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Bom ano novo

por Samuel de Paiva Pires, em 31.12.13

O Facebook sugere-me que veja o meu ano de 2013 em revista. Eu passo, porque não preciso de ver em revista um ano que está e estará, mais do que qualquer outro, presente na minha mente. 2013 foi um ano lixado que se iniciou com a denúncia pública a respeito do funcionamento da FCT no concernente à atribuição de bolsas de doutoramento, luta que continuou com o recurso ao crowdfunding para poder financiar o doutoramento. E se, nesse mês de Janeiro, consegui aliviar a revolta que sentia, se até agora tenho ficado verdadeiramente sensibilizado com a generosidade dos que me têm ajudado nesta campanha de crowdfunding, e se tive também a sorte de sair de uma situação de emprego precário e temporário para um emprego na minha área de estudos nos primeiros meses do ano, não consigo, todavia, de deixar de pensar que 2013 foi o ano que fez ascender, sem aviso, o meu pai e o meu avô paterno à essência, que me revelou a verdadeira face de muitos dos que me rodeiam/rodeavam, para o bem e para o mal, e que, já mesmo no seu término, ainda me conseguiu fazer ter um acidente em casa que me obrigou a ser operado a uma mão há cerca de duas semanas e cuja recuperação se dará ao longo de todo o próximo ano.

 

 

No meio de tudo isto, há que continuar em frente tendo em consideração que, como dizia Chesterton, devemos rir-nos em face da tragédia, já que pouco mais podemos fazer. Mas se é verdade que as dificuldades moldam o nosso carácter e que a forma como as enfrentamos nos definem, também não deixa de ser verdade que este ano teria sido bem mais complicado se o tivesse enfrentado sozinho. No balanço entre coisas boas e más com que Universo me decidiu presentear, tive a felicidade de conhecer a Ana Rodrigues Bidarra, um dos melhores acontecimentos da minha vida, uma das melhores pessoas que já conheci e com quem espero passar o restante tempo que por cá andar. Sem ti, Aninha, seria bem mais difícil olhar para as coisas boas da vida neste ano e a vontade de continuar a olhar em frente teria sido, provavelmente, obliterada. Não tenho sequer palavras para te agradecer por tudo o que tens sido, por me teres ajudado a enfrentar este ano, por me fazeres sentir especial e sortudo mesmo nos momentos mais difíceis. Só contigo compreendi, finalmente, que a verdadeira felicidade só se pode alcançar a dois. Que os anos que aí vêm sejam bem melhores, é o que desejo e o que quero prometer-te, porque tudo farei por isso.

 

Ora então, agora sim, e como é da praxe, termino desejando-vos boas entradas e que 2014 seja um óptimo ano.

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publicado às 20:28

Impressão de ano

por Regina da Cruz, em 31.12.13

Olharei para 2013 por cima do ombro - "Que queres de mim? Conheço-te?"

 

Não sei o que dizer deste ano, é uma grande mancha, uma nódoa de fronteira irregular.
Os picos de felicidade que vivi facilmente se dissolvem quando integrados no contexto geral. E foi, no geral, um ano terrível.
É impossível saborear uma vitória pessoal, o sucesso, quando à volta reina a confusão, a pobreza, a revolta silenciada, o desespero resignado, a ignorância, o embrutecimento. Quando ligamos a TV chovem disparates. Quando abrimos o jornal salta à vista propaganda e mentiras. Desinformação e superficialidade, um chorrilho de meias-verdades e clichés. Que nojo!

Olhamos para o mundo e há países a saírem-se tão bem e outros, tão mal. Por ignorância, por pura ignorância bruta.

Todos os dias que passaram vi ser-me roubada uma parte do meu salário, uma parte da minha liberdade, uma parte da minha energia, uma parte da minha ambição, uma parte dos meus sonhos. Que futuro? Que futuro, quando todos partem?! Para quem ando eu, afinal, a trabalhar? Dizem-me que o que me retiram da boca é para o estado social… Pergunto: que "social"? Que social?! Não há social nenhum aqui, há emigração em massa, há desagregação, há separação, há destruição. E velhice, muita. Fiquei também por eles, pelos velhos - que será deles se todos, os novos, partirmos? Portugal, esse lar à beira-mar plantado. É bem sabido que este país não é para novos, nem para ninguém que tenha sangue vivo na guelra! Mas também é verdade que é hostil para os velhos, pelo menos, para alguns velhos, os reformados, principalmente aqueles reformados de uma vida de trabalho "privado". Ficou claro ao longo deste ano que há velhos de primeira e velhos de quinta. Os de quinta, quem se importa com eles?

"Concentra-te no presente pois é tudo o que há." Repeti vezes sem conta o mantra sábio, em surdina, como auto-lavagem cerebral. Meditei. Não chegou. Caminhei. Não chegou. Vagueei, deambulei, abandonei-me. Não chegou. Corri. Corri ainda mais. Corri tanto que fugi! Fugi muito este ano que passou, não fiz outra coisa que não fosse fugir, para a frente, sempre para a frente, um dia de cada vez, na impossibilidade de serem dois. Rápido!

Tive saúde, é verdade, e agradeço. Afinal, aquela coisa de que me ria "a saudinha, para si e para os seus!" é a melhor coisa que me podem desejar - faz sentido e dou por mim a desejar "saúde!" aos que amo: digo-o com autenticidade, com solenidade, olhos-nos-olhos.

2013… o ano da confusão, da dissolução. Pela primeira vez, que me lembre, não soube o que pensar, fiquei baralhada várias vezes, a clareza lendária do meu raciocínio deu o tilt em várias situações. Na impossibilidade de raciocinar, vociferei:

"Está tudo louco!"
"Perdeu-se a vergonha na cara!" - que provavelmente nunca se teve…
"Perdeu-se a razão!"
"Perdeu-se a noção do ridículo!"

"Eu desisto."


E fugi novamente, desliguei, não quis saber. Não adianta, para quê saber? Saber é sofrer.

Tenho consciência que estamos a viver um período de transição e por isso é normal estarmos enterrados até ao pescoço nesta lama. Esta lama é "normal".

O meu desejo para os próximos anos é que se saia desta lama e se pise terreno fértil. O meu receio é que o país saia da lama para pisar o deserto. E com a quantidade de gente destrutiva, ignorante e egoísta que este país tem em lugares de poder algo me diz que após a lama virá a areia. Será necessário uma grande mudança de mentalidade dos governantes e dos cidadãos para que ideias novas possam florescer neste terreno agora lamacento. Que sejam deitadas à terra as sementes da mudança e que se protejam os rebentos novos das pragas e parasitas, desses predadores que vivem da estagnação, da confusão e da destruição. Que se regenere esta terra para que um dia possamos reaver aqueles que agora partem rumo a países amigos de ideias boas, países que os abraçam e lhes enchem os corações de esperança e os olhos, de futuro. Um dia esse país será Portugal. Tem de ser!

Vai-te embora 2013 e leva contigo os que te tornaram tão desprezível.



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publicado às 15:43

2014 e o tempo que deixou de contar

por John Wolf, em 30.12.13

Não existe tal coisa como a mudança que acontece com a passagem de ano. Não existe o virar de página para um mundo eminentemente novo. Não existe o balanço de algo que finda para relançar à virgindade. Não existe a tábua rasa. Vivemos aquém e além dos nossos desígnios. E nesta antecâmara onde refrigeramos o espumante da celebração, damos conta da continuidade. Não saímos dos nossos corpos, mas abandonamos uma parte das nossas convicções. Deslocamo-nos sem sair do mesmo cruzamento, onde habita um semáforo caprichoso, aberto e cerrado no mesmo instante, no embate coincidente. Em política sabemos de antemão que foram, e serão todos, vitoriosos. Que não admitem a derrota num concurso de penhoras, de expectativas e engodos, de talismãs e regressos triunfais. Em epígrafe, na margem rasurada da grande história, as assinaturas serão manchas menores, meras rubricas de um testemunho que passa pelas mãos de estafetas cansados. Os homens, os grandes, os pequenos, e aqueles que se arrastam como invertebrados, aprendem de um modo doloroso - a lição da inconveniência de um tempo prolongado, retardado, atrasado pelo destino que nunca o será. Um predestino que foi vilipendiado, assaltado por saldos de ocasião, palavras coniventes e verdades preteridas. Faça-se a lista do deve e haver, inscrevam-se nas colunas  a soma e a distracção que a acompanha, e verão que a conta não passará na auditoria da consciência colectiva. Os contribuintes foram liquidados pelo depósito na falsa guarida, pela glória de um campeão que se anuncia redentor, na receita que morde a cauda do seu falso esplendor. As palavras, estas, aquelas e as demais, são um perfeito embuste que não nos servem, que não me servem. Existem como espuma bárbara de um delírio cronológico, das badaladas que ainda faltam, que servem para lançar figurantes em falsas estreias, repetidas à exaustão. Se há algo que aprendemos nestes anos que já são alguns, que já estão algures - é que os mesmos já não servem para contar. Façamos uso dessa sabedoria parcimoniosa para aceitar que nos encontramos no emaranhado de temporais. 2013 estará em 2014, e todos os anos que os antecedem e que se seguem estarão nessa volúpia que queremos amestrar para memória futura. Porque as recordações do passado não cabem na geometria de um relógio estilhaçado. Não percamos mais energia com ninharias, porque nada disto tem cabimento na simples batida de um pulso, no peito aberto vergastado pelos ventos que sopram.

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publicado às 19:40

Boas festas!

por Pedro Quartin Graça, em 23.12.13

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publicado às 10:20

A imagem do ano de 2013

por Pedro Quartin Graça, em 19.12.13

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publicado às 09:21

A frase do ano de 2013

por Pedro Quartin Graça, em 18.12.13

"Many Portuguese want to escape to another country, while everyone else seems to want in!"

Por: ERIN B TAYLOR em 11 de Março de 2013, aqui:CONTEMPORARY CULTURE

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publicado às 18:50

2013, annus horribilis

por João Pinto Bastos, em 01.01.13

Sente-se no ar o princípio do fim de qualquer coisa. Tudo encareceu, desde as amizades até ao amor. A ruína e a desgraça tomam conta de muitas famílias. Muitos lares passarão, neste ano que hoje começa, dificuldades ingentes, sofrimentos múltiplos e desesperos vários. O medo está bem presente nas nossas vidas. O medo de que tudo se perca, o emprego, a família, o bem-estar duramente almejado durante anos de porfia. Entrementes, o Leviatã continua gordo, poderoso e activo, afogando tudo e todos com a impostocracia do Estado todo-poderoso. Nada muda, nem mesmo os rostos da ruína. Não sei o que este ano reservará a muitos de nós, não sei sequer se chegaremos todos vivos ao final do presente ano para contar a estória das nossas vidas, o que sei, e já é muito, é que o país está gasto. Cansado e exausto. Prestes a rebentar de ódio e revolta. 2013 será um ano perigoso, um ano em que o regime, a partidocracia, a oligarquia da finança e os prebostes da mesmice serão colocados permanentemente em causa. Nada será como dantes. As imposturas serão desnudadas e as mentiras verberadas. Espero que o torniquete fiscal seja combatido com fé e zelo por todos aqueles que não se revêem no esbulho do nosso futuro. Espero mesmo que algo mude para que tudo não fique na mesma. 

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publicado às 16:52

Cavaco Silva à hora do Vitinho

por John Wolf, em 01.01.13

 

Aguardo ansiosamente pelas 21h deste primeiro dia de 2013. Não prego olho há várias noites. Faço directas para esse directo. À hora do Vitinho, o Presidente da República dirige-se-á à nação com a sua mensagem de ano novo. De acordo com a RTP, Cavaco Silva "traz-nos o seu tradicional voto de bom Ano Novo". O que querem dizer com tradicional voto? Sinto um registo mordaz nesse anúncio. Um certo cinismo bélico proveniente da Av. Marechal Gomes da Costa, lá para os lados da RTP. Mais do mesmo? Será isso que transforma o entediante em tradição, ano após ano, mandato após mandato? E voto? Será uma eleição de boletim único, individual. Este tipo de singularidades faz-me lembrar uma afirmação deliciosa proferida pelo Prof. Ernâni Lopes no exercício de funções não governativas, e que tive a oportunidade de registar para meu bel-prazer semântico e filosófico - "concordei em tomar a seguinte decisão". Mas parece que estamos sujeitos a um outro género de inconsequência, uma coisa impensável que dá azo a especulações. Por vezes as "não decisões" são mais danosas que as convicções planas. De uma forma ou outra, o país não será reembolsado com o achocalhar das hostes políticas de um país sujeito a uma trela. Uma corda de enforcado ainda mais apertada pelo tabu da imobilidade. A essa hora escutaremos uma homília que não mexe em nada, que não vai dar de vaia, que não vai agitar as almas sequer. Cavaco Silva, no exercício das suas prerrogativas, muito raramente fez algo que pudesse ter um efeito instigador de novas soluções. Seja qual fôr a tonalidade do quadro que se quiser pintar, parece que estamos na presença de uma natureza morta. O revólver da roleta que nos amedronta tem balas de pólvora seca. Uma bala preventiva, e uma outra disparada primeiro para se perguntar depois. Pelo andar da carruagem, e à luz da tradição, o futuro será relativamente benigno no entender do Presidente da República. Imagino, caso haja um pouco de consciência ética ou política, que o Presidente da República se recorde que esteve no outro lado da emissão e que também contribuiu para afundar o país. A mensagem de ano novo, a ser proferida em abstinência e respeito, deveria acontecer diante de um espelho, no bairro de enganos virado ao avesso, onde agora residimos.

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publicado às 15:21

Um bom 2013 para todos

por Samuel de Paiva Pires, em 31.12.12

"The only way to be happy is to love. Unless you love, your life will flash by."


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publicado às 17:25

O meu balanço de 2012 e resolução de Ano Novo

por Samuel de Paiva Pires, em 30.12.12

 

Albert Camus, The Rebel:

 

«What is a rebel? A man who says no: but whose refusal does not imply a renunciation. He is also a man who says yes as soon as begins to think for himself. A slave who has taken orders all his life, suddenly decides that he cannot obey some new command. What does he mean by saying “no”?

 

He means, for instance, that “this has been going on too long”, “so far but no farther”, “you are going too far”, or again, “there are certain limits beyond which you shall not go.” In other words, his “no” affirms the existence of a borderline. You find the same conception in the rebel's opinion that the other person is “exaggerating”, that he is exerting his authority beyond a limit where he infringes on the rights of others. He rebels because he categorically refuses to submit to conditions he considers intolerable and also because he is confusedly convinced that his position is justified, or rather, because in his own mind he thinks that he “has the right to...”. Rebellion cannot exist without the feeling that somewhere, in some way, you are justified. It is in this way that the rebel slave says yes and no at the same time. He affirms that there are limits and also that he suspects - and wishes to preserve - the existence of certain things beyond those limits. He stubbornly insists that there are certain things in him which “are worth while ...” and which must be taken into consideration.

 

In every act of rebellion, the man concerned experiences not only a feeling of revulsion at the infringement of his rights but also a complete and spontaneous loyalty to certain aspects of himself. Thus he implicitly brings into play a standard of values so far from being false that he is willing to preserve them at all costs. Up to this point he has, at least, kept quiet and, in despair, has accepted a condition to which he submits even though he considers it unjust. To keep quiet is to allow yourself to believe that  you have no opinions, that you want nothing, and in certain cases amounts to really wanting nothing. Despair, like Absurdism, prefers to consider everything in general and nothing in particular. Silence expresses this attitude very satisfactorily. But from the moment that the rebel finds his voice - even though he has nothing to say but “no” - he begins to consider things in particular. In the etymological sense, the rebel is a turncoat. He acted under the lash of his master’s whip. Suddenly he turns and faces him. He chooses what is preferable to what is not. Not every value leads to rebellion, but every act of rebellion tacitly invokes a value. Or is it really a question of values?

 

An awakening of conscience, no matter how confused it may be, develops from any act of rebellion and is represented by the sudden realization that something exists with which the rebel can identify himself – even if only for a moment. Up to now this identification was never fully realized. Previous to his insurrection, the slave accepted all the demands made upon him. He even very often took orders, without reacting against them, which were considerably more offensive to him than the one at which he balked. He was patient and though, perhaps, he protested inwardly, he was obviously more careful of his own rights. But with loss of patience – with impatience – begins a reaction which can extend to everything that he accepted up to this moment, and which is almost always retroactive. Immediately the slave refuses to obey the humiliating orders of his master, he rejects the condition of slavery. The act of rebellion carries him beyond the point he reached by simply refusing. What was, originally, an obstinate resistance on the part of the rebel, becomes the rebel personified. He proceeds to put self-respect above everything else and proclaims that it is preferable to lie itself. It becomes, for him, the supreme blessing. Having previously been willing to compromise, the slave suddenly adopts an attitude of All or Nothing. Knowledge is born and conscience awakened.

 

But it is obvious that the knowledge he gains is of an “All” that is still rather obscure and of a “Nothing” that proclaims the possibility of sacrificing the rebel to this “All.” The rebel himself wants to be “All” – to identify himself completely with this blessing of which he has suddenly become aware and of which he wishes to be recognized and proclaimed as the incarnation - or “Nothing” which means to be completely destroyed by the power that governs him. As a last resort, he is willing to accept the final defeat, which is death, rather than be deprived of the last sacrament which he would call, for example, freedom. Better to die on one’s feet than to live on one’s knees.»

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publicado às 18:42

Veja aqui o tamanho do roubo

por Pedro Quartin Graça, em 19.11.12

 

Veja aqui, se necessário, uma versão ampliada.

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publicado às 11:12

SIMULAÇÕES


(da autoria do jornal Diário Económico, com a devida vénia)

 

Trabalhador do Sector público

 

http://economico.sapo.pt/public/uploads/TAXA_Publico.pdf

 

Trabalhador do Sector Privado

 

http://economico.sapo.pt/public/uploads/TAXA_Privado.pdf

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publicado às 07:47






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