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  <title>Estado Sentido</title>
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  <lastBuildDate>Tue, 14 Nov 2017 10:24:28 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Tue, 14 Nov 2017 09:55:00 GMT</pubDate>
  <title>A seca extrema da Geringonça</title>
  <author>John Wolf</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;Hair-Dryer-Pink.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G1c02182f/20738525_a5VOY.jpeg&quot; alt=&quot;Hair-Dryer-Pink.jpg&quot; width=&quot;601&quot; height=&quot;768&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existe uma outra espécie de Austeridade que não tem merecido a devida importância em Portugal - a seca extrema. Entendo que a mesma implique menos pasto para arder e consequentemente menos demonstrações de incompetência governativa, mas não precisam de exagerar. Enfrentamos, com todas as letras, uma catástrofe. Uma&lt;a href=&quot;http://observador.pt/especiais/os-efeitos-da-seca-pinhoes-a-100-euros-natal-sem-queijo-da-serra-e-um-verao-sem-cerejas/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt; tragédia&lt;/a&gt; que exige uma resposta inquestionável do actual governo. Neste caso climatológico não existe um despacho do governo anterior sobre autorizações concedidas a São Pedro ou coisa que o valha. Este drama transcende o desporto político do arremesso de responsabilidade para mandatos passados. &lt;a href=&quot;http://www.euronews.com/2017/11/10/2017-annus-horribilis-for-wine-production&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;A seca extrema acarreta danos na estrutura económica e social de um país&lt;/a&gt;. Não ouvi uma palavra de António Costa que sugerisse a mais ligeira reflexão sobre o problema. Por outro lado, os portugueses deslumbraram-se com o lindo mês de Agosto (em Outubro), e foram a banhos. Existe, portanto, um conluio na total ausência de consciência. De um lado da leviandade temos a Geringonça que aperta com toda a força a teta do Turismo - a vaca solitária da alegada recuperação económica -, e por isso agradece os dias solarengos, para que venham de lá mais magotes de turistas &lt;em&gt;low-cost&lt;/em&gt;, esses também uma indignidade flagrante para o património histórico e cultural de Portugal: é vê-los entrar de chinela no Mosteiro dos Jerónimos, é cheirar-lhes o sovaco na fila para o pastel de Belém. Do outro lado, os citadinos - os filhos geracionais dos lavradores da terra encravada na unha -, declaram:&quot; eu gosto é de calor - assim como está&quot;. Li há dias que poderemos enfrentar um período de mais de dez anos de seca extrema. O que andam a fazer os governantes de Portugal? Onde está um gabinete de crise para lidar com esta emergência? Ainda não vimos nada. Nem chuva, nem a formulação governativa do drama que enfrentamos - a Geringonça tem a língua enrolada, seca.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>falta de água</category>
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