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O Partido Socialista (PS) é muito rato e sabe muito bem montar uma armadilha. O programa eleitoral do PS já está a assumir um cenário de perdas avultadas para Portugal caso a Grécia venha a escolher a porta de saída do Euro. E isso é muito conveniente para poder sacudir a água do capote quando as coisas começarem a dar para o torto numa eventual legislatura socialista. Já percebi que os gregos vão ser pau para toda a obra socialista. António Costa poderá justificar os desvios orçamentais e o despesismo público tendo o alibi Tsipras sempre à mão. A saída grega custaria mais de 15 mil milhões de euros? Como chegaram a este número (inflacionado)? E levaram em conta a desvalorização do Euro face ao dólar americano, a título de exemplo? Existe uma outra dimensão que os economistas-socialistas parecem descurar; a fuga de capitais da Grécia que tem estado em crescimento acentuado desde Setembro de 2014 não significa necessariamente a dissipação de fundos. Esses dinheiros não desaparecem. Estão a migrar para outros países da zona Euro. Um interessante exercício a realizar seria apurar o impacto monetário posítivo do descalabro grego nas economias dos outros países. Tsipras fala de solidariedade e Democracia, mas encosta-se a potenciais investidores ideologicamente questionáveis. A Rússia não é uma democracia e assume uma forma de capitalismo que roça o hooliganismo de Estado. O PS, nesse documento prospectivo, deveria também elencar os desvios doutrinários, os atalhos ideológicos da Esquerda oportunista que Tsipras encarna. Em nome da objectividade. Em nome de Portugal. Em nome da União Europeia. Em nome de Mário Soares. Em nome daquilo que bem entenderem.