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Em Dezembro de 1961, Portugal foi atacado pelo exército indiano. As comunidades muçulmanas espalhadas pelos territórios então sob a soberania portuguesa, manifestaram-se de forma inequívoca, mantendo-se leais a Portugal. Acompanhando cristãos e alguns hindus, muitos muçulmanos saíram do Estado da Índia ocupado pelos invasores e estabeleceram-se em Moçambique. A Baixa de Lourenço Marques assistiu a uma grande manifestação onde os maometanos também exprimiram a sua total lealdade ao Portugal de que também eram parte.
Têm ocorrido inúmeras manifestações espontâneas em França e infelizmente é escassíssima, para não dizermos inexistente, a presença de alegados muçulmanos oriundos do Magrebe e principalmente, aqueles que tendo nascido e crescido em França, deveriam sentir-se atingidos pela vaga terrorista. Se é possível vermos gente da África negra, a presença de magrebinos é escassa, praticamente nula. Até ao momento, o repúdio pelas recentes ocorrências limita-se a uns tantos etéreos desabafos de um punhado de autoridades religiosas. No próximo domingo, numa cidade onde vivem centenas de milhares de pessoas que formalmente são muçulmanas, ocorrerá uma concentração onde antes de tudo, decerto ficará patente a lealdade ao Estado, à França. Aqui está uma excelente oportunidade para serem desfeitas todas as dúvidas.
Oxalá estejamos enganados, pois não será nada difícil reconhecermos o erro.