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Fábula de Portugal

por John Wolf, em 15.02.14

Para aqueles que ainda não deram conta, a campanha para as Europeias já vai no primeiro round e arrasta consigo uma outra guerra de audiências. Por um lado temos o governo a apregoar que a retoma económica é uma certeza. Por outro lado, na emissora da oposição, Seguro não desarma da convicção que tudo não passa de uma fábula, de uma ficção com propósitos políticos. No meio deste fogo cruzado de propaganda será que a vida do cidadão nacional melhorou? Não me parece. Se Seguro fala ou não no tempo adequado sobre as listas às Europeias, se Marisa Matias é ou não a protagonista certa para comandar as hostes do Bloco de Esquerda, se o PSD prefere Rangel e o CDS prefere Ruas, parecem-me ser elaborações tão distantes da aflição das gentes deste país. Depois temos os fait-divers que também fazem parte da novela de distracção. O caso do Meco que se assemelha cada vez mais à Casa Pia, por alegadamente haver tantos de pio calado, que nada sabem, que nada viram, que nada dizem. Sem esquecer as calinadas literais (ou não) da Assunção Esteves e os seus chaimites à Vasconcelos. E ainda as pinturas proto-políticas de Miró ou o redux do Benfica-Sporting. Tudo isto somado faz mal á saúde colectiva e individual, causa náuseas, mal-estar. Portugal entrou decididamente no reino do surrealismo. Mas a coisa não vai ficar por aqui, como é óbvio. Amanhã um outro óvni irá aterrar carregado de bizarrias e aves raras. E será que fará alguma diferença? Não me parece. Esta gentinha está a fazer pela vida. Pela sua, e de mais uns quantos que seguem na comitiva.

publicado às 19:06


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