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"Abrantes II, o Regresso"

por Carlos Santos, em 25.07.12

Aparentemente, os velhos Abrantes querem retomar o casarão abandonado. O que gerou três reacções comoventes: a do Novo Abrantes, a do albergue que nunca deixou de ter Abrantes, e a dos órfãos do silêncio corporativo, que agora se regozijam com laudes e afiar de facas!

Eu, que nada tenho a ver com nenhuns, aconselho o público a sentar-se e a apreciar o triste espectáculo da baixa política lusa que todos prometem. Será kitsch, como qualquer sequela. Mas os filmes de Verão nunca foram grande coisa.

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publicado às 15:42

Spin doctoring amador

por Samuel de Paiva Pires, em 03.07.12

Parece que há alguns seres bafejados pela mais superior das inteligências que não percebem que o problema não é Relvas ser licenciado ou não. O problema também não era Sócrates ser licenciado ou não. O problema é as aldrabices que se fazem para se ter uma licenciatura fictícia - a mais das vezes, especulo eu, em virtude do provincianismo das personagens em causa, que obviamente devem ter um sentimento de inferioridade qualquer e necessitam que lhes chamem "sôtores". Prestam-se a figuras como esta. Valem tanto quanto os abrantinos socráticos.

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publicado às 22:55

Alberto Gonçalves, "O meu caso com o caso Relvas" (negrito meu):

 

«Os comentários às eventuais ameaças de Miguel Relvas a uma jornalista do Público são um perfeito retrato do país. Na semana passada, escrevi aqui que o papel, a ambição, o estilo e o respeito pelas regras democráticas do sr. Relvas lembram demasiado o eng. Sócrates. Num ápice, Estrela Serrano correu a acusar-me de "falácia", "desespero" e "desejo de proteger quem praticou a ameaça". Como de costume, Estrela Serrano não podia estar mais enganada.

 

Em primeiro lugar, porque as "provas" da comparativa inocência do eng. Sócrates que Estrela Serrano exibiu no seu blogue (vaievem.wordpress.com) constituem evidências bastante razoáveis da respectiva culpa. Em segundo lugar, porque ao contrário de Estrela Serrano nunca aceitei cargos de nomeação política e nem sequer convivo com políticos (uma tentação recorrente em jornalistas com aspas), pelo que não me desespero com eventuais abalos nas carreiras deles. Em terceiro lugar, porque atribuir-me instintos protectores face ao sr. Relvas, cuja relevância no actual governo desde o início me pareceu uma afronta à credibilidade do mesmo, é, no mínimo, um indício da distância que separa Estrela Serrano do discernimento.

 

Não censuro a senhora, que se limita a presumir em mim os hábitos dela e da pátria em geral. No fundo, o amor à liberdade de expressão que Estrela Serrano descobriu agora é aquele que lhe faltava quando os antecessores do sr. Relvas procuravam, e às vezes conseguiam, silenciar jornalistas. À época, acrescento entre parêntesis, Estrela Serrano pontificava na Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), agremiação que, vá lá perceber-se, jamais encontrou vestígio de ilicitude na relação do governo de então com os media.

 

Estrela Serrano é muito portuguesa, e Portugal é um lugar onde as convicções derivam de simpatias partidárias, compadrio e arranjinhos à mesa do restaurante. De tão infantil, só a descrição da paisagem deprime: os que negavam os abusos do PS são os que hoje se indignam com os abusos do PSD; os que se indignavam com os abusos do PS são os que hoje negam os abusos do PSD. Contra toda a evidência e a favor de todo o compromisso, os apoiantes de uns perdoam-lhes o que condenavam noutros e os apoiantes dos outros indignam-se face ao que lhes era indiferente. Os primeiros perdem a razão que tinham. Os segundos não ganham razão nenhuma.

 

Gostaria, insisto, que Estrela Serrano não me julgasse pelos critérios que a orientam. Se digo que o presumível desvario do sr. Relvas não é inédito não pretendo dizer que o desvario é desculpável, mas que o indesculpável clima que o propiciou já vem de trás. O sr. Relvas faz o que quer na medida em que os seus parceiros de ofício sempre fizeram o que queriam. E o sr. Relvas sairá provavelmente impune na medida em que a impunidade tácita do ofício é regra da casa.

 

Se acontecer assim, é pena. Acho que, menos pelo episódio do Público do que pelo rústico enredo de espionagem que originou o episódio, o sr. Relvas não devia permanecer no governo. Acho que a direcção do diário em causa não devia ser selectiva na escolha das pressões que valentemente denuncia ou que estrategicamente esconde. Acho que o jornalismo que dorme com políticos não devia estranhar que os leitores fujam da promiscuidade. Acho que quem aguarda a sentença da absurda ERC devia esperar sentado. Acho que, em vez de alucinações, Estrela Serrano devia ter vergonha.»

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publicado às 15:08

Sempre quis ter um sabre de luz

por Samuel de Paiva Pires, em 24.05.12

Imagem roubada ao Ricardo Lima, que relembra ainda uma bela máxima proferida pelo actual Primeiro-Ministro: “Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota.”

 

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publicado às 18:32

Mas limito-me a umas breves observações. Já o disse e volto a dizer: sinto-me um privilegiado por pessoas cuja dimensão é infinitamente superior à minha perderem tanto tempo comigo. Claro que já toda a gente percebeu que se trata da técnica abrantina de desviar o assunto, como se nos esquecêssemos que é o caso Miguel Relvas que realmente importa. Seja como for, o que vale é que já há muito adoptei a máxima de Gore Vidal de que "aquilo que penso dos outros é mais importante do que aquilo que eles pensam sobre mim". De há uns 10 anos a esta parte que cultivo uma, julgo eu, saudável virtude, a de não responder directamente a quem procure denegrir-me recorrendo a um nível de argumentação que, por não ser conforme à minha natureza, prefiro não alimentar. O exemplo vale mais que mil palavras. Os meus escritos e actos falam por mim, não preciso de fazer campanhas propagandísticas - limito-me a dizer o que penso, a "viver como penso e não a pensar como vivo", nas palavras de um mestre pensador português. De resto, coíbo-me de qualificar o argumento das credenciais anti-abrantes (a fazer lembrar, como o Carlos M. Fernandes me chamou a atenção, os argumentos dos anti-fascistas), observando apenas que a lógica, de facto, não é para todos, muito menos para os aprendizes de Maquiavel, e termino com uma citação de Samuel Johnson que me parece mais do que apropriada: "O patriotismo é o último refúgio de um canalha."

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publicado às 13:01

Mariquices e capacidades argumentativas

por Samuel de Paiva Pires, em 23.05.12

Afonso, no que diz respeito a mariquices e capacidades argumentativas, estamos conversados desde que tu e o Rodrigo amuaram por eu ter evidenciado as falhas gritantes do vosso patético vídeo para a Finlândia.

 

P.S. - Vamos continuar com esta competição criançola para ver quem tem o dito cujo maior? Sinto-me um privilegiado por gastarem as vossas energias e notáveis capacidades intelectuais e argumentativas com a minha pessoa mas ou montam uma central blogosférica abrantina a sério ou isto assim nem chega a ser minimamente desafiante e estimulante.

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publicado às 10:14

É curioso como um tipo sem paciência para a blogosfera vem aqui por acaso e constata que outros simplesmente não curam as suas obsessões antigas. Lamento desiludir, Afonso. Nem o Samuel precisa da minha defesa, nem eu estou disponível para entrar no seu jogo. Deixo-lhe, contudo, uma resposta única: parece que o blogue que fez a apologia do deputado Galamba contra as denúncias que fiz à identidade dos Abrantes, e às ligações desse deputado aos ditos, tinha interesses ocultos - já que ia dar guarida a novos Abrantes. Nada que não se tivesse percebido na altura.

Vá, continue lá a brincar no recreio, Afonso, que daqui não leva nada. A malta crescida tem mais o que fazer!

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publicado às 03:44

Folgo em ver que o Rodrigo está a aprender rapidamente. Entre as técnicas clássicas dos Abrantes ou dos spin doctors em geral, o Rodrigo aplicou três em apenas dois posts:

 

1 - Vitimização. Eu não presumi nada. Eu realizei um juízo de valor com base no que me é dado observar do teu comportamento, comparando atitudes/opiniões perante situações semelhantes, que têm resultados diferentes em função do partido que está no governo. E desta avaliação resultou a classificação de contorcionista e abrantes, sendo este último termo utilizado para designar spin doctors em geral, pelo menos por mim. A capacidade e possibilidade de crítica está no cerne de qualquer sociedade livre e democracia liberal saudável. Já vai sendo tempo de em Portugal deixarmos de ser umas virgens ofendidas e começarmos a saber lidar com as críticas que nos façam, sem vitimizações.

 

2 - Colocar palavras na boca/escrita dos interlocutores. Esta o Rodrigo já tinha tentado aplicar hoje. Nem eu nem o André dissemos que concordávamos com as medidas do ministro. Mostrámo-nos, isso sim, defensores da privatização da RTP e prometemos ser os primeiros a aplaudir se esta alguma vez ocorrer. 

 

3 - Desviar o assunto - Aproveitando o ponto anterior, o Rodrigo introduziu outra temática que, se tem importância, não deixa de ser lateral em relação ao que está em questão: Miguel Relvas tentou chantagear uma jornalista, ameaçando-a com a publicação na Internet de dados da sua vida privada. Não preciso de caracterizar alguém que tem uma atitude destas, pois não?

 

Um dos grandes males da política portuguesa é o culto do chefe nos partidos políticos, que normalmente implica um seguidismo acéfalo, tornando a política em futebolítica. Os partidos não são, ou não devem ser, claques de futebol. Para mim, acima deste clubismo estúpido estão os princípios e as políticas prosseguidas. Se estas, na essência, são as mesmas, erradas, quer esteja o PS, o PSD ou o CDS no poder, e se a única coisa que os distingue é aquilo a que acham por bem (ou mal) destinar o dinheiro dos outros, então criticarmos uns e defendermos outros quando adoptam exactamente o mesmo tipo de medidas e, pior, quando tomam atitudes moralmente reprováveis em moldes semelhantes, é verdadeiramente um acto hipócrita e revelador do pântano em que vivemos. 

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publicado às 21:34

Confusões em cabeças divinas

por Samuel de Paiva Pires, em 22.05.12

O Rodrigo diz que eu digo que ele não é da minha direita. Passando ao lado do facto de eu não ter dito coisa do género, tendo apenas citado o Ricardo Lima, o Rodrigo até tem razão. Alguém faz o favor de lhe explicar que a social-democracia não é de direita?

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publicado às 14:47

Provavelmente o post do ano

por Samuel de Paiva Pires, em 22.05.12

Ler isto primeiro, e depois o André Azevedo Alves, Um verdadeiro espírito livre (2):

 

"O Rodrigo Moita de Deus sente-se, compreensivelmente, pressionado, mas da minha parte não tem nada a temer. Lido com blogues e bloggers há quase uma década. Se fosse pessoa para fazer o que o Rodrigo Moita de Deus teme, já todos – até o próprio o Rodrigo Moita de Deus – teriam dado por isso."

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publicado às 14:31

"Mudam-se os tempos, mudam-se os abrantes"*

por Samuel de Paiva Pires, em 22.05.12

 

O Rodrigo diz que eu não gosto de discordâncias. Claro que ele não é obrigado a ler-nos e a perceber que neste blog, por exemplo, temos uma esquerdista feminista e europeísta e um conservador católico tradicionalista. Por acaso estou quase sempre em desacordo com eles. E não tenho por hábito amuar quando alguém de uma tribo de que faça parte discorda de mim (vídeo para a Finlândia, ring a bell?). Mas compreendo o fim da irreverência do Rodrigo. São "ossos do ofício".

 

* título roubado ao André Azevedo Alves.

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publicado às 12:41

Coisinhas simples*

por Samuel de Paiva Pires, em 22.05.12

André Azevedo Alves: «Máximas para um país onde não faltam rastejantes: Mudam-se os tempos, mudam-se os abrantes.»

 

*título roubado ao 31 da Armada

 

Leitura complementar: "Ser de esquerda é, como ser de direita..."Lembrei-me dela hoje, Miguel RelvasUm sítio mal frequentado, já dizia EçaBom dia, Portugal!; A direita hipócrita e Miguel RelvasA Crónica Hipocrisia da Direita InstaladaUma oportunidade para Passos CoelhoA improvável demissão de Miguel Relvas e a fragilização da posição de Pedro Passos CoelhoO caso Miguel Relvas e a crónica hipocrisia da direita instalada (num sítio mal frequentado) ; O caso Miguel Relvas e a opção pela auto-descredibilização; Passos Coelho em defesa de Miguel Relvas; A mediática telenovela de Miguel Relvas (3); Já os vi com mais pressa e com menos deferência pela ERC; Para diminuir o controle ilegítimo directo e indirecto sobre os meios de comunicação social; Pântano; Um verdadeiro espírito livre; Foi preciso mudar o governo mas (finalmente) chegaram lá; Já perceberam, agora, por quê?; A ocasião...; Os telefonemas de governantes para as redacções;

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publicado às 10:00

Carneirismo

por Samuel de Paiva Pires, em 01.10.10

Os socretinos abrantes corporativos (pagos pelo erário público, note-se) decidiram, agora, armar-se em sociólogos. Vai daí produziram esta bela prosa que dá vontade de regurgitar e envergonha qualquer cientista social ou político digno dessa qualificação. O autismo e seguidismo fazem escola neste mesquinho e provinciano cantinho da velha e enferma Europa.

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publicado às 22:20






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