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Hillary Clinton e... Rab(b)o

por Nuno Castelo-Branco, em 26.02.12

A cada vez mais aparentemente asquenaze secretária de Estado, anda encantada com o excelentíssimo Sr. Rabbo que assumiu a presidência do Iémen. No que respeita à Síria, a dita senhora aponta os inconvenientes de uma intervenção estrangeira - diga-se, americana -, garantindo contudo, o seu total apoio à "oposição". Afinal como ficamos? É que pelo que se sabe, esta activa "oposição" já esteve na Tunísia e na Líbia, sendo ela própria bastante estrangeira. 

 

O sucessor de Bin Laden já jurou o seu total apoio a essa "oposição" e é cada vez mais estranha, a capacidade de luta que esses indefesos militantes demonstram contra um exército bem equipado e aguerrido. Kadhafi era um traste da pior espécie? Era, sem dúvida. Hafez al-Assad um venenoso bandido, relíquia soviética que sobreviveu à queda da URSS, amigo e financiador de homens-bomba? Com certeza. Aquilo que agora deve ser ponderado, é a vontade do regime de Bashar el-Assad em promover uma gradual transição para um sistema mais representativo - hoje está a decorrer um referendo nesse sentido -e que garanta os direitos das minorias, especialmente da cristã que até aos nossos dias tem sido protegida. Ao contrário de outros países limítrofes, na Síria existe cinema, música, ópera, direitos das mulheres e alguma separação entre a mesquita e o Estado. Chegou o tempo de a Europa zelar pela sua segurança e não se deixar enrodilhar demasiadamente pelos ímpetos comerciais além-Atlântico, "sais sagrados" do Mar Morto, loucuras divinizantes tonitruadas por rufiões protestantes em assembleias de crédulos e outras conhecidas causas que muito nos prejudicam. Enough is enough. 

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publicado às 21:00

Síria e a oportunidade perdida

por Felipe de Araujo Ribeiro, em 17.11.11

A cada dia que passa o cerco a al-Assad vai se apertando, preparando-se os do costume para uma nova invasão, de novo pelo caminho mais fácil, mais sangrento e, evidentemente, mais rentável. Sempre em nome da liberdade, da democracia. Do raio que os parta.

 

Desta vez, porém, será mais difícil desbloquear o acesso à Síria do que foi com a Líbia. Apesar da pressão cada vez mais forte exercida pela Liga Árabe, com vista a acabar com a violência e permitir a entrada de observadores estrangeiros, o presidente Russo já veio a público afirmar que não irá permitir uma invasão nos moldes da que foi feita a Kaddhafi.

 

Tal como seria previsível, os sinais de desconforto começam a tornar-se visíveis um pouco por todo o Médio Oriente, com especial destaque para o Líbano – país que continua sob uma forte dependência do regime de al-Assad. Há dias, num debate televisivo sobre a Síria, dois importantes políticos Libaneses chegaram mesmo ao confronto físico,  num espectáculo fora do vulgar transmitido em directo para todo o país. Mais a norte, na cidade de Tripoli, vários apoiantes de al-Assad têm vindo a público declarar estarem dispostos a pegar em armas para defender o regime vizinho. Tal como, aliás, já havia feito o Hezbollah, através do seu líder Hassan Nasrallah.

 

De pouco vale, nesta altura, tentar contrariar o inevitável, mas fica de qualquer forma a referência ao facto de ter sido apontado, há mais de quatro meses, um caminho alternativo. Aos mesmos imbecis que se riram e criticaram S.A.R., o Senhor D. Duarte, aquando da sua visita à Síria, sugiro que revejam as suas declarações à SIC Notícias. Na altura denunciou estarem as forças militares e de segurança extremamente mal preparadas, que por isso respondiam desadequadamente a qualquer provocação por parte dos insurgentes, o que naturalmente desencadeou a escalada de violência a que se assiste hoje. Ao pedido de apoio, quando seria fundamental ajudar a preparar as forças militares, o mundo respondeu com sanções económicas e reprimendas paternalistas, e assim se perdeu uma oportunidade única, que viria a revelar-se fatal.

 

Foi desta forma que, a nível internacional, se animou e legitimou a insurgência que, ao contrário do que alguns poderiam julgar, está a anos-luz de ser uma revolta em nome da democracia. E assim se repetem erros de palmatória, a história dos próximos meses/anos já escrita, e o mundo inteiro ainda a dormir.

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publicado às 22:39






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