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Este fim de tarde, no Rossio

por Nuno Castelo-Branco, em 21.10.15

Movimento_Popular_de_Libertação_de_Angola_(bande

 

Durante anos a fio especializaram-se no massacre de populações, usando a eito catanas, Kalashnikov, minas e brinquedos armadilhados. Chegando ao poder por imerecida outorga, logo se preocuparam em ajustar imaginadas contas internas, liquidando todas as oposições. Permanecem agarrados de uma forma mais perene do que as lapas ocasionalmente degustadas nos restaurantes da especialidade. Caído o pouco ou nada generoso amigo soviético, souberam recauchutar-se a tempo, reabraçando os primeiros mentores que invariavelmente os criaram e acarinharam. Viveram e vivem à grande, usando os recursos dos respectivos Estados como pocket money e colocando moleques e mainatos estrategicamente, garantindo a sua sobrevivência no poder.

 

São estes os sempre fiéis amigos do PC* e daquela burguesia que durante mais de uma década, sentia a súbita necessidade de visitar uns tios em Paris, quando não declamar umas sábias e úteis informações nos microfones da Rádio Argel. Ir para a guerra e correr riscos, isso ficava para os filhotes da sopeira Maria do Bom Parto e da D. Adozinda das limpezas


Lá estava um magote deles no Rossio, no entardecer das suas importantes vidinhas. Vá lá, desta vez não se indignam com catanadas, morteiradas ou mãos despedaçadas por uma afro-Barbie sabiamente armadilhada, colocada na berma de uma picada. É por um grevista da fome, um desgraçado rapper que nada mais fez, senão protestar contra mais de quarenta anos de usos e abusos da coisa pública. Coisas de turras.

* Não vi nenhuma cara conhecida do PC. Porque será? Substituiram o sponsor?

publicado às 21:42







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