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O mundial não acaba aqui

por Samuel de Paiva Pires, em 16.06.14

Sim, a selecção nacional fez uma pobre exibição. Mas a Alemanha também não jogou nada por aí além - teve uma eficácia tremenda, claro. Sim, faltou velocidade, garra e eficácia a Portugal, e houve jogadores que em determinados momentos nem pareciam lá estar. Sim, Paulo Bento é um seleccionador teimoso e que errou ao não levar jogadores como Quaresma e Adrien ao Mundial.

 

Mas os meus amigos crédulos que não querem ouvir falar nos árbitros ou os que acham que não nos devemos queixar dos árbitros terão de me desculpar. É que o futebol tem regras que devem ser garantidas pelo árbitro, um ser humano e, logo, falível, susceptível a erros e manipulações. Portanto, colocar os árbitros num plano de soberania neutral é, no mínimo, uma valente ingenuidade. É, em analogia, o mesmo que achar que o Tribunal Constitucional é absolutamente imparcial e, de repente, perceber que, afinal, é um orgão político, não apenas jurídico - isto, claro, para quem acredita na carochinha, como se o Tribunal Constitucional pudesse não ser um orgão político, mas parece que temos umas quantas alminhas que ainda não tinham percebido isto.

 

Agora, coloquem-se no lugar dos jogadores da selecção nacional, por pior que tenha sido a exibição. Entram em campo depois de já terem assistido a vários jogos e arbitragens suspeitas, com penáltis altamente duvidosos a serem recorrentes, e sabendo que há notícias de que a Interpol estará a investigar jogos alegadamente combinados. O jogo começa equilibrado e aos 12 minutos o árbitro marca um penálti muito forçado contra Portugal, cujo critério, se fosse efectivamente imparcial, implicaria assinalar um penálti evidente sobre Éder na segunda parte. A desmoralização é, inevitavelmente, imediata. Pouco depois, Pepe comete um erro imperdoável, mas que em parte alguma do mundo seria motivo para o cartão vermelho que viu - e, novamente, não deixa de ser questionável tanto rigor por parte do árbitro para um dos lados em contenda, e tão pouco para o outro, com várias faltas por assinalar.

 

Ninguém diz que a selecção nacional não tem responsabilidades pelo que aconteceu. Mas há mais variáveis que contribuíram para o resultado final. E o árbitro foi uma variável determinante.

 

Posto isto, o mundial não acaba aqui. Há, para já, dois jogos para ganhar. Força, Portugal!

 

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