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2011 não vos faz lembrar qualquer coisa? Não foi aquele ano em que tivemos o estoiro e a coligação PSD-CDS tomou conta das ocorrências? Vamos ver se eu entendo o que está em causa. Se estou a ler correctamente, António Costa e o tesoureiro Mário Centeno estão a ser particularmente selectivos, discriminatórios até - os trabalhadores promovidos pelo governo anterior ficam de fora do processo de descongelamento de rendimentos? É isso? Ou sou eu que vejo mal? Deve ser coincidência, mas soa a perseguição, a vingança, a derradeira ferroada nos resquícios do governo liderado por Passos Coelho. Em todo o caso, estes factos exprimem outra realidade. Doa a quem doer, já se começam a sentir os apertos das extravagâncias orçamentais e de gestão da geringonça. Às mãos largas seguem-se os pés chatos - a marcha da riqueza ficou comprometida. A Função Pública é uma espécie de mula para toda a carga. Puseram-lhe uma bela cenoura à frente do chanfro, mas aumentaram a distância entre a leguminosa e a fuça do funcionário. O Partido Socialista (PS) dá e tira. Deu ao Partido Comunista e tirou à CDU. Emprestou ao Bloco de Esquerda, mas penhorou a Catarina Martins. Meus senhores, isto vai acabar à estalada. Primeira regra dos negócios: nunca trair os parceiros. O PS constituiu sociedades de paz e progresso a jusante e a montante, mas foi avalista de si mesmo. Deu-se como garantia maior, mas o cheque político está careca. É tudo uma questão de crédito. Ou acreditamos ou não.