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E agora, quem defende os Clássicos?

por Cristina Ribeiro, em 29.07.14


A leitura do comentário ao < Diálogo em louvor da nossa linguagem >, de João de Barros, no boletim de Abril de 1951 da Sociedade de Língua Portuguesa, assinado por M. M. T., lembrou-me que, até que Vasco Graça Moura deixou de nele escrever, apenas abria o Diário de Notícias, na versão digital, para o ler. A incondicional defesa da Língua Portuguesa, não poupando os acordistas de serviço, nas suas muitas incongruências, a revolta contra o escandaloso desaparecimento, nos programas de ensino, dos grandes vultos da nossa literatura. Que falta faz nos tempos que vivemos o azorrague empunhado pelo escritor nortenho.




Post Scriptum : Tenho de ressalvar o esforço que no mesmo sentido tem sido feito por um outro jornal, um dos poucos que teima em não baixar os braços nesta patriótica cruzada: refiro-me ao jornal " O Diabo "

publicado às 17:06

« O que se Não Deve Dizer » *

por Cristina Ribeiro, em 18.06.14
" Nós, os « espectadores » somos ' espequetadores '. Nós, os « ouvintes » somos ' óvintes ', os ' timados óvintes ' "

Quando assim escrevia, o escritor duriense não tinha ainda de se preocupar com a grafia das palavras; escandalizava-o antes o descaso com que se falava, sem respeito, mormente da parte dos locutores, pelo bem pronunciar, pela prosódia.
Lembrei desta passagem ao passar há dias frente à televisão: no rodapé anunciava-se " a atualidade nacional comentada pelos espectadores ": se aquela aparece sem o C culpemos o infeliz do acordo ortográfico; mas se esta aparece com o C, é apenas porque supõem os escribas que o mesmo se pronuncia - isso de ' espequetador...
                     
 * Título de livro de Cândido de Figueiredo

publicado às 17:04

1619; estava Portugal sob o domínio filipino...

por Cristina Ribeiro, em 30.07.11

" Bravamente é apaixonado o Sr. D. Júlio, acudiu o doutor, pelas coisas da nossa pátria; e tem razão, que é dívida que os nobres devem pagar com mais pontualidade à terra que os criou (...)é a língua pportuguesa branda para deleitar, grave para engrandecer, eficaz para mover, doce para pronunciar, breve para resolver, acomodada às matérias mais importantes da prática e escritura. Para falar é engraçada, com um modo senhoril; para cantar é suave, com um certo sentimento  que favorece a música; para pregar é substanciosa, com uma gravidade que autoriza as razões e as sentenças; (...) para histórias nem é tão florida que se derrame, nem tão seca que busque o favor das alheias. A pronunciação não obriga a ferir o céu da boca com aspereza, nem arrancar as palavras com veemência do gargalo. 

 Tem de todas as línguas o melhor: a pronunciação da latina, a origem da grega, a familiaridade da castelhana, a brandura da francesa e a elegância da italiana. Tem mais adágios e sentenças que todas as vulgares, em fé da sua antiguidade. E, se à língua hebréia pela honestidade das palavras chamaram santa, certo que não sei eu outra que tanto fuja de palavras claras em matéria descomposta quanto a nossa. E para que diga tudo, só um mal tem, e é que, pelo pouco que lhe querem seus naturais, a trazem mais remendada que capa de pedinte."

                      Francisco Rodrigues Lobo, « Corte na Aldeia »

publicado às 22:07






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