Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Os media fascistas

por John Wolf, em 10.11.16

media-bias.jpg

 

Não irei poupar-me a termos e qualificativos de grande repúdio dos Media. E incluo na admoestação os meios de comunicação social locais, as antenas cá do burgo, as redacções europeias, os jornalistas-estrela e as suas empresas de inquérito de opinião. Como é que se puderam enganar de um modo tão flagrante em relação ao desfecho das eleições presidenciais nos Estados Unidos? A resposta: não se enganaram. Não foi um erro. O que aconteceu foi algo mais cínico. A comunicação não é livre, se é que alguma vez foi. Os canais de televisão pertencem ao aparelho. As networks pertencem ao establishment. É sobretudo a Esquerda que apregoa a liberdade de expressão, mas não a vejo indignada com os sucessivos enganos. E sabem porquê? Porque todos, sem excepção, alimentam a mentira. Todos sem excepção estão nas mãos de conglomerados de comunicação que os próprios criaram. O que aconteceu deveria implicar a criação de comissões para investigar as práticas convencionadas pelas empresas que realizam os inquéritos de opinião. Numa escala mais pequena, mas igualmente preocupante, também em Portugal os Media se encontram na dependência de poderes instalados. A eleição de Trump, se é para partir a loiça toda, e realizar um reset, não deve excluir uma abordagem transversal à questão. Quanto custa a mentira? Quem dá a ordem para a decepção? Se não obtivermos a resposta, apenas existe um termo a aplicar aos Media: fascistas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:50


7 comentários

Sem imagem de perfil

De João Titta Maurício a 10.11.2016 às 12:14

Meu caro John,
Parabéns pelo texto/comentário. Quem me dera ser capaz de escrever tanto com tão poucas palavras. :)

Só não concordo com o qualificativo "fascista". Não porque me incomode o uso do fascismo como qualificativo ofensivo. Mas porque, no caso, apesar de saber que lhes dói imenso (até porque é aquilo que, depois de NeoLiberal, eles mais chamam - e gostam de chamar! - aos adversários/inimigos), creio que é técnico-científica e politicamente incorrecto. Poupo-o à explicação do porquê da questão técnico-científica (poderá ser abordada noutra oportunidade - ainda que fosse interessante até porque, apesar de tudo, os "american liberals" são, para alguns autores, os continuadores de cultores da esquerda que foram muito próximos do fascismo europeu - cfr. "Liberal Fascism", de Jonah Goldberg), mas politicamente era importante deixar bem marcado que este engano não foi um erro mas uma maquinação querida, concertada, propositada da(s) esquerda(s). E a não ser que - e di-lo-ia bem! - qualifique o Fascismo como uma doutrina política que é "a direita da extrema-esquerda", então dever-se-à acentuar a origem esquerdista desta tentativa de golpe!
Mais um... da(s) esquerda(s).
Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 10.11.2016 às 17:16

Obrigado, John, este texto, vindo de um americano, é o que todos sabemos existir há décadas e ninguém ousa dizer. Isso mesmo. 
Sem imagem de perfil

De João José Horta Nobre a 11.11.2016 às 22:01

Ninguém ousa dizer um ova! O David Duke anda a falar diste há mais de vinte anos, assim como a Frente Nacional francesa, entre muitos outros nacionalistas. Nós não temos culpa é dos liberalóides não nos quererem dar ouvidos e preferirem viver num Mundo de mentiras e ilusões.

A ver:

https://www.youtube.com/watch?v=Zw9EhjyU3JU

Obra fundamental a ler (se vocês goyim tiverem coragem...):

http://ia902609.us.archive.org/12/items/JewishSupremacismByDavidDuke/jewish-supremacism-david-duke.pdf
Sem imagem de perfil

De Jorge Oliveira Dias a 10.11.2016 às 18:49

Mas por cá, não sei se por lá, vai continuar tudo na mesma. Nos próximos dias teremos os teóricos e adivinhos do costume, sem pudor ou vergonha a desenvolver teorias e justificações para as suas falhas. E continuarão a exercer o exercício com todo o "rigor" que os caracteriza.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 10.11.2016 às 22:45

O que se passou nos EUA, e até certa medida no Reino Unido com o referendo, é recorrente em Portugal. As sondagens dão sempre um ascendente artificial ao PS para tentar criar a ideia de que o partido vai ganhar e assim levar os eleitores indecisos (que são sempre muitos nas nossas eleições) a votar no partido que vai à "frente" e reforçar a "vitória" socialista. 
Em Portugal as sondagens não procuram produzir um resultado aproximado do que será o resultado nas urnas, mas induzir a um determinado voto nas urnas. Para tal, usa-se a amostragem mais adequada, e terá sido aqui que as sondagens falharam nos EUA também. 
Se em Portugal existe uma clara manipulação da parte de empresas como a Eurosondagem (é um escândalo como a ERC ainda deixa esta fraude ao serviço do PS andar a fazer "sondagens"), nos EUA não sei até que ponto houve inadequação, ou mesmo manipulação também.


Ainda sobre o resultado das eleições americanas, o Donald Trump pode ser rude, egocêntrico, etc., mas de parvo não tem nada. Ninguém constrói os negócios que ele construiu num país competitivo como a América se não for inteligente. O seu programa em política externa é muito vago, mas concordo com a maioria das críticas que ele fez à política externa de Obama e à responsabilidade da Hillary na mesma. A administração Obama criou o Estado Islâmico, das piores coisas que a humanidade já viu. Se o Bush e o Blair cometeram crimes de guerra no Iraque, como diz a esquerda, o que dizer de Obama e de Hillary Clinton? E afinal, o que pretendem com a Rússia? Para quê meter a Ucrânia na NATO se não há unanimidade no país e isso equivale quase a uma declaração de guerra à Rússia? Quem é a potência agressiva aqui? 
O Putin pode ser um déspota, mas a Rússia tem direito a ter interesses e a sentir-se segura. 


Veremos como se comporta Trump na Casa Branca, mas já vimos que na política partidária ele foi impiedoso. Nos debates das primárias republicanas humilhou autenticamente os seus oponentes, chegando a deixar Jeb Bush à beira das lágrimas. Usou uma linguagem directa e brutal que captou a atenção do público, pois dava uma ideia de força, exactamente aquilo que o eleitorado de direita não vê no presidente cessante. 

O estilo de Trump pode ser algo chocante, mas daí a concluir que ele é um idiota, é uma estupidez. Quando ele assumir a presidência acredito que os seus níveis de popularidade subirão rapidamente, porque será o tipo de presidente com quem o americano médio não se importaria de beber uma cerveja. Vai uma aposta?
Claro que a "Europa" ficará horrorizada, mas para quem tem políticos como o Hollande, mais vale estarem calados.
Sem imagem de perfil

De isa a 11.11.2016 às 09:48

Aqui, podia repetir um dos meus comentários que deixei no seu poste- Mea Culpa Trump- e, quanto aos media, eles nem têm a noção de serem fascistas, apenas tentam passar a mensagem de quem lhes paga portanto, só alguns de nós, notam como as palavras vão fazendo os seus estragos, numa contínua lavagem cerebral. Se reparar, patriotismo deixou de existir, no entanto, falam deles. Como? Os patriotas mais agressivos passam, automaticamente, a ser os radicais de extrema direita, enquanto aos patriotas pacíficos, basta falarem sobre as suas preocupações quanto ao futuro, chamam-lhes populistas. Depois, vão dando umas doses maciças de Nada, conversas ou notícias, sobre "superficialidades", horas de cobertura de umas eleições de um clube de futebol, onde só há um candidato e, a melhor distração é porem-nos, uns contra os outros, seja no futebol ou entre Partidos políticos porque, assim, nem há tempo para falar de coisas sérias nem ver o desastroso caminho para onde nos estão a levar (desastroso para o cidadão comum porque a elite do 1% está cada vez mais rica e, o pior, vai tendo cada vez mais Poder para poder controlar, totalmente e eficazmente, os 99% a nível global). 
Em vez de fascistas, gosto mais do termo de Gerald Celente (american trend forecaster) que,  nascido nos EUA, gosta de usar termos italianos, país de origem da sua família. "Gerald Celente calls US journalists “presstitutes,” a word formed from press prostitute." ;)
Sem imagem de perfil

De João José Horta Nobre a 11.11.2016 às 21:39

«Quanto custa a mentira? Quem dá a ordem para a decepção?»

Experimente fazer essa pergunta aos judeus tribalistas da AIPAC e quejandos e talvez assim o John Wolf consiga descobrir a solução para esse "mistério":

http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/11/os-verdadeiros-derrotados-da-vitoria-de.html

Comentar post







Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas