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Os do "15 de Setembro" no Prós e Contras

por Nuno Castelo-Branco, em 02.10.12

Além de ser a data de casamento dos meus pais e de aniversário da minha avó - e por isso mesmo marcos importantes da minha vida, detalhes que me interessam muito mais do que conveniências de sedezecas partidárias - , o 15 de Setembro surge agora como o dia da natalidade, dado o número de nascimentos registados. Fica também a ser a data que estabelece o momento em que aqueles cavalheiros que jamais ganham eleições, tentam obter o poder através de chuvas de garrafas de cerveja  Sagres previamente bebida e umas correrias avenidas acima, ruelas abaixo.

 

O Prós e Contras de hoje, dedicado ás manifestações e forças de segurança, trouxe-nos o repassar da velha fita que um dia, Álvaro Cunhal deixou Oriana Fallaci registar naquela tristemente célebre entrevista: "as eleições não valem nada, não nos servem".  No sábio capricho das excitadas fedúncias presentes no debate, "queremos que o governo caia e não deixaremos de sair à rua até que isso aconteça".

 

E não é que os media tudo tentam para que tenham êxito nesta espécie de tejerada lisboeta?. A campanha vai rija, sem quartel, com Balsemões e outros interesses plutocráticos muito apertados nos seus negócios, mas solidários com quem lhes promete, sem o saber, poderem continuar a lucrar como até aos dias de hoje. É esta a urbana estupidez contente,  apondo a popularucha assinatura do cheque em branco do contribuinte e permitindo biliões em prejuízos a pagar pelos masoquistas hoje em lágrimas. Ansiosos pela eternização do impossível status quo, inconscientemente sustentam berrando pelas ruas, o sistema que sobrevive precisamente com o socialista princípio do imposto sem peias. Dir-se-ia vivermos na terra do nunca, onde aqueles 16 ou 17% são gente iluminada por auroras boreais muito particulares e por isso mesmo, infinitamente com mais direitos de decisão que os demais.

 

Podem continuar a tentar, mas nas próximas eleições, sejam elas quando forem. Aguentem-se, habituem-se, tornem-se credíveis, alijem as vertigens ditatoriais de há um século, colem cartazes, convençam a população através da ora e da acção benemérita. Sem isso, nada feito, continuarão naquela aparentemente eterna  fase que marca o final das borbulhas na testa.

 

* Deve ser uma façanha fácil, pois se até o senhor do bigodinho conseguiu vencer a ralé burguesa nas urnas...

publicado às 00:29

Interpretações de quem não sabe do que fala

por Samuel de Paiva Pires, em 15.09.12

Está por aí muita gente entusiasmada com um texto da Helena Matos, "Revolta-te por mim", no Blasfémias. O texto é perfeitamente idiota, desde logo por partir de presunções completamente erradas quanto ao que levou as pessoas a manifestarem-se e a quem participou. A manifesta incapacidade de muita gente para perceber o que se está a passar na sociedade portuguesa é assustadoramente confrangedora.

publicado às 22:33






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