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Diz ele que jamais infringiu os sacrossantos princípios republicanos. Não foge à verdade que os factos demonstraram ao longo de muitas décadas. Nem sequer perdendo tempo com ilustres esquecidos, apenas há que recordar:
- a bomba que Mitterrand patrocinou, fazendo explodir o Rainbow Warrior
- as suas ameaças a jornalistas, inquiridores e outra gente incómoda
- a filha que ocultou e a quem não deu o nome
- a rede de conluios e influências que criaram um poder supremo sem rival.
- o escabroso e descarado apoio ao golpe encabeçado por Ianaev
- os estranhíssimos affaires africanos
Seguiu-se-lhe o Sr. Chirac de todas as manigâncias que não vão nem irão a tribunal. Temos o agora irritado Sarkozy, uma infeliz victime de todo o tipo de calúnias. Quanto ao Sr. Hollande dos riquexós, motinhas e discretas patetices de alcova - fora o resto que a seu tempo saberemos -, eis a ética republicana.
Por cá muito há para dizer, desde faxes de e para Macau, o uso indevido de dinheiro público para viagens prodigalizadas a chusmas de camarades, as faltas de respeito às forças armadas e políciais. Seguiu-se todo o tipo de incúrias institucionais, abusos constitucionais, falta de comparência em cerimónias protocolares "lá fora" - o golfe sempre era mais agradável que a chatice do funeral do Rei Hussein - e alegados zunzuns acerca do sector imobiliário e de escritórios. Para deixarmos um passado ainda recente e sermos mais actuais, lembremos os genros recompensados com mega-salas de espectáculos, acções fora de Bolsa, conspiratas inventadas, casas sem rasto no cadastro, etc.
Poderia ficar por aqui a noite toda, mas não me apetece. Vou dar uma vista de olhos no Brasil-Colombia.