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  <title>Estado Sentido</title>
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  <description>Estado Sentido - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Thu, 28 Nov 2013 00:02:57 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Wed, 27 Nov 2013 23:51:04 GMT</pubDate>
  <title>O culto da violência - round 1</title>
  <author>João Pinto Bastos</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É aceitável que o cidadão Pedro Passos Coelho, que por acaso é primeiro-ministro do Governo de Portugal, tenha à porta de sua casa manifestações que atentam, clara e inequivocamente, à sua mais do que legítima privacidade? Mais: é aceitável que o protesto contra as políticas do Governo passe, doravante, pela perseguição física dos titulares do poder político? &lt;/p&gt;</description>
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  <category>violência</category>
  <category>privacidade</category>
  <category>passos coelho</category>
  <category>manifestações</category>
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  <pubDate>Sat, 29 Sep 2012 09:58:24 GMT</pubDate>
  <title>Ainda o disparate de desvalorizar uma manifestação por não ser espontânea</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2235529.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como há &lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2201816.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;uns dias escrevi&lt;/a&gt;, mais por temperamento que por outra coisa, não sou adepto de manifestações. Estive na de 15 de Setembro, por &lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2201816.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;motivos que já expliquei&lt;/a&gt;, e estive na outra em Belém, por pouco tempo, até perceber que era demasiado vermelha. Parece que hoje há uma greve/manifestação da CGTP, na qual, obviamente, não estaria presente, caso estivesse em Portugal. Mas torna-se confrangedor observar por aí muita gente a dizer que esta manifestação não é espontânea. Permitam-me só relembrar o óbvio, recuperando o que escrevi por altura da entrevista de &lt;a href=&quot;http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2194392.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Vítor Gaspar na SIC&lt;/a&gt;, quando desvalorizou a manifestação que o aguardava: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;não existe tal coisa como uma manifestação espontânea. Toda a manifestação carece de organização.&lt;/strong&gt; E toda a organização tende para a oligarquia, como Robert Michels observou. O contrário é que seria estranho. E crer que o contrário seria moralmente valorizável, enquanto uma manifestação organizada será de desvalorizar, é sintomático dos tiques autoritários (...). &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Permitam-me ainda reforçar esta ideia com um exemplo simples: quando queremos marcar uma reunião ou um encontro com alguém, mesmo que seja só uma pessoa, precisamos de o fazer através de algum tipo de canal de comunicação. Ou seja, temos que recorrer a algum tipo de organização. Não nos reunimos espontaneamente como se as nossas mentes pensassem ambas no motivo, local e hora da reunião sem sequer falarmos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Curioso, ou talvez não, é que são pessoas de direita que tendem a proferir este disparate. A direita que em Portugal não se consegue organizar para nada - até para governar o país mal se consegue organizar - e por isso inveja a esquerda por estar bem organizada. Podia era poupar-se e poupar-nos a este disparate.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>ordem de organização</category>
  <category>esquerda</category>
  <category>portugal</category>
  <category>ordem espontânea</category>
  <category>manifestações</category>
  <category>direita</category>
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  <pubDate>Tue, 18 Sep 2012 20:57:51 GMT</pubDate>
  <title>Os Passos perdidos</title>
  <author>João Pinto Bastos</author>
  <link>https://estadosentido.blogs.sapo.pt/2214610.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1- O fim-de-semana passado foi prenhe em emoções políticas que, em grande medida, extravasaram os limites comezinhos do debate público corrente, pondo a nu a vileza e ridicularia de uma governação entregue às capelinhas do costume, e aos interesses venais de uma elite pouco ilustrada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2- A revolta latente das classes médias é uma realidade insofismável cuja negação corresponde à recusa em aceitar os efeitos económicos e sociais de um conjunto de medidas que devidamente sopesadas só têm contribuído para inchar um Estado já de si excessivamente gordo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3- O aviltamento das amplas manifestações populares realizadas no sábado - como fez alguma blogosfera dita liberal  - com o argumento rezingão da insensibilidade dos manifestantes relativamente ao esforço reformista empreendido pelo Governo é, queira-se ou não, equivalente à coonestação do discurso político &quot;mainstream&quot; cujo pressuposto nuclear, aberto ou oculto, reside na apologia desenfreada do poder passista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4- O sentimento de indignação patenteado sobrepujou em muito os estreitos limites da partidarite aguda, congregrando amplas camadas da população - as classes médias urbanas mais afectadas pela crise e pelo endividamento - que, por uma panóplia infindável de razões, não se revêem na extorsão fiscal em curso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5- É certo que a classe média - a pequena burguesia que dominou o funcionalismo público - que se manifestou no sábado participou de bom grado na &quot;weltanschauung&quot; consumista e emprestadeira que infeccionou o ambiente público do país durante os últimos dois decénios, todavia, seria, no mínimo, estulto e pouco assisado menosprezar o amplo acolhimento que estas manifestações tiveram, partindo do pressuposto, obviamente falível, de que as mesmas são filhas da cultura imediatista que nos trouxe a esta bancarrota económica e moral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6- Perante isto, um Governo minimamente empenhado em assegurar o bem-estar dos seus cidadãos tentaria, a todo o custo, reverter o caminho de dissenso que sub-repticiamente vai emergindo na sociedade portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7- A reacção dos diversos actores políticos, com particular destaque para os dirigentes do principal partido de Governo, denota, outrossim, o estado de perturbação - próprio de um ambiente de fim de regime - que tomou conta da narrativa política dominante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;8- À &quot;húbris&quot; passista, própria de um político medíocre sem referências nem mundo, há que adicionar a permeabilidade de uma camarilha política sem escrúpulos - &quot;adesivista&quot; por natureza -, entregue à dissipação dos parcos recursos de um Estado em decomposição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9- No meio do desastre comunicacional passista - não há manuais que valham para cobrir as óbvias deficiências de discurso de um Governo deficitário por natureza - o único factor de esperança reside na atitude do CDS perante as inúmeras problemáticas que afectam o bem-estar dos portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10- A gestão do silêncio delineada por Paulo Portas - ainda que não seja isenta de críticas - foi rematada por uma tomada de posição pública cujo âmago foi o reforço da estabilidade política, contra as pulsões desestabilizadoras dos pirómanos do caos social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11- A declaração política de Paulo Portas foi clara nas suas críticas e garantias, acentuando a importância da governabilidade, sem descurar, contudo, o papel de consciência crítica que o CDS deverá desempenhar no debate concernente às medidas mais gravosas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;12- Sem querer ceder ao &quot;wishful thinking&quot; que tanto agrada aos comentadeiros dos nossos media, há um facto que pela sua singeleza deve ser ressaltado: num país pouco atreito ao liberalismo, o CDS é, indiscutivelmente, a última reserva política que resta aos liberais na defesa de um país mais livre e próspero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;13- Será o CDS capaz de cumprir este desiderato? Terão os centristas a vontade, a disponibilidade,  e o espírito suficientes para encetar um caminho próprio e autónomo - estribado, sobremodo, na abertura e libertação do país dos corporativismos que tolhem o Estado - que possa ser maioritário a médio e longo prazo na sociedade portugesa? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;14- Uma coisa é certa, o liberalismo em Portugal é um projecto cuja operacionalização teima em não concretizar-se, seja pela cultura paternalista que impregna de alto a baixo o país, seja pela doblez que aflige os seus mentores mais visíveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;15- À guisa de conclusão gostaria de recordar um aspecto crucial que tem sido deliberadamente esquecido pelos nossos &quot;opinion makers&quot;: a revisão da CRP.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;16- Sem a alteração do actual modelo constitucional será extremamente difícil reformar o país, sendo que a recente intervenção do Tribunal Constitucional na questão dos subsídios, é a prova acabada de que a governabilidade do país - no fundo, o que está em causa é o &quot;design&quot; institucional do regime - estará, a curto prazo, em causa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;17- A direita portuguesa terá forçosamente de levantar a questão constitucional antes que a voragem e o devorismo do estadão traguem a necessária reforma do país.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>crise</category>
  <category>paulo portas</category>
  <category>liberalismo</category>
  <category>manifestações</category>
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  <pubDate>Tue, 18 Sep 2012 10:59:54 GMT</pubDate>
  <title>Um tiro ao lado do Renatinho </title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http//5dias.net/2012/09/18/s-chickenshits-da-meia-manifestacao&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Meu caro&lt;/a&gt;, ainda nem 1500 pessoas tinham aderido à concentração da próxima Sexta-feira e já eu o tinha feito, no evento e na minha &lt;em&gt;timeline&lt;/em&gt; do Facebook. Podemos aproveitar para nos conhecermos pessoalmente. Cumprimentos. &lt;/p&gt;</description>
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  <category>manifestações</category>
  <category>5 dias</category>
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  <pubDate>Fri, 23 Mar 2012 18:54:57 GMT</pubDate>
  <title>Sobre a interpretação de manifestações</title>
  <author>Samuel de Paiva Pires</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ana Lima, &lt;a href=&quot;http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4225460.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Uma reflexão de Pessoa&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dizia Pessoa: “nisto de manifestações populares o mais difícil é interpretá-las. Em geral, quem a elas assiste ou sabe delas ingenuamente as interpreta pelos factos como se deram. Ora, nada se pode interpretar pelos factos como se deram.&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt; Nada é como se dá. Temos que alterar os factos, tais como se deram, para poder perceber o que realmente se deu. É costume dizer-se que contra factos não há argumentos. Ora só contra factos é que há argumentos. Os argumentos são, quase sempre, mais verdadeiros do que os factos. A lógica é o nosso critério de verdade, e é nos argumentos, e não nos factos, que pode haver lógica.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>manifestações</category>
  <category>fernando pessoa</category>
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