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F16 ou o Euromilhões?

por John Wolf, em 31.10.14

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Não nos devemos esquecer quais são as fronteiras geopolíticas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN-NATO), e, nessa medida, relembrar que Portugal assinou o tratado constituinte da organização a 3 de Abril de 1949, sendo desse modo, um dos países fundadores da organização. A Rússia não nem nada a favor ou contra Portugal. Acontece que, a haver uma "porta" mais vulnerável à entrada de estranhos no "território" NATO, essa porta Ocidental pode muito bem ser Portugal. Enquanto os analistas e estrategas apontam o radar à centralidade euroasiática, a Rússia demonstra que um "assalto" é possível a partir de quadrantes distintos, de outras latitudes. Aqueles que sempre se manifestaram contra o investimento nas Forças Armadas Portuguesas e a aquisição de uma esquadra de F-16, parecem ter caído num silêncio incómodo, mas, efectivamente fica demonstrada a utilidade dos caças, na defesa do espaço nacional, mas também num quadro de apoio recíproco que a NATO convencionou entre os seus membros. Não chegamos ao patamar que implique o invocar do Artº 5 do tratado, contudo, os primeiros mecanismos de resposta parecem estar a funcionar com a agilidade de comando e controlo que incidentes desta natureza exigem. O principal desafio que se apresenta na interpretação dos mais recentes acontecimentos, prende-se com a provável escalada das provocações e a resposta que terá de ser produzida numa ordem proporcional e dissuasora. O facto do espaço aéreo nacional ter sido violado pela força aérea russa, não pode ser menosprezado, subestimado. O ministro dos negócios estrangeiros Rui Machete não pode ser o porta-voz de um falso sentimento de acomodamento. Na estrutura organizacional da NATO, e atendendo a um quadro geopolítico muito mais amplo, existem considerações maiores - patentes mais elevadas, perigos consideráveis. O destino de um país não pode resultar de um acaso, de uma tômbola de azares e fortunas em política externa. Sorte ou falta dela.

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publicado às 19:26


2 comentários

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De João José Horta Nobre a 02.11.2014 às 05:37

Já aqui defendi neste artigo publicado no Diário de Notícias em Abril o motivo pelo qual considero que Portugal deve sair da NATO:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/jornalismocidadao.aspx?content_id=3818780&page=-1

Sei que o Putin não é nenhum anjinho, mas o facto é que os Estados Unidos andam a puxar muito a barriga para cima da Rússia e a meter-se desnecessariamente no "quintal" russo. Imagine como iriam reagir os Estados Unidos se a Rússia começasse a construir bases militares no México e em outros países pertencentes ao "quintal" estado-unidense...

As grandes potênciais sempre tiveram os seus "quintais" e órbitas de influência e o melhor a fazer é não se meterem nos "quintais"  umas das outras, pois caso contrário, pode dar guerra...
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De Nuno Castelo-Branco a 03.11.2014 às 12:03

Não sei se será exactamente isso, pois as incursões são mútuas e desde sempre. Quanto à letra do tratado NATO, esta pode ser interpretada tal como alguns o fazem, contornando as teóricas obrigações. Nem sequer recorrndo às normais e explicáveis escusas alemãs, podemos também recorrer aos múltiplos exemplos de reticências do principal membro da Aliança. Em alguns casos - contabilizam-se casos relacionados com os portugueses na Índia, África e Oceânia -, o silêncio ou a recusa frontal foram norma. 


Não vamos arriscar uma guerra mundial com a Rússia por causa de um dos seus saguões do seu antigo império. Por muito brutal que isto possa parecer, é mesmo este o sentimento geral na Europa e arrisco, nas mentes de muitos americanos.  Se "os russos querem uma guerra", então que sejam eles a iniciá-la, mas enveredarmos por pulsões palinianas parece ser um trágico disparate que pagaremos muito caro. Aliás, quanto mais rufarem os tambores de guerra em Wasgington, mais os europeus se afastam da lealdade à NATO, pois a ilusão de um conflito localizado e pago com as ruínas das nossas cidades, está fora de questão. Do lado de lá do Atlântico também as terão e bastante extensas. Quanto a isto não haja a menor dúvida. 

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