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O princípio do fim de Seguro

por John Wolf, em 27.05.14

A ténue vitória dos socialistas nas Eleições Europeias serviu para agitar as águas da liderança do Partido Socialista (PS). António José Seguro saiu enfraquecido pelos resultados alcançados, e nem mesmo António Costa esconde o seu desalento. A percentagem obtida não pode ser considerada um sucesso político. Vitor Ramalho, embora não seja um dos barões do Rato, afirmou de um modo inequívoco que os socialistas estão obrigados a repensar a organização da sua casa. Não é preciso ser socialista para entender que o país beneficiaria com outro lider naquele partido. Não significa isto que António Costa seja a pessoa indicada para o substituir - é quem está mais à mão. O actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa também tem o seu track-record, e, embora possa parecer que não faz parte do grupo com responsabilidades no descalabro de Portugal, a verdade é que Costa também emana dessa mesma matriz de tráfico de influências e redes. O PS poderia aprender algo com a estrondosa "vitória" de Marinho Pinto. E o mesmo se aplica aos outros partidos políticos. A época dos jokers está aberta e a abstenção poderia ser reciclada e aproveitada para fazer renascer um nova vaga de confiança na política. Certamente que existirão por aí candidatos tresmalhados e com a folha limpa que poderiam ser a expressão dessa ideia de renovação. Penso que é positivo para o país que António José Seguro seja posto em causa de um modo intenso. O erro de casting de que foi alvo é brutal, a não ser que tenha havido uma agenda cínica que se serviu do secretário-geral como carne para canhão na guerra perdida à partida. A tarefa de oposição ao imposto pela Troika, sabíamos, de antemão, que seria sempre uma batalha em vão. As regras do jogo nunca poderiam ser postas em causa por quezílias internas ou por uma oposição agarrada a argumentos demagogos e populistas. Nessa medida, os grande estrategas socialistas preferiram não queimar o cartucho-Costa, reservando-o para outros voos - essa bala nunca poderia ser gasta num campo de batalha totalmente desnivelado. Talvez Seguro, embalado pelo entusiasmo hipócrita dos camaradas, não tenha dado conta, mas a sua missão está praticamente cumprida. O seu prazo de validade está a chegar ao fim. E não será tratado pela História de um modo particularmente interessante ou carismático. Foi apenas algo que aconteceu, alguém que passou pelo Largo do Rato sem passar pelo país real.

publicado às 09:27







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