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O Luís Marques Mendes é um dealer. Um traficante de informações e dicas, de rumores obtidos na calle. O comentador televisivo abastece-se no mercado negro  da política. As fontes para tal presciência nunca são reveladas. Parece que fez um pacto de sangue que o inibe de corroborar a certeza das suas afirmações. Ao mínimo deslize trucidam-lhe um dedo, ali mesmo, no balcão da televisão - o mindinho, e depois o outro, o indicador, aquele que aponta. As sucessivas fugas de informação, na minha opinião, vão em sentido contrário ao que é requerido nos tempos que correm - transparência. Enquanto membro do conselho de Estado, enquanto titular desse estatuto, deveria abster-se de transformar assuntos de Estado e governação numa feira de suposições e conjecturas. O seu comportamento alimenta a estação de televisão que o contrata, os mexericos sempre serviram para fazer crescer as audiências. Mas, em nome da Democracia, já de si ferida, a arte que pratica parece não servir de todo o interesse colectivo. Serve candidaturas alheias. O Marques Mendes trabalha para o Vitor Gaspar? É trabalho precário ou há perspectivas de carreira? Porque razão estará a preparar o futuro político do Gaspar? Tudo isto soa a inside information tornada televisiva, pública. A última coisa de que os Portugueses querem ouvir falar é da próxima etapa profissional do ministro das finanças. São estas novidades que eternizam a noção de que os políticos procuram salvar o seu coiro, independentemente do rumo colectivo, do futuro de Portugal. Não me parece que o Luís Marques Mente, e se não mente, então que apresente um atestado. O mínimo que se exige é que revele de que forma teve acesso a informação, se não confidencial, decerto que privilegiada. Gostava de saber qual o partido de Luís Marques Mendes. De que agenda faz parte. Ele aparece com ar de santinho, produz afirmações que parecem caídas do céu, como se por acaso fosse uma agência de informação, e a troco de não sei o quê, obtém pequenas peças para se manter à tona no difícil mester de comentador televisivo. A quem devo pedir a certificação do produto? Porque é disso que se trata. Se um produtor de tomate é obrigado por lei a certificar o seu modo de produção e distribuição, os profissionais do sector de informação, devem também ser obrigados a colar uma etiqueta no produto que nos vendem. Uma especie de Denominação de Origem Controlada de Informação. A informação não deixa de ser um produto consumível e que pode causar intoxicações. No meu entender, há que apertar os calos daqueles que despejam carga no cais. Se a palette de fruta é para mim, gostava de pelo menos saber qual a proveniência dos cocos. Do sumo que corre do coco rachado.

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publicado às 08:38






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