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Na Tailândia...

por Nuno Castelo-Branco, em 16.03.12

 

...não existem "apetites" ou súbitas dores de cabeça decorrentes do simples anúncio da necessidade do cumprimento de obrigações protocolares. A Coroa dá a cara, não falta. Aqui está uma extensa reportagem acerca das comemorações do V Centenário. Bem diferentes daquilo que (não) se viu em Lisboa. Ali existe o Estado, um país onde os portugueses foram diferentes dos demais europeus. Pelo discurso real, assim continuam a ver-nos.

 

O Príncipe Vachiralongkorn dá-nos a conhecer aquilo que os tailandeses pensam do seu secular contacto com Portugal:

 

"É com grande prazer que acorro a este importante evento em que a Tailândia e Portugal se juntam para celebrar 500 anos de relações amistosas entre os povos de ambos os países. Esta relação pode ser seguida desde aquele ano de 1511 quando, animados pelo fervor de descobrir novas terras, os navegadores Portugueses tocaram o Sião. A História lembra-nos que foi graças ao pensamento visionário do monarca português e do apoio concedido a Vasco da Gama na sua primeira expedição que Portugal se antecipou aos restantes países europeus e se estabeleceu na Índia e no Sudeste-asiático. Os Portugueses chegaram a Ayutthaya, então capital do Reino do Sião, no reinado de Ramthibodi II, corria o mês de Julho de 1511.

Ao longo dos tempos, as cordiais relações abriram passo a outras formas de relacionamento e trocas culturais e artísticas, do comércio à arquitectura, da gastronomia à introdução do uso da artilharia ocidental. Portugueses estabeleceram-se em Ayutthaya sob protecção real e aí exerceram livremente o comércio e puderam praticar a sua religião.

Desde o seu início, as relações luso-tailandesas diferiram acentuadamente daquelas existentes entre o Sião e outras nações europeias, pois não foram marcadas nem pela ambição de cristianizar o Sião nem na presunção de estabelecer dominação militar mascarada pelo argumento da protecção ao comércio. Estas relações desenvolveram-se em permanente interacção entre os dois povos e mediante integração dos Portugueses na sociedade siamesa, em cujo exército se alistaram e destacaram na luta contra os inimigos de Ayutthaya.

Prova de que a amizade entre Thais e Portugueses ultrapassou aquela existente com outras nações europeias, o desejo do Rei Chulalongkorn em visitar Portugal no périplo que realizou à Europa em 1897. Ao longo dessa viagem, merece apontamento a diferença de tratamento que a imprensa europeia e a imprensa portuguesa deu ao Rei Chulalongkorn. Para a imprensa europeia de então, o Rei do Sião era o "Rei o Elefante Branco", enquanto que para a imprensa portuguesa aludia a Chulalongkorn como o "Senhor da Vida".

Gostaria ainda de aludir a um outro aspecto da amizade entre as duas nações: a do estabelecimento dos Portugueses em Ayutthaya. Ali, o assentamento de Portugueses diferiu daquele ocorrido noutras paragens da Ásia, por exemplo, em Malaca e Singapura.

Nomomento em que a Universidade Chulalongkorn, através do seu Centro de Estudos Europeus e com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em colaboração com a Universidade Técnica de Lisboa e o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal organizam este simpósio internacional para promover o estudo e conhecimento sobre as relações luso-tailandesas (...), gostaria de formular os meus mais sinceros desejos de pleno sucesso. É minha esperança que este esforço fortaleça os laços entre nós e conduza a uma maior colaboração nos campos académico, científico, cultural e comercial.

Assim, declaro aberto este Simpósio Internacional sobre os 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia."

publicado às 11:19

A gente do "fala e esquece"

por Nuno Castelo-Branco, em 23.02.12

Neste dia único, o discurso do nosso Grande Demolidor urbano focou aquilo que é essencial e geralmente ignorado nos 365 dias do calendário, ou seja, uma História que tem no além-mar, o seu esteio mais forte e duradouro. Neste momento de prostração, a visita tailandesa talvez pudesse servir como inspiração e encorajamento para a abertura de um novo caminho. Exigia-se alguma grandeza de Estado, algum brilho nesta escuridão. O actual Estado não está à altura da tarefa e embora possua os meios herdados de outros tempos e outros quereres, ignora-os. Talvez aqueles dourados que do moderno Sião chegam, pudessem significar algo, se por cá existisse a perfeita compreensão do lugar de Portugal no mundo. Ora, isso é uma quimera que apenas dura uns breves minutos de noticiário, sabendo-se que o nosso passado é por si próprio, uma pesada lápide sobre umas tantas desprocupadas consciências.

 

Para eles, foi apenas mais uma inauguração, semelhante a qualquer descerramento de placa num "centro de dia". Não compreendem, coitados.

publicado às 10:32

คนไทยที่อาศัยอยู่ที่ประเทศโปรตุเกสได้ไปเข้าเฝ้าสมเด็จพระเทพรัตนราชสุดาด้วยความดีใจ

 Som Pratcharan!, Som Pratcharan!, gritavam incessantemente os tailandeses presentes na cerimónia de inauguração da Sala Thai de Lisboa. Estes Viva o Rei!, Viva o Rei! acolheram a princesa Sirindhorn que deparou com muitos elementos da comunidade Thai em Portugal e centenas de lisboetas nos jardins de Belém. A momentânea joint-venture "Costa & Silva" alegadamente representou a república portuguesa, uma vez que o seu chefe máximo, sintomaticamente preferiu manter-se em boa guarda entre as paredes do seu não muito distante palácio rosado. 

 

Não se entende toda esta profunda estupidez, arrogante incompetência e desinteresse dos serviços do Estado português. Além da pífiamente republicana barraquinha de plástico destinada aos discursos cerimoniais, notou-se a total ignorância do sentido de grandeza de um país antigo que deveria honrar a sua História. Comentava-se a ausência da GNR em uniforme de gala e o povo espantou-se por nem sequer ter lá estado uma banda militar que tocasse os hinos nacionais dos dois países. Quem tenha assistido ao evento, decerto ouviu os populares abertamente insultarem o actual Chefe de Estado diante duma impávida "segurança policial" que não reagiu minimamente às grosserias, trocadilhos com o seu nome e "ditos espirituosos" que implicavam cêntimos e esmolas. Estamos à beira de um desenlace, disso já não se duvida, é quase certo.

 

Acompanhada pelo Costa das demolições, a Princesa Sirindhorn falou aos tailandeses que lhe dispensaram a protocolar saudação reservada à realeza.

 

O acontecimento foi completamente ignorado por quem tinha a obrigação de recompensar dignamente, aqueles que de longe chegaram para nos presentear. 

Que falta faz a Monarquia ao nosso país!

 

Uma reportagem completa, a ser seguida no Lisboa SOS.

 Uma tailandesa não hesitou em mostrar a foto do seu Rei

 

publicado às 22:48

Esta tarde, em Belém

por Nuno Castelo-Branco, em 21.02.12

Viajou milhares de quilómetros, acompanhada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do seu país e respectiva comitiva. Vem prestar homenagem ao seu mais antigo aliado europeu, este Portugal que parece ter-se esquecido de si próprio. Hoje em Belém, pelas três da tarde, há que dizer presente! de uma forma tal, que quem se encontrar num certo Palácio situado a pouco mais de 200 metros, ouça e veja o nosso protesto pela sua ausência. Se puderem trazer a nossa bandeira, será excelente.

publicado às 10:23

Princesa tailandesa Maha Chakri Sirindhorn visita Portugal

por Pedro Quartin Graça, em 11.02.12

Por ocasião da comemoração dos 500 anos de Relações Diplomáticas entre a Tailândia e Portugal, visita propositadamente o nosso país no próximo dia 21 de Fevereiro a Princesa Real Maha Chakri Sirindhorn, filha do rei da Tailândia. Historiadora, educadora e música, é embaixadora de boa-vontade da ONU para o desenvolvimento do Sudoeste Asiático. Sinal do profundo respeito que a Tailândia nutre pelo nosso País, a vinda da Princesa Maha Chakri Sirindhorn a Portugal é reveladora do enorme empenho tailandês no desenvolvimento de profundas e duradouras relações de amizade com Portugal.

A visita terá, entre outros, como marcos relevantes, a inauguração de "um monumento que celebra as relações entre Portugal e a Tailândia. Uma peça única que embelezará Belém, merecendo todo o cuidado e atenção por parte do Estado. A Sala Thai, é um dos quatro exemplares existentes fora daquele país asiático e a sua oferta a Portugal, consiste numa extraordinária atenção ao nosso país.", como bem refere Nuno Castelo-Branco em oportuno post aqui mesmo publicado, e ainda uma sessão cultural a ter lugar no Auditório do Museu do Oriente na tarde desse mesmo dia.

A Portugal cabe agora receber ao mais alto nível tão ilustre visita.

publicado às 12:45

Sala Thai em Lisboa

por Nuno Castelo-Branco, em 02.02.12

No próximo dia 21 de Fevereiro, será inaugurado em Lisboa, um monumento que celebra as relações entre Portugal e a Tailândia. Uma peça única que embelezará Belém, merecendo todo o cuidado e atenção por parte do Estado. A Sala Thai, é um dos quatro exemplares existentes fora daquele país asiático e a sua oferta a Portugal, consiste numa extraordinária atenção ao nosso país.

 

O acontecimento é visto pelos tailandeses como algo da maior importância, daí a não delegação no Embaixador para cumprir os deveres protocolares na inauguração da Sala Thai. Impossibilitado pela doença de que enferma há alguns anos, o Rei Bhumibol enviará a Princesa Sirindhorn - que naquele país beneficia de um estatuto similar ao de seu irmão, o sucessor Vachiralongkhorn - em sua representação, colocando esta cerimónia no nível protocolar mais elevado. A parte portuguesa deverá corresponder e nem por um momento podemos duvidar da presença do Chefe do Estado.

 

Num mundo em que a relação de forças parece indicar um seguro alvorecer do poder da zona Ásia-Pacífico, há que agir inteligentemente, não ferindo susceptibilidades. Bem sabemos do quase total desconhecimento de que a actual elite política europeia padece acerca do pensamento e forma de agir das diversas sociedades asiáticas, mas no caso português, a nossa longa história evita embaraços protocolares.

 

A Tailândia honra-nos ao mais alto nível e reconhece em Portugal, o seu mais antigo aliado. 

 

Estamos avisados de Portugal não poder falhar e Belém disso deve ter a plena consciência

publicado às 12:15

Na Biblioteca Nacional

por Nuno Castelo-Branco, em 30.01.12

 

As relações entre Portugal e a Tailândia em 13 videos disponíveis no youtube. Uma visita guiada por Miguel Castelo Branco à grande exposição na Biblioteca Nacional de Lisboa.

publicado às 09:36

No The Nation, em Bangkok

por Nuno Castelo-Branco, em 20.01.12

 

Os "Guardas Portugueses" de sentinela ao Templo de Wat Po, em Bangkok

 "The Portuguese - the first Europeans to hunt for treasure in Southeast Asia - got off to a poor start, spending two years in the early 1500s violently establishing a foothold in the Malay state of Malacca. Lesson learned, they were more diplomatic in Pegu, Sumatra and Siam.

Just how peaceful their history was in old Thailand will be examined in a conference in Ayutthaya next week on the 500th anniversary of Siamese relations with the West.

Over two days, dozens of scholars will describe what happened half a millennium ago when the hulking, bearded strangers (think of the frightening farang "guardian" statues at Wat Po) first appeared on these shores.

"Malacca was where East met West, and the Portuguese came to take over the maritime trade," historian Charnvit Kasetsiri told reporters during a recent preliminary tour in Malacca, once known as "the Emporium of the East".

The Maritime Museum makes it clear that the Malays still fume about Portugal's invasion. With a replica of the Portuguese ship Flor de la Mar bearing witness, the version of history as told by the loser has it that the wealth of sultans was piled onto that boat and carried off to Europe, along with dozens of skilled female weavers, calligraphers and dancers.

Much more tragically, they didn't get far - the Flor de la Mar sank in a storm off Sumatra.

Also among its haul were letters and gifts that King Ramathibodi II of Ayutthaya was sending to King Manuel I of Portugal.

First contact with Siam occurred before the conquest of Malacca. The viceroy of Portuguese India, Alfonso de Albuquerque, sent his envoy Duarte Fernandes to Siam to make acquaintance. The relationship has continued uninterrupted ever since.

In 1516 Ramathibodi II granted riverside land for a Portuguese settlement and permission to erect a wooden cross, thus guaranteeing their right to worship God as they chose. In return, the Siamese received lucrative market access to Malacca, its erstwhile trading rival.

Apart from the lost lives and letters, it all sounds pleasant enough, and this was mainly to the credit of the Portuguese lan."

publicado às 08:28

Foram meses de esforços colectivos mas o resultado final compensou. Decorrendo este ano 500 anos sobre a data em que se iniciaram as relações diplomáticas entre Portugal e o então Reino de Sião, mal seria se o Parlamento de Portugal não se associasse de alguma forma a este marco histórico, por via da criação de uma entidade que servisse esse propósito. Pela mão amiga do deputado José Ribeiro e Castro (ex-Presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República) tal desiderato foi possível e é com muito gosto que anuncio nas páginas do Estado Sentido e em todas as redes sociais a criação formal do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal - Tailândia, constituído por representantes dos diversos partidos parlamentares. Mais uma forma, ainda que modesta, de expressar aos nossos amigos tailandeses o carinho que Portugal por eles nutre. Mais feliz a data porquanto se concretiza nas vésperas do 85º Aniversário de S.M. o Rei Bhumibol Adulyadej, no próximo dia 5 de Dezembro.

publicado às 18:57






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