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Acho muito bem que o PS, CDU e BE se entendam e formem governo. Há povos que só aprendem as suas lições após terem sido aturadamente invadidos, contaminados, espezinhados, diluídos, e submersos pelas mil pragas que a Natureza, essa teima da realidade que insiste em acirrar-nos as covas do lombo, nos manda conjuntamente com as prebendas Constitucionais. Acho mesmo muito bem, e não estou a ironizar.
Dos 7 milhões de eleitores (não há uma alimária redactorial que, no seu dever de mainato, limpe também os cadernos?) cerca de metade da metade - por aqui se vê a dimensão paroquial à qual o povinho, transfixado na sucessão de chuvas douradas Abrilista, Europeia e Cavaco-Soarista, reduz qualquer sufrágio só pelo prazer de, após, bolçar queixas - entendeu, tal como os Gregos, que a saída do Calvário se faz pedra ante pedra na rota da esquizofrenia.
Não queremos austeridade, mas queremos o euro; não queremos estes, nem queremos os outros, mas queremos que alguém queira por nós. E eis-nos aqui chegados, perante números que não mentem: um por cento da população que se põe a andar todos os anos, os velhos que vão com os tordos nos idos de Março, trezentos e oitenta por cento do PIB em dívida total (devo ter sido eu quem a contraíu, e não os batatas - eternas alvíssaras ao meu querido instrutor de Ordem Unida pelo apropriadíssimo termo - cujo voto alegremente despejado com os pés, de acto em acto até à penhora final, nos trouxe aqui) mai-las infertilidade, incomodidade, insalubridade, e inanidade à espera de vislumbrar, no meio do escuro túnel, o lampejo salvífico.
A única coisa a acender-se será o pavio, e prevejo-o bem curto.
De resto? Carthago Delenda Est. Mas isto foi por onde eu comecei há 12 anos a falar sobre este assunto.