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António Costa com nada na mão

por John Wolf, em 02.12.15

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Já percebemos que a apresentação do alegado programa de governo não está a acontecer na Assembleia da República. Esse tempo de antena, que pertence aos portugueses, está a ser roubado para a negociação dos acordos que faltam ao PS, o BE e o PCP. Em suma, não existe nada. Nem acordos, nem programa de governo. Discutem o passado e lançam as bases para justificar o falhanço da legislatura - quer esta dure 6 meses quer esta sobreviva ano e meio. Portugal fica para depois. Enfim, estamos a assistir a uma aula de história política contemporânea. Dispensável.

publicado às 17:00

Gatos e ratos de António Costa

por John Wolf, em 22.10.15

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António Costa é o género de pessoa que passa à frente na fila de supermercado, o condutor que ultrapassa pela direita e segue pela faixa de emergência fazendo passar por idiotas os seus compatriotas que aguardam pacientemente, o indivíduo que compra um aparelho numa grande superficie com a clara intenção de o usar e devolver ainda dentro da garantia alegando defeito de funcionamento, o patrão que despede o subalterno por este ser mais competente, o jogador de futebol que simula faltas na grande área ou o dono do restaurante que mistura os lotes de café para fazer render o peixe. Enfim, um carácter duvidoso, mas pouco hábil na arte da dissimulação para obter possíveis vantagens - estamos todos a ver o filme. Está o país a arder e todos os bombeiros são chamados à liça, mas António Costa prefere jogar ao rato e gato com mais do que dois tabuleiros em simultâneo. Enquanto os portugueses aguardam um desfecho, mesmo que temporário, o secretário-geral do Partido Socialista (PS) negoceia às escondidas com diversas partes. Deste modo temos um Costa para o governo de coligação, um Costa para o Bloco de Esquerda, um Costa para a Coligação Democrática Unitária, um Costa para o Parlamento, um Costa para alguns socialistas, mas nunca um Costa para os portugueses e para Portugal. António Costa é a maior decepção que o PS poderia ter. E este género de traição extravasa o âmbito do seu partido. Mina a confiança que não lhe pertence, mas que tão efusivamente declamou. Este embuste tem implicações sérias e duradouras. Não é algo que se varra do espectro do imaginário político com a dissolução de um eventual governo de coligação e a convocação de novas eleições.  António Costa e o PS serão vítimas da sua prática, dos valores nucleares que parecem ter sido instituídos no Largo do Rato. Ninguém pode ser tido nem achado enquanto responsável pelo descalabro socialista que parece cada vez menos inevitável. António Costa está a assinar a sua própria sentença. Estou seguro que Cavaco irá dissolver o governo de António Costa que já tomou posse de todo o espaço de bom-senso e razoabilidade.

publicado às 08:57






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