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A propósito...

por Nuno Castelo-Branco, em 23.02.13

... a decana Ceausesca de Almada é uma "de" ou uma "da"? 

publicado às 18:34

Há mais de vinte anos conheço o caminho que liga a saída da agora auto-estrada, às imediações da Charneca de Caparica. Passamos duas rotundas e na segunda, viramos à esquerda. No segundo cruzamento - se bem me lembro -, voltamos à direita e perto de um quilómetro percorrido, chegamos ao final da rua que dá acesso à estrada que contorna o paiol da NATO (?). Pois bem, ainda ontem, tudo decorria com toda a normalidade. Hoje, perto das quatro e meia da tarde,, chegando ao cruzamento, virei à direita em direcção à estrada do paiol, quando fui subitamente parado por uma boa meia dezena de agentes da Guarda Nacional Republicana   que com todas as cortesias da praxe quiseram verificar os meus papéis e os da viatura. Pareceu-me uma normal missão fiscalizadora, mas de chofre o agente atacou:

 

- O senhor não viu o sinal de proibido quando entrou nesta estrada?"

 

- "Qual sinal de proibido?! Há décadas que passo por aqui em direcção às praias e nunca houve nenhum sinal. Nunca o vi!"

 

- "Pois lá está um. Creio que foi recentemente colocado pela Câmara Municipal de Almada."

 

- "Desde quando? Ontem não existia."

 

- "Talvez desde hoje. Vou verificar se esse sinal foi colocado hoje, mas se lá estiver há mais tempo, receberá uma multa."

 

- "Quando voltar da praia verificarei o sinal, mas desde já lhe digo que ontem não estava lá!" (grunhi)

 

Duas horas depois, verifiquei o lindo serviço. Quem chegue ao fim da rua e vire à direita para a estrada do paiol, jamais poderá vislumbrar o sinal de proibição - rematado por um "reservado a moradores" -, pois plantaram-no precisamente na esquina, num ângulo morto e de impossível visualização. Se houvesse um mínimo de competência ou boa fé, teria bastado um sinal de interdição de voltar à direita - e a correspondente ressalva "reservado a moradores" -,  colocado uns metros antes da curva.

 

Dado o momento que penamos, há um descarado propósito de extorsão e calculo que este fim de semana serão passadas dezenas, senão muitas centenas de autuações por "infracção" ao inexistente - porque invisível - sinal. Uma vergonha, mais uma nódoa negra que segundo as palavras do agente da GNR, tem a alegada autoria da famosa edil Emília, mais conhecida pela Ceausesca de Almada. Além do mais, com as contínuas decisões acerca de interdições de circulação aos fins de semana, incluindo a marginal no sentido Fonte da Telha/Costa de Caparica, poderemos dizer que a Ceausesca pretende esvaziar as praias no verão. Uma cretinice de todo o tamanho, somando-se ao horrorosamente caótico acampamento de betão em que transformou o município.  

 

Tudo não passaria de mais um típico assalto enche-bolsos, se ainda por cima a GNR não tivesse colaborado - talvez seja melhor dizer ter sido obrigada a participar - neste escabroso esquema. Se pretendesse avisar os incautos condutores acerca da modificação das regras, o piquete/patrulha ter-se-ia postado a uma dezena de metros antes da dita curva, advertindo os automobilistas. Tal não aconteceu, ficando os agentes multistas quase de emboscada num beco da primeira ruela à direita.

 

Indecente. Alguém põe cobro a "isto"?

 

 

Adenda: por sugestão de um leitor, além da Câmara Municipal de Almada e GNR, talvez seja necessário acrescentar um ou dois ministérios a este esquema: o das Finanças e o da Administração Interna?

 

publicado às 00:01

A senhora Sousesco

por Nuno Castelo-Branco, em 12.10.09

 

 A dona Maria Emília de Sousa - pelos seus munícipes conhecida como "a Sousesco de Almada " -, presidente da edilidade do lado de lá da Ponte, acusou uma parte do eleitorado da CDU, de imbecilidade. Isto, porque a cretaciana senhora, está furiosa pela perda da maioria absoluta, acusando o PCTP/MRPP de ter ido ao engano do eleitorado. De facto, o partido maoísta ostenta muito naturalmente a conhecida foice e martelo, não se escondendo atrás  de siglas demo-cristãs além-Reno. Assim, os 300 eleitores que lhe faltaram, foram estupidamente votar no "MR", os pobres patetas. Os almadenses ficam então a saber, quanto vale a "superioridade moral" dos comunistas.

 

Para os mais distraídos, convém lembrar que o argumento da foice e martelo já tinha sido utilizado pelo PC em 1975, obrigando os seus páchiças do MFA/C.R. a proibir a ida às urnas do MRPP. Dezenas de presos às ordens do famigerado COPCON do sr. Otelo, os militantes do MRPP foram espancados e aviltados na sua esfera pessoal. O processo de afastamento da ida às urnas, consistiu na primeira chapelada com um nauseabundo cheiro a vigarice eleitoral e que ostensivamente privou os maoístas de um mais que certo lugar em S. Bento. 

 

Uma das mais famosas lendas do regime, consiste na apregoada excelência da gestão camarária soviética. Década após década, deparamos com a quase reverencial homenagem dos homens do regime - que o PC, se pudesse,  encostaria ao paredão - a uma mentira que de tão enraizada se tornou num infalível dogma. 

 

A verdade é bem diferente. Se percorrermos a zona da Grande Lisboa - a antiga "cintura industrial" vermelha -, deparamos com o mais infame atentado ao ordenamento territorial. Câmaras que durante décadas foram PC/MDP, FEPU (PC+MDP+FSP, APU (PC+ MDP) e finalmente, CDU (PC+"verdes" do Hotel Vitória), ostentam o pouco invejável galardão de administrarem os mais sórdidos locais suburbanos do país. Ali proliferou a construção clandestina, o pato-bravismo mais reles, a guetização social mais vergonhosa. Vales, montes, quintas, cursos de água e terrenos agrícolas, foram durante vinte e cinco anos vandalizados por Câmaras PC interessadas na instabilidade social, no descontentamento e na miséria, com o único fim de potenciar aquilo que a cartilha leninista dita no que se refere ao "quanto pior, melhor".

 

Não tenhamos ilusões. Lisboa encontra-se estrangulada por um laço de betão e zinco como nenhuma outra capital da Europa ocidental. Torna-se impossível considerar o "desinteresse" das Câmaras CDU, naquilo que respeita a proventos materiais. Urbanizações de baixíssima qualidade, uma paisagem outrora magnífica e essencial à preservação do ecosistema envolvente da capital, eis a "impecável" obra que todos deixam passar como boa!

 

Almada, Barreiro, Setúbal, Vila Franca, Loures, Sobral de Montagraço e Amadora, são alguns bem conhecidos nomes de localidades pouco aprazíveis, onde o PC fez o que bem entendeu durante mandatos consecutivos. Bairros da lata, bairros "sociais" de exclusão, total ausência de infraestruturas integradoras, especulação na construção desenfreada e de baixa qualidade e inevitavelmente, a gangrena de um tráfego caótico, são uma realidade à qual é praticamente impossível dar remédio.

 

 

publicado às 21:04






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