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Mário Soares não acredita em Portugal. Mário Soares não tem fé nas instituições que ele próprio ajudou a dar à luz. Mário Soares insulta o cidadão comum e o tribunal de instrução criminal - ofende o Estado de Direito e enxovalha a Democracia. Mário Soares serve-se da sua condição para furar as regras de visita ao estabelecimento prisional. E Mário Soares tem medo. Mário Soares apresenta-se amparado por uma enfermeira, mas ainda tem fôlego para ser brejeiro e dar uma péssima imagem de um ex-Presidente da República. José Sócrates faz o que qualquer acusado faz - defende-se, e irá servir-se de todos os argumentos para o fazer. É natural que o faça, mas contradiz-se de um modo flagrante. Se o caso é político, como afirma, não pode ser exclusivamente pessoal - uma perseguição individual. Ou seja, sendo um processo político, diz respeito ao Partido Socialista. Mas há mais. Se José Sócrates considera que as imputações são injustas, está a aceitar a figura de imputação, embora não concorde com o grau da admoestação. Ou seja, a culpabilidade está presente nas suas primeiras linhas de defesa, difundidas pela TSF e o jornal Público. Podemos ter a certeza de que o special one vai usar a sua coragem extraordinária para montar uma PIDS (Polícia Internacional de Defesa do Sócrates). Isto vai dar pano para mangas.