&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;24 mil milhões&lt;/a&gt; que &quot;eles&quot; querem controlar, pois &lt;em&gt;alegadamente&lt;/em&gt; existirão comissões já recibidas por promessas de TGV e aeroportos. Apenas poderão cumprir, &lt;strong&gt;se&lt;/strong&gt; estiverem no poder. Tudo o mais não passa de fumaça. &lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3149167.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>mário soares</category>
  <category>dinheiro</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3149384.html</guid>
  <pubDate>Fri, 22 Nov 2013 10:16:06 GMT</pubDate>
  <title>A grande gala da Constituição</title>
  <author>John Wolf</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3149384.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=JrUechB6CaoWrIKz4gi1&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/o401531ca/15983515_hGWcu.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;1600&quot; height=&quot;1600&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não estive presente na &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/politica/noticia/nao-desgrace-mais-portugal-senhor-presidente-da-republica-1613473&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;gala da Constituição apresentada por Mário Soares&lt;/a&gt;, mas acedi a imagens em directo a partir do portal da Esquerda. Primeira nota; a qualidade do &lt;em&gt;webcast&lt;/em&gt; era excelente. Não houve interrupções no &lt;em&gt;streaming&lt;/em&gt;. A única coisa chata (decerto que também para os organizadores) foi estar sempre a aparecer publicidade ao Commerzbank (tinha de ser um banco alemão) - o &lt;em&gt;pop-up&lt;/em&gt; não se cansava de aparecer. Mas adiante. Mário Soares fez as honras da casa, mas o espectáculo começou verdadeiramente com o artista Carlos do Carmo que sem demoras se pôs a revisitar a sua carreira, não se sabe se de fadista ou de político frustrado. Masturbação para aqui, narcisismo para acolá - não se sabia se a noite seria aproveitada para homenagear a sua carreira (pelo que se foi percebendo através do Facebook, Carlos do Carlos passou a ser Pepsi para muita gente). Por momentos o evento fez lembrar outros palcos. Por instantes tive a impressão de estar a ver uns globos de ouro ou uma revista à portuguesa. Uma quantidade de frases bonitas foi declamada, decalcada da lei fundamental para umas estrofes de encantamento ideológico. E depois foi dada a palavra a Pacheco Pereira, que servindo-se de retórica elaborada, afastou a tentação dos outros, a inclinação para lhe chamarem novamente de camarada. O filósofo das quinas prosseguiu a aula de etimologia para explicar em detalhe a origem do termo - sim, vem de cama, e se quisermos tem a ver com cópula. Os outros palestrantes, brutos ou menos Bruto da Costa, foram por esse caminho também de defesa da constituição e ataque às políticas de destruição do país, mas não passou de diagnóstico intenso, como se a comissão de honra tivesse sido convocada para validar a sua imunidade em relação às responsabilidade políticas que estão na origem da crise. Como se uma nave especial tivesse vindo de um além para aterrar num país que não lhes pertence. O lirismo da modalidade praticada por Manuel Alegre contagiou os estilos de quase todos, como se o poeta fosse o inspirador dos arcanjos da constituição. Devo confessar que abandonei o &lt;em&gt;webcast&lt;/em&gt; quando o senhor que se seguiu a Pacheco Pereira fez uso de outras palavras para dizer o mesmo. Em jeito de reportagem incompleta do certame, devo dizer que não fui testemunha de vestígios de um plano substantivo para salvar o país. A noite foi de convívio de frases sonantes e lágrimas ao canto do olho, mas nada se altera com este encontro de egos gigantes. Mais valia os polícias terem dado à sola da escadaria da Assembleia da República e terem marchado em direcção à aula magna para, de viva voz, recitarem as estrofes do seu descontentamento. Tenho a certeza de que poderiam render a guarda destes sentinelas da constituição com mais conhecimento de causa da dureza da vida. O que aconteceu ontem foi um festival de estilos e peitos inchados. Não fiquei até ao fim do concurso da eurovisão, por isso não sei quem levou o prémio para a mais pura demagogia da noite.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/3149384.html</comments>
  <lj:replycount>5</lj:replycount>
  <category>constituição</category>
  <category>mário soares</category>
  <category>egos</category>
  <category>commerzbank</category>
  <category>manifestação</category>
  <category>revista à portuguesa</category>
  <category>john wolf</category>
  <category>em defesa da constituição</category>
  <category>esquerda</category>
  <category>polícias</category>
</item>
</channel>
</rss>
