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Goodyear, a cartinha globalizante

por Nuno Castelo-Branco, em 21.02.13

 

Aqui em Portugal deveria lê-la o governo e depois os sindicatos, os Partidos, o residente de Belém, a Concertação Social e porque não?, o trabalhador que começa o dia com uma vista de olhos pelo jornal, precisamente na importante página sobre o Benfica, Porto e Sporting. Aqui está o essencial:

 

"Visitei a fábrica várias vezes. Os empregados franceses recebem salários altos mas não trabalham mais de três horas. Têm uma hora para as pausas e para comer, falam durante três horas e trabalham outras três. Disse isto na cara dos sindicalistas franceses. Responderam-me que em França as coisas são assim! (...) O senhor é um político e não quer fazer ondas (...) Dentro de pouco tempo, em França toda a gente passará o dia sentada nos bares a beber vinho tinto (...) Senhor, a sua carta revela o seu desejo de abrir negociações com a Titan. Pensa que somos tão estúpidos" A Titan tem o dinheiro e o savoir-faire para fabricar pneus. O que tem o sindicato louco? Tem o governo francês (...) O agricultor francês quer pneus baratos. Não lhe interessa saber se os pneus vêm da China ou da Índia e se esses pneus são subvencionados. A Titan comprará um fabricante de pneus indiano ou chinês, pagará salários de menos de um euro à hora e exportará todos os pneus de que a França necessita. Dentro de cinco anos, a Michelin não poderá produzir pneus em França. Os senhores poderão ficar com os vossos alegados operários."

 

Aqui está mais uma entrevista, onde entre outras curiosidades, o senhor Maurice Taylor garante que "na Alemanha é bem melhor, eles querem trabalhar e têm a cabeça sobre os ombros (...) O melhor local de produção na Europa é a Inglaterra, eles fazem o seu trabalho e não têm imbecis no governo. Estou a dizer-lhe a verdade. Não sou politicamente correcto."

 

Querem saber algo sobre a resposta? Foi típica.

 

O ministro francês diz que as palavras do senhor Goodyear foram "extremistas, insultantes e provam uma perfeita ignorância do que é a França, os seus sólidos fundamentos, os seus atractivos mundialmente reconhecidos e os seus laços com os EUA (...) Sabe pelo menos, o que La Fayette fez pelos Estados Unidos da América?". E o ministro que relembra as glórias do Ancien Régime, as façanhas do operacional La Fayette e habilidosamente esquece o decisor Luís XVI, prossegue com os pés bem assentes no planeta Terra, oportunamente relembrando "Omaha Beach, os nazis e Obama". Um alívio, nem Soares, o duo bloquista ou a Câncio fariam melhor.  Enquanto isso o delegado da CGT auxilia o ministro, garantindo ser a carta "insultante para os trabalhadores e para a democracia."

 

A França está salva, Portugal e a Europa também. 

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publicado às 08:05

O desvanecimento do mito dos BRICS

por Samuel de Paiva Pires, em 02.11.12

Nos últimos anos, sempre que alguém me falou nos BRICS com entusiasmo, em particular no Brasil, que é aquele sobre o qual tenho mais conhecimento de causa, respondi que não tardaria muito para assistirmos ao desvanecimento do mito. Sobre o Brasil, basta estudar a História do país e da sua Política Externa para perceber que andam desde a Independência a correr atrás do mito de serem uma super-potência, quando nem mesmo regionalmente a sua liderança política pode ser considerada um facto incontestável. A isto, junte-se-lhe ainda um certo wishful thinking em torno do mito do declínio dos EUA. De resto, a teoria dos ciclos económicos também ajuda a perceber o que se tem passado e o que se passará. Este artigo dá conta do desvanecimento do mito dos BRICS e por isso mesmo recomenda-se a sua leitura.

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publicado às 18:59

Sporting, de novo, pioneiro

por Pedro Quartin Graça, em 05.07.12

Quase em directo de Nova Delhi, o blog Estado Sentido apresenta em exclusivo a assinatura do contrato do indiano Sunil Chhetri, capitão da selecção da índia, com o Sporting. O Sporting, de novo, pioneiro entre os clubes portugueses, no relacionamento com uma das maiores potenciais mundiais futuras.

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publicado às 14:30

Os nossos aliados americanos apoiaram a invasão indiana

por Nuno Castelo-Branco, em 18.12.11

Muito se tem escrito acerca dos acontecimentos daquele já distante Dezembro de 1961. Em Portugal, a discussão gira em torno dos militares revoltados pelo injusto tratamento dispensado pelo então regime vigente. Se por um lado lhes exigiram o obrigatório sacrifício que a escolha daquele serviço impõe, por outro, não lhes foram fornecidos os meios mínimos para uma defesa consistente, mesmo que simbólica.

 

A situação internacional era para os americanos péssima, dados os recentes acontecimentos em Cuba, a escalada da guerra no Sudeste asiático, a corrida ao armamento nuclear, a sempre presente chaga isarelo-árabe e os tumultos independentistas em África, muitos deles provocados pelos próprios EUA. Kennedy, proveniente de uma família de bastante discutível reputação e alianças que lhe daria o poder na Casa Branca, temia a China maoísta, não olhando a meios para agradar à "maior democracia do mundo", a Índia das castas e da segregação. O velho preconceito anti-colonial pautava toda a política externa americana, mesmo que a assunção dessa posição prejudicasse os próprios aliados dos EUA e a posição do Ocidente nos territórios extra-europeus, essenciais à segurança das rotas comerciais e à defesa militar. Quando nos anos 20 e 30 os EUA ainda possuíam as Filipinas como pouca disfarçada colónia arrebatada à Espanha, as administrações - nomeadamente a de Roosevelt - dedicavam-se a encontrar em África e na Ásia, possíveis líderes locais que fizessem passar os territórios coloniais para a esfera de interesses norte-americanos e disso mesmo o próprio Churchill se aperceberia durante as conversações tripartidas que durante a II Guerra Mundial, manteria com o presidente americano e o ditador Estaline. 

 

Os americanos sabiam que a Índia preparava o ataque ao Estado Português da Índia e apoiaram-no sem sofismas. Constava que Salazar e Mao negociavam secretamente, no sentido de tornar impossível esse avanço sobre as possessões portuguesas, aproveitando Lisboa a conhecida realpolitik política chinesa da presença sem o directo exercício da soberania, aliás manifesta em Macau. A ser verdade este persistente rumor, a instalação dos chineses em Goa teria repercussões muito vastas, especialmente nos territórios portugueses de África, onde mais tarde, a China tornar-se-ia conhecida por exercer um grande esforço no fornecimento de armas aos inimigos de Portugal. Como teria tal política ter sido possível no caso de um acordo "entre cavalheiros" de Lisboa com Pequim? A hipótese dessas negociações carecem da confirmação que só os arquivos diplomáticos poderão um dia relevar, mas a posição norte-americana foi sempre hostil a Portugal e disso não existe a mais pequena dúvida, até porque logo no início de 1961 e em Angola, a UPA iniciara a guerra com um devastador ataque às populações negras e brancas da Província Ultramarina, UPA esta criada, municiada e financiada por entidades apertadamente ligadas ao governo de Washington.

 

A Salazar restavam-lhe várias opções:

 

1. Desistir e imitando os franceses, entregar o Estado da Índia a Nova Deli, atitude impensável dada a vontade da população local e mais importante para o regime, a própria posição integracionista que o governo fazia escutar na ONU. 

 

2. Promover um referendo em todo o Estado da Índia, solução aliás sugerida por um importante sector dos círculos mais influentes de Goa. Talvez fosse a opção mais curial e mais temida por Nehru, mas criaria um precedente que poderia ser reivindicado como solução primeira para o alienar do património ultramarino. Isso o regime jamais aceitaria, pois Portugal nem sequer possuía as necessárias instituições - após a morte de Carmona, uma hipótese ignominiosamente sabotada por Marcelo Caetano  - que no caso britânico, conduziriam ao fortalecimento da Commonwealth

 

3. "Há quem pense, erradamente, que os actos inúteis devem ser evitados. Errado, o acto inútil pode assumir transcendente significado."

 

A opção militar era a mais previsível, dado o Direito Internacional e a doutrina oficial da II República. Neste caso, os militares deveriam ter sido dotados de equipamento e de unidades capazes para uma defesa, mesmo que o termo "simbólica" significasse uns tantos dias de resistência, capazes de inflingir graves perdas aos atacantes e criar um terrível problema político a uma teoricamente "pacífica" Índia, que além de cultivar um estado latente de guerra com o Paquistão - tácitamente aliado dos portugueses - poucas semanas depois, era completamente derrotada pelos chineses no breve conflito nos altos dos Himalaias.

A posição de Lisboa foi precisamente oposta, exaurindo os arsenais e os quartéis de equipamento e homens capazes para tal missão de um sacrifício quase suicida. Munições caducas, nem um único tanque, poucas bocas de fogo, nenhum material anti-aéreo e anti-carro, péssimas transmissões, quase nenhumas armas automáticas - a Mauser era a regra na infantaria local - e nem uma única unidade naval moderna. O glorioso Afonso de Albuquerque estava só, tinha um quarto de século e jamais havia sido modernizado para um combate contra unidades modernas. A Armada possuía alguns meios muito mais eficientes e que inutilmente fundeavam na Metrópole ou em Moçambique. Nada se fez para essa almejada resistência "à Estalinegrado" e surgiria mais tarde, o escusado argumento da certeza do ataque indiscriminado dos indianos ás zonas civis, bombardeando e massacrando a população. Mas não era isso mesmo que Lisboa deveria esperar, provocando uma rápida reacção política por parte da opinião pública mundial? Não contou Portugal - mercê dos incansáveis esforços de Franco Nogueira e do MNE - com o voto favorável na ONU, condenado Nehru e a Índia?

 

O tratamento que mais tarde seria dado aos militares repatriados, careceu de qualquer tipo de tino político, pois em vez de o regime os fazer desfilar com todas as honras Avenida da Liberdade abaixo - culminando as honrarias com aquela que se tornaria na sacramental cerimónia no Terreiro do Paço -, tratou-os de uma forma tal, que despoletaria os profundos ressentimentos que chegam até aos nossos dias. Consistiu esta atitude num erro crasso, até porque o terrorismo em Angola e a política assumida da defesa do Ultramar, exigia, pelo contrário, a máxima atenção às Forças Armadas, especialmente naquilo a que para elas é mais relevante: a manutenção da honra e o seu reconhecimento como o essencial braço armado da nação.

 

O ataque a Goa, Damão e Diu, poderá ser visto como um esquecido episódio da Guerra Fria, não hesitando os EUA em sacrificar um aliado incómodo e com o qual mantinham acrimoniosas relações, dados os interesses de certos sectores lobistas financeiros, económicos e políticos norte-americanos. A política de Washington era definitivamente a mesma que Roosevelt prosseguira nos anos trinta, procurando substituir as antigas potências coloniais e criando os seus próprios potentados locais, sendo o caso Mobutu, apenas o exemplo mais flagrante. Embora numa realidade completamente diferente, factos idênticos ocorreriam quando da invasão indonésia a Timor Oriental - com o beneplácito da administração Ford-Kissinger -  num momento em que as Forças Armadas Portuguesas eram pasto de convulsões intestinas que as desprestigiaram por várias gerações e cuja infausta canga, sobre elas ainda pesa de forma esmagadora.

 

De facto, a II República teve graves responsabilidades quanto ao desfecho do infeliz episódio. A culpa não se deve á política em si, mas à forma em que por vezes esta se reveste e que como é confirmada no vetusto mas bem realista dizer dos círculos diplomáticos, fazê-la através da opção do empunhar de armas. No caso da Índia Portuguesa, os militares tiveram chouriços em vez de granadas e paus de vassouras como sucedâneos de metralhadoras.

 

Erro de Salazar.

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publicado às 09:56

Há 50 anos, o Aviso Afonso de Albuquerque

por Nuno Castelo-Branco, em 17.12.11

Saído das pranchas de planeamento dos técnicos fornecedores da Royal Navy e com aquelas inconfundíveis linhas de navio anterior à II Guerra Mundial, conquistou o prestígio que os coleccionadores ambicionam. Como gostaria de ter o prazer de um dia poder comprar um kit do Aviso Afonso de Albuquerque, cuidadosamente montá-lo e pintá-lo com rigor. Era uma bela unidade da Marinha Portugesa e foi construída a pensar numa certa ideia de Portugal. Cumpriu a sua missão. Numa Armada há muito habituada a servir para mostrar bandeira, que a acção do Afonso de Albuquerque lhe sirva de exemplo.

 

Neste tempo de plúmbea humilhação, as fragatas nem sequer precisarão de enfrentar qualquer adversário sério. Apenas lhes bastará picar amarras e fundearem diante de Belém. Uns tiros de pólvora seca, provocarão a tal debandada. Quanto às bandeiras a hastear, sabem onde encontrá-las, ali para os lados do Chiado, na Praça de Camões. 

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publicado às 11:12

Recordar Diu 50 anos depois

por Pedro Quartin Graça, em 17.12.11

50 anos passam amanhã relativamente a um acontecimento histórico, um dos mais dramáticos que a história de Portugal enquanto Nação regista: a invasão de Diu (Estado Português da Índia), território com apenas 37 Km2 mas recheado de simbolismo, por parte da União Indiana e a heróica resistência das tropas nacionais, com particular destaque para as da Marinha de Guerra Portuguesa. A invasão iniciou-se a 17 mas concretizou-se a 18 de Dezembro de 1961.

 

O sítio da Marinha, muito justamente, dá esse destaque à efeméride. Vale a pena lê-lo aqui:

 

"A 18 de Dezembro de 1961 o exército indiano, apoiado pela aviação, invadiu em força o Estado Português da Índia. Para colaborar na invasão, a Armada Indiana lançou mão de todos os navios operacionais de que naquela altura dispunha. Ao cruzador Mysore e à fragata Trishul, com as respectivas forças de desembarque, foi atribuída a missão de ocupar a ilha de Angediva; as fragatas Betwa, Beas e Cauvery foram encarregadas de colaborar no ataque a Goa; ao cruzador Delhi coube colaborar na tomada de Diu; ao grupo constituído pelo porta-aviões Vikrant, acompanhado pelas fragatas Khutar, Kirpan e Khukri e pelo destróier Rajput foi dada a missão de fazer frente a qualquer situação inesperada que pudesse surgir; o grupo constituído por quatro caça-minas e um navio de apoio logístico foi encarregado de dragar as minas que os portugueses eventualmente tivessem lançado à entrada do porto de Mormugão e assegurar o funcionamento deste após a ocupação. Era o mesmo que usar um martelo para partir um ovo, uma vez que os Portugueses, na Índia, dispunham apenas de um antigo aviso de 1ª classe e de três lanchas de fiscalização. É certo que no início do diferendo com a União Indiana tinham começado a ser preparados dois submarinos, dois destróiers e um navio apoio para serem enviados para o Índico. Mas tal ideia foi abandonada para não acirrar os ânimos. A verdade é que o Governo Português nunca acreditou que a União Indiana, o arauto da política de não violência, recorresse alguma vez à força para fazer valer o que entendia serem os seus direitos.

Na manhã de 18 de Dezembro, encontrando-se fundeado no porto de Mormugão, o aviso Afonso de Albuquerque, de que era comandante o capitão-de-mar-e-guerra Cunha Aragão, foi atacado pelas três fragatas indianas travando com elas um vigoroso duelo de artilharia em que foi repetidamente atingido, acabando por ser encalhado e abandonado. Nesta acção foi morto um grumete; o bravo comandante Aragão ficou gravemente ferido; cerca de meia centena de elementos da guarnição, entre oficiais, sargentos e praças, ficaram ligeiramente feridos, tendo apenas dez tido necessidade de receber tratamento hospitalar. Um autêntico milagre!

A lancha de fiscalização Sirius, que dispunha apenas de uma peça de 20 mm, foi abandonada. A Antares conservou-se ao largo de Damão sem que tivesse avistado qualquer navio indiano nem sido atacada pela aviação. Quando se apercebeu de que a cidade tinha sido ocupada pelas tropas indianas, o seu comandante, segundo-tenente Brito e Abreu, seguiu para Karachi.

Em Diu encontrava-se uma lancha semelhante, a Vega, de que era comandante o segundo-tenente Oliveira e Carmo. Nada podendo fazer contra o cruzador Delhi que se encontrava ao largo, mas não lhe sofrendo ânimo ficar de braços cruzados, Oliveira e Carmo decidiu manter-se a navegar nas proximidades da fortaleza ajudando com a sua peça de 20 mm a defendê-la contra os repetidos ataques de que estava sendo alvo por parte da aviação indiana.

Na execução da missão suicida que Oliveira e Carmo impôs a si próprio, com o único fim de honrar a Pátria e a Armada, a Vega foi atacada sucessivamente, por oito ou mais vezes, por parelhas de dois aviões de jacto indianos. Navegando em zig-zag, Oliveira e Carmo conseguiu evitar por diversas vezes que o seu navio fosse atingido. Por fim sucedeu o inevitável. Uma rajada de projécteis incendiários e explosivos atingiu em cheio a lancha, ferindo-o gravemente, matando o marinheiro Ferreira e incendiando as munições que estavam no convés. Pouco depois uma segunda rajada, disparada contra o navio imobilizado, acabou-lhe com a vida e feriu gravemente mais três marinheiros. Com a lancha a arder e as munições a explodirem, os seis marinheiros que restavam, três deles gravemente feridos, atiraram-se à água. O marinheiro Cardoso da Silva, que era bom nadador, conseguiu alcançar a balsa e trazê-la para junto dos companheiros, enquanto a Vega era engolida pelas águas. Depois de ter ajudado a subir para ela dois dos feridos graves, o Jardino e o Bagoim, bem como o Freitas que era fraco nadador, amarrou as fitas do seu colete de salvação à balsa e, com o corpo e os olhos cobertos de óleo, começou a rebocá-la, nadando na direcção de terra, que conseguiu chegar ao fim de sete horas! Durante o trajecto o Jardino morreu. O marinheiro Nobre, pensando que era o último sobrevivente nadou em direcção à costa da União Indiana que conseguiu alcançar. O grumete Ramos, gravemente ferido nas pernas, conseguiu chegar a terra junto da fortaleza que, naquele momento, estava a ser intensamente bombardeada pelo cruzador Delhi.

A forma como se comportaram o Comandante e os marinheiros da Vega, no combate sem esperança que travaram com os aviões indianos à vista da velha fortaleza de Diu, constitui uma das páginas mais brilhantes da História da Marinha de Guerra Portuguesa."

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publicado às 07:54

Há 50 anos, a invasão

por Nuno Castelo-Branco, em 17.12.11

Por muito que isso desagrade aos "democratas da pança gorda", a invasão foi isso mesmo: uma invasão, um esbulho. É impossível não recordarmos aquele velho goês condecorado, que no dia em que Soares visitou o Palácio do Hidalcão, desabafou ao ver a bandeira portuguesa subir ao mastro:

 

- "Há 30 anos que esperava por isto!

 

Quando regressou a Lisboa, Soares declarava-se espantado pela ainda tão importante presença nacional naquelas paragens asiáticas. Grande coisa, como se não soubéssemos. Aliás, em Moçambique, os indo-portugueses eram conhecidos por serem extraordinariamente patriotas. Assim continuam.

 

A quem andamos nós entregues?

 

Acendam hoje um pauzinho de incenso, em homengam aos teimosamente portugueses do antigo Estado da Índia. Não há gente mais leal.

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publicado às 07:51

Teotónio Chamuças "De" Souza

por Samuel de Paiva Pires, em 17.01.11

 

Anda por aí um exótico "orientalista", comensal de tudo o que tenha estampado "luso" ou "lusófono". Consiste num daqueles auto-nomeados historiadores que se dedicam à pesca de estorietas de chamuça com recheio de courato.

Sobre este faquir obcecado com pulsões sexuais de outrem - que talvez indiciem os seus assolapados desejos recalcados - , importa realçar que foi um padre jesuíta que por insondáveis desígnios do seu Teos, decidiu despadrar-se e despir o saiote. Consta ter dirigido (?) o Xavier Center de Goa, nisto podendo considerar-se como uma térmita em madeira de sândalo. Também "parece" que rosnou umas palestras lá para a Lusófona, talvez uma coisa de expediente para engrossar cabedais. Melhor faria em exportar sarís, paus de incenso e saquinhos de noz moscada, cumprindo a tradição dos seus maiores. Não foi com "De" Souzas destes que se manteve o Estado da Índia, e o velho Albuquerque lá bem saberia como lidar com esta corja.  O pequenino e pretensioso "De" Souza, guarda oportunamente o passaporte do odiado Portugal e tem promovido uma intensa campanha de ataque à nossa presença no Oriente. Num texto completamente execrável, manifestou que do seu ponto de vista, somos um país de perigosos "pedófilos", "degenerados sexuais", "fachonos" (nem sei o que isso significa) e talvez numa inesperada autocrítica, de sodomitas. O homem do retirado saiote, viu-se ao espelho e está confuso, só pode.

Não se sabe quem e porquê protege esta espécie de cornaca de elefante empalhado, mas aqui fica o link dum texto publicado há tempos, talvez escrito sob a  influência dos prodigiosos efeitos do mascar de folhas de betel. Um escarro que mancha o Herald de Goa e que por cá, nesta Lisboa de outras eras, é pago com o vil metal português. Bem podia ir varrer as escadas do Palácio do Hidalcão!

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publicado às 13:24

Chandra Bose: o precursor da invasão de Goa

por Nuno Castelo-Branco, em 10.01.10

 

Chandra Bose com Adolfo Hitler, em Berlim.

 

Uma das lendas mais difundidas em Portugal, consiste na mistificação do complexo enredo político e geoestratégico que conduziria à invasão de Goa, Damão e Diu pela União Indiana (17-12-1961).  Condenada pela ONU, esta invasão ordenada pelo pacifista Nehru - o homem que conseguiu a proeza de malquistar a Índia com todos os países vizinhos -, obedecia aos pressupostos do movimento nacionalista indiano que nos anos 30 e 40 encontrava em Chandra Bose, o perfeito émulo dos ditadores da época, fossem eles o Fuehrer de Berlim, o Duce de Roma ou o Vozhd de Moscovo. 

 

Leia aqui, no Combustões

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publicado às 12:48






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