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Passos Coelho e Paulo Portas, digam o que disserem os seus detractores, estão inequivocamente a demonstrar a sua estatura política. A porta para um entendimento a três não está obviamente escancarada, mas deixa entrar alguma luz. Em nome da governabilidade e da salvação nacional, a actual coligação entende que mais altos valores estão em causa - Portugal. António Costa, se for inteligente e não for ganancioso, tem menos a perder integrando o executivo, do que apostando o património do Partido Socialista nos comunistas ou bloquistas. A matriz política do país não é muito diferente daquela dos Estados Unidos. Para bem e para mal, são dois os partidos que disputam o poder. A expressão reaching across the aisle consubstancia bem o que Portugal necessita com alguma urgência. O que deve prevalecer neste momento será algo que escapa à racionalidade e calculismo políticos - o bom-senso. O Partido Socialista, se preza a sua continuidade nos moldes da sua alegada cultura ideológica moderada, deve, sem hesitações, entrar com firmeza e honestidade intelectual em negociações tendentes à distribuição de pastas e a um acordo genérico respeitante a questões políticas fracturantes. Faz isto ou arrisca-se a escutar Cavaco Silva informar que não há nada para ninguém socialista. Quanto a Catarina Martins e Jerónimo de Sousa, lamento muito. Se ainda não perceberam o que se está a passar (após duas semanas de ensaios), então não merecem ocupar os seus postos de liderança. O sonho foi bom enquanto durou. E António Costa não fará mais ou menos do que fez a António José Seguro. Servir-se-á deles como monta-cargas, mas quando for preciso manda-os embora com a cauda entre as pernas.

publicado às 16:32


3 comentários

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De Anónimo a 18.10.2015 às 18:52

Vamos ver. 
Suponho que você é britânico. Já reparou na fragilidade do nosso sistema democrático devido à falta de qualidade das suas elites? Portugal mal consegue ter um governo bom, quanto mais um Parlamento qualificado. Não há massa crítica que chegue, infelizmente. Nunca houve.
No seu país, os partidos têm mais vida própria, os deputados e os militantes não são tão dependentes do Estado, e por arrasto da liderança dos partidos. Aquilo que António Costa está a fazer não seria possível em Inglaterra, porque o partido apeava-o. Em Portugal, o PS não só não se livrou do Sócrates, como agora poucos são os que fazem frente ao Costa. 
É por isso que Portugal não pode ter um Chefe de Estado como a Rainha de Inglaterra. O nosso presidente, infelizmente, faz muito do que compete ao Parlamento, por este é o reflexo da falta de qualidade dos partidos. E a falta de qualidade dos partidos reflecte a pobreza intelectual, ética e moral das nossas "elites". 
Se por azar tivermos um período em que se junte a mediocridade no poder executivo e em Belém, como já aconteceu quando os socialistas dominavam o Estado, o país fica desgraçado. 
Repare como tão pouco mudou desde o regicídio. Então como agora, o Rei tinha de intervir devido ao esgotamento das soluções políticas e isso custou-nos a Monarquia e toda a instabilidade que se seguiu, até à longa repressão do Estado Novo. A diferença é que os presidentes agora têm bem mais segurança pessoal, e por enquanto ainda ninguém se virou contra o regime por não gostar da decisão do "árbitro". Veremos até quando, porque os socialistas são gente perigosa e habituada a mandar...
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De John Wolf a 21.10.2015 às 09:16

Grato pelo comentário. Infelizmente também tenho de lidar com políticos da laia de Trump. Ou seja, cada país tem as suas cartas de jogo. E as suas ovelhas negras. Sem dúvida, a falta de massa crítica é aflitiva e obrigou o país a servir-se dos mesmos recursos intelectualmente esgotados.
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De Zé Muacho a 18.10.2015 às 23:54


"A porta para um entendimento a três não está obviamente escancarada"...


... Pois, é que alguns dos quesitos para a viabilização de um governo PSD-CDS pelo PS parecem estar a ser respondidos:

 

- No início da semana o Vara foi solto

- Na 4ª-feira o arresto de bens dos arguidos Ricardo Salgado, Morais Pires e José Espírito Santo foi considerado nulo pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

- Na 5ª-feira o tribunal decretou a libertação de Sócrates

- Na 6ª-feira soube-se que a acusação no processo Marquês só acontecerá (?) daqui a muitos meses.


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