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Subsídio para a compreensão da crise grega

por Samuel de Paiva Pires, em 10.07.15

Ler na íntegra este artigo de Mark Blyth:

 

Namely, the bailouts weren’t for Greece at all. They were bailouts-on-the-quiet for Europe’s big banks, and taxpayers in core countries are now being stuck with the bill since the Greeks have refused to pay. It is this hidden game that lies at the heart of Greece’s decision to say “no” and Europe’s inability to solve the problem.

(...)

At the time of writing, the ECB is not only violating its own statutes by limiting emergency liquidity assistance to Greek banks, but is also raising the haircuts on Greek collateral offered for new cash. In other words, the ECB, far from being an independent central bank, is acting as the eurogroup’s enforcer, despite the risk that doing so poses to the European project as a whole. We’ve never understood Greece because we have refused to see the crisis for what it was—a continuation of a series of bailouts for the financial sector that started in 2008 and that rumbles on today. It’s so much easier to blame the Greeks and then be surprised when they refuse to play along with the script.

publicado às 11:09


2 comentários

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De Laranjeira a 10.07.2015 às 15:25

E quem é que pediu o dinheiro aos bancos europeus, não foram os gregos? Não foram os gregos, para se financiarem? Essa desculpa está mais do que estafada.


Os países da periferia foram obrigados a aceitar resgates, em vez de os países ricos terem feito uma reestruturação da dívida aos mais pobres na altura, porque a alternativa era o euro acabar. Se os países centrais do euro tivessem de resgatar os seus bancos, os seus "ratings" sofreriam uma degradação rápida, e depois como poderiam financiar o BCE e os países mais frágeis da zona euro? Como poderiam sustentar o euro? Entre ter de aplicar a austeridade ou ter um "perdão" de dívida mas com a Europa Ocidental em colapso, o que é que acha que era o mal menor para Portugal?


O problema sempre foi esse. Alguém tem de assumir as perdas. Para os países resgatados as condições de pagamento vão sendo "suavizadas" e os prazos de pagamento alargados à medida em que se vão consolidando, para que também não ponhamos os nossos credores em cheque, já que isso não nos beneficia a médio e longo prazo. Além de que tínhamos de resolver a nossa (péssima) situação financeira na mesma.


É por isso que os gregos são uns sacanas com a conversa do perdão de dívida, porque põem todos os outros países em causa, e o próprio euro, só para eles ficarem livres da porcaria que fizeram, no meio do mal geral. Por exemplo, se a Grécia entrar em "default", Portugal tem incorporar já uma perda superior a mil milhões de euros (pelo menos...), e isso vai reflectir-se nas nossas contas públicas, atrasando o nosso trabalho. Por isso não me importo nada que a Grécia faça o caminho das pedras, pois não merece outra coisa. Nem para ela presta.
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De Laranjeira a 10.07.2015 às 19:41

E só para lembrar aos mais distraídos a cronologia de quem é que despoletou a crise das dívidas soberanas. Foi o Papandreou em 2009 que "levantou a lebre" do défice grego e arrastou toda a Europa atrás. Recorde-se que o PASOK ganha as eleições mais uma vez a mentir aos eleitores, e depois, como de costume, é preciso descalçar a bota culpando os outros e pumba, afinal o défice não são 3% do PIB grego, são 15%. Andava lá "perto". Na altura só faltou o Twitter ao Papandreou... 


E como os gregos não se satisfazem só com "n" asneiras, acrescentam o "n+1", porque depois de se endividarem, de se desleixarem, de aldrabarem as contas públicas e depois porem o dedo no ar, ainda pedem um perdão da dívida. Sempre o mesmo "padrão" de desatino.


http://www.bbc.com/news/business-13856580

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