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  <title>Estado Sentido</title>
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  <description>Estado Sentido - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Wed, 12 Dec 2012 00:17:20 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Wed, 12 Dec 2012 00:17:15 GMT</pubDate>
  <title>Tutto nel mondo e burla</title>
  <author>João Pinto Bastos</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;Assistir à cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz foi um exercício assaz penoso. Nem os discursos de Fidel Castro, nos seus delírios tresloucados, conseguiriam ser tão entediantes. Apetece fugir e gritar desalmadamente ao vislumbrar as nulidades políticas que dão corpo e voz à eurocracia sugadora. Sem embargo, um dia volvido, e como na Europa a impostura cómica é um modus vivendi, Hollande pr&lt;/span&gt;esenteou-nos com a maravilhosa sentença de que a crise ficou para trás. Caros amigos, não se preocupem mais com o vosso emprego, abandonem de vez as vossas inseguranças, pois, o messias francês, qual mago investido de poderes prestidigitadores, garantiu, com estas singelas palavras, que as vossas incertezas existenciais desaparecerão em breve. A crise, segundo a eminência hollandista, findou de vez. No fundo, Verdi é que a sabia toda quando disse (Falstaff) que &quot;tutto nel mondo e burla&quot;. E não é que o génio italiano tinha razão.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>nobel</category>
  <category>hollande</category>
  <category>união europeia</category>
  <category>crise</category>
  <category>verdi</category>
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  <pubDate>Mon, 10 Dec 2012 10:16:41 GMT</pubDate>
  <title>Os primeiros 5000 anos de dívida...</title>
  <author>John Wolf</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/habongo70/fotos/?uid=7vraCBdZcfwch72GQ3J4&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bb604c277/12956005_qaYVJ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A propósito do desmoronamento de Itália, o reputado teórico e jurista Rudolf von Jhering, constatou que a Roma Antiga havia conquistado o mundo por três vezes. Da primeira vez fazendo uso dos seus exércitos, da segunda vez por via da religião e da terceira vez pelo normativo que estabeleceu. As leis romanas serviram de base para quase todas as construções jurídicas. Um dos conceitos que se estabeleceu foi o do &lt;em&gt;Domínio (propriedade) - &lt;/em&gt;a &quot;relação&quot; entre um sujeito e uma coisa. Aceitamos com naturalidade a noção de relação entre pessoas, mas como devemos integrar no nosso espírito o elo que se estabelece entre a &quot;personalidade humana&quot; e o &quot;objecto que não tem &quot;vida&quot;? Levanta-se deste modo um sério debate sobre a propriedade, e por extensão a titularidade da dívida. A divida pode pertencer a alguém? Pode ser minguada ou incrementada? Será que existe num reino utópico que dista da acção humana? E os objectos poderão estabelecer uma relação entre si, independemente da &quot;presença&quot; anímica (anémica) do homem? São estas e outras questões que são desfiadas e que se enrolam no espírito toldado de indivíduos que buscam posicionar-se na grande construção e ruína material da nossa civilização. O autor David Graeber, considerado desconcertante por uns e anarquista por outros, expõe de um modo bíblico as implicações materiais e filosóficas decorrentes de 5000 anos de dívida. Em dia de entrega de certificados Nobel, rogo a vossa atenção para um livro profundo e exigente que escapa aos radares canónicos de uma troupe movida a toque de cornetas politicamente intencionadas. Este livro ajuda a agitar o caldeirão do pensamento, e coloca na mesma tina o espectro ideológico na sua quase totalidade, relatividade.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Debt - the first 5000 years.  &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;David Graeber&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Melville Publishing House (English version)&lt;/p&gt;</description>
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  <category>prémio nobel. livros</category>
  <category>itália</category>
  <category>david graeber</category>
  <category>dívida</category>
  <category>john wolf</category>
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