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Já sabem contar até 31!

por Nuno Castelo-Branco, em 31.01.14

"Há 123 anos, por força do ultimato imposto pela coroa britânica, a nação estava de joelhos perante potências estrangeiras, o país estava numa situação de pré-bancarrota por incapacidade dos governos que se iam alternando entre os partidos regenerador e progressista. Para além disso, a situação do povo era de miséria, a insatisfação era total, impunha-se uma mudança profunda”.

 

E mudou mesmo. Para pior, muito, muitíssimo pior.

Já tivemos revoltas de marechais, revoltas e regimes de generais, balelas de "capitões" ajaezados de "cornéis" e agora ameaçam-nos os sargentos. Como se vê, trata-se de uma vertiginosa ribanceira abaixo.

 

Desgraçadamente, estes ainda não chegaram ao curto capítulo que se seguiu a esse "nefasto e em boa hora deposto período" da Monarquia Constitucional. Vão a um alfarrabista e comprem um livrinho da antiga 4ª classe. Lá está tudo convenientemente explicado e a verde-tinto, como eles dizem amar.

Estes livrinhos apresentam-se em português directo, sem torcidinhos neo-realistas. Até um sargento o entenderá. 

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publicado às 17:02


2 comentários

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De FD a 01.02.2014 às 13:21

Penso que a questão dos Sargentos é altamente exagerada pela edição da noticia.
Lê-se claramente:

“revolução de mentalidades” - “É importante que haja uma revolução e essa revolução tem de começar pela revolução das mentalidades” ->> mentalidades não é mudança de governo ou de tipo de governo.

“O discurso do não há alternativas, de que não vale a pena votar, o facto de haver mais de 50% de abstenção é um sinal claro de que essa consciência ainda não está tomada. Sucessivos responsáveis políticos têm conduzido o povo português a este estado de alguma letargia e de algum desacreditar. Isso não é inocente” ->> os portugueses estão amorfos nas suas responsabilidades e a culpa é tanto sua como da dos políticos.

O presidente da ANS avisou que as armas “letais” dos militares não podem ser usadas “levianamente nem com um espírito de aventureirismo” ->> diz tudo


Na minha opinião os militares sabem que não é com agitação que as coisas melhoram, muito pelo contrário. Muitos deles fizeram missões de paz e sabem bem o que é o caos e a incerteza política. Porém, estes têm sido vitimas de ataques desde que se consolidou a democracia em Portugal, numa primeira fase para os esvaziar de poder, numa segunda para poder evitar que outras tentativas voltassem a sair dali. A menorização da sua importância, os cortes, as nomeações e quase tudo o que é essencial na manutenção da sua prontidão foi minado pelos sucessivos governos. É com esta base que como cidadãos e como militares que estes têm sido mais vocais nos últimos tempos. Eles sabem que de este momento a desaparecem vai um passo muito curto, e, como se sabe, sem forças armadas não há soberania, sem soberania não há Estado.
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De Nuno Castelo-Branco a 01.02.2014 às 20:23

Compreendo muito bem o que quer dizer em defesa dos militares, mas isso não invalida toda uma série de intervenções de cariz claramente sectário e bem identificado com um certo sector partidário, aliás bastante activo na classe dos sargentos. É o que consta. As FA têm sido atacadas ao longo de décadas? É mesmo verdade. Cortes sucessivos, fim do SMO e outros acontecimentos como a conhecida hipótese levantada há alguns anos e que implicava a extinção das academias militares, são casos conhecidos. Não parece que as FA tenham protestado veementemente e para ser frontal, colocaram-se a "jeito" para esses ataques. 


Após uma admirável actuação sem mácula nas frentes africanas - contra inimigos e pretensos "aliados" da NATO, sendo um dos piores os EUA -, portaram-se escandalosa, vergonhosamente logo a partir do dia 26 de Abril de 74. Vergonhosamente é dizer pouco, pois cabe-lhes inteiramente a responsabilidade pelas acções encabeçadas pelo poder dos políticos pelos militares instalados. O que aconteceu no Ultramar é inesquecível, uma nódoa indelével pelas FA não apenas permitida, mas até acicatada. Enquanto viver, não esquecerei, sejam quais forem as patéticas justificações para os dislates que no dicionário têm outro nome. 


Por muitas razões que os sargentos possam ter - e o texto é muito dúbio e passível de interpretações pouco convenientes -, não podem ser conotados com o partido que tradicionalmente pretendeo quanto pior, melhor. Não estamos no século das loucuras de há quase cem anos. Se a isto juntarmos o pouco invejável palmarés adquirido em 1908-10, em toda a década de 10 e 20 do século passado, o regime autoritário, etc. ficamos então cientes do que está em causa. As F.A. não são uma corporação como a ordem dos advogados, médicos ou contabilistas. 

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